Ajude a manter o blog

Mostrando postagens com marcador Antissemitismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antissemitismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Veneno Mortal

revisionismo120909


Clique na imagem para amplia-la


Um veneno mortal espalha-se hoje em sites, blogs, comunidades do Orkut, cartas de leitores (como a publicada por um leitor no Portal Imprensa) e nos fóruns da Internet: o veneno neonazista do “Revisionismo”, doutrina que objetiva induzir jovens internautas que desconhecem a História à cegueira através da negação do Holocausto.

Esse veneno é administrado em massa no submundo que vem à tona na rede mundial dos computadores; e já oficialmente entre as elites através dos pronunciamentos oficiais do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, isolado do mundo civilizado, mas apoiado com entusiasmo por estadistas corruptos da América Latina (Venezuela, Equador, Brasil). Estes declaram com orgulho estarem apenas a colocar os negócios acima da ética, mas no fundo compartilham, ainda não abertamente, da mesma ideologia do negacionismo islâmico, que assimilou o veneno neonazista e o transformou em verdadeira arma de guerra psicológica contra Israel.

Os pseudo-historiadores neonazistas só negam os fatos históricos relativos ao Holocausto, na ânsia de repeti-lo. Os historiadores sabem que o número aproximado de 6 milhões de judeus mortos no Holocausto não se baseia como afirmam os revisionistas em relatos de sobreviventes (como se estes não merecessem crédito), mas em estatísticas censitárias do número de judeus na Europa antes do Holocausto (cerca de 11 milhões) e depois do Holocausto (cerca de 4 milhões); de registros policiais da deportação dos judeus de toda a Europa para campos de extermínio; dos registros parciais dos próprios nazistas (Einsatzgruppen e outros), que anotavam os nomes de todos aqueles que eles exterminavam (parte desses registros foi queimada com a aproximação dos Aliados, mas parte ainda existe e pode ser consultada nos arquivos alemães, americanos, franceses, russos, israelenses), entre outros documentos das próprias autoridades nazistas.

Da mesma forma como, com a entrada dos computadores nas pesquisas, uma nova Enciclopédia do Holocausto revela que existiram 20 mil campos nazistas em toda a Europa, quando antes se conheciam 5 mil, é provável que o número total dos judeus mortos seja ainda maior que 6 milhões: o aporte de precisão das novas tecnologias poderá apenas aumentar os números estabelecidos, jamais diminuir, pois 6 milhões é uma base provada pelos registros existentes, que apenas os neonazistas contestam por desejarem voltar a matar os judeus com a “consciência limpa” de Auschwitz.

Típica desses “assassinos de alma pura” (como Jean-Paul Sartre definiu os antissemitas) é a exigência da existência de uma “ordem escrita” do extermínio dos judeus como “prova” do Holocausto, pois eles sabem que seus mestres não deixaram bilhetinhos para se incriminarem, anunciando ao mundo todo que estariam matando milhões de inocentes. Mas, na prisão, antes de matar-se, Rudolf Hess confessou seus crimes em suas memórias Eu fui comandante de Auschwitz. E numa de suas últimas entrevistas, Adolf Eichmann declarou só lamentar ter exterminado seis e não onze milhões de judeus, cumprindo a meta da ordem recebida. Referia-se à ordem de Reinhard Heydrich de “eliminar o povo judeu inteiro da face da Terra, incluindo as crianças”, para que elas não pudessem mais tarde, quando adultas, vingar-se da morte dos pais.

Os campos de extermínio podem ser visitados, e os milhões de pertences das vítimas, incluindo montanhas de cabelos cortados, óculos, malas, brinquedos, etc. podem ser vistos, ao lado das câmaras de gás, onde milhares eram mortos diariamente com gás Zyklon B (cujas latas também foram conservadas). No Tribunal de Nuremberg, o Holocausto foi provado através da mais farta documentação que um tribunal amealhou em toda a História, com 42 volumes apenas de resumos dos processos. E os filmes dos registros da abertura dos campos, realizados pelos cinegrafistas dos Exércitos Aliados (americanos, russos, ingleses e franceses) são provas visuais, sensíveis, materiais, que dispensam qualquer comentário.

Da mesma forma, como tudo o que sai da boca ou da pena dos revisionistas, a afirmação de que só existem museus para o Holocausto dos judeus e não para outras vítimas de genocídios é uma mentira deslavada. Todos os povos vitimados têm seus museus, incluindo o Museu da Tortura e o Museu de Guernica, na Espanha; o Museu da Guerra, na Rússia; Museu da Defesa de Stalingrado; o Museu da Grande Guerra Patriótica, de Minsk; o Museu Imperial da Guerra, em Londres; o Museu de Hiroshima, no Japão; o Museu das Reminiscências da Guerra, no Vietnã; os Museus Afro-Americanos em quase todos os estados americanos do Alabama a Virginia; o Museu da Escravidão Internacional, em Liverpool; o Museu da Escravidão Kura Hulanda, em Curaçao; o Museu Nacional da Escravatura, em Angola; o Museu do Escravo, em Minas Gerais, o Museu Afro-Brasil, em São Paulo, o Museu do Índio, no Rio de Janeiro, o Museu do Marajó, em Cachoeira do Ararí, etc.

Se outras nações erigiram, depois de Israel, seus museus do Holocausto, isso se deve também às campanhas neonazistas de negação do Holocausto, exigindo das autoridades mundiais uma resposta à altura, como o Museu do Holocausto em Washington, o Museu da Shoah em Paris e o Museu do Holocausto em Berlim. Pelo andar da carruagem, diante de tantos revisionistas que se manifestam impunemente na Internet, também o Brasil está precisando com urgência de seu Museu do Holocausto, antes que nossos jovens, manipulados por neonazistas convictos, convertam-se em neonazistas por pura ignorância.

Luiz Nazario

sábado, 10 de julho de 2010

A volta do Antissemitismo

A flotilha de Gaza foi uma peça de teatro islâmica perfeita, revelando um antigo ódio europeu

É um fenômeno fascinante: por que as pessoas e organizações que se apresentam como progressistas se unem a muçulmanos reacionários?

O grupo “Free Gaza” é uma dessas alianças esquerdista-islâmica. Bem, Gaza já está livre. Israel retirou-se da estreita faixa há cinco anos. E também não há necessidade de qualquer ajuda humanitária. Mais de um milhão de toneladas de suprimentos humanitários entrou em Gaza proveniente de Israel nos últimos 18 meses, o equivalente a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança na região.

Mas a população de Gaza votou em eleições democráticas para ser governada por um partido cujo ódio aos judeus é a pedra fundamental da sua existência. Qualquer um que duvide disso deve ler o Estatuto do Hamas na Internet. O fato de que Gaza está completamente “judenrein” (“livre de judeus”) não é suficiente para o Hamas. Eles querem que Israel também seja "livre de judeus". O bloqueio de “produtos estratégicos” por parte de Israel não foi concebido para punir o povo palestino, mas para impedir que o Hamas obtenha armas pesadas e possa construir abrigos subterrâneos. Uma idéia tão simples de entender.

Por exemplo, ao contrário de Gaza, a Chechênia não é livre. Os russos esmagaram a luta pela independência dos chechenos com o bombardeio intensivo de sua capital. E o que dizer de um Estado curdo? Os turcos e iraquianos infligiram horrores inimagináveis aos curdos. Apesar disso, não há a “Flotilha do Curdistão Livre” indo em direção à Turquia, e as autoridades russas não têm medo de serem presas em capitais européias por crimes de guerra.

Aqui estão mais alguns fatos – fatos incômodos e inflexíveis. Vamos observar a taxa de mortalidade infantil em Gaza. Este é um número chave, que diz muito sobre as condições de higiene, nutrição e cuidados com a saúde. Em Israel, a taxa de mortalidade infantil é de 4,17 por 1.000 nascimentos, aproximadamente a mesma dos países ocidentais. No Sudão a taxa é de 78,1, ou seja, uma em cada 13 crianças morrem ao nascer. Em Gaza, a mortalidade infantil, por 1.000 nascimentos, é de 17,71. Sim, este número é maior do que em Israel, mas muito menor do que no Sudão. E a taxa de mortalidade infantil da Turquia? Bem, ela é de 24,84. Sim, mais crianças morrem ao nascer na Turquia do que em Gaza.

Aqui está outro fato. A expectativa de vida em Gaza é de 73,68 anos. E na Turquia, a nova protetora de Gaza, a expectativa de vida é de apenas 72,23 anos. Se os israelenses realmente queriam tornar a vida dos palestinos curta e desagradável, então eles estão, obviamente, fazendo algo errado.

Os progressistas não ligam para qualquer outro grupo de muçulmanos pobres ou oprimidos. Eles só clamam pelas “vítimas” dos judeus. Por que isso acontece?

Uma das razões é Yasser Arafat, cuja genialidade foi redefinir a causa palestina na retórica neo-marxista e antiimperialista. Ele criou um novo contexto para o seu povo: a luta contra o colonialismo e o racismo. Arafat era um clássico caudilho corrupto com um talento incrível para jogar com a mídia e os políticos ocidentais. Os progressistas adotaram os palestinos como seus favoritos, [apresentando-os como] a quintessência das vítimas do imperialismo e do colonialismo, simbolizados pelo Estado sionista.

Mas há outra razão pela qual os progressistas ocidentais odeiam Israel, mas são indiferentes às violações dos direitos humanos na Turquia, no Irã ou na Rússia. É por causa do Holocausto.

Os europeus, que representam muito do que se diz ser a opinião pública mundial, cansaram-se de carregar a culpa pela destruição dos judeus do continente. Eles começaram a sonhar com alguma forma de libertação histórica. Ela está vindo na forma das respostas militares de Israel aos ataques islâmicos e terroristas. Os europeus não poderiam perder a oportunidade de difamar os judeus e de redefinir as medidas de defesa de Israel como “desproporcionais” ou como agressões totais – em outras palavras, como crimes de guerra.

