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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Brasil Precisa Saber

Ciro Gomes, hoje comandante da campanha de Dilma no segundo turno tem essas opiniões sobre seus patrões.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dilma a Desarticulada

Vejam o vídeo abaixo e decidam se vão votar nessa pessoa
Não é possivel que alguém ache que ela possa ser presidente
do Brasil

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vejam quem é a candidata a presidência do Brasil

Um video que mostra como a sra. Dilma Rousseff se orgulha de seus feitos terroristas.
Junto dela também é mostrada a turma hoje no PT que também passaram por Cuba.
Veja para quem seu voto pode ir.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ministro israelense no Brasil


O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, iniciou nesta terça-feira (21) uma viagem de dez dias na América do Sul onde visitará o Brasil, a Argentina, o Peru e a Colômbia. A visita tem como objetivo enfatizar a importância que o Ministério das Relações Exteriores atribui à América Latina.

No Brasil, onde existe uma tradição de cooperação com Israel nas áreas de ciência, agricultura, turismo, cultura, educação, saúde, comércio etc, a visita visa fortalecer as relações e os laços de amizade já existentes e ocorre em marco aos 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Hoje (terça-feira), em São Paulo, o Chanceler se reuniu com o Dr. Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com o Governador do Estado de São Paulo José Serra e com membros da Comunidade Judaica. Na cidade, Liberman esteve acompanhado de uma delegação de empresários das áreas de tecnologia, comunicação e agricultura, que viajam ao Brasil objetivando avançar e desenvolver os laços comerciais entre os dois países e expandir interesses econômicos comuns. No último ano o comércio entre os dois países ultrapassou 1,5 bilhões de dólares. Em Brasília, na quarta-feira (22), o Ministro se reunirá com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, com o Ministro das Comunicações Hélio Costa e outras autoridades. Durante a visita será assinado um acordo bilateral de serviços aéreos. (FONTE: FISESP)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A vergonhosa diplomacia brasileira

As acusações vão mais fundo. Tais organizações afirmam ainda que o Brasil tenta com sua política inviabilizar a eficácia do fórum da ONU, bloqueando investigações internacionais e evitando condenações de regimes como o norte coreano, que mantém execuções sumárias e campos de concentração.


Já se tornou recorrente a observação - partida de diplomatas, de especialistas em relações internacionais, de analistas políticos, etc. - de que a diplomacia brasileira, no governo Lula, se tornou refém de interesses ideológicos e deixou de ter como fim primordial a defesa dos interesses nacionais. O que, inclusive, tem acarretado ao Brasil vergonhosas derrotas no campo internacional.


Os fatos estão aí e não é o momento de relembrá-los. Cabe apenas rememorar que já ao iniciar-se o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os responsáveis de sua política externa apontaram que, ideologicamente, se encontraria nela a "chave" interpretativa do governo petista. A realidade, infelizmente, comprovou a precisão de tal anúncio.


No âmbito interno, devido a condicionantes políticas e diferentes tipos de resistência da sociedade, Lula teve a imperiosa necessidade de adaptar e abrandar a agenda que sempre foi a do PT. O caso mais característico se deu na política econômica.


Tem sido precisamente em diversos aspectos da política externa, marcados pelo mais impúdico radicalismo, que tem transparecido o verdadeiro caráter ideológico do governo.


Lula recebido na ONU com protestos


Um dos traços mais vergonhosos da diplomacia lulo-petista é a contínua conivência ou cumplicidade com governos ditatoriais. Posição sempre justificada por subterfúgios como "multilateralismo", "diálogo", "convívio com as diferenças" e outras pérolas do que tenho qualificado neste blog de cinismo político-ideológico.


Lula esteve há dias em Genebra para discursar, pela primeira vez, no Conselho de Direitos Humanos da ONU e aí tentar explicar a inexplicável política de acobertamento de ditadores.


O presidente foi recebido com duros protestos de ativistas dos Direitos Humanos. ONGs do mundo inteiro - como as insuspeitas Anistia Internacional e Human Rights Watch - acusam a atual diplomacia brasileira de abandonar as vítimas de violações de Direitos Humanos e de apoiar regimes ditatoriais.


As acusações vão mais fundo. Tais organizações afirmam ainda que o Brasil tenta com sua política inviabilizar a eficácia do fórum da ONU, bloqueando investigações internacionais e evitando condenações de regimes como o norte coreano, que mantém execuções sumárias e campos de concentração. (Leia também Brasil poupa ditadura norte-coreana.)


"O Brasil está politizando o fórum e negligenciando as vítimas de violações de direitos humanos", disse o diretor jurídico da Conectas, Oscar Vilhena (cfr. O Estado de S. Paulo, 15.jun.2009)


Pelo menos 35 ONGs endereçaram cartas ao conselho da ONU e ao governo brasileiro, pedindo uma mudança de rumos em tal política, e a própria ONU criticou o comportamento da diplomacia brasileira.


Ladaínha de justificativas


A diplomacia brasileira tenta justificar-se, afirmando que é sempre necessário dar uma chance aos regimes ditatoriais.


Chance? Há décadas que a Coréia do Norte e Cuba violam brutalmente os chamados Direitos Humanos. No que consistiria a "chance"? Em poderem prosseguir suas violações?


Mas o Itamaraty, pela boca do Chanceler Celso Amorim, acrescenta que quer impedir que o Conselho se torne uma espécie de tribunal para condenar nações mais frágeis.


As ditaduras se tornaram, pois, na visão da diplomacia "companheira", "nações frágeis" que têm de ser protegidas. Deu para entender? O Brasil não protege as vítimas das ditaduras, mas protege as ditaduras, "nações frágeis".


Mas a ladainha de justificativas não termina por aqui. O Ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República afirmou à imprensa que o Brasil defende a negociação, o diálogo e a "necessidade de conviver com as diferenças de posições".


Ou seja, acobertar tiranias traduz-se no manual político-ideológico do lulo petismo por "conviver com as diferenças de posições".


Por fim, o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, declarou a O Estado de S. Paulo (15.jun.2009): "Há restrições ao fato de o Brasil não ter assumido uma posição de ficar distribuindo certificados de bom comportamento ou de mau comportamento pelo mundo afora".


É claro que este cândido princípio de isenção só tem validade quando se trata de defender grupos terroristas ou ditadores ideologicamente sintonizados com os princípios do lulo-petismo, ou, pelo menos, politicamente alinhados com seus escusos interesses.


Quando se trata de combater o governo de Álvaro Uribe pelos golpes assestados às FARC, ou o governo de Israel quando se defende dos ataques desferidos pelos grupos terroristas do Hamas ou do Hezbollah, toda esta postura de "abstenção", de "diálogo", de "convívio com as diferenças", desparece num piscar de olhos, e é o próprio Sr. Marco Aurélio Garcia quem se incumbe de distribuir seus certificados internacionais de mau comportamento.


De acordo com a Folha de S. Paulo (16.jun.2009), em seu discurso no conselho da ONU, Lula tentou defender a criticada atuação do Brasil: "Este conselho deve buscar no diálogo, e não na imposição, o caminho para fazer avançar a causa dos direitos humanos".


Após o discurso do Presidente, os grupos civis voltaram a criticar o governo e a afirmar que consideram a visão brasileira moralmente duvidosa. "O apoio do Brasil a países que violam os direitos humanos tem prejudicado a eficácia do conselho", afirmou a diretora da ONG Human Rights Watch em Genebra.


