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sábado, 16 de maio de 2009

Socorro, chef novato - Walcyr Carrasco

Convidei amigos para comer um bacalhau cuja receita aprendi. Passei horas no liquidificador batendo amêndoas com azeite até formar uma pasta. Cobri as postas do peixe. Num impulso, pus mais sal e botei no forno. No prazo previsto o timer deu o alarme. Na primeira garfada, um convidado reclamou:

- Está salgado!

- O meu não está - menti, enquanto a salmoura descia na minha garganta.

Os outros confirmaram: salgadíssimo. Um a um, afastaram os pratos. Disfarcei:

- Mas eu comprei bacalhau dessalgado! Fui enganado!

Omiti o sal no último instante e outras pitadas no decorrer. Todos afirmaram que estavam sem fome enquanto roíam os últimos pedaços de pão. Íamos sair juntos. Lembraram-se subitamente: precisavam ir a uma loja enquanto eu me trocava. Mal saíram fritei dois ovos. Enquanto certamente meus convidados se esbaldavam na lanchonete mais próxima.

Apesar de algumas tragédias, eu me considero um chef. Se entro em alguma loja de produtos de culinária, quase enlouqueço. Compro pecinhas de design misterioso. Em casa, não lembro para que servem. Já andei quilômetros atrás de minimixer, máquina de fazer pão, cortador de frios doméstico, medidores, balancinhas e mil outros apetrechos. Recentemente, minha batedeira quebrou. Escolhi um modelo sofisticado, com velocidades diferentes para cada receita. Nunca entendi o manual. As claras voaram pelas paredes da cozinha. Finalmente comprei um modelo simplesinho, do tipo liga e desliga.

Não sou o único. Há uma geração de novos chefs, para susto de quem os cerca. Conhecem vinhos. Investem em receitas sofisticadíssimas. Mas são incapazes de fazer arroz com feijão, bife acebolado ou omelete. Têm panelas de todo tipo. Instrumentos dignos de uma sala cirúrgica. Na hora H, salve-se quem puder! Um amigo me chamou para uma moqueca. Estranhei.

- E o tomate?

- Tirei, não gosto. Também não pus pimenta.

O sabor era de peixe enxaguado na máquina de lavar.

- Gostou? É a primeira vez que faço.

- Maravilhosa! - respondi.

Vou dizer o quê? Outro contratou um professor particular para aprender a fazer espuma. É uma grande moda na culinária atual, transformar alimentos em espuma. Comprou um aparelho especial, aprendeu e fez um jantar. Prato principal: peixe com espuma de castanha portuguesa. Sobremesa: espuma de morango. A mesa parecia uma banheira de hidromassagem! A de castanha tinha um saborzinho lá no fundo, a de morango menos ainda. O peixe grelhado, sim, tinha um gosto fortíssimo, intragável, e estava seco como uma sola de sapato.

- Ainda não tive a aula de peixes! - explicou o chef noviço.

Também não passou pela de massa. Há pouco serviu macarrão quase cru e garantiu que era "al dente", como manda o figurino.

Muitos investigam livros de culinária ou receitas na internet. Outros preferem inventar.

- Não sigo receita, faço tudo a olho! - garante um conhecido.

Seu risoto de arroz integral quase quebrou meu dente. Me fez comer um doce que ele mesmo inventou: figo com pimenta na vodca! Minha garganta arde até hoje!

O pior momento não se dá na primeira garfada. Mais terrível é sentir o intenso olhar do chef à espera da opinião. Melhor evitar a franqueza. Sorrio com a comida incendiando minhas cordas vocais.

- Está uma delícia!

Sou falso, e daí? Também gosto de cozinhar. Se não recebo elogio me magoo. Mesmo sendo exagerado. Como no caso do bacalhau. Todos disseram que estava ótimo, apesar de salgado. E eu fingi que acreditei.

Diogo Mainardi - O Goebbels Egípcio

"Eu queimaria pessoalmente qualquer livro israelense que se encontrasse nas bibliotecas do Egito."