Na visão dos progressistas europeus, o conflito Israel-Palestina tornou-se um conflito sem comparação, um fenômeno único de vítimas européias gerando vítimas palestinas, que parecia diminuir o peso do massacre do povo judeu pelos europeus.

Assistindo a demonização de Israel, o ataque ao seu direito de defesa, como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, torna-se claro que existe entre os europeus uma necessidade profunda de chamar os judeus de assassinos. É por isso que os palestinos, como “vítimas” dos judeus, são mais importantes que as numerosas vítimas muçulmanas dos extremistas muçulmanos. É por isso que milhões de outros muçulmanos, que vivem em piores condições do que os palestinos, dificilmente recebem alguma menção na mídia. É por isso que Gaza é comparada com o Gueto de Varsóvia e com Auschwitz. Ao chamar os israelenses de nazistas, os verdadeiros nazistas foram legitimados. É como se os europeus, liderados pelos progressistas, desejassem que os árabes terminem o trabalho. Chega de judeus. É o que é: estamos vendo a libertação da Europa do legado do Holocausto.

Por décadas, os nossos progressistas, ativistas ocidentais pacifistas, foram enganados e manipulados por tiranos árabes e agora por turcos e iranianos islamitas. Eles estão ajudando nos esforços para destruir um dos maiores sucessos dos tempos modernos: a criação do Estado de Israel.

O que temos assistido com a flotilha de Gaza é a execução perfeita de uma obra magistral de teatro islâmico. A indignação selvagem da mídia, um orgasmo de hipocrisia, marca o próximo capítulo da longa história do ódio dos europeus contra os judeus. Ser anti-semita voltou a ser respeitável. (Leon de Winter )

Leon de Winter é um romancista holandês.

sábado, 20 de junho de 2009

O que falam os antissemitas

ISRAEL É A NOSSA INFELICIDADE


By Luiz Nazario






Capa da revista 'IstoÉ'

Capa da revista 'IstoÉ'





Capa da revista 'Veja'

Capa da revista 'Veja'





Levanta-se novamente o clamor contra Israel. Em toda parte, em todas as mídias, vozes de protesto proclamam a conversão do Estado Judeu ao Apartheid Sul-Africano, ao Nazismo Alemão, ao Terrorismo de Estado. As capas das nossas grandes revistas nacionais, ao destacar criancinhas palestinas mortas e mães palestinas desesperadas, sugerem que a guerra de Israel ao terror do Hamas é uma alegação falsa, que Israel deseja apenas bombardear, por pura maldade e vilania, os inocentes palestinos. A imprensa liberal fica, assim, cada vez mais parecida com a propaganda totalitária de nosso movimento antissemita global, que prega o fim do Estado Judeu. Conseguimos, finalmente, penetrar no âmago das democracias, depois de contaminar a ONU, os movimentos sociais, os movimentos anti-racistas e suas conferências de Durban, os partidos de esquerda, os Fóruns Sociais Mundiais e os campi universitários, como em nossa gloriosa Semana do Apartheid Israeli, onde doutrinamos a juventude em formação em todo o mundo pregando o boicote a Israel enquanto Exterminador de Criancinhas. Em sua crônica radiofônica semanal, a brilhante escritora Inês de Castro fez ecoar nossa propaganda com suas corajosas lamúrias de alma sensível, baseadas única e exclusivamente em seus próprios sentimentos: Nada justifica que uma inocente criança palestina tenha lentamente seu sangue esvaído, até morrer, massacrada num cruel ataque israelense! (Rádio Bandeirantes, 17 jan. 2009).


Já com base em frias e complexas análises ideológicas de fundo marxista cristão, nosso Partido dos Trabalhadores emitiu, a 4 de janeiro de 2009, a mais contundente nota oficial sobre o conflito no Oriente Médio, assinada por Ricardo Berzoini, seu Presidente nacional; e Valter Pomar, seu Secretário de Relações Internacionais: Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado. Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques. Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso. O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques. Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular [...]. O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques [...] e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo. O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina.


Naturalmente, a Confederação Israelita do Brasil e a Federação Israelita do Estado de São Paulo protestaram, estranhando a importação desse conflito - e apenas desse - ao Brasil. De fato, o PT jamais engajou sua militância em protestos ativos contra as matanças no Congo (400 civis assassinados em apenas dois dias) ou contra os massacres de Dafur (de 100 mil a 300 mil mortos), por exemplo. O Centro Simon Wiesentahl recordou o exótico convênio assinado pelo PT com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria - país que acolheu o criminoso nazista Alois Brunner (auxiliar de Adolf Eichmann na implementação da 'Solução Final') - e não estranhou o teor da nota. Essa foi completada com a declaração pessoal de Valter Pomar ao jornal Haaretz contra a cooperação assinada entre a PUC-RJ e a Universidade de Tel Aviv, por considerar Israel um regime de apartheid sul-africano. Nenhuma novidade nisto: nosso bravo companheiro Pomar apenas segue a campanha mundial de boicotes acadêmicos e comerciais a Israel pregados pelas nossas turbas antissemitas já instaladas nas universidades, ali fazendo campanhas de boicote ao Estado Judeu desde 2005, inspiradas nas ações das S.A. e da Juventude Hitlerista, nos velhos boicotes do Partido Nazista aos judeus. Apenas modernizamos a prática e o discurso: agora pregamos protestos humanitários (que geralmente terminam pacificamente com o espancamento de judeus, a vandalização de sinagogas e a dessacralização de cemitérios judaicos). E pregamos o boicote generalizado a acadêmicos, esportistas e mercadorias do Estado Judeu, isto é, seu isolamento total, desejando que ele seja pressionado até o limite, até que aceite nossas resoluções universais justiceiras, nossas imposições globais honestas. E que ninguém nos acuse de apartheid! O apartheid é de Israel…


Na imprensa, nosso estimado ideólogo Frei Betto endossa ("faço minhas as palavras de meu querido amigo") a poderosa "Carta aos judeus" de Maurício Abdalla, seu companheiro no Movimento Fé e Política e professor de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo: Por mais que o governo de Israel e todos os que o apóiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não vou desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo. Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo [...] não vou revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense [...] não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E, mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não vou jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista. [...] Por mais que o governo de Israel e todos que o apóiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias. Sei que muitos de vocês [...] não apóiam o massacre dos árabes palestinos e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. [...] Mesmo que sejam deploráveis todos os antissemitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial. [...] Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA. Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo. [...] não vou ceder à tentação do pensamento racista; não vou apagar da minha memória a catástrofe do nazismo [...] não vou pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados [...] jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apóiam (Jornal Correio Braziliense, 9 jan. 2009).


Aqui o brado contra o governo nazista de Israel converte-se em ladainha de grande autoridade moral. Cada negativa esconde uma vontade secreta, inconfessável e pulsante, quase a saltar da garganta, mas ainda dominada pelo uso consciencioso das palavras, de odiar os judeus, até que todos eles morram. Cada palavra é pesada e medida antes de ser proferida como um dardo, de modo a atingir apenas os judeus "maus", aqueles que apóiam o nazismo de Israel. Os judeus "bons", aqueles do passado, sejam os profetas da Bíblia ou os mortos no Holocausto, são reverenciados, uma vez que já estão todos mortos. Cabe aos judeus "bons" que por ventura existirem o dever moral de condenar Israel: só assim se redimirão de seu nazismo, seguindo o exemplo edificante dos judeus da Bíblia ou do Holocausto, todos mortos.


Na mesma linha moral, o jornalista Cesar Vanucci escreveu no artigo "Mundo velho de guerra": Durante a Segunda Guerra Mundial, em instantes considerados dos mais tenebrosos da história humana, a poderosa máquina de guerra germânica foi utilizada, repetidamente, para arrasar prédios, quarteirões inteiros de cidades densamente povoadas [...] que supostamente estivessem abrigando cidadãos judeus marcados para morrer na odienta perseguição racista promovida pelos sinistros adeptos da suástica. Nos dias atuais, noutro momento aterrorizante da história, a poderosa máquina de guerra de Israel, cuspindo fogo mortífero pra tudo quanto é lado, vem reduzindo a escombros residências, prédios públicos, escolas, hospitais, com gente dentro, em regiões densamente povoadas na Faixa de Gaza. A alegação é de que tais lugares, misturados com crianças, velhos, enfermos [...] acham-se escondidos belicosos militantes do grupo extremista Hamas, inimigo declarado do povo judeu. Muitos - entre eles figuras exponenciais da cultura e inteligência judaica - vêem nos dois acontecimentos, deplorando o dolorido contrassenso histórico da comparação, fortes traços de similitude (Diário do Comércio, Belo Horizonte, 22 jan. 2009).


De fato, não há mal em conceder quinze segundos aos judeus para escaparem com vida dos inofensivos dez mil Qassam lançados pelo Hamas nos últimos oito anos ao sul de Israel. Não há mal em obrigar esses judeus que moram nas vizinhanças de Gaza a correr para um buraco a fim de sobreviverem nos tranqüilos três mil dias de inocentes ataques do Hamas que antecederam os cruéis ataques israelenses. Cada vez mais estimulados pelo nosso silêncio cúmplice, os "ativistas", os "militantes", os "resistentes" (como gostamos de chamá-los) já começavam a lançar foguetes Grad, mais potentes, com capacidade de atingir populações a 40 km da fronteira. Com isso, o Hamas convertia - graças a Alá - milhares de judeus em Anne Frank. E é assim que tem de ser! Vivemos felizes com isso! Vivemos em paz com isso! O Hamas apenas fazia sua lição de casa, mantendo Israel na linha. E todos nós vivíamos em perfeita harmonia.