Começa a desfazer-se o equívoco


Durante muito tempo se repetiram internacionalmente certos chavões (mais parecem mantras!) a respeito do governo Lula e de sua orientação político-ideológica. Tais chavões insistiam, contra a evidência dos fatos, em que o presidente mantinha uma linha de moderação e que seu radicalismo ideológico tinha desaparecido.


Talvez os mais recentes acontecimentos, como o padrão de comportamento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, a aproximação ao regime da Coréia do Norte, o convite dirigido ao Presidente do Irã, Ahmadinejad, para visitar o Brasil, o refúgio ao terrorista Battisti, vão ajudando a desfazer um equívoco fundamental, alimentado por certa displicência otimista, ou mesmo por má-fé.


"A política externa de Lula cheira mal"


Surgem pelo mundo vozes que começam a alertar para a vergonhosa e perigosa política externa do governo Lula.


É o caso do importante analista de assuntos latino-americanos, Andrés Oppenheimer, que publicou no Miami Herald (21.jun.2009) o artigo intitulado: O Brasil merece críticas por sua horrível política externa.

" O Brasil, o maior país da América Latina, recebeu nestes anos elogios bem merecidos por suas políticas econômicas responsáveis. Mas está sob fogo, de modo crescente, por seu vergonhoso apoio a ditaduras ao redor do mundo.


É difícil existir um ditador - ou um governo repressor - de que o Brasil não goste, afirmam os grupos de defesa dos direitos humanos.


Na semana passada, quando o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se dirigiu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, foi saudado com um coro de reclamações sobre sua política externa pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch e outros dos principais grupos de defesa dos direitos humanos.


"O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho de Direitos Humanos," declarou a 15 de junho Julie de Rivero, diretora de advocacia do Human Rights Watch.


O presidente Lula está levando sua política de não se envolver em contendas com outros países muito longe, dizem os críticos.


No ano passado, depois que o Presidente venezuelano Hugo Chávez fechou a maior estação de televisão independente de seu país, a RCTV, Lula declarou à revista alemã der Spiegel que "Chávez é sem dúvida o melhor presidente da Venezuela nos últimos 100 anos."



De modo semelhante, após se encontrar com o semi-aposentado ditador Fidel Castro durante uma visita a Cuba em janeiro de 2008, Lula afirmou esperar que Castro logo retornasse para assumir seu "papel histórico," e louvou sua "incrível lucidez".


Mais recentemente, os votos do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas têm se alinhado mais freqüentemente com países totalitários do que com as democracias de centro-esquerda da América Latina, como Argentina, Uruguai e o Chile. Alguns exemplos recentes:


- Em maio, o Brasil se absteve em uma votação de resolução patrocinada por Cuba que visava fazer com que o Conselho parasse de monitorar as violações de direitos humanos no Sri Lanka, onde o mais alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, denunciou a generalização de crimes de guerra. Em comparação, Argentina, Chile, México e a Comunidade Européia votaram pela manutenção do inquérito.


- Em março, o Brasil se absteve em uma votação similar sobre as Nações Unidas continuarem ou não a monitorar os direitos humanos na Coréia do Norte, onde os supervisores da ONU estavam examinando relatórios sobre execuções e campos de concentração. Em comparação, países europeus, Argentina, Chile e Uruguai votaram a favor do prosseguimento da missão.


- Também em março, o Brasil se absteve em uma votação proposta pela União Européia para barrar uma proposta africana destinada a debilitar a obtenção de provas pelas Nações Unidas de abusos cometidos na República do Congo. Em comparação, Argentina, Chile, Uruguai e até a esquerdista linha-dura Nicarágua votaram a favor de continuar as sindicâncias.


- Em fevereiro, durante a revisão da situação de direitos humanos em Cuba, promovida pelo conselho, o Brasil afirmou "dar as boas-vindas"' à "posição construtiva" de Cuba no sistema dos direitos humanos das Nações Unidas e não mencionou os prisioneiros políticos do país, ou a ausência de liberdade de imprensa e de outros direitos fundamentais.


"O Brasil considera os direitos humanos como um obstáculo para as suas metas estratégicas", disse-me em uma entrevista telefônica José Miguel Vivanco, Diretor para as Américas do Human Rights Watch,. "O Brasil acredita que seu apoio ao Terceiro Mundo, e às políticas anti-colonialistas deve ter precedência em relação às considerações sobre direitos humanos."


Vivanco acrescentou que, na América Latina, "o México é um país modelo quando se considera sua política externa em matéria de direitos humanos, seguido pelo Chile, Argentina e o Uruguai. O Brasil está no outro lado do espectro."


Ao ser questionado sobre as crescentes críticas à política externa do Brasil, Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial de Lula afirmou ao diário O Estado de S. Paulo em 14 de junho: "O Brasil não tem que estar dando certificados de boa conduta ou má conduta pelo mundo". E acrescentou: "Nós pensamos que é muito mais importante empreender ações positivas que podem mover um país a melhorar sua situação interna do que ações de uma natureza restritiva".


Minha opinião: O Brasil - e seu presidente - merece bastante crédito por se ter tornado um modelo de estabilidade econômica, redução de pobreza e de liberdades políticas numa região onde muitos outros países estão retrocedendo em todas essas três frentes.


Mas a sua política externa cheira mal. O Brasil devia ser fiel a seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos, e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vista grossa para abusos de direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo um precedente para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país.


P.S.: No final da semana passada, talvez como resultado das críticas dos grupos de direitos humanos, no Conselho das Nações Unidas, o Brasil deu um raro voto, no caso do Sudão, junto com países pró direitos humanos. Esperemos que seja o início de uma mudança do Brasil em sua horrível política externa."


http://radardamídia.blogspot.com

sábado, 4 de julho de 2009

Minha casa, Minha vida

Enquanto 8 milhões de famílias brasileiras não têm casa para morar, o Presidente do Senado da República, José Sarney, apoiado pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela sua candidata, Dilma Rousseff, informa, depois de sair de uma reunião com ambos, que não declarou uma casa avaliada em R$ 4 milhões, da qual é proprietário há mais de 10 anos, "por esquecimento". O conluio cínico entre estes personagens patéticos da política nacional é uma cusparada na cara de cada brasileiro. O próximo romance de Sarney poderia ser prefaciado por Lula e Dilma e se chamar "Minha Casa, Minha Vida".

Blog Coturno Noturno

O Cordeiro do Presidente


Aqui a coluna de Diogo Mainardi, que está na Veja que foi as bancas neste sábado, segue na íntegra. Leiam que está muito boa!...hehehe...é sobre o blogueiro de Lula.

Jorge Cordeiro? Isso mesmo: Jorge Cordeiro. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe o que ele faz. Mas Franklin Martins acabou de contratá-lo para comandar o blog do Lula. O blog do Planalto.


Lula declarou recentemente que, com a internet, a imprensa perdeu "o poder que tinha alguns anos atrás". E, de acordo com ele, quanto menos poder a imprensa tiver, melhor. Porque isso impede que os jornais tentem "dar um golpe de estado", manipulando os fatos. Lula, a Arianna Huffington de Caetés, acredita que só agora, com o Blogger, o Facebook e o Twitter, "este país está tendo o gosto da liberdade de informação". Segundo ele, "estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade".