A frase é de Farouk Hosny, o ministro da Cultura egípcio. Ele a pronunciou num congresso de seu partido, em 10 de maio de 2008. O diretor do Centro Simon Wiesenthal acusou-o de se inspirar em outro ministro da Cultura incendiário: Joseph Goebbels. Acusou-o também de ter disponibilizado a TV estatal do Egito a um notório negador do holocausto, Roger Garaudy, o antigo filósofo comunista que se converteu ao islamismo – o Cat Stevens de Auschwitz.

Farouk Hosny é candidato ao cargo de diretor-geral da Unesco. Isso mesmo, da Unesco: o organismo internacional que se ocupa prioritariamente de livros e bibliotecas. Quem o apoia? O Brasil. O Itamaraty. Lula. Celso Amorim. Apoiamos um antissemita. Apoiamos um queimador de livros. É o nosso "Fahrenheit 451" diplomático.

Mas o antissemitismo é só um dos aspectos escandalosos da candidatura de Farouk Hosny. Há outro. Uma das metas da Unesco, segundo seus estatutos, é promover os princípios democráticos. Há até um departamento de Democracia na Unesco, que zela pela liberdade de opinião e pela liberdade de imprensa. Farouk Hosny é ministro da Cultura do regime militar de Hosni Mubarak. O mesmo Mubarak que persegue seus opositores. O mesmo Mubarak que pretende transferir o poder para seu filho, Gamal. O mesmo Mubarak que tem a prerrogativa, entre muitas outras, de nomear os diretores dos principais jornais do país, todos pertencentes ao estado.

E tem mais: Farouk Hosny é o ministro da Cultura do Egito desde 1987. Isso significa que nosso candidato para a Unesco, aquele que terá de tutelar os valores da democracia, da liberdade de opinião, da liberdade de imprensa, está enraizado no poder, em sua suserania ministerial, há exatamente 22 anos, protegido por um ditador.

Para apoiar Farouk Hosny, o Itamaraty abandonou a candidatura de um diplomata brasileiro, Márcio Barbosa. Especulou-se que isso poderia ser usado numa barganha com os países árabes para eleger Celso Amorim à chefia de outro organismo da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica.

Celso Amorim negou esse propósito, declarando que o Brasil apoiaria a candidatura do sul-africano Abdul Minty para a AIEA. Faz sentido. Abdul Minty, assim como Celso Amorim e Lula, defende o programa nuclear iraniano, opondo-se a qualquer medida retaliatória contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, o negador do holocausto, o Roger Garaudy radioativo, o Cat Stevens de Natanz. Ahmadinejad esnobou o convite de Lula para visitar o Brasil. Quem sabe Roger Garaudy aceite.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estou mais tranquilo...

Um leitor, desses militantes, cujos comentários não publico, me adverte que está errada a informação que publiquei aqui segundo a qual Farouk Hosni, ex-ministro da Cultura do Egito e candidato do Brasil para comandar a Unesco, queimaria livros em hebraico. Ah, é verdade. Está errada! Faço aqui a correção. Segundo o jornal israelense Yediot Aharonot, “he would burn Israeli books himself if found in Egyptian libraries.” Ou seja: ele queimaria livros israelenses pessoalmente se os encontrasse em livrarias egípcias. AH, BOM! AGORA ESTOU MAIS TRANQÜILO. AGORA SEI QUE ELE JÁ PODE SER O COMANDANTE DA UNESCO, NÃO É? Então ficamos assim: o candidato do Brasil a comandar a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura queimaria livros israelenses...

O valente confirma o que disse e tenta se explicar: teria recorrido ao que chamou uma “hipérbole” para responder a uma acusação de um representante da Irmandade Muçulmana, segundo quem as livrarias egípcias estariam coalhadas de livros israelenses. Aí, explica Hosni, ele negou esse fato e, para encarecer a negativa, usou então aquela imagem... Agradeço ao militante a correção. Eu estava assustado. Estava achando que Hosni é um desses fascistóides islâmicos que queimariam livros. Agora sei que ele é apenas um desses fascistóides islâmicos que queimariam livros. Adequadíssimo para a Unesco. Mais notícias a respeito neste site, já recomendando neste blog.