Despertamos de nosso torpor sempre que o Estado Judeu sai da linha. Temos de obrigá-lo, em todo caso, a um cessar-fogo imediato. Precisamos ter paz novamente, o mais rápido possível! Devemos poupar o Hamas, cuja missão é destruir o único Estado em todo o mundo que nos infelicita. Queremos voltar a chorar com nossas telenovelas, descobrindo quem é filho de quem, odiando os vilões mais inteligentes que os mocinhos, que só se redimem no último capítulo, quando todos se acasalam felizes e contentes! Precisamos voltar a vibrar com nossos treinos de Ronaldinho, a nos escandalizar com nossos políticos corruptos, a sonhar com nossas mulheres melancias e nossas globelezas, sem ter de ver no Jornal Nacional o sangue das crianças palestinas se esvaindo até a morte em cruéis ataques israelenses!


Aquele Pequeno Satã precisa voltar pra ratoeira. Só assim somos felizes, só assim temos paz! Por isso respeitamos os terroristas. Só eles combatem aquele poderoso exército, aquela poderosa máquina de guerra. Os terroristas nos enchem de medo, mas também nos exaltam ao matar os judeus por nós. Eles nos deixam menos infelizes com o poderoso lobby judaico. Os terroristas islâmicos só nos assustam quando saem também da linha e não matam apenas judeus em Tel Aviv, Jerusalém ou Buenos Aires. Mas logo também nos acostumamos com os monstruosos atentados em Nova York, Londres, Madri, Moscou, Cairo, Taba, Breslan, Bagdá, Karbala, Riad, Kandahar, Karachi, Colombo, Casablanca, Bali, Istambul, Mumbai… Confundimos a Jihad com as catástrofes naturais. Após o choque, o esquecimento, que nos embala até o próximo susto. Só rezamos para que o terremoto seguinte passe longe daqui.


Não damos a mínima para os milhares de mortos no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, na Turquia, na Tchetchênia, no Congo, no Sudão… Nem nos revolta a queima de igrejas no Iraque, onde, como relatou Tawfik Hamid, autor de Inside Jihad, no artigo Gaza solution is in the hands of Palestinians, milhares de cristãos fogem da Shari'a que os obriga a se converterem ao Islã ou pagarem a jizzia para não serem mortos. Nunca nos preocupamos com outros conflitos na Terra. Nossa paz só é perturbada quando os judeus resolvem defender seu odioso Estado. Somente este conflito nos inspira a escrever artigos raivosos na imprensa. Somente esta guerra nos estimula a sair à rua para queimar bandeiras em frente a embaixadas. Somente esta questão internacional nos incita a dar entrevistas em programas políticos na TV. Sempre que o Estado Judeu ousa reagir ao terror a fim de sobreviver, agimos de imediato, organizadamente. Nossa energia moral está toda reservada para condenar Israel. Mesmo nosso amor aos palestinos é condicionado ao nosso ódio aos judeus. Não ousamos protestar quando, em Gaza, o Hamas abate às dezenas seus rivais do Fatah. Problema deles. Os palestinos não nos interessam em si. Não nos incomodamos quando pobres criancinhas palestinas se esvaem em sangue até a morte em cruéis rixas entre o Hamas e o Fatah: essas criancinhas só nos despertam comoção quando vitimadas por Israel. Aí sim a morte delas nos excita. Porque a nossa infelicidade é Israel. Como pintou Angeli, em A colecionadora de ossos (Folha de S. Paulo, 11 jan. 2009), a Morte ceifa em Gaza, apenas ali ela coleciona ossos.


Israel é o nosso bode expiatório. Somos anti-semitas, mas não vamos, por enquanto, admitir isso. Ainda não chegou a hora de mandar os judeus de volta para as câmaras de gás, como pediram, apressadamente, aqueles nobres deputados socialistas na Holanda. Não somos racistas, quer dizer, não queremos passar por racistas. Então dizemos que racistas são os judeus, quer dizer, os sionistas. Às vezes os termos certos nos escapam… Mas não podemos nunca nos esquecer desse truque: distinguir sempre os judeus dos sionistas. Atacamos estrategicamente apenas os judeus sionistas, os judeus "maus", para que os judeus não sionistas, os judeus "bons", nos ajudem a eliminar aqueles, antes de serem eles também eliminados. Por isso comparamos sem escrúpulo os judeus aos nazistas: para criar entre aqueles judeus mais fracos, mais ingênuos, mais sentimentais, mais esquerdistas, um sentimento de culpa forte o bastante para que se transformem em nossos aliados na luta secreta que travamos contra a judaiada (como preferimos chamar os judeus na intimidade).


Infestamos o mundo com nosso sofisticado antissemitismo, tão sofisticado que passa como uma tomada de posição política progressista. Ele ganha, dessa forma, uma intensidade muito maior do que aquele velho antissemitismo de Hitler, pois o nosso é global, ao mesmo tempo em que se afirma contra a globalização. Vejam como ele funciona perfeitamente. Primeiro, nós, a chamada comunidade internacional, obrigamos o Estado Judeu a agir desproporcionalmente para defender sua existência. Depois, acusamos esse Estado Judeuzinho de agir desproporcionalmente, sugerindo ser ele cruel, brutal, sanguinário, genocida por natureza. E enquanto todo um coro de vozes autorizadas carrega nas tintas na imprensa, nas TVs, nas rádios e na Internet exibindo em todo mundo imagens chocantes de inocentes criancinhas palestinas mortas por cruéis bombardeios israelenses, pontificamos que, com suas ações terroristas e nazistas, o Estado Judeuzinho Sujo está manchando sua imagem. Ah, como é divertido ser antissemita, quer dizer, antissionista, há, há, há! Claro que sabemos inexistir qualquer semelhança entre as ações que Israel é obrigado a tomar para defender sua população de terroristas fortemente armados, e cuja ação é apoiada e protegida por um sem número de Estados, movimentos e organizações internacionais, e os massacres nazistas, perpetrados contra judeus desarmados e isolados do mundo. Mas aqueles a quem nos dirigimos nada sabem de História, nem imaginam a complexidade das questões em jogo no Oriente Médio. Aliás, nem nós, mas adoramos escrever sobre isso, só para malhar os judeus! O público engole facilmente nossas desinformações cheias de sabedoria moral.


Nosso eminente José Arthur Giannotti, por exemplo, chegou a declarar no artigo intitulado de "Estados terroristas": Não me sinto à vontade escrevendo sobre a horrenda situação do Oriente Médio; não acompanho os acontecimentos nos pormenores nem conheço os meandros da luta que ali se desenvolve. Mas me sinto moralmente obrigado a deixar público meu claro repúdio aos horrores que ali têm ocorrido [...]. Não posso continuar calado, mergulhado em minhas obsessões, como se fundamentalistas palestinos e israelenses não estivessem se matando e emporcalhando a dignidade de dois povos (Folha de S. Paulo, 1º fev. 2009). Mesmo confessando nada entender do assunto, nosso grande philosophe não hesita em escrever sobre "a horrenda situação do Oriente Médio" - só para igualar Israel ao Hamas, sugerindo a abolição desses dois "Estados terroristas" para dar lugar a dois povos felizes e contentes! Ah, como é bom deixar de lado nossas obsessões, que a poucos interessam, para dar uma paulada em Israel, que a tantos infelicita!…


Também gostamos de comparar fotografias dos judeus nos campos de concentração nazistas com fotografias dos palestinos de Gaza, forçando semelhanças entre os judeus de hoje e os nazistas de ontem, entre os palestinos de hoje e os judeus de ontem. Como se houvesse qualquer semelhança! Mas é um jogo pra lá de divertido e os idiotas caem nele direitinho, pois não se dão conta das diferenças, quer dizer, os judeus na Segunda Guerra não tinham ONU, BBC, CNN, Al-Jazeera, TV Hamas, TV Hezbollah, TVs árabes, TVs européias, Globo News etc. a defender sua causa; não dispunham de um único Estado (enquanto os palestinos árabes estão cercados por 22 Estados árabes); não tinham milhões de militantes berrando nas mídias, nas Universidades, em todas as praças do mundo a seu favor; não tinham foguetes e morteiros fornecidos pela Síria e pelo Irã; não contavam com grupos terroristas (OLP, Fatah, Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Brigadas Islâmicas, etc.) agindo em toda parte em seu nome; não possuíam canhões antitanque, fuzis e metralhadoras contrabandeadas através de túneis; não criavam homens-bombas para se explodirem; e não eram apoiados pelos discursos, pelas marchas, pelas mídias etc. do mundo islâmico hoje formado por 55 países com cerca de 2 bilhões de fiéis.


Sabemos que, sob o nazismo, os judeus foram perseguidos por serem judeus. Não disputavam territórios com os alemães, não os explodiam em atentados, não lançavam foguetes nas suas cidades. Já os palestinos, que não são perseguidos por serem palestinos, matam e morrem voluntariamente no que eles chamam de resistência. Nessa guerra crônica, territorial na origem, são eles tão vítimas quanto algozes. No Gueto de Varsóvia, os judeus, ali confinados por serem judeus, morriam de fome e de doenças, sem qualquer ajuda humanitária de parte alguma. Em Gaza, os palestinos, que gostamos de pintar como pobres e desesperados refugiados cujos lares foram roubados pelos malvados israelenses, não abraçaram o terror nem por pobreza nem por desespero: vivem hoje melhor que nossos favelados - bem instalados não nos famosos campos de refugiados, mas em casas de alvenaria, recebendo auxílios, bolsas, doações e ajudas humanitárias provenientes do mundo inteiro. E até de Israel, que também lhes fornece a maioria de seus empregos, pelo que muitos daqueles que imigraram para o Brasil não conseguiram adaptar-se ao nosso estilo de vida, imaginando talvez que contariam aqui também com bolsas, auxílios, doações e ajudas humanitárias, além de empregos fáceis. Protegidos por dezenas de organizações da ONU instaladas em Gaza, centenas de ONG's que zelam pelo seu bem-estar, pelos países árabes e muçulmanos, incluindo os mais ricos do mundo, que financiam organizações terroristas palestinas e pró-palestinas, os chamados territórios possuem - como observou Marx Golgher - um IDH mais alto que o da Síria, o do Paquistão, o do Egito. Por isso ali sobra dinheiro e energia para um desenvolvimento sustentável do terrorismo, com aquisição de armamentos pesados, telefones celulares, computadores, produção de programas de TV totalitários, etc.