Jorge Cordeiro, o blogueiro de Lula, tem o perfil do revolucionário da internet. Depois de trabalhar por seis anos como assessor de imprensa da Odebrecht, no período em que a empreiteira se enroscou com Fernando Collor de Mello, ele se distinguiu por sua passagem em jornais como O Fluminense. Quando Marta Suplicy foi eleita, ele ganhou um cargo na área de internet da prefeitura paulistana. Em 2005, arrumou um emprego no Globo Online, sendo demitido menos de um ano depois. Ultimamente, até ser contratado por Franklin Martins, ele mantinha um blog que era lido e comentado sobretudo por ele mesmo. A internet tem esse aspecto revolucionário: o autor de um blog pode ser também o seu único leitor.


Assim como Lula, Jorge Cordeiro dispara contra a imprensa. Seu blog solitário é sua Sierra Maestra. Ele considera que a "grande mídia" – da qual ele e Franklin Martins foram demitidos – "é apenas uma ferramenta para perpetuar o status quo de uma elite, veículo de pré-conceitos, defesa de interesses escusos e muito, mas muito cinismo mesmo". VEJA, Folha, Estado, Globo: o blogueiro de Lula condena todo o "(tu)baronato" da imprensa, acusando-o de irresponsabilidade, de tendenciosidade, de forjar a roubalheira dos mensaleiros e de montar uma farsa golpista no episódio dos aloprados, a fim de evitar o triunfo histórico de "Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!".


O blogueiro de Lula, como o próprio Lula, argumenta que há mais liberdade e mais pluralidade nos blogs do que na imprensa. Os elogios aos blogs cessam no momento em que eles abusam dessa liberdade e dessa pluralidade para – epa! – falar mal de Lula. Ricardo Noblat se torna automaticamente "dissimulado, prepotente, mentiroso". E Reinaldo Azevedo é ironizado por seus tumores, que o blogueiro de Lula apelida de "bolotinhas".


Eu? Eu sou um "dândi". Tenho de levar "uma bela cusparada" e, como Paulo Francis, "sucumbir a inúmeros processos". Na semana passada, renunciei espontaneamente ao meu trabalho na internet. O blogueiro de Lula comemorou minha despedida com o seguinte comentário: "U-huuuuu!!". Agora que Lula tem um blog, e que pretende trocar a imprensa por spams, sou eu que comemoro minha saída da internet: "U-huuuuu!!".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O PT pode fazer aqui



Veja aqui o comercal da organização Cedice Libertad, da Venezuela, em defesa da propriedade privada.

Este é um bom comercial para ser passado na televisão brasileira, com uma legenda perguntando: você concorda que os comunistas do PT avancem sobre a sua propriedade?

Não se iludam. É isto que Chávez está preparando: o fim da propriedade privada. E é isto que o PT e os demais partidos comunistas com o PSOL, PSTU, PCdoB, e assemelhados preparam para a segunda parte de seu diabólico plano socialista.

Os Hondurenhos, com o apoio das Forças Armadas, não permitiram que o vagabundo títere bolivariano filhote de Chávez permanecesse no poder.

E NÃO TENHAM DÚVIDA! OS COMUNISTAS DO PT, MST CUT, ET CATERVA, FARÃO ISSO MAIS À FRENTE NO BRASIL CASO PERMANEÇAM NO PODER!

REPASSEM ESSE VÍDEO. COLOQUEM NA SUA PÁGINA DO ORKUT, TWITTER, ENVIEM POR EMAIL PARA SEUS AMIGOS!

Blog Aluisio Amorim

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cartoons politicamente incorretos


Alguns cartoons que aparecem diáriamente no blog do Aluisio Amorim
Um dos poucos jornalistas que tem coragem de meter o pau na turma
petralha e seus asseclas.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Governo brasileiro negocia escondido com bandidos

O acordo secreto do Brasil com o Irã
Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU

Claudio Dantas Sequeira
O chefe da Divisão de Programas de Promoção à Exportação do Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI, rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja. O governo, segundo ele, não está preocupado se o acordo com o Irã vai afetar as relações com os Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial, não político. Além disso, há uma demanda dos empresários brasileiros para negociar com o Irã", garante Azevedo. A única concessão que o Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação à energia nuclear. O resto é comércio.

No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."


O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos.


PARCEIROS Ahmadinejad cancelou visita ao Brasil, mas Lula manteve a negociação

Amorim tem defendido abertamente a equidistância e o pragmatismo nas relações internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido silêncio sobre as negociações com o Irã não corresponde ao histórico da diplomacia brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou negócio com outros países.


"Esse gesto vai levantar agora muitas suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu país. Javedanfar prevê mais tensões na relação do governo Lula com Israel, que protestou contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele. E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê mecanismos financeiros para facilitar a exportação e a importação de bens e serviços, incluindo operações de reexportação para terceiros países (o que permite ao Irã escapar do embargo por uma triangulação comercial), a criação de joint ventures, a abertura de bancos iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos centrais para troca de informações sobre o sistema financeiro.


No documento bilateral, as autoridades também falam da "necessidade de buscar meios para superar os prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre os dois países. Na prática, significa ajudar Teerã a obter crédito e garantias bancárias para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e americanos com a imposição das sanções. Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo, as iniciativas de cooperação não passam de artimanhas para ajudar o Irã a contornar as sanções e avançar no seu programa nuclear.


Se essa avaliação beira a paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato é que negociar com um banco de desenvolvimento que está na "lista negra" americana não é a melhor forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente. "Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10 bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos (US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio desses países prova que há maneiras menos explosivas de se estimular as exportações.


"O problema não é econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.


"Ter o direito de fazer um acordo não quer dizer que seja legítimo fazê-lo. Está claro que o governo Lula fez uma opção ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba, El Salvador,


Equador, Bolívia e até montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.


"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo que negociar com Adolf Hitler.


Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas.

Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. "


Isto É


Lula e amigos

Em visita à Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou mais uma vez com firmeza nesta terça-feira o golpe de Estado em Honduras e afirmou que é "preciso fazer os golpistas verem que a democracia tem que ser respeitada".

O presidente brasileiro chegou nesta terça-feira a Trípoli, na Líbia, onde nesta quarta-feira participa de uma cúpula da União Africana (UA), presidida pelo ditador líbio, Muammar Kaddafi. Leia MAIS


MEU COMENTÁRIO: É simplesmente nojenta a atitude debochada de Lula. Outra vez a bordo de seu luxuoso avião o Apedeuta vai visitar o seu amigo ditador Kaddafi, o tirano da Líbia, e ainda tem a cara-de-pau de acusar o militares e o novo presidente de Honduras de golpistas.

Democrata é o Kaddafi. Tá bom.

Blog Aluisio Amorim

terça-feira, 30 de junho de 2009

Deputados querem censurar a Internet



Parlamentares debatem esta semana no Congresso proposta que prevê aplicar à internet as mesmas regras eleitorais impostas para o rádio e para a TV. O colunista do UOL em Brasília, Fernando Rodrigues, analisa o tema neste vídeo e adverte que se ninguém se mexer os deputados deverão aprovar mais essa excrescência, justamente porque temem a força da internet e sua capacidade de renovação.

Entretanto, querer censurar a internet é chover no molhado. Se os deputados articulam esse tipo de malandragem é porque não conhecem nada de nadica de informática e internet.