Anti-semita
A ignorância deve ser doce. Deve ser gostosa. Deve ser recompensadora. Ou não haveria tantos idiotas.

EU MESMO ESCREVI AQUI REFERINDO-ME A HOSNI: “Ocorre que Hosni é um anti-semita delirante — ou, se quiserem, “antijudeu delirante” (já que os puristas confundem categoria política com grupo étnico e lingüístico e afirmam que os árabes também são semitas...).”

Muito cretino ficou sabendo que árabes também são semitas lendo o meu artigo. Não obstante, enviam comentários assim: “Como Hosni pode ser anti-semita se árabe também é semita?” Não é demais? Sim, a burrice deve ser reconfortante.

É evidente que o anti-semitismo, como realidade política, designa, hoje em dia, e já há muito tempo, o preconceito organizado contra os judeus. O "semitismo", para designar um conjunto de povos, é um conceito que está ali entre o étnico e o lingüístico. Se dizemos que um pensador ou um escritor é “anti-semita”, é desnecessário indagar de qual dos descendentes de Sem ele não gosta: judeus, aramaicos, fenícios, assírios ou árabes? Ora... Um anti-semita é um antijudeu.

De resto, não venham torrar a minha paciência com uma questão que eu próprio levantei.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Terrorista Italiano

Da France Presse, em Paris, na Folha Online:

O ex-militante italiano de extrema esquerda, Cesare Battisti, detido na penitenciária brasileira da Papuda, próximo a Brasília, declarou à rede de TV franco-alemã Arte que prefere se matar caso tenha que retornar ao seu país. Ele aguarda uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre um pedido de extradição da Itália.
"Não voltarei para a Itália, não chegarei vivo à Itália, tenho medo demais de chegar à Itália. Se há uma coisa que ainda é possível escolher, é o momento de sua própria morte", afirmou o ex-militante que aguarda o veredicto do Supremo.
Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos, Battisi recebeu status de refugiado político do ministro Tarso Genro em 13 de janeiro. O italiano é ex-militante de um grupo chamado PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Ele nega que tenha cometido os assassinatos.
"Não acho que vou deixar que outros escolham minha morte, pela injustiça do governo italiano", disse o ex-militante, agora escritor, foragido há 30 anos e que aceitou pela primeira vez conceder uma entrevista diante de uma câmera de televisão desde que fugiu da França em 2004, segundo a rede franco-alemã.
Entrevistado em sua cela, Battisti explicou que vive muito mal na prisão e afirmou: "trinta anos depois me encarceram por crimes que não cometi. Eu nunca matei, mas fazia parte de uma organização armada, pratiquei assaltos [...], eu era um militante qualquer e fizeram de mim um monstro, um assassino".
A concessão do refúgio político a Battisti gerou um mal estar diplomático entre Brasil e Itália, que chegou a pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reconsiderasse a decisão.
Em parecer enviado ao STF na semana passada, o procurador-geral da República --que antes tinha se manifestado pela extradição-- considerou legítimo o refúgio assinado por Tarso.

Comento
Ah, estamos agora diante de uma nova tática jurídica. Recorro a um livro de 1972 do poeta e letrista (já morto) Wally Salomão para defini-la: “Me Segura Q’Eu Vou dar Um Troço”. Imaginem se a moda pega: “Ou a Justiça faz o que eu quero, ou eu me mato”. Battisti tem razão. O suicídio continua a ser uma das mais — de fato, a mais — unilaterais das decisões. Não há lei que possa proibir alguém de se matar. Segundo Albert Camus, essa é a única questão filosoficamente relevante. Como o terrorista Battisti é agora um pensador, há muito o que refletir a respeito. Espero que ele opte pela vida e pague por seus crimes no país onde os cometeu, segundo as leis da democracia italiana — democracia a que ele tentou pôr fim.