Por que Israel deveria abrir suas fronteiras para Gaza, se o Hamas que ali governa não reconhece a existência daquele Estado, tendo fixado como meta a destruição do que chama de entidade sionista? Para permitir a entrada de homens-bombas, desativados com sucesso com a construção do Muro, que tanto criticamos? Os palestinos de Gaza podiam ir trabalhar em Israel: só quando alguns deles passaram a se explodir em mercados, ônibus e praças é que o país que os sustentava fechou-lhes as fronteiras. Não caberia ao Egito prover Gaza do que reclamamos de Israel? Bem, não seremos nós a sugerir tal coisa… Poderíamos igualmente justapor as imagens dos palestinos bombardeados pelo poderoso exército de Israel com as imagens dos nazistas bombardeados pelos poderosos exércitos da Rússia, dos EUA, da Inglaterra. Existe tanta coisa atrás das imagens! Mas os que acreditam tolamente que todos os homens se irmanam em Cristo não vão além das aparências… Por isso criamos o conto da carochinha do judeu nazista: era uma vez um monstro chamado Sharon-Hitler que massacrou pobres palestinos inocentes em Sabra e Chatila; era uma vez um monstro chamado Nazisrael, que isolou do mundo os pobres palestinos inocentes com um novo Muro da Vergonha, criando em Gaza um novo Gueto de Varsóvia; era uma vez um monstro chamado IDF-SS, que massacrou pobres palestinos inocentes em Jenin-Buchenwald. Era uma vez um monstro chamado Isarelixo, que perpetrou um novo genocídio de pobres palestinos inocentes em Gaza-Auschwitz


Estamos cientes de que os pobres palestinos inocentes que escolheram terroristas para os liderarem morrem como morrem soldados e civis em qualquer guerra moderna, e sempre que cometem atentados e lançam bombas, foguetes e morteiros contra um Estado moderno, bem armado, que não aceita ter sua população agredida. Assim, se usamos a expressão "genocídio" no caso desse conflito, que sabemos ser alimentado por terroristas que usam civis como escudos humanos para atacar a população civil de Israel, é só para humilhar os judeus. Pelo mesmo motivo comparamos Israel à Alemanha de Hitler, já que ainda não encontramos uma ofensa maior que essa para lançarmos ao povo judeu. É de plena consciência que humilhamos e ofendemos os judeus em todas as mídias. Mas é por pura hipocrisia que nos sentimos magoados e melindrados quando somos chamados à atenção por isso. Dizemos então que não se pode criticar Israel, pois logo nos acusam de antissemitismo, fazendo conosco uma intolerável chantagem. Cuspimos nos judeus, mas não queremos que nos cuspam de volta!


Enviamos com gosto, discretamente, sem qualquer comentário, para nossas listas de e-mail, toda propaganda que profana a estrela de Davi com a cruz gamada e conclama ao boicote de acadêmicos israelenses nas universidades e de produtos israelenses nos mercados - propagandas catadas em sites de extrema-esquerda e de extrema-direita. Divulgamos tudo isso só para tomar o pulso dos nossos conhecidos. Será que eles vão reagir? Será que já passaram para o nosso lado? Será que já podemos assumir…? Sabemos que racismo é crime no Brasil, e por isso somos cuidadosos. Já perdemos uma batalha no STF quando tentamos provar, no caso de Siegfried Ellwanger Castan, manipulando descaradamente palavras e conceitos, que antissemitismo não é racismo já que 'judeu' não é raça… Mas não vamos nos privar desse prazer em nossos e-mails pessoais. Afinal, não existe censura em caixa postal e todos podem mandar - todos mandam - o que quiser para quem quiser… O mesmo vale para nossos blogs, nossos sites de relacionamento pessoal, nossas cartas às redações, nossos comentários nos fóruns dos sites noticiosos na Internet… Estamos em toda parte…


Como no blog de Georges Bourdoukan, nosso especialista em Caros Amigos para as questões do Oriente Médio. Recentemente, ele postou dois comentários interessantes pelo sentido contraditório de inconfessável fundo antissemita (o termo correto seria antijudaico, sentimento que remonta à formação da SS islâmica, fruto da aliança do Mufti de Jerusalém com Hitler: daí a confusão dos dois conceitos). No primeiro post, "Os números do genocídio", ele enumera com uma precisão implacável: Repito mais uma vez que os números não sensibilizam, mas valem como registro para se ter idéia do que sucedeu durante a milésima invasão israelense aos territórios palestinos.[...]: Mortes - 1454, entre as quais 492 crianças, 265 mulheres, 116 velhos. Feridos - 6.500 feridos, dos quais 1.850 crianças e 557 mulheres. Mais de 20 mil casas e edifícios destruídos [...].


Já no segundo post, "Afinal, o holocausto é um fato histórico ou um dogma?", os números referentes ao genocídio do povo judeu não servem sequer de "registro para se ter idéia do que sucedeu": [O] bispo William Richardson [...] não acredita em câmaras de gás, nem em fornos crematórios. De acordo com suas pesquisas, teriam "sofrido durante a Segunda Guerra algo em torno de 300 mil judeus". [...] sejamos honestos. Se até a existência de Deus é questionada, por que não o holocausto? Será que faz diferença se morreram seis milhões, 300 mil ou um? Há discussão mais irrelevante? Ao invés da preocupação com os números macabros, por que não se preocupar com os responsáveis por tais crimes? Afinal, eles [...] continuam matando. Pela fome, pela exclusão e pelas armas. Na África. Na Ásia. No Oriente Médio. [...] vamos ao que interessa. Quem eram os empresários que forneceram o armamento para que seres humanos, que sequer se conheciam, se matassem uns aos outros? Quem eram os banqueiros que financiaram a guerra? [...].


Sugerindo vagamente - sem precisar explicitar velhas teorias da conspiração familiares ao seu público - que o mesmo inimigo oculto - o poderoso lobby judaico-americano - seria responsável pelo Holocausto (real) dos judeus na Alemanha e pelo Holocausto (virtual) dos palestinos em Gaza, Bourdokan revela-se nosso maior arauto da gloriosa resistência do Hamas. Em seu blog, ele intercala sabiamente imagens de criancinhas mortas ou sobreviventes risonhas com vasos de flores nas mãos em meio às ruínas com poemas de sentimentalismo raivoso, como este intitulado "Quem chora por Gaza", encharcado daquele peculiar humanismo palestino que pinta Israel como monstro perverso e satânico:[...] Quem chora pelas crianças palestinas? // Por que os israelenses não reagem contra seus dirigentes?/ Por que não se repugnam contra o altar dos sacrifícios? / Terão perdido sua humanidade? / Gente de imunda hipocrisia que não poupa sequer os hospitais. // Eles exibem com orgulho o progresso que o demônio realizou. / Satânicos, querem provar que o diabo é mais poderoso que Deus. [...] Eis uma sociedade decadente e doente que vive na idade das trevas. [...] Seus governantes praticam o ideal da perversidade. // São energúmenos perturbados. / São os filhos do abismo. / Eles se odeiam e têm horror de si mesmos. / Até quando Jerusalém, até quando? [...].


Conseguimos, assim, dirigir nossos raios para caírem, todos, sempre, no mesmo lugar. Obrigamos os judeus a se odiarem na mesma medida em que os odiamos, igualando-os àqueles que os odiaram até o genocídio, escondendo nossa simpatia por estes, aos quais nos igualamos lá no fundo de nós mesmos, disfarçando o que somos sob a máscara do bom-mocismo. Que cômodo, isso! Como uma bomba de fragmentação, nosso ódio passa a agir de forma independente dentro de nossas vítimas. E enquanto queimamos os judeus no fogo lento dessa fobia refinada, sutilmente destacada de nós, passamos por progressistas, por humanitários, por pacifistas. Como somos canalhas! Como somos espertos! Se ontem queimávamos os judeus nas fogueiras da Inquisição e nos crematórios de Auschwitz, hoje só precisamos dizer que eles são os novos nazistas; que o Primeiro Ministro de Israel é o novo Hitler; que o exército de Israel é a nova S.S.; que o Muro de Proteção é o novo Gueto de Varsóvia; que Gaza é o novo Auschwitz; que os palestinos são os novos judeus. Os homens-bombas, os foguetes Grad e Qassam, a futura bomba atômica iraniana encarregam-se do resto. Ao terror, o trabalho sujo. Mostramos ao mundo como somos altamente morais condenando o Estado Judeu à morte, enquanto gozamos nossa boa vida. E aguardamos a destruição de Israel para sermos, enfim, completamente felizes.




quarta-feira, 17 de junho de 2009

Carter - O antissemita

Os palestinos da faixa de Gaza são "tratados mais como animais do que como seres humanos", disse nesta terça-feira o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, em visita à região.


Em visita ao território palestino controlado pelo movimento islâmico radical Hamas, Carter condenou a operação militar de Israel em janeiro passado (que deixou cerca de 1.400 mortos) e o bloqueio imposto ao território.


"Eu entendo que até mesmo papel e giz-de-cera são tidos como um perigo à segurança", ele disse à população em um gabinete das Nações Unidas. "Eu procurei uma explicação para isto quando eu me encontrei com as autoridades israelenses e não recebi nenhuma porque não há explicação."


Ali Ali/Efe
O ex-presidente americano Jimmy Carter planta uma árvore na Cidade de Gaza e diz que palestinos são tratados como animais
O ex-presidente americano Jimmy Carter planta uma árvore na Cidade de Gaza e diz que palestinos são tratados como animais

Israel estreitou um bloqueio em Gaza em 2007, quando o Hamas tomou o controle após a derrota do rival Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas --favorável a um acordo de paz com Israel.