É impossível censurar a rede. Vide o Irã. Mesmo assim, a iniciativa dos deputados é vergonhosa e mostra que o Brasil é realmente um país habitado por primatas políticos, porém especialistas em pilhar os cofres públicos e exercer a deletéria censura à imprensa e à liberdade de opinião.


Leia Mais


sexta-feira, 26 de junho de 2009

As mentiras do PT

Este é o resultado de um governo que não tem o minimo compromisso com o Brasil.
Uma mentira atrás da outra. O povo está cansado de ser enganado pelos companheiros
do PT. Veja o vídeo e tire suas conclusões

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lula e o jogo da palestina




Agora imagine Lula presente ao jogo. Aplausos para a multidão, fotos com os jogadores e discurso para a galera
No meio do discurso, as sugestões para resolver os "pobrema" da região:

1- Violência contra a mulher: "cumpanheiros e cumpanheiras, aqui nóis vimo todas as mulher usando touca no cabelo. Isso é um absurdo. Esse machismo não pode mais. Tem de botar delegacia da mulher aqui. Delegacia da mulher."

2- Problema de desertificação: "nóis temo um projeto de transposição das águas do São Francisco que dá pra fazer com o Jordão. A gente só desvia 1% das água e irriga tudo, daqui até a Gaze... é gaze, né? aquilo que põe nos machucado? Gaza? ah, mudaram o nome. Mas então... e dá pra botar a Odebrechi pra fazer uma represa no meio. Aí também resolve aí a falta de eletricidade".

3- Fronteira: "a Polícia Federal tá acostumada a pegar esses curió aí tudo com droga enfiado na bunda, no bucho, sei lá onde. Bota o Tuma aí que não entra homi bomba porra nenhuma aqui. O Tuma mete no xilindro e ó, no Brasil custa caro pros traficante sair da cadeia. Eles tem de pagar uma grana legal pra nóis .Dá um dinheirão pro governo. A gente ensina vocês"

4. Política: "nóis precisamo da paiz... a paiz é fundamental pros pais de familia botar cumida na mesa pras criança. 3 veiz por dia. Tem de botar cumida treis veis por dia. Compromisso de campanha. Tem de criar o Ministério da Paz. A gente tem muita experiência com ministério. Tem de ter Ministério da Paz. A gente emprega todo mundo, dos dois lado, e resolve o pobrema. Tá tudo em paz. Só um minutinho, tem um bilhete aqui .... porra, o PMDB tá pedindo pra indicar o Ministro da Paz"

Lula no Oriente Médio. Ele é o cara

Fábio Nogueira

sábado, 20 de junho de 2009

Gafanhoto e a barbárie

mainardi.jpg


Diogo Mainardi - Veja


Lula apoiou Ahmadinejad, negando a possibilidade de que ele tenha recorrido a meios fraudulentos para se eleger. Nesse ponto, foi mais rápido e categórico do que o próprio aiatolá Ali Khamenei, que encenou a pantomima de uma recontagem parcial dos votos"


Quando penso em Lula, penso em Kung Fu. O ator protagonista da série de TV Kung Fu morreu num hotel em Bangcoc. Ele foi encontrado dentro do armário, nu, com um cadarço de sapato enrolado no pescoço.


Um de seus advogados declarou que ele pode ter sido assassinado por membros de uma seita secreta de artes marciais. Mas o legista que examinou o corpo, Khunying Pornthip Rojanasunand, concluiu que sua morte foi causada por uma "asfixia autoerótica". Para tentar prolongar o prazer, o ator de Kung Fu teria se estrangulado acidentalmente.


Eu já chego em Mahmoud Ahmadinejad. E nos protestos dos iranianos na última semana. E nos manifestantes metralhados pelos paramilitares do regime dos aiatolás. Antes disso, tenho de esclarecer o paralelo estrambótico entre o ator de Kung Fu e Lula. O Mestre Kan, com sua imensa sabedoria shaolin, ensina: "Cada um deve encontrar sua trilha verdadeira e segui-la". Eu, Gafanhoto, sigo minha trilha.


O prazer de Lula é o poder. Para tentar prolongá-lo por mais quatro anos, ou por mais oito anos, ou por mais doze anos, ele decidiu antecipar a campanha presidencial. A manobra é arriscada. A candidatura de Dilma Rousseff, como um cadarço de sapato enrolado no pescoço de Lula, pode conduzi-lo ao êxtase em 2010. Mas pode também asfixiá-lo, privando-o de oxigênio nesse último período de seu mandato.


Lula apoiou Mahmoud Ahmadinejad, negando a possibilidade de que ele tenha recorrido a meios fraudulentos para se eleger. Nesse ponto, foi mais rápido e categórico do que o próprio aiatolá Ali Khamenei, que encenou a pantomima de uma recontagem parcial dos votos.


Mas Lula fez algo muito pior do que isso: ele acusou as centenas de milhares de manifestantes iranianos que protestaram pacificamente nas ruas de desrespeitar o resultado das urnas. Ele as acusou de golpismo. No mesmo dia, sete pessoas foram mortas, repórteres estrangeiros foram proibidos de comparecer às passeatas e opositores do regime foram presos.


O peso internacional de Lula é nulo. Esse seu apoio à criminosa ditadura iraniana pode ser vergonhoso para os brasileiros - e é vergonhoso -, mas afortunadamente ninguém escuta o que ele diz.


Só aqui dentro faz algum sentido reproduzir e analisar a barbárie de seus argumentos. Porque eles representam o cadarço de sapato enrolado em nosso pescoço, que lentamente asfixiará nossa ideia de democracia, se aceitarmos o jogo autocentrado - autoerótico? - de Lula. Mestre Kan a Gafanhoto: "O galho de salgueiro se verga diante da tempestade, porém resiste".

Por Sarney, Lula desafia a Constituição

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Brasília tornou-se uma ilha da fantasia para deputados e senadores, que usam seus cargos de representantes do povo para locupletar-se e obter vantagens para seus apaniguados.


O corolário evidente é que a capital se transformou numa imagem de pesadelo para os que pagam a conta: nós, os milhões de contribuintes; nós, as dezenas milhões de pessoas comuns.


É tal o resumo da ópera brasiliense - eles, os poderosos, os "incomuns", se lixam cada vez mais para a opinião pública, para os bons modos, para a Constituição. Minam, assim, a crença na democracia e os alicerces de uma nação que almeja a civilização.



Esse espetáculo deprimente teve outra cena triste na semana passada. Seu protagonista: o presidente Lula. Desde que se viu na contingência política de ter que defender os crimes dos seus partidários envolvidos no mensalão, Lula teve que entregar a bandeira da ética - que ele empunhou com desenvoltura antes de chegar ao Palácio do Planalto.



A rendição do presidente se deu naquela célebre entrevista concedida em Paris, em 2005, nos tempos em que a corrupção causava ainda algum constrangimento. Sem os corretivos vindos de cima, a turma do baixo, do médio e do alto clero da base aliada sentiu-se mais livres do que nunca. Sempre que um de seus membros está prestes a se afogar, eis que surge o presidente, solidário, oferecendo o conforto de suas palavras amigas.

Nem precisa ser compadre de pitar cigarrilha, como o leal companheiro Delúbio Soares, estrela do mensalão. Pode ser do PMDB, do PP ou do PTB. Pode até ser, vá lá, um "grande ladrão", adjetivo com o qual Lula descrevia o senador José Sarney quando este era presidente da República.