Ah, sim: Battisti pode escolher se matar ou não. Os que ele matou não tiveram escolha.

Reinaldo Azevedo

O bispo paraguaio

ESCÂNDALO DO BISPO GARANHÃO É A SORTE DOS BRASILEIROS
Mais um capítulo do escândalo de paternidade do presidente e ex-bispo Fernando Lugo assola o Paraguai. Desta vez, o secretário-geral da Presidência revelou ao jornal The New York Times que o chefe de Estado não sabe ao certo quantos filhos tem. "Ele não está certo, então não temos certeza do que exatamente pode estar vindo", afirmou Miguel López Perito, que também é um amigo próximo do presidente.

Nesta segunda-feira, 11, uma mulher que abriu uma ação por reconhecimento de paternidade contra Lugo pediu ajuda à população para pagar o exame de DNA previsto no processo, numa campanha que ameaça prejudicar ainda mais a imagem do presidente.


Benigna Leguizamón, uma humilde vendedora de detergentes de 27 anos, afirma que teve um filho de Lugo quando este ainda era bispo. Ela pede que o presidente reconheça a paternidade do menino de 6 anos, lhe dê seu sobrenome e pague pensão alimentícia.

MEU COMENTÁRIO: Este escândalo liquidou Lugo politicamente. Esta é a sorte grande dos brasileiros.

Se Lugo continuasse bombando com aquela arrogância típica de tiranetes carismáticos cucarachas, o povo brasileiro já estaria pagando mais pela energia elétrica, já que uma das principais bandeiras desse padreco era abocanhar Itaipu.

Lula e seus petralhas já estavam todos prontos para entregar Itaipu ao paraguaios.

Aluisio Amorim

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Quando a vergonha acaba

Quando um chefe de Estado e governo afirma que a cobrança ética da sociedade é uma hipocrisia, está explicado como acabou a vergonha geral da Nação. E quando acaba a vergonha nacional, toda indecência vira normal. Com a maior naturalidade, considera-se que o dinheiro público deva ser gasto para assegurar vantagens especiais em favor dos que têm por função cuidar da coisa pública. E com a maior naturalidade se desrespeitam direitos dos cidadãos comuns, enquanto facilidades e confortos são ofertados a cidadãos "especiais".


Quando a vergonha acaba, parlamentares recebem dinheiro público para custear passagens aéreas da cidade em que moram para a mesma cidade em que moram, ou para custear moradia, apesar de residirem em casa própria. Legisladores fazem seguros vitalícios de saúde, pagos com dinheiro público, mesmo para quando não tiverem mais mandatos a exercer, e mesmo que o sistema de saúde pública do País seja o de doentes espalhados pelos corredores dos hospitais por falta de leito, crianças morrendo em massa por falta de equipamentos, de medicamentos e de higiene nos hospitais, idosos morrendo nas filas de atendimento e tudo o mais que caracteriza o tipo de tratamento médico que o poder público brasileiro oferece à sua população.


Quando a vergonha acaba, um tribunal superior é capaz de enviar ofícios a companhias aéreas ou a autoridades aeroportuárias para solicitar tratamento especial - que inclui dispensa de alfândega, de revista de malas - em favor de passageiro(a) que tenha por atributo o simples fato de ser amigo(a) de filho(a) de magistrado de tribunal superior. E é só mesmo quando a vergonha geral acaba que um sério e competente magistrado de instância superior, que tem a mais nobre função pública de assegurar o belo princípio constitucional do "todos são iguais perante a lei", torna-se capaz de aceitar, talvez "docemente constrangido", um descabido privilégio em proveito de amizades de sua própria família.