Em dezembro do ano passado, as forças israelenses bombardearam e depois invadiram Gaza, devastando sua já precária infraestrutura. Desde então, Israel bloqueou importações de combustíveis, cimento e outras mercadorias à população de 1,5 milhão de palestinos, dizendo que o Hamas poderia utilizar muitos itens para propósitos militares.


Carter, um democrata, disse que o que ele mesmo pôde observar é que quase não há reconstrução em Gaza em cinco meses. "Nunca antes na história houve uma ampla comunidade como esta sendo atacada brutalmente por bombas e mísseis para depois ser privada de reparos", ele disse.


"Isso é muito angustiante para mim", declarou aos jornalistas enquanto observava uma escola destruída durante a guerra de 22 dias que Israel lançou em Gaza em resposta ao lançamento de foguetes contra a fronteira israelense.


"Preciso conter as lágrimas quando vejo a destruição deliberada que foi lançada contra esse povo", acrescentou. "Essa escola foi destruída deliberadamente por bombas de F16 fabricados em meu país", admitiu ainda.


"A única forma de evitar que esta tragédia se repita é conseguir que os palestinos e Israel acertem uma paz genuína", destacou o ex-presidente, que conduziu o histórico acordo de paz de 1979 entre o Estado hebreu e o Egito.


Carter, 84, passou mais tempo como ativista de direitos humanos do que na Casa Branca, onde esteve de 1977 a 1981. Ele ficou conhecido como o presidente americano mais franco sobre o conflito no Oriente Médio, visto por muitos israelenses como um crítico severo.


Colisão


No fim de semana, Carter afirmou que Israel está no caminho para um confronto com seu principal aliado, os Estados Unidos, se não acabar com a expansão das colônias na Cisjordânia, segundo declarações divulgadas pelo jornal israelense "Haaretz".


Questionado sobre se Israel se dirige para uma "colisão frontal" com os EUA neste tema, Carter respondeu afirmativamente.


O princípio de "dois Estados é insignificante comparado [ao das] colônias", acrescentou, em referência à proposta acordada em Anápolis (EUA), em 2007, que prevê a criação de um Estado palestino para a obtenção da paz entre israelenses e palestinos.


Estado palestino


O chefe de governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, disse a Carter que o movimento islâmico aceita a criação de um Estado palestino nos territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, que aconteceu em 1967.


O dirigente palestino, que se reuniu com Carter em Gaza, afirmou que "se existe um projeto realista para resolver a causa palestina com o estabelecimento de um estado nos territórios ocupados em 1967 e com plena soberania, nós o apoiaremos".


"Estamos tentando fazer avançar o sonho de ter nosso próprio estado independente, com Jerusalém como capital", afirmou Haniyeh, em entrevista coletiva junto ao ex-presidente americano.


As declarações de Haniyeh foram feitas depois que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse neste domingo, pela primeira vez desde que assumiu o cargo, no final de março, que aceitaria a criação de um Estado palestino. Netanyahu condicionou, no entanto, o estabelecimento desse Estado a uma série de requisitos, como a que obriga que o território seja "desmilitarizado" e reconheça "Israel como um Estado judaico".



Comentário: Esse Carter realmente é um animal antissemita, foi por isso que não foi reeleito.

Um cara que escreve sobre o oriente médio sem nada saber a respeito.

Que ilude seus leitores dizendo que os palestinos não fizeram nada, esqueceu dos foguetes que jogaram durante oito anos. Realmente é muito triste ver que uma besta dessas já foi presidente do EUA

terça-feira, 16 de junho de 2009

Aumenta o antissemitismo na América

Houve um aumento dos incidentes antissemitas na América Latina após o conflito israelense-palestino na faixa de Gaza - e o aspecto mais importante deste fenômeno é que ele é muitas vezes alimentado por propagandas racistas na mídia estatal.

É verdade que há muito tempo episódios isolados de antissemitismos ocorrem na América Latina, assim como em outras partes do mundo. Mas agora, depois que o presidente venezuelano Hugo Chávez auto-proclamou uma "aliança estratégica" com o governo abertamente anti-judaico do Irã, há um aumento visível de propagandas antissemitas na mídia regional financiada pela Venezuela.

Isso está alimentando o sentimento antissemita na região. Na Argentina, o governo populista da presidente Cristina Fernández de Kirchner viu-se obrigado a condenar incidentes antissemitas ocorridos na quarta-feira, 28 de janeiro, depois que o conhecido ativista político Luis D'Elia - um ex-assessor de Kirchner que tem contatos estreitos com o governo argentino e com Chávez - liderou manifestações contra Israel, nas quais os participantes portavam cartazes que igualavam a suástica nazista à Estrela de Davi.

No início da semana, um pequeno grupo de manifestantes anti-Israel reuniu-se em frente a um hotel do proeminente empresário judeu Eduardo Elsztain, e gritou insultos.

"Ele foi assediado simplesmente por ser judeu", afirmou o diretor do Centro Simon Wiesenthal na América Latina, Sergio Widder, falando por telefone da Argentina. "Isso cria um precedente perigoso. A menos que o governo estabeleça limites para este tipo de coisa, amanhã eles assediarão qualquer outro judeu".

O ministro da Justiça, Anibal Fernandez, disse que ordenou a investigação do episódio, acrescentando que tratou-se de uma "coisa maluca" e "inaceitável".

No Brasil, em uma declaração divulgada em 5 de janeiro o Partido dos Trabalhadores, o partido político fundado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegou que o ataque de Israel contra a faixa de Gaza para impedir que militantes do Hamas disparassem foguetes contra território israelense foi uma "prática nazista típica".

A declaração não fez menção aos milhares de foguetes disparados pelo Hamas contra Israel nos últimos anos, nem à posição oficial do grupo favorável ao aniquilamento de Israel.

Mas, segundo organizações judaicas, em nenhum lugar da América Latina o antissemitismo é um problema tão grande quanto na Venezuela.

"Estamos presenciando expressões de antissemitismo em vários países da região, mas a maioria delas vem de grupos marginais", me disse Dina Siegel Vann, diretora do departamento para questões latino-americanas do Comitê Judaico Americano, com sede em Nova York. "Mas a Venezuela é o único país onde há uma campanha sistemática patrocinada pelo Estado".

Autoridades venezuelanas negam qualquer preconceito antissemita, afirmando que Chávez assinou uma declaração em novembro de 2008 com os presidentes do Brasil e da Argentina condenando a intolerância religiosa, "especialmente o antissemitismo e o anti-islamismo".

Mas Chávez, que expulsou o embaixador israelense após o ataque de Israel contra a faixa de Gaza, mencionou a comunidade judaica quando referiu-se ao conflito no território em uma entrevista em 6 de janeiro à rede de televisão estatal venezuelana VTV.

"Vamos esperar que a comunidade judaica venezuelana declare-se contrária a essa barbaridade. Façam isso!", disse Chávez à VTV, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE. "Os judeus não repudiam o Holocausto? E é precisamente isto o que estamos presenciando".

A mídia regional apoiada por Chávez traz notícias antissemitas - e não apenas anti-Israel - quase diariamente.

Em 22 de janeiro, um artigo de Emilio Silva no www.aporrea.org pediu "a denúncia pública, com nomes e sobrenomes, dos membros dos grupos judaicos poderosos presentes na Venezuela". Ele também pediu que "seja exigido publicamente de qualquer judeu, em qualquer rua, centro comercial ou praça pública, que assuma uma posição, gritando slogans de apoio à Palestina e contra o Estado de Israel, que parece um aborto".

Enquanto escrevo este artigo, uma breve olhada no website da Telesur, a rede regional de televisão com sede na Venezuela, de propriedade dos governos da Venezuela, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Paraguai, trazem uma matéria intitulada "As Ruínas de Gaza", que acusa Israel e "os judeus do mundo" de deixarem de denunciar as atrocidades cometidas pelas tropas israelenses e "aviões judeus" na faixa de Gaza.

A minha opinião: Não questiono o direito dos críticos de acusar Israel de usar força excessiva na faixa de Gaza, ainda que eu ache que os dois lados deveriam ser responsabilizados pelo trágico conflito. Mas, colocar os "judeus do mundo" - ou, também, o "mundo islâmico" - na equação daquilo que deveria ser tratado como um conflito nacional-territorial, e não religioso, não passa de racismo declarado, do tipo que contribuiu para criar o clima para algumas das piores calamidades da humanidade.

USA Today

Tradução: UOL

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nazismo entre os árabes

Na maioria dos países árabes, não houve um debate crítico aberto sobre o nazismo e o Holocausto. Em seu livro "O vilarejo do alemão", o autor argelino Boualem Sansal alia o fato ao estabelecimento do islamismo radical.

Ocasionalmente, alemães em viagem pelo Cairo ou por Damasco são cumprimentados pelo fato de terem tido Adolf Hitler, enquanto é negado o assassinato de milhões de judeus e não judeus. Na maioria dos casos, atrás dessas declarações não se encontra má intenção, mas insegurança e desconhecimento.


Até o momento, somente poucos intelectuais árabes ousaram tratar abertamente desse tema que se tornou um tabu. Entre esses intelectuais, está o romancista argelino Boualem Sansal, que traz uma mensagem bem clara em seu último romance Le Village de l'Allemand (O vilarejo do alemão, 2008).


Para Sansal, a falta de discussão, nos países árabes, sobre o Holocausto e sobre o totalitarismo do século 20 ajudou àqueles que querem instaurar um regime totalitário: os islamitas radicais. Até agora, seu livro não pode ser vendido na Argélia. Boualem Sansal está em tour pela Alemanha para apresentar a tradução do seu romance para o alemão Das Dorf des Deutschen.


Imagem distorcida


O escritor argelino vive em Boumerdès, próximo à capital, Argel. Como em todo o país, há guindastes por todos os lados. Em entrevista à Deutsche Welle, Sansal explicou que devido aos preços do petróleo e do gás natural, a economia da Argélia se recuperou, nos últimos anos. Para muitos argelinos, no entanto, o bem-estar proveniente do petróleo ainda não chegou, criticou o escritor.