Há cinco meses, o Congresso Nacional enfrenta uma infindável onda de escândalos. Ela envolve parlamentares e altos funcionários com mordomias, nepotismo e suspeitas de corrupção.


Aos 79 de idade, 54 de política, Sarney, o mais longevo e experiente dos políticos brasileiros, é apontado como mentor e beneficiário da máquina clandestina que operava a burocracia do Senado. Inerte diante das denúncias, o senador tentou defender-se no plenário, com argumentos tão frágeis quanto os azulejos portugueses de São Luís. Do Cazaquistão, onde se encontrava em visita oficial, Lula atirou-lhe a bóia.

"O senador tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse o presidente. E continuou: "Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Quando o Congresso foi desmoralizado e fechado, foi muito pior para a democracia". Não satisfeito, acrescentou: "Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias, porque ele não tem fim e depois não acontece nada".


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quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Intolerância

A difícil tolerância
A doutora em História pela Universidade de São Paulo Anita Novinsky conta nesta entrevista como surgiu a ideia de criar o Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI), após o 11 de Setembro. "Vi que os intelectuais não poderiam ficar só na universidade, escrevendo seus livros sobre a Antiguidade, mas deveriam agir." O LEI deverá evoluir para um Museu da Tolerância, aberto ao público, que poderá consultar e conhecer histórias que levaram a guerras, preconceito, antissemitismo, escravidão. É a proposta de Anita para combater o estado de debilidade da memória e um ensino que privilegia a competição em lugar da compreensão. Em sua longa carreira na USP, Anita Novinsky dedicou-se a estudar os judeus no Brasil e a Inquisição - e sobre este último tema coube a ela introduzir os primeiros estudos na universidade, a respeito do qual publicou mais de uma dezena de títulos e artigos. Para dar continuidade ao debate iniciado pela publicação de entrevista com a também professora da USP Arlene Clemesha, na edição 27, sobre a questão territorial na Faixa de Gaza, Página22 abre espaço para uma visão diferente a respeito de tema tão polêmico. Nesta conversa, Anita reconta, à sua maneira, a história do conflito entre palestinos e israelenses e mostra como a tolerância está longe de ser alcançada, por parte dos dois lados.

Por Ana Cristina D'Angelo


A senhora disse que a USP tem hoje uma visão pró-palestina. Como a identifica e quais as razões?

A USP foi a primeira universidade no mundo que introduziu estudos inquisitoriais. Como a Igreja assume a Inquisição, era muito difícil estudar esse fenômeno. Então a USP tem esse mérito. Além disso, a Universidade de São Paulo tem uma tradição humanística, recebeu professores judeus, refugiados da guerra e que foram os primeiros cientistas, filósofos, pensadores. Hoje a universidade está contagiada pela mídia tendenciosa, que constantemente fica apontando os crimes do Estado de Israel. E a mídia é tendenciosa em todo o mundo.


O antissemitismo é um movimento que persiste desde a Antiguidade. Sempre há relevância aos crimes de Israel e as vítimas são sempre os palestinos. Judeu é o invasor, judeu é o carrasco, e o palestino é a vítima. Isso é uma mentira das mais grotescas da história de hoje. Porque na fundação de Israel havia judeus e árabes, portanto, os judeus são tão palestinos quanto os que se chamam palestinos. Quando Israel perdeu a independência e foiconquistada pelos romanos, passou a se chamar Palestina, até 1948. Neste ano, a ONU fez a partilha entre árabes e judeus.


Como a senhora avalia a definição ocupados (Palestinos) e ocupantes (Israel) dada pela professora Arlene Clemesha em entrevista para a edição de fevereiro de Página22? Hoje Gaza é um território plenamente ocupado por Israel.


Mas Israel devolveu Gaza. Havia um pacto de paz, de não-agressão. Quem invadiu? Quem rompeu? Foi o Hamas quem rompeu o acordo de paz. Israel é acusado de tudo, mas Israel tem o direito de defender-se. Se 40 mil mísseis e não sei quantos mil foguetes são jogados em Israel, o país não vai fazer nada? Então, nós não podemos falar assim: "Ocupados e ocupantes". Israel foi dividido pelas Nações Unidas, Israel aceitou a posição. Os lugares mais sagrados dos judeus ficaram do lado dos árabes.


Mas os acordos com a ONU preveem a criação do Estado de Israel e a criação do Estado Palestino. E isso até hoje não se conformou. Por quê?


Porque os palestinos não querem. Foram oferecidos 92% de tudo o que estava ocupado pelos judeus para os palestinos e eles não aceitaram. Os árabes não querem os judeus no Oriente Médio. O judeu é a modernidade, o judeu é a cultura da vida, eles são a cultura da morte, são dois mundos irreconciliáveis.


Não haverá reconciliação?


Enquanto esse ódio for enxertado, é irreconciliável. Porque o povo árabe não respeita a vida. Você sabe que tem mais de 50 mil crianças prontas para morrer? Prontas para dar a vida. Que amor é esse pela criança? Eles perguntaram também para Israel, um jornalista perguntou: "Como é que as crianças judias não estavam morrendo tanto?" E falaram: "Porque nós defendemos as nossas crianças". Você sabe que em Israel tem bunker construído em todo lugar. Qualquer notícia de um ataque, todas as crianças vão para um bunker. E os árabes põem as crianças na frente dos soldados.


Que caminhos a senhora vê para um acordo? Ou não vê?


A primeira coisa para você fazer par com o outro é que o outro precisa dar a você o direito de viver. E os árabes não reconhecem o Estado de Israel, não dão o direito aos judeus de estarem lá. Então não podemos fazer par.


Com o Hamas na política não há acordo?


Eu o considero um grupo terrorista, como a Comunidade Europeia e os Estados Unidos também consideram. Porque é a cultura da morte, eles não têm o menor respeito pela vida. Você sabe que, quando um soldado de Israel morre, para a cidade inteira, fecham todas as lojas, porque um morreu.


Mas o número de mortes do lado palestino é muito maior do que o número de mortes entre os israelenses... Falo isso pela desproporcionalidade entre os ataques e não exatamente pelos números.


Um homem é igual a mil. Se eles têm mais mortos, é porque eles jogam as crianças e as mulheres. Você sabe que eles matam primeiro as meninas? Eles põem primeiro as meninas porque, para eles, a mulher não vale nada, a mulher é a escrava. Eu conheço os judeus e conheço os árabes, eu vou a Israel há 30 anos, todos os anos. Eu tenho muitos amigos árabes. E tem árabes maravilhosos, esclarecidos. Tem um milhão e meio de árabes vivendo em Israel, cidadãos de Israel, estudando nas universidades, ministros e parlamentares. Você conhece um país que tenha um inimigo no Parlamento? O único país que faz isso é Israel, porque dá direito aos árabes.


Apesar de que nós sabemos que, nesse conflito, muitos árabe-israelenses que moram em Israel e que nasceram em Israel estão inclinados aos palestinos. Não são todos, a grande maioria não, mas tem muitos que estão. Tem a tradição da língua, tem a tradição dos costumes, então eles se inclinam a defender mais os árabes. Agora, por que os árabes não fazem nada por esses pobres palestinos? Você sabe que os grandes magnatas do petróleo podiam ter resolvido essa questão brincando? Mas não interessa. Todos os judeus do mundo mandam dinheiro para Israel. Meu pai enviava dinheiro para cada criança que nascia. Então são duas culturas diferentes. Como é que você consegue reconciliar duas culturas tão opostamente diferentes?