Quando a vergonha acaba, lá em cima nos Poderes da República, a falta de vergonha se dissemina pela sociedade "abaixo", como uma virulenta pandemia, de rápido contágio e combate cada vez mais penoso e infrutífero. O desrespeito aos cidadãos, então, passa a ocorrer de forma generalizada, manifestando-se na decadência da qualidade dos serviços, no descaso geral do atendimento público, no desprezo aos direitos dos consumidores, na propaganda enganosa, na venda de produtos fraudados, na entrega de mercadorias com defeito e no completo descaso em relação ao treinamento dos que têm por função vender bens ou prestar serviço às pessoas. Ninguém liga para nada porque o descaso não acarreta consequência alguma. Assim, quando a vergonha acaba, revogam-se todos os controles de qualidade.


É só quando a vergonha acaba que a maior fabricante de bebidas do País, e uma das maiores do mundo, tem a coragem de fazer aqui o que jamais ousaria em qualquer nação civilizada: usar um grande ídolo esportivo, nosso e mundial, para "passar" à sociedade, especialmente à juventude, a ideia de que quem toma sua marca de cerveja é mais guerreiro, é mais perseverante no trabalho e na superação das dificuldades, sabe lutar melhor pela vida, "não desiste nunca" e imbecilidades assemelhadas. E, no mesmo sentido, também já fez perder a vergonha um bom sambista popular brasileiro, que levou ao ridículo de tentar dar seu nome a um dos dias da semana - para nele aumentar o consumo de sua cerveja.


É quando a vergonha acaba que a maior empresa de telefonia celular do País - que sempre se fez tão viva na comunicação - vende em suas lojas produtos maravilhosos que só mostram seu defeito quando o feliz freguês que o comprou chega em casa - a partir do que esse coitado terá de procurar uma inacessível "assistência técnica", passando a depender (por dias a fio) de quem nenhuma participação teve na relação de compra do cidadão com a loja, estabelecida na véspera. E é quando a vergonha acaba que a maior rede de varejo do País, aquela que tanto alardeia sua "dedicação total a você", vende um produto eletrônico com defeito que só aparece, coincidentemente, passadas as poucas horas durante as quais faria a troca na loja - obrigando, igualmente, o cidadão comprador a relacionar-se com uma desconhecida "assistência técnica", às vezes no cafundó do Judas, sem tempo algum para a "dedicação total a você".


Quando a vergonha acaba, uma grande e centenária rede de drogarias, com serviço de entrega "em casa", faz venda por telefone de medicamentos que já acabaram em seu estoque - e cuja falta só "descobre" meia hora depois de efetuada a compra com cartão de crédito, obrigando o freguês ao estorno (sempre incerto) de valores já debitados em seu cartão e ao transtorno de sair atrás, às vezes em altas horas, de remédio que já julgava comprado - podendo essa droga de atendimento levá-lo às raias da loucura. Quando a vergonha acaba, uma grande montadora francesa, com marcante qualidade na suspensão de seus veículos - sendo famoso seu velho teste da cesta de ovos conduzida em estrada ruim, sem quebrar -, depois de fazer propaganda galáctica de seus carros novos, em suas concessionárias não aceita como parte de pagamento veículos de sua marca (embora aceite marcas concorrentes), deixando o freguês que caiu no seu conto da fidélité apenas com a propriedade de um invendável ferro-velho, celebrando bodas com sua inútil sucata.


Enfim, até pessoas e empresas que sempre foram corretas, quando a vergonha acaba "lá em cima", também perdem a vergonha "cá em baixo". E nunca antes neste país houve tanta falta de vergonha como nos dias correntes.


P. S. - Tu quoque, amigo Suplicy?!


Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor. E-mail: mauro.chaves@attglobal.net

sábado, 9 de maio de 2009

Eu adoro ser paulistano

São Paulo é a única cidade cosmopolita do Brasil. Ponto. O resto do país é província. Me refiro a São Paulo, a capital, que é a única cidade do mundo que existe entre nós.
Tanto quanto Nova York, São Paulo acolhe de braços abertos gente de todo lugar. Por isso o lugar de origem importa pouco aqui: cada um tem o seu e beleza, vida que segue. Assim como ser novaiorquino não signfica ter nascido em Nova York mas sim viver e trabalhar na cidade, ser paulistano é muito menos nascer em São Paulo do que fazer a vida aqui, produzir riqueza e contribuir com o desenvolvimento da metrópole. Nenhuma outra cidade brasileira é assim. Raras cidades do mundo são assim. Parabéns, São Paulo. E obrigado.