Nazistas na África: alguns voltaram após 1945

Nazistas na África: alguns voltaram após 1945


Segundo Sansal, o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, teria conseguido mostrar para o exterior a imagem de um país em plena expansão econômica. "Mas, internamente, a situação é bem diferente. Bouteflika está a caminho de instalar uma ampla ditadura, como é o caso da Tunísia. Não existe mais liberdade política. Ao mesmo tempo, o nível de desemprego ainda é muito alto e somente uma pequena classe lucra com o desenvolvimento econômico, enquanto drogas, prostituição e criminalidade em geral estão em expansão", explicou.


Boualem Sansal é um escritor tardio. Somente aos 50 anos de idade, em 1999, ele publicou seu primeiro romance. Seguiram-se então quatro outros romances, oito novelas e alguns livros de não ficção. Devido às duras críticas à classe política argelina, seus livros são em parte proibidos, como também seu último romance.


Passado paterno


O personagem principal do romance é um nazista alemão chamado Hans Schiller, que teve participação nos assassinatos em massa de Auschwitz e que, através de caminhos tortuosos, acabou entrando no Exército de Libertação Nacional da Argélia após 1945. Como criminoso de guerra internacionalmente procurado, Schiller se estabeleceu e constituiu família na Argélia. Seus dois filhos, que nada sabiam sobre o passado do pai, foram enviados cedo para a França.


Somente quando o velho nazista e sua esposa argelina morrem em um atentado terrorista na Argélia, nos anos de 1990, a verdade vem lentamente à tona. Um dos filhos volta à Argélia para procurar pistas. No jazigo dos pais, todavia, ele encontra mais perguntas do que respostas.


No romance, o filho se pergunta: "As autoridades sabiam do passado de papai? (...) Eu poderia jurar que os pequenos manda-chuvas de hoje nada sabem, ele foram instruídos sob o culto da mentira e sob a disciplina do esquecimento..."


Nazistas na Legião Francesa


O romance trata de mitos primordiais e de tabus enraizados na sociedade argelina. A imagem ideal de um Exército de Libertação Nacional (ELN) esquerdista, antifascista e íntegro não deve, na medida do possível, ser manchada.


Está claro que também nas fileiras do ELN houve mortes e torturas. Em casos isolados, foram recrutados antigos nazistas para missões especiais ou como instrutores, caso não houvesse outros à disposição. Um debate aberto sobre o lado obscuro do passado não foi, até agora, desejado, criticou Boualem Sansal.


Desta história faz também o fato de, na Argélia, nazistas terem lutado na Legião Estrangeira ao lado da França, contra os argelinos. Para Boualem Sansal, não se trata de denegrir de forma geral o movimento de libertação argelino como simpatizante do nazismo.


O escritor exige, no entanto, que seus conterrâneos e os árabes comecem, finalmente, a se ocupar do Holocausto, que eles se perguntem por que diversos criminosos nazistas do alto escalão encontraram refúgio em países árabes, em vez de receberem a merecida condenação.


Boualem Sansal é da opinião que, somente quando essas questões forem discutidas abertamente, se poderá enfrentar de forma eficaz a ameaça proveniente de novas formas de totalitarismo.


Autora: Martina Sabra

Revisão: Roselaine Wandscheer

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ataque antissemita em Washington

Museu do holocausto em Washington



O assassinato de um segurança negro do Museu do Holocausto em Washington por um racista branco causou comoção hoje não só entre os visitantes, mas entre a classe política dos Estados Unidos, que condenou o fato.


O presidente americano, Barack Obama, pediu em comunicado para manter "o alerta frente ao antissemitismo e aos preconceitos em todas as formas".


Obama qualificou o ataque contra o Museu do Holocausto de "atroz" e ressaltou que "nenhum ato de violência diminuirá a determinação (dos EUA) de homenagear os que morreram em busca de um mundo mais pacífico e tolerante".


O presidente também dedicou palavras ao segurança assassinado no museu e assegurou: "Meus pensamentos e orações se encontram com sua família e seus amigos neste momento de dor".


A Polícia manteve isolada a área durante várias horas, depois que um homem entrou no Museu do Holocausto e começou a fazer disparos, matando o segurança Stephen Tyrone Johns.


O suspeito, James W. von Brunn, um veterano da Segunda Guerra Mundial de 88 anos identificado como simpatizante de grupos que pregam a supremacia branca, abriu fogo pouco antes da 13h (locais) no saguão central do museu, que na hora estava cheio de turistas, semeando pânico e confusão.


Mark Loapplot contou à Agência Efe que ele e a namorada estavam entrando na área dedicada às crianças quando ouviram os tiros.


"Pensei que alguém tinha atirado algo no chão, mas minha namorada disse que pareciam tiros. Três crianças entraram correndo na sala e percebi pelo rosto delas que algo terrível tinha acontecido", disse Loapplot, que, então, começou a procurar a saída.


"Ninguém sabia o que fazer e outro homem e eu buscamos a porta de emergência", acrescentou.


Após o tiroteio, a Polícia ordenou o esvaziamento imediato do museu e interrompeu o tráfego nos arredores.


A Polícia montada se deslocou até a área e um helicóptero patrulhava os arredores do lugar.


A maioria dos visitantes abandonou o museu rapidamente, mas os que estavam no andar de baixo tiveram que esperar até que os vigias confirmassem que era seguro se deslocar pelos pisos superiores.


Um grupo de estudantes, entre os quais estava Trevor Eclo, de 19 anos, natural de Phoenix, Arizona, visitava nesse momento a exibição sobre a propaganda nazista "State of Deception: Power of Nazi Propaganda", localizada no porão.


"Vieram vários agentes de segurança do museu e disseram para ficarmos ali. Ficaram conosco por 20 minutos e depois nos tiraram pela porta de trás", contou.


A Polícia e o FBI (Polícia federal americana) investigam os motivos que levaram Brunn a realizar o tiroteio, e as primeiras hipóteses apontam para preconceitos raciais e antissemitas.


Em um site que reivindica o "sagrado império do oeste", Brunn diz que, em 1981, foi condenado a 11 anos de prisão por um "juiz negro judeu", por conspirar para sequestrar os membros do comitê do Federal Reserve (Fed, banco central americano), aos quais acusou de "traição".


EFE - Agência EFE -


Comentário:


Parece que a vida para os judeus e seus admiradores está ficando dificil no mundo.
Não estamos seguros em nenhum lugar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Em defesa de Israel

Por que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres, ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas? Por que não as fazem contra a ditadura birmanesa? Por que não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem nenhum amparo legal? Por que não se manifestam contra o uso de “crianças bomba”, nos conflitos onde o Islã está envolvido? Por que nunca lideraram a luta a favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão? Por que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em Israel? Por que não consideram a luta contra o fanatismo islâmico, uma de suas principais causas? Por que não defendem o direito de Israel de se defender e de existir? Por que confundem a defesa da causa palestina, com a justificação do terrorismo palestino?



E a pergunta do “milhão”, por que a esquerda européia, e globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras? As duas democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos atentados do terrorismo mundial. E a esquerda não está preocupada por isso.



E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade. Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos europeus. “Somos a favor da liberdade dos povos”, dizem com ardor. Não é verdade. Nunca se preocuparam com a liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão, etc. E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás. Somente se preocupam em usar o conceito de liberdade palestina, como míssil contra a liberdade israelense.



Uma terrível consequência decorre destas duas patologias ideológicas: a Manipulação jornalística.



Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da imprensa internacional. Sobre o conflito árabeisraelense NÃO SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA. A maioria da imprensa, quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do código de ética do jornalismo. E assim, qualquer ato de defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer enfrentamento, em um genocídio. Foram ditas tantas barbaridades, que já não se pode acusar Israel de nada pior. Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção generalizada na Palestina. E quando fala de vítimas, eleva à categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla, esconde ou deprecia as vítimas judias.



Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o antiamericanismo que definem o DNA da esquerda global espanhola. Por exemplo, um partido de esquerda acaba de expulsar um militante, porque criou uma página de defesa de Israel na internet. Cito frases da expulsão:`Nossos amigos são os povos do Irã, Líbia e Venezuela, oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como o de Israel.` Por outro exemplo, a prefeita socialista de Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba palestina, depreciando, assim, a mais de 6 milhões de judeus europeus assassinados.



Ou em minha cidade, Barcelona, o grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário do Estado de Israel, uma semana de `solidariedade com o povo palestino`. Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa terrorista dos anos 70, atual líder da Frente de Libertação Palestina, que é uma organização considerada terrorista pela União Européia, que defende o uso das bombas contra Israel. E etc. Este pensamento global, que faz parte do politicamente correto, impregna também o discurso do presidente Zapatero. Sua política exterior recai nos tópicos da esquerda lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente pró-árabe. Estou em condições de assegurar que, em particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e a política do ministro Moratinos vai nesta direção.



O fato de que o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do Líbano, não é um acaso. É um símbolo. A Espanha sofreu o atentado islâmico mais grave da Europa, e `Al Andalus` está na mira de todo o terrorismo islâmico. Como escrevi faz tempo, “nos mataram com celulares via satélite, conectados com a Idade Média”. E, sem dúvida, a esquerda espanhola está entre as mais anti-israelenses do planeta. E diz ser anti-israelense por solidariedade! Esta é a loucura que quero denunciar com esta conferência.



CONCLUSÃO



Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense como a maioria de meus colegas? Porque como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel. A luta contra o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não judeus, Como jornalista, sou obrigada a buscar a verdade, para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações. E sobre Israel não se diz a verdade. E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei converteram em princípios universais.



Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista de esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel. Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade. A luta de Israel, ainda que o mundo não queira saber, é a luta do mundo.