Vamos falar agora desses novos governos. Com Benjamin Netanyahu fazendo alianças com ultradireitistas e uma possibilidade de coalizão do Hamas com outros grupos, o encontro desses dois universos fica cada vez mais difícil?


Eu venho de uma tradição marxista, eu venho da Universidade de São Paulo, onde estou desde os 18 anos. Tenho uma interpretação materialista da história. E eu não sou religiosa, eu sou laica e sigo algumas tradições religiosas em memória da minha mãe e do meu pai. As Nações Unidas deram a partilha, os judeus ficaram com um pedaço e eles ficaram com um pedaço. Tudo que é sagrado para os judeus ficou do lado deles.


Mas Jerusalém não ficou.


Claro, Jerusalém foi partida no meio. Mas por quê? Por que Jerusalém hoje está na mão de judeus? A ONU dividiu. Tudo o que era sagrado, como o Muro das Lamentações, onde os judeus durante 2 mil anos iam chorar a perda da liberdade, a perda da pátria. Em todos os lugares do mundo os judeus foram massacrados. Não tem um poder ou país que pode se eximir e dizer: "Não, aqui nós não matamos ninguém". Todos os países mataram.


O Brasil matou?


A Inquisição matou por 300 anos, mas não se morria aqui, levava-se para Portugal. A metade da população brasileira era judia, durante a época colonial. Quando se dividiu a Palestina em duas partes, uma ficou chamando Israel, a outra ficou do lado dos árabes e aí criou-se o povo palestino. Não havia povo palestino, criou-se o povo palestino. Os judeus ficaram do seu lado, o Muro das Lamentações ficou do lado deles. O túmulo de Raquel, dos patriarcas de Abraão e Jacó, tudo ficou do lado deles. Cidade Velha, sagrada, de Jerusalém, ficou do lado deles. Os judeus são o único povo no mundo que tinha uma universidade antes de ter um país. Em 1925 foi a criada a Universidade Hebraica de Jerusalém. Israel não existia. Ela ficou do lado dos árabes também.


Bom, e o que aconteceu? Os árabes não aceitaram. Quem invadiu? Quem rompeu? Não foi o judeu. A Guerra dos Seis Dias o que foi? Os árabes invadiram Israel. Não aceitaram a partilha da ONU. E, na Guerra do Yom Kippur, estavam todos os soldados jovens rezando e eles justamente atacaram naquele dia. Porque não aceitaram. Aí, sim, na Guerra dos Seis Dias, os judeus tomaram o território, mas quem invadiu foram eles. Os judeus lutaram e conquistaram tudo outra vez. Você sabe que eles fugiram pelo deserto, fugiram todos, não estavam preparados e fugiram. E os judeus ocuparam Jerusalém.


Como Israel poderá suspender o bloqueio ao território palestino?


Como suspender, se o outro não para? Você viu, o judeu entrou em acordo com o Hamas. Eu estava em Jerusalém, em agosto de 2005, quando se deu a desocupação de Gaza.


Mas restam colônias israelenses na região.


Ainda tem, mas a maioria toda saiu, as casas, as lojas, tudo. As meninas e rapazes que tinham nascido lá tiveram que sair da sua casa, da sua escola, entrar em um caminhão e ir embora. Não tinha nem para onde ir, o governo acomodou, porque o governo lá cuida de sua população.


Mas você não pode imaginar o que eram os choros, os gritos das crianças saindo de Gaza, porque eles nasceram lá e aquilo era a pátria deles. Eu nunca poderei favorecer as direitas, porque as direitas em geral são fascistas, são nazistas, são fundamentalistas. Agora, nós vivemos em um mundo em que já não se pode mais distinguir tão bem direita e esquerda, porque a esquerda hoje está tão fanatizada e tão racista quanto a extrema direita.


Todo o povo de Israel quer um Estado palestino. Mas não adianta, porque o Hamas não aceita a existência de Israel. Então, não adianta falar em paz, em acordos, em nada, enquanto o Hamas não admitir que Israel tem o direito de viver. Eles não acreditam nisso, eles não reconhecem.


Então essa troca do governo de Israel não muda nada?


O governo de Israel é um governo democrático, primeiro de tudo. Mesmo o governo de direita, porque é um governo que tem eleições não fraudulentas, normais e não tem nenhum ditador. Não é um totalitarismo, é uma democracia. É o único Estado democrata que existe no Oriente Médio. Os outros todos são fundamentalistas, totalitários. Como o Netanyahu, tem uma porcentagem do povo em Israel, uns 5%, 6%, mais ou menos, que são extremamente religiosos. Eu não tenho nada a ver com eles, nem o povo de Israel tem. A maioria do povo de Israel é laico, democrata e não religioso, mas tradicionalista.


Sua família migrou para o Brasil, fugindo do Holocausto?


O meu pai veio antes. Ele queria ir para os Estados Unidos, mas não davam visto. Quando ele veio para o Brasil, era para sair daqui para os Estados Unidos. Quando ele chegou aqui, ele gostou muito, resolveu ficar e mandou vir a minha mãe. O antissemitismo na Polônia, você não imagina. O polonês era mais antissemita do que o alemão. Tem um monumento enorme numa cidade polonesa em memória dos judeus que foram assassinados pelos poloneses, depois que saíram do campo de concentração.


Seu avô não quis vir?


O meu avô, coitado, ele não imaginava o que ia acontecer. Ele escreveu para a minha mãe, eu tenho a carta: "Olha, a situação está ruim, está em crise, eu não posso vender nada, não posso vender a minha casa. Deixa melhorar a situação, eu vou vender alguma coisa, eu vou". Que ilusão. Quando eu estive na Polônia, fui visitar a casa em que nasci. Eu tinha 1 ano de idade quando vim (para o Brasil). Eu tinha um guia polonês e uma menina polonesa que falava inglês, que era a minha guia também. Vi uns homens passarem na rua e pedi que ele perguntasse se eles conheciam o meu avô. Responderam: "Ele morava aqui. Os alemães chegaram, jogaram ele na rua e bateram nele, 'Jüdisches! Jüdisches! Jüdisches!'" "Jüdisches" quer dizer "judeus". Bateram nele e levaram embora para o campo de concentração. Ele tinha mulher, tinha filhos, tinha netos, tinha irmã, tinha família. Morreu como um cão, sem ninguém.


São quantos os judeus hoje no Brasil, foco dos seus estudos na USP?


No Brasil tem 150 mil. Aqui em São Paulo tem 80 mil, e 50 mil no Rio de Janeiro. A maioria está em São Paulo e no Rio de Janeiro, porque judeu gosta de morar perto (um do outro). Todos os brasileiros de classe média têm origem judaica, porque ninguém vinha para o Brasil. Ou se morria de malária, ou se morria em naufrágio, ou se morria comido pelos índios. Só vinha quem não tinha onde ficar. A Inquisição ameaçava matá-los e queimá-los vivos. Então, claro, eles fugiam. E cada nau que saía do porto de Lisboa, do Tejo, vinha carregada de fugitivos. Os ricos tiveram engenhos. Depois vieram os pobres e os ricos deram um pedaço de terra para eles cultivarem.