Eu sou gaúcho. E já vi muito paulista ser chamado, até mesmo com certo tom pejorativo, de "Paulista", ao se mudar para o Rio Grande. Para demarcar a condição não-nativa do sujeito. E de algum modo diminui-lo por isso. Eu nunca fui chamado de "Gaúcho" em São Paulo. Porque simplesmente não interessa onde você nasceu ou de onde você veio aqui em São Paulo.

Esta não é uma característica relevante na cidade. No Rio de Janeiro, se você não frequentou a praia do sujeito, não estudou na mesma escola dele, não namorou a irmã dele, você é um completo estrangeiro. Fala outra língua, tem outros modos e simplesmente não interessa aos cariocas. Mesmo a simpatia mineira em receber bem, com café, pão de queijo e doce de leite, sempre passa para demarcação do território e do DNA do estrangeiro: Minas recebe bem porque aprecia ser hospitaleira com o forasteiro. Mas que fique muito claro quem está recebendo e quem está visitando, quem é da terra e quem veio de fora, quem é do meio e que é o corpo estranho.

Nada define tanto a província quanto este sentimento gregário de aldeia. Que, diga-se, está a um passo da intolerância, do isolamento, da hostilidade, da desinteligência. Nada mais cosmopolita do que a ausência desse sentimento de quintal, de cerca dividindo o nosso gramado dos vastos campos bonitos que se espaham mundo afora. São Paulo tem esse espírito sem fronteiras.

Nenhuma cidade brasileira acolhe tão bem o recém-chegado. Estou aqui há 48 anos e posso afirmar isso com segurança. Você já é paulistano no segundo dia na cidade. E São Paulo abraça de um jeito interessante. Não sendo simpático com quem chega. (A cidade nem é simpática, no sentido de ser conveniente ou bonita. Ela não é.) Mas sendo simpático ao transformar o sujeito em paulistano, com todas as vantagens e agruras dessa condição, sem exigências de pedigree nem de período comprobatório.

PT no Poder

O texto da revista Veja que foi às bancas neste sábado sobre a garfada que o governo de Lula dará nas cadernetas de poupança tenta aliviar o impacto da medida e justificá-la, ao reverberar o que diz a cartilha da economia botocuda, isto é, a fórmula da inflação represada a custa dos juros mais altos do mundo.

A queda da Selic não tem qualquer impacto sobre a economia real, aquela que afeta a vida das pessoas comuns que não fazem parte da nomenklatura do petismo aliado com banqueiros.

A revista Veja, no entanto, não explica como pode os bancos remunerarem os investidores com menos de 1% ao mês e cobrarem taxas de juros que alcançam mais de 10%, principalmente nos empréstimos através do cheque especial e trambicagens correlatas.

Trata-se de uma sacanagem, uma vagabundagem, uma roubalheira.

E o que fazem os veículos de comunicação? NADA. RIGOROSAMENTE NADA! NÃO HÁ UM MISERÁVEL EDITORIAL DENUNCIANDO ESSA VAGABUNDAGEM COM A QUAL SE LOCUPLETAM LULA, SEUS SEQUAZES E OS EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS SABUJOS.

O GOVERNO PETRALHA VAI MAIS UMA VEZ ASSALTAR A CLASSE MÉDIA.

É ISSO QUE TEM DE SER DENUNCIADO!

FORA PT! FORA VAGABUNDOS! FORA EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS SABUJOS!

O que eu mais desejo é que a peste-gripe suína ataque os petralhas e todos os demais sabujos que lhes lambem o saco.

QUERO VÊ-LOS ARDENDO EM FEBRE DE 40 GRAUS ATÉ A MORTE!