Pilar Rahola

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brasil contra brasileiros

É impressionante. Não há sossego. É uma surpresa depois da outra. Não dá mais para entender o que norteia o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Após defender a visita e tomar um cano do ditador iraniano, agora é a vez da nossa chancelaria apoiar um ex-ministro da cultura egípcio, o polêmico Farouk Hosni, que têm diversas declarações antissemitas em seu currículo ( entre elas a de prometer queimar livros em hebraico no meio da rua) na eleição ao cargo de diretor geral da Unesco. Isto, contra dois brasileiros, um deles favorito e apoiado por grande parte da Europa e EUA.

O assunto que merece ampla divulgação, por enquanto só repercutiu no Globo, Veja On Line e veículos judaicos.

Em um post abaixo comentários a respeito

PT apóia antissemita




O Reinaldo Azevedo, como sempre, foi ao ponto num texto em que denuncia a deletéria diplomacia brasileira que está apoiando um árabe antissemita para cuidar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Farouk Hosni é o nome dele. Ficou conhecido não como Ministro da Cultura do Egito, mas depois que prometeu queimar qualquer livro em hebraico que encontrasse nas prateleiras de sua biblioteca.
Israel e o povo judeu têm de ficar atentos: o governo de Lula é sorrateiro e mistifica suas ações antissemitas através do Ministério da Propaganda, dirigido pelo ministro Franklin Goebbels.
Os petralhas estão de braços dados com o terrorismo árabe e são antissemitas.
Desafio quem me prove o contrário do que estou afirmando.
Leiam o texto de Reinaldo Azevedo:

A notícia circulou ontem. Acabei não comentando por falta de tempo. Celso Amorim, o gigante da diplomacia brasileira — refiro-me a seu gigantismo óbvio, o físico —, negou ontem que seja candidato a diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Segundo diz, o Brasil apóia para o cargo o nome do sul-africano Abdul Samad Minty.

O mais engraçado é que ele atribuiu “à imaginação das pessoas” a sua candidatura. Sim, “das pessoas do Itamaraty” que plantaram a notícia na imprensa. Quando essa enormidade viu o pleito ligado à visita do Ahmadinejad ao Brasil, ele logo tratou de pôr o burro na sombra. Mas isso ainda é o de menos.
O Brasil tinha boas chances de emplacar o brasileiro Márcio Barbosa no comando da Unesco. Atualmente, ele é diretor-adjunto. Em vez disso, preferiu apoiar para o cargo o pintor Farouk Hosni, ex-ministro da Cultura do Egito.
Segundo o Colosso de Rhodes da diplomacia, esse apoio é parte da política de aproximação do Brasil com os países árabes. Até aí, vá lá. Ocorre que Hosni é um anti-semita delirante — ou, se quiserem, “antijudeu delirante” (já que os puristas confundem categoria política com grupo étnico e lingüístico e afirmam que os árabes também são semitas...).

Ele já declarou que queimaria livros em hebraico se os encontrasse em sua estante. Como se vê, é o homem certo para cuidar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, não é mesmo? No dia 20, ele deve estar chegando para um encontro — ai, meu Deus! — de ministros e ex-ministros da Cultura dos países sul-americanos e árabes.
Imaginem a pauta de um encontro entre ministros e ex-ministros da Cultura desses países, com tantas identidades culturais... Imaginem um papo-cabeça entre Gilberto Gil e Farouk. Quem sabe o cantante consiga explicar ao egípcio queimador de livros o que Carlos Minc quis dizer quando afirmou que ele, Gil, era favorável à descriminação da queima de erva e neurônios. O Egito tem uma contribuição a dar nesse e em outros temas: masmorra. Adiante.
Amorim tem usado suas porta-vozes louras na mídia — refiro-me à lourice metafórica, é claro — para anunciar que o apoio ao queimador de livros é uma tática para concentrar os esforços do Brasil para emplacar Ellen Gracie no Órgão de Apelação da OMC.

Ainda que fosse, isso não torna o egípcio alguém que pudesse contar com o apoio do Brasil. Mais um ato do governo brasileiro claramente hostil a Israel e aos judeus de maneira geral. Ademais, Ellen Gracie que tome cuidado. Amorim, até agora, só perdeu.
Em linguagem típica das mesas-redondas de futebol, ao gosto do Apedeuta, em matéria de indicações para organismos multilaterais, o Colosso sempre foi surpreendido “pelo elemento surpresa que veio de trás”. Disputam a vaga Argentina, Costa Rica, México, Bélgica e Holanda. O Brasil é o favorito. Mas é bom tomar cuidado com a nossa vocação para levar olé da Argentina...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Antissemitismo no Orkut

Para quem não sabe, o Orkut é um sistema de relacionamento entre pessoas com a única finalidade de obter um grande banco de dados de perfil de consumidor para ser vendido para empresas interessadas - venda apenas dos perfis tabulados e não dos nomes das pessoas. O mundo inteiro não entrou muito nessa onda e mais de 60% de todos os usuários são brasileiros. Com o Orkut, as mais diversas comunidades que se comunicavam por listas de email como YahooGroups e outras, migraram e cresceram assustadoramente. Entre elas, as comunidades anti-semitas.

No final de fevereiro, apenas em língua portuguesa-brasileira, pode-se contar cerca de 132 comunidades com estas características passando por todos os espectros do nazismo e anti-semitismo árabe, também abrindo espaço para o anti-semitismo cristão tradicional. Um exemplo é uma das principais comunidades skinhead que entre agosto de 2004 e fevereiro de 2005 cresceu mais de 1.400% em número de afiliados.

Só está no Orkut, quem está bem incluído digitalmente, pois utilizar o sistema sem ter uma conta banda-larga é insuportável. Essas 132 comunidades aglutinam cerca de 30.000 pessoas com características anti-semitas. Se fizermos uma conta, não estatisticamente correta, e cada pessoa tiver pais e um irmão, multiplicamos o número por 4 e teremos mais anti-semitas declarados que judeus no Brasil. Antes, em listas de discussão, este número mal chegava a 200 ou 300 pessoas.

Se acrescentarmos a essa conta os amigos e parentes não incluídos digitalmente o número fica assustador, mas deixo a aritmética para você. O que mais chama a atenção no Orkut é que junto com cada skinhead, junto com cada nazista, junto com cada simpatizante do Hamas, de bin Laden ou de Hitler, há sempre uma namorada. Várias moças também são declaradamente nazistas, com tatuagens, posters, livros indicados etc.

Existe ainda outro dado preocupante: são os amigos e amigas de escola destes anti-semitas, que ao verem o discurso anti-judaico, elogiam o comportamento destas pessoas e acham-nas muito legais e bacanas. Está formado aí um exército de simpatizantes ao anti-semitismo.

Esse caso "das namoradas" foi muito bem documentado pela matéria de Paulo Blank, publicada no Jornal do Brasil de 13/fev/05 (se alguém quiser o texto digital é só pedir), quando, na "segunda-feira de cinzas", ele jantava em um restaurante na Barra da Tijuca no RJ, e uma família composta por avós, pais e filho, recebiam a namorada do filho em seu meio e faziam uma doutrinação completa sobre anti-semitismo nazista, negação do Holocausto e até mesmo negação de que o livro Mein Kampf tenha sido escrito. Como as câmaras de gás, o livro também é uma invenção dos judeus, segundo a avó, a mais entusiasta. Só ali, eram cinco nazistas mais uma aspirante...

Chega a existir uma comunidade no Orkut que discute por que as "patricinhas" são simpatizantes de nazistas declarados: ainda não chegaram a nenhuma conclusão. Mas há outro detalhe. Muitas das moças encontradas em perfís de nazistas do Orkut foram acrescentadas por eles sem saber. A maioria delas pergunta "eu te conheço? como é que você me colocou como sua amiga?" e mesmo sem resposta, não sai de lá e fica encravada dentro do perfil do nazista.

Em várias listas de discussão nazistas e em perfís de comunidades anti-semitas no Orkut se encontra um apelo para que os nazistas sirvam o exército, preferencialmente o CPOR (para formação de oficiais), que estudem jornalismo e direito, que prestem concursos para delegados de polícia civil e federal. Você já entendeu que há um projeto de médio e longo prazo para essa massa de anti-semitas chegar, sem impedimento ou constrangimento, às esferas do poder judiciário, militar e policial. Isso tudo é dito abertamente com o cunho de "patriotismo" para livrar o país dos judeus.

Se você está preocupado com uma ou outra matéria ou carta que pinga num jornal aqui ou noutro ali, espero que entenda que a coisa é bem mais embaixo e que essa organização toda, que ainda incorpora várias bandas de rock nazistas tocando em baladas e festas pelo país, é oriunda daquele antigo congresso nazista que ocorreu no Chile no ano 2000.

Tudo isso acontece num país que possui legislação para coibir o anti-semitismo e sob o manto de um governo de esquerda que deveria, por definição ideológica, ter uma plataforma oficial de lutar contra o nazismo. Enquanto as listas de discussão são um método ainda muito utilizado pelas pessoas de mais de 40 anos o Orkut é a grande praia dos jovens, onde as cabeças, quase sempre vazias, estão sendo enchidas de Holocausto Judeu ou Alemão, de Mentira do Século e de Protocolos dos Sábios de Sião, de Gustavo Barroso, de Plínio Salgado.

Se fosse só o Orkut, já seria péssimo, mas há outro sistema de relacionamento pessoal no mesmo formato, só que instalado no Brasil: é o http://www.netqi.com.br onde já há várias comunidades nazistas instaladas.

Mídia Judaica Independente

A Mídia Mundial

Judeu bom ----------- > Judeu mau

Garoto judeu bom----------> Garoto judeu mau

É isso que a mídia internacional quer que você pense!

Para os que não acreditam no holocausto

Acima estão os termos da rendição alemã em 08/05/1945

Um dos grandes argumentos de todo os autores revisionistas é de que os judeus criaram a história da compensação de suas perdas na Segunda Guerra como fato recente, situado ali pelo final dos anos 1950 e início dos 60. Em algumas fontes isso é colocado até de forma mais moderna.