Hoje, todo povo de Israel quer a pátria e por isso quer fazer a paz. Mas os radicais e os religiosos não querem, tanto judeus como árabes. A única diferença é que para esses fanáticos judeus a vida é o supremo bem. E para os árabes fanáticos a vida não é o supremo bem.


Já que estamos falando de intolerância, queria que a senhora falasse do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância.


Bom, nós criamos o laboratório no ano de 2002 na Universidade de São Paulo. É um novo centro de pesquisa. Ele já é reconhecido internacionalmente e tem uma equipe de pesquisadores numerosa. Eu tive a ideia de criar o laboratório depois do 11 de Setembro. Estava na Europa e percebi que os intelectuais tinham que entrar na realidade. Os intelectuais não podem mais ficar na academia, escrevendo sobre a Antiguidade para meia dúzia de leitores. Esses intelectuais têm de ter um papel no mundo e se manifestar. Porque ou nós nos manifestamos ou os totalitaristas e os fundamentalistas ganham. Ou nós trabalhamos ou eles ganham. Então eu acho que o intelectual não pode mais ficar alheio ao que está acontecendo no mundo. Ele tem que ser ativo, tem que ser engajado.


E o que o laboratório comporta é a história brasileira?


Tem seis módulos, por enquanto. Vai ter mais, porque o laboratório está se expandindo muito. Cada módulo tem um coordenador e os seus pesquisadores. Vou dar um exemplo: eu sou a coordenadora do módulo sobre a Inquisição, intolerância, que é a minha especialidade. E então eu coordeno os meus pesquisadores. Eu tenho dez que estão fazendo o doutoramento, que são oficialmente inscritos para trabalhar na pesquisa. Depois, tem os módulos sobre a educação, o holocausto, a mulher, os índios e um módulo sobre os negros, a escravidão. São seis módulos. Cada módulo tem o seu coordenador e seus pesquisadores. Nós já publicamos doze livros. A ideia é que o laboratório evolua para um Museu da Tolerância, aberto ao público, para as crianças, as escolas freqüentarem. O museu pretende instalar, pela primeira vez na América Latina, uma escola aberta a todas as raças e credos, esclarecendo os danos causados pela intolerância, responsável pelo sofrimento e extermínio de milhões de seres humanos. Deverá ser um espaço vivo voltado para a aprendizagem e a educação, apontando por meio de exposições permanentes e itinerantes questões cruciais como racismo, escravidão, inquisição, antissemitismo, holocausto, terrorismo, discriminações contra a mulher e grupos étnicos, conflitos religiosos, trabalho infantil.


No projeto do museu constam duas biblioteca, uma cinemateca, um auditório para 400 pessoas, galerias para exposições, salas multimídia, salas de aula, lanchonetes e espaços de estar para encontros informais. Um espaço também será reservado para as atividades do laboratório.


O ensino precisa de uma disciplina que seja tolerância, algo nesse sentido?


Pois é, a ideia do museu é as escolas irem lá para ver o que a intolerância fez, os massacres que a intolerância causou: o nazismo, a Inquisição, a escravidão, isso é o que o Museu da Tolerância vai mostrar. Por exemplo, o Museu da Tolerância de Los Angeles é assim: você pode acessar um computador em que aparecem questões para responder. E depois aparece no telão a resposta certa. Então, por exemplo, um deles dizia assim: "A maior parte da mortalidade infantil é por causa de..." E dá dez razões: fome, espancamento, doença... Das dez você tem que responder no seu computador qual é a que acha a certa. E eu que achava que era muito bem informada, respondi que era por inanição, má alimentação, crianças mal alimentadas, não é isso? Doenças. Não é verdade. A maior causa da mortalidade infantil é o trabalho infantil. Eu descobri isso lá. Eu, que achava que sabia tudo, cheguei lá e vi aquilo.


É nesse tipo de museu que você vai entrar. Na sala de racismo vai aparecer o que é o racismo. E as pessoas do povo vão aprender. É uma escola, o nosso museu vai ser uma escola.


E a senhora é muito crítica também do ensino.


Nossa! É preciso haver uma renovação completa do sistema educacional brasileiro e mundial. Não pensa que é só aqui, é mundial também. Porque esse espírito de competição é um veneno para a criança, esse espírito de competição: "Você tem que ser o primeiro. Se não for o primeiro, você vai ficar inferior ao seu vizinho". Isso é a pior coisa que pode existir para uma criança. Eles não têm psicologia, não conhecem. Aliás, no dia 22 de abril, agora, vai acontecer no Sesc Pinheiros o Congresso Mundial sobre Tolerância, que eu organizei. Virá gente do mundo inteiro.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Celso Amorim - De novo

O G8 morreu', afirma Celso Amorim


BBC - British Broadcasting Corporation - Brasil


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o G8, o grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo e mais a Rússia, "morreu".
- O G8 morreu. Não representa mais nada - disse Amorim, após um evento no Instituto de Estudos Políticos de Paris.

- Eu não sei como vai ser o enterro, às vezes o enterro ocorre lentamente. Neste fim de semana, os ministros da Fazenda do G-8 estão reunidos na Itália para discutir o cenário atual da crise e preparar o encontro dos líderes, previsto para julho.

- Hoje, por qualquer critério, economias como China, Brasil e Índia são economias importantes, que têm um efeito na economia mundial maior do que muitos outros que estão no G8 - salientou.
-Essas economias (do G8) continuarão a ser importantes, mas elas não podem substituir a imprescindível presença de países como a China, o Brasil, a Índia, e mesmo a África também tem de ser representada.

Bric

O ministro acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana que vem na primeira cúpula do Bric - grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China - na cidade russa de Ecaterimburgo, nos montes Urais.

Segundo ele, os países estabelecerão uma coordenação econômica mas também tratarão de outros temas na agenda internacional.

Amorim argumentou que o mundo está "entrando em um período de 'governança variável'", no qual "países como China, Brasil e Índia têm de estar em todos os temas".
As principais discussões sobre o combate à crise econômica global têm ocorrido entre os países do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo. Em abril, Londres sediou uma reunião de cúpula do G20 para discutir a crise.

Um grupo de cinco países em desenvolvimento - Brasil, China, Índia, África do Sul e México -, também chamado de G5, participa há alguns anos como convidado de parte das reuniões anuais de cúpula do G8, mas pedem mais voz nas discussões.

Amorim reconheceu que pode haver "confusão" em relação aos diversos grupos de países formados atualmente, mas disse que o importante é que a profusão de grupos reflita uma ordem mundial mais plural e equitativa.

- Hoje tem o G8 + 5, que talvez se transforme no G8 + 6, de repente se transforma em G8 +12 e vira outro G20... o fato é que quando falamos G8 mais outros países, se fala de um grupo de países que são um núcleo e um grupo de países convidados. Eu acho que isso também é algo que tem de ser superado - opinou.

Para o ministro, ao reunir tanto as principais economias avançadas quanto as emergentes, o G20 "é um modelo melhor."