ESTÁ MUITO CLARO: SE LULA E O PT CONTINUAREM NO PODER TEREMOS EM VIGÊNCIA O MODELO CHINÊS.

Blog Aluisio Amorim

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Brasil só aceita ser sacaneado por país pobre



A falta de consenso entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo adiou nesta quinta-feira um possível acordo entre o Brasil e o Paraguai sobre a utilização da energia da usina hidrelétrica de Itaipu.

Os dois presidentes se reuniram por mais de duas horas para debater o tema e também a assinatura de outros 15 acordos de cooperação. Como não obtiveram um entendimento sobre o tema central da visita de Lugo a Brasília, preferiram adiar qualquer anúncio, continuar conversando durante o jantar e conceder uma entrevista à imprensa na manhã de sexta-feira para revelar a que conclusão chegaram.

Lugo, que enfrenta uma delicada situação em seu país devido às denúncias de que teve filhos quando ainda atuava como bispo, fez da renegociação do tratado de Itaipu uma das suas principais bandeiras na campanha eleitoral.

O governo paraguaio demanda um aumento do preço da energia cedida ao Brasil e a liberação para vender o excesso de energia a que tem direito para outros países.

O tratado de Itaipu estabelece que cada país tem direito a 50% da energia produzida na usina binacional, que tem capacidade para gerar 14 mil megawatts. Determina, entretanto, que, caso o Paraguai não utilize sua parte, a energia tem de ser vendida ao parceiro. Assim, o Brasil acaba consumindo 96% da energia gerada.

O Brasil descarta uma alteração no contrato. Oferece ao vizinho, entretanto, um pagamento maior pela cessão da energia - valor que no ano passado totalizou US$ 130 milhões -, a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai aproveite melhor a energia de Itaipu, uma subestação, uma linha de crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e um fundo de investimentos.


Comento
Como se vê, Lugo pode não levar tudo o que quer, mas também ele já tirou uma casquinha do Brasil. Confirma o que disse aqui há alguns dias: o país só aceita ser sacaneado por país pobre.

Ah, sim: esconderam suas crianças?
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um Marginal Esnoba o Brasil

Pouco importa o motivo alegado pelo Itamaraty para explicar o cancelamento ou adiamento da visita de Mahmud Ahmadinejad, a verdade é que o Brasil, vejam só!, pagou um mico ao convidar um bandoleiro para visitar o país e outro ao ser esnobado por ele.

Já está virando uma tradição na gestão deste impressionante Celso Amorim: só aceitamos ser destratados por governos de segunda linha. Esses maloqueiros internacionais pintam e bordam com a nossa "generosidade". Em matéria de ditadores de Terceiro Mundo e assemelhados, não tem pra ninguém: ninguém, como o Brasil, oferece tão gostosamente o traseiro para ser chutado. Já agüentamos birra de Evo Morales, Hugo Chávez, Rafael Corrêa, Fernando Lugo e Ahmadinejad. Com os argentinos, vocês sabem, é a água de sempre: eles impõem as tarifas que bem entendem aos produtos brasileiros.

E o governo Lula sempre reage com aquela frieza supostamente imperial. Como já escrevi aqui, Amorim lidera uma espécie de revolução conceitual em matéria de imperialismo: com ele, o império perde sempre.


Amorim é certamente o ministro mais patético de Lula, embora conte com um lobby considerável na imprensa. Tem até uma espécie de colunista particular, que sempre recita, em suas colunas, como se fosse apuração suada, as verdades oficiais do Itamaraty. É de dar nojo. E, no entanto, as grandes virtudes que o Lula da diplomacia chama para si não têm qualquer relação com a política externa. Derivaram do crescimento da economia mundial, que beneficiou também o país.