Para mostrar que isso não é verdade, encontramos em nossas pesquisas a publicação no jornal O Estado de Minas de 8 de maio de 1945, estampado na primeira página, os termos da rendição incondicional alemã às Forças Aliadas.

Leia com atenção e corrija alguns de seus conceitos históricos. As imagens scaneadas estão com a coloração original do papel com 58 anos de idade.

sábado, 9 de maio de 2009

Holocausto é hoje

Quando o primeiro homem negro na costa africana foi caçado, aprisionado e jogado dentro de um navio negreiro, deu-se início ao que denomino de Holocausto da era contemporânea. A escravidão pressupunha a inferioridade racial dos negros e a prevalência dos brancos como raça superior.

Na antiguidade, Holocausto era uma oferenda religiosa que consistia em queinar animais vivos, como sinal de obediência e adoração divina, o que teria motivado o primeiro homicídio. Deus recusou seu Holocausto e aceitou o do irmão.


A Inquisição praticava um Holocausto religioso, punindo os não cristãos e os hereges com inenarráveis torturas culminadas com a queima dos pecadores, vivos, em fogueiras.


Na Rússia dos séculos seguintes, o Holocausto adquiriu um significado lúdico, uma diversão de fim de semana: os russos adoravam invadir aldeias de judeus, matando os homens, estuprando as mulheres e queimando as casas.


Nas colônias do além-mar, em nome da civilização, praticava-se o extermínio metódico das civilizações indígenas em todas as Américas.


O sofrimento dos discriminados negros, índios e judeus era apenas um detalhe que não tirava o sono dos heróis do faroeste, dos senhores de engenho, das autoridades da Inquisição, dos governantes estabelecidos e de pais de família em geral.


A palavra Holocausto adquiriu novo significado a partir de Hiutler e da Alemanha Nazista. Pela primeira vez, na história moderna, a raça tornou-se uma questão de Estado: os arianos, superiores, para dominar; as outras etnias, inferiores, para serem escravizadas; os judeus, ciganos, homossexuais e deficientes físicos, subumanos, para serem exterminados.


Foi no nazismo que a arte do extermínio atingiu o auge da sofisticação, levando o mundo à guerra mais sangrenta de todas, à tortura e morte de milhões, cujos ícones mais bizarros foram os judeus, justo eles que deram à humanidade os valores éticos e jurícios que moldaram a civilização. Seis milhões de pessoas ou "apenas" um milhão e pouco, para os simpatizantes nazistas, foram exterminados por serem judeus.


Holocausto após o nazismo, transformou-se em sinônimo de violência, da brutalidade e do extermínio racial. Holocausto, após Hitler, adquiriu o sentido de hecatombe produzida por sórdidas mentes, a demonstrar que nenhum monstro que a nossa imaginação conceba é mais monstruoso que o ser humano.


Nos dias atuais o Holocausto continua, graças aos que o desmentem. Expressa-se através do terrorismo, religioso e racial, com seus novos e avançados métodos de extermínio em massa.


Enquanto os seres humanos relembras a tragédia e tentam sublimá-la, como condição para permanecerem humanos, as bestas contemporâneas estão, nodia de hoje, saudando o Holocausto e planejando morticínios, extermínios e extinções étnicas, sorrateiramente e em nome de "valores" semelhantes aos dos nazistas: superioridade, dominação, riqueza.


E a humanidade? Pasma.



* Paulo Wainberg é advogado e escritor
Artigo publicado na editoria de Opinião do jornal O Sul em 21.04.2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Deste nos livramos

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, cancelou nesta segunda-feira a viagem que faria nos próximos dias ao Brasil, Venezuela e Equador, informou a agência de notícias local Irna. Os motivos não foram divulgados e o Itamaraty ainda não confirma a informação. Por essa razão, ainda não se sabe se a entrevista coletiva prevista para esta segunda-feira, às 16h, no Itamaraty, com o embaixador Roberto Jaguaribe, subsecretario-geral de Assuntos Políticos, realmente acontecerá. Jaguaribe falaria sobre a agenda de trabalho a ser tratada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad.


No domingo, centenas de pessoas protestaram no Rio de Janeiro e em São Paulo contra a visita do líder . A chegada do mandatário ao Brasil, primeira escala de sua viagem pela América Latina, estava prevista para esta quarta-feira. No país, conforme havia informado o chanceler Manouchehr Mottaki, o Irã buscaria aprofundar a estrutura para uma relação baseada no respeito mútuo de interesses.


( Vídeo: Diplomatas deixam reunião durante discurso de Ahmadinejad )

Ahmadinejad viajaria acompanhado de uma delegação composta por 110 pessoas e seu principal objetivo na Venezuela e Equador seria verificar acordos de cooperação nas áreas energética e econômica firmados com os governos locais.


Já a visita que o presidente fará amanhã à Síria, onde se reunirá com seu homólogo Bashar al-Assad, não foi alterada.


Nesta manhã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, havia confirmado a viagem, explicando que o governo buscava "relações ativas com os países da América Latina nos setores de cultura, economia e política".


Na ocasião, Qashqavi, criticou as declarações da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que havia considerado "inquietantes" os vínculos de Teerã e da China com a região latino-americana.


- Eu não acho que no mundo de hoje, um mundo multipolar no qual estamos competindo pela atenção e relacionamento com, pelo menos, russos, chineses e iranianos, seja do nosso interesse virar as costas para países do nosso hemisfério - comentou Hillary na última sexta-feira.


A visita do presidente iraniano ao Brasil também havia gerado tensões, já que Ahmadinejad negou a existência do holocausto durante a na Conferência sobre Racismo da Organização das Nações Unidas (ONU) no último dia 20.

Na ocasião, o governo brasileiro criticou em nota oficial o discurso do mandatário, mas não retirou o convite da visita ao país, fato que fez com que Israel convocasse para consultas o embaixador do Brasil em Teerã, Pedro Motta.


O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorin, respondeu dizendo que o país desejava iniciar com o Irã "um diálogo franco, sem reservas e com liberdade para exprimir as suas divergências". As informações são da Ansa

Os Amigos de Lula e do PT

Depois que 40 diplomatas da União Européia juntaram-se à iniciativa do Reino Unido de abandonar o auditório durante o discurso de Mahmoud Ahmadinejad contra Israel na véspera do dia em que os judeus relembram seus seis milhões de mortos no Holocausto, Sergio Widder, representante do Simon Wiesentahl Center na América Latina, conseguiu capturar a imagem mais grotesca do “Circo Durban II”: um dos 180 membros da entourage-de-choque do Presidente iraniano agrediu verbalmente o Prêmio Nobel de Literatura e sobrevivente do Holocausto, Elie Wiesel, com gritos histéricos de “Sio-nazista”, em clipe postado no YouTube sob o título de Elie Wiesel Verbally Abused as “Zio-Nazi” by Ahmadinejad Entourage at Durban II:



Da suposta “Conferência contra o racismo” ausentaram-se nove países que a consideram ilegítima: Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Holanda, Israel, Itália, Nova Zelândia e Polônia.


De fato, a Conferência é financiada, conforme dados fornecidos pela UN Watch, pela Rússia, pela China, pela Suíça e diversos estados islâmicos que, sob o pretexto de lutar contra o racismo, desejam somente atacar Israel através de protestos de cunho anti-semita, ou seja, assumindo o racismo como se fosse o anti-racismo. Nunca George Orwell foi tão atual…



O Brasil logo receberá com honras de Estado o Presidente do Irã, cujo regime financia grupos terroristas, fuzila homossexuais, apedreja mulheres “adúlteras”, promove em todas as mídias comparações de judeus a porcos, macacos e cachorros, nega o Holocausto, prega varrer Israel do mapa, etc. A propósito dessa visita e da participação do Brasil no “Circo Durban II”, o jornalista Reynaldo Azevedo publicou em seu blog na Veja on line uma lista com nomes e funções dos 33 membros da expressiva Comitiva Brasileira que viajou a Genebra para gastar um pouco das nossas abundandes verbas públicas em atividades muito proveitosas para todos os brasileiros dessa mesma lista.



Um dos materiais distribuídos pelas Comitivas Brasileiras que se deslocam até essas conferências “contra o racismo” para nos representar e tratar dos nossos problemas mais urgentes relativos ao tema proposto é o panfleto produzido pela CNAB-Brasil (Congresso Nacional Afro-Brasileiro) intitulado Down with the Nazi-Israel Apartheid.



O documento não traz data, e provavelmente foi confeccionado para Durban I, já que faz uma referência a Ariel Sharon. Longe de tratar do racismo no Brasil e das questões que interessam - ou deveriam interessar - aos afro-brasileiros, o panfleto concentra-se na repetição das surradas e vergonhosas comparações do Exército israelense às tropas SS e de Israel ao Apartheid sul-africano, “legitimadas” pela declaração anti-semita de Nelson Mandela destacada em epígrafe.



Em sua política de aproximação com ditaduras, partidos e regimes comprometidos com o terror, como na assinatura de sucessivos acordos do PT, do PDT e do PCdoB com o Partido Baath da Síria, o Brasil demonstra caminhar por uma senda perigosa: a Administração Lula, por um lado, prestigia a comunidade judaica, a fim de paralisar suas críticas e desmobilizá-la, e, por outro, aninha nas salas secretas do poder grupos exóticos que adotam o anti-semitismo (o “socialismo dos idiotas”) a fim de arregimentá-los, a cada confronto, na defesa de seus aliados islâmicos na luta que se quer “anti-racista” e “anti-colonialista”, e que integra, na verdade, a escalada mundial de um novo fascismo.


É isso que as organizações brasileiras vão fazer lá fora com o nosso dinheiro.


O que uma organização de defesa aos negros tem a ver com judeus? É por isso que esse país está deste jeito. Ninguém faz o que tem que fazer. Todo mundo quer aproveitar para viajar e não fazer nada.




  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger.

TOPO  

^