Amorim falou à imprensa após um evento no Instituto de Estudos Políticos de Paris, que comemorou os dez anos do Mercosul e que contou também com a presença do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

Celso Amorim nunca perde uma oportunidade de ficar calado, não é? A sandice dita é tamanha que o tal 'Bric' ou os 'emergentes' (que nunca deixam esta condição) vão correndo se encontrar com o G8. Oras, porque o Bric ainda não tomou o lugar do antigo G8? Porque todas as economias dos países do Bric sofreram recessão? Porque tivemos um crescimento pífio na época em que a economia mundial ia muito bem e agora temos um crescimento negativo e recessão?
Amorim deveria ficar quieto, ele sairia ganhando...

O tal 'Bric' junto influi muito pouco (quase nada) na economia mundial, fazendo um parelelo, se apenas os países do Bric estivessem em crise isto não afetaria nada economia mundial, o mesmo ocorre com eles muito bem, coisa que não estão. Já uma crise nos Estados Unidos afetam o mundo todo, como estamos vendo.

Postado por Marcos Otterco às 14:41

Um jogo, Dois erros

Um Jogo, Dois Erros!
Foi anunciado semana passada com alarde pela mídia, que "Corinthians e Flamengo Farão Jogo Pela Paz Na Palestina". Esta era a manchete dos principais jornais. Porém, ai incidem dois erros: um da chancelaria brasileira, patrocinadora do espetáculo (mais um erro em uma série que parece interminável) e outro da mídia. Entenda as razões lendo nosso comentário na íntegra.


Começamos pelo Ministério das Relações Exteriores? Vamos lá! O que seria um "jogo pela paz"? Eu entendo que seja uma partida que promova a paz e o entendimento. Para isso, ambos os povos teriam que ser incluídos no evento. Como a maioria creio eu dos meus leitores sabem, israelenses não podem adentrar território sob administração palestina, porque senão não voltam vivos. Em outras palavras, os moradores de Israel estão excluídos do jogo da paz.


Que mancada chancelaria! Porque não marcar o jogo num espaço neutro e dividir o estádio para as duas torcidas? Na Jordânia por exemplo? Ou então, serem realizadas duas partidas. Uma em Israel e outra nos territórios. Ou os israelenses não contam na paz? A paz da chancelaria brasileira é unilateral? Porque afinal, isto só reforça a impressão que tivemos pelos últimos eventos, em especial durante a guerra em Gaza: para o ministério de Amorim, as únicas vítimas que importam são as palestinas, os únicos que sofrem são os civis de Gaza e os únicos que merecem um jogo deste como reconforto são os habitantes desta região.


Será que Sderot que foi durante oito anos atingida por dez mil mísseis, e cujas crianças sofrem traumas das sirenes e das corridas aos bunkers, não merecia também assistir um espetáculo destes? Porque só um lado? Porque tudo para um lado e nada para o outro? Agindo assim, o jogo da paz vira a partida da guerra, instigando ódio e fazendo crer que um lado tem mais razão que o outro.


Quanto a mídia, a situação é bem mais fácil de explicar. Toda vez que nós reclamamos que os jornais se referem a Tel Aviv como capital de Israel e não Jerusalém, mesmo que o parlamento do país, a suprema corte de justiça e todos os orgãos principais do executivo estejam na cidade, na área ocidental, que não esta sob disputa, a resposta é invariavelmente a mesma: O Itamaraty não reconhece Jerusalém como capital, bem como a ONU e a maioria dos países do mundo (como se quem escolhesse a capital de um país, não fosse a sua nação e sim outros). Ótimo, então qual a coerência em se falar em "Palestina"? Existe este Estado? Onde fica? Quais as suas fronteiras? Quando foi declarado? Sobre o que então discursou o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu ontem? Sobre a criação do que? Territórios palestinos. Territórios sob administração palestina. Autoridade Palestina. Isto existe. Palestina não. A não ser para a mídia, que segue regra geral quando se trata de Israel e preferências pessoais quando se refere a "Palestina".


Ou o critério é válido para ambos ou para nenhum. Todo argumento cai por terra aqui. Se alguém alegar que a "Palestina" de fato já existe, com polícia, parlamento, presidente, primeiro ministro, etc..., a resposta é que de fato e na prática, Jerusalém é a capital de Israel, com todos os principais orgãos do governo lá. A incoerência não é nossa. É dos veículos de informação. E que com isso, de forma subconsciente (ou nem tanto) mostram que escolheram um lado e a quem realmente defendem com unhas e dentes.

De olho na Mídia

A vergonha brasileira

da Folha Online
da Efe, em Genebra

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos viram no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), realizado nesta segunda-feira, uma oportunidade para criticar a postura brasileira na instituição. Em nota, a ONG Human Rights Watch (HRW) afirmou que o país apoia os algozes ao invés de apoiar as vítimas.


"O apoio do Brasil a governos notórios por seus abusos aos direitos humanos enfraquece a atuação do Conselho de Direitos Humanos da ONU", disse Julie de Rivero, diretora da HRW em Genebra, em nota. "Ao invés de defender as vítimas, o Brasil normalmente argumenta que os governos precisam de uma chance e que a soberania das nações é mais importante que os direitos humanos."


No texto, a ONG ressalta que, recentemente, o Brasil rejeitou resoluções que condenavam a Coreia do Norte e o Sri Lanka sob o argumento de que diálogo é mais eficaz do que sanções para fomentar a cooperação e se absteve de votar sobre o Congo, de modo a "fortalecer" os investigadores "e condenar o uso de violência sexual como arma de guerra".



Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz discurso perante membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz discurso perante membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU

No caso do Sri Lanka, o Brasil foi um dos principais articuladores da negociação entre países europeus, que exigiam menção clara às suspeitas de violações cometidas tanto pelo governo como pelos separatistas tâmeis, e o grupo asiático, que defendia um texto mais brando. Sem consenso, foi aprovada a resolução do Sri Lanka, considerada fraca pelos ativistas.


"O Brasil parece mais preocupado em não ofender aqueles países que cometem abusos que em implementar o mandato do conselho para tratar de violações de direitos humanos," disse Rivero. "O Brasil se alia aos violadores de direitos humanos ao invés de se aliar às vítimas."


Outra ONG, a Conectas, do Brasil, afirmou que o "fracasso do Brasil em se opor ao desvio dos objetivos do conselho e às vezes a do seu compromisso com o processo é alarmante". "A posição do Brasil no conselho está marcada por ambiguidades, particularmente em casos graves e persistentes de abusos, em países específicos."


No caso do Sri Lanka, para a Conectas, o Brasil "retrocedeu seis anos ao enaltecer o princípio de não interferência".


O próximo voto do Brasil observado pelas ONGs é o que se refere à extensão do mandato do relator especial da ONU para o Sudão, nesta semana. "Em ocasiões passadas, o Brasil, sob a alegação de cooperação, apoiou resoluções fracas que não se comprometiam com as vítimas do Sudão. Nesta semana, o Brasil terá a oportunidade de mudar essa tendência e mostrar a liderança real com as milhares de vítimas, sem ter em conta outros interesses."


"Estou convencido de que o que mais interessa ao Brasil é o assento permanente no Conselho de Segurança e a consolidação de uma liderança como a que conquistou na Organização Mundial do Comércio", diz Peter Splinter, representante da AI (Anistia Internacional) em Genebra, à Folha.


Comentário:

Mais uma vergonha que o povo brasileiro tem que passar. Também com expoentes da diplomacia brasileira como Celso Amorim e Marco Top Top, não se podia esperar coisa diferente

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