A regra do Itamaraty é ser arrogante com os grandes e humilhado pelos pequenos, com uma única exceção, em que fomos trapaceados por um gigante: a China conseguiu arrancar do Brasil o estatuto de “economia de mercado” e prometeu, em troca, apoiar a ampliação do Conselho de Segurança da ONU para abrigar o Brasil. Com o reconhecimento debaixo do braço, deu uma solene banana ao Apedeuta e seus gênios da política externa e vetou a ampliação do conselho. Desculpa: o Japão também seria candidato à vaga, e isso os chineses não poderiam aceitar. Ocorre que o Japão era, vá lá, pré-candidato desde sempre. Os chineses deram um truque nos macunaímas assanhados.


O desempenho do Brasil no mercado externo nada tem a ver com Amorim — de resto, a participação do país no comércio internacional é da ordem de 1.1% faz dez anos: vendeu mais em dólares quando o mundo crescia e passou a vender menos quando o mundo se retraiu. Simples. Abaixo, listo uma série de insucessos do Itamaraty em questões que realmente diziam respeito à diplomacia. Acompanhem:


NOME PARA A OMC
- Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!!

NOME PARA O BID
- Também em 2005, o Brasil tentou emplacar João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina.


ONU
- O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.


DITADURAS ÁRABES
- Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio. O Babalorixá deixou de visitar a única democracia da região: Israel.


CÚPULA DE ANÕES
- Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância...

ISRAEL E SUDÃO
- A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur. Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito do assunto.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.


Agora, O gigante da diplomacia está empenhado em presidir a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que fiscaliza o uso pacífico (ou não) da energia nuclear mundo afora. Ahmadinejad por aqui era uma espécie de cabo eleitoral de Amorim. Trata-se daquele senhor empenhado em fazer a bomba atômica, que nega o Holocausto e que fala abertamente na destruição total de Israel.


Eis o competente Celso Amorim. AIEA? Penso que deveria se candidatar àqueles concursos de lançamento de anões — se é que ainda não foram proibidos.
Reinaldo azevedo

Os Petralhas e o Porco

Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira, 6, que os kits para diagnóstico rápido da Influenza A (H1N1) ainda não estão no País mas que chegarão ao Brasil até a próxima sexta-feira, 8. (Influenza A? Que nada, gripe suína. Esse texto do Estadão está muito politicamente correto)



Segundo o ministério, os kits serão entregues ao laboratórios Adolf Lutz, em São Paulo, Instituto Evandro Chagas, no Pará, e Fiocruz, no Rio de Janeiro.



Antes de serem usados, eles ainda precisarão passar por testes, provas internas e certificação do produto. O Ministério não soube informar quantos kits chegarão ao País.



Os kits para diagnóstico rápido eram esperados na noite de terça-feira, 5, de acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Eles foram despachados de Atlanta, nos Estados Unidos, para vários países, incluindo o Brasil, na tarde de segunda-feira, 4.



Boletim divulgado na tarde desta quarta-feira, 6, pelo ministério
indica a presença de 26 casos suspeitos da doença no País, distribuídos nos seguintes Estados: 9 em São Paulo, 3 no Rio de Janeiro, 2 no Distrito Federal, 2 em Goiás, 2 em Santa Catarina, 2 no Tocantins, 1 no Mato Grosso do Sul, 1 em Minas Gerais, 1 na Paraíba, 1 no Paraná, 1 em Pernambuco e 1 em Rondônia. (Do site do Estadão)



MEU COMENTÁRIO: Quando eu afirmo que isso aqui é o lixo ocidental há quem se escandalize e discorde afirmando que possuímos grandes cientistas, desenvolvemos vacinas, somos pioneiros em diversas áreas...cáspite!



Já faz quase um mês que essa gripe dos porcos está rolando e o governo petralha ainda não conseguiu fazer chegar o tal kit para o diagnóstico preciso da moléstia.



Em compensação, Lula vive o esplendor do luxo e possui um dos aviões mais chiques do mundo, fuma cigarrilhas importadas e que tais.



É aquela história: calça de veludo petralha e rabo de fora.



E de onde vem o tal kit? Bingo! do Estados Unidos onde se produz ciência e todos os medicamentos e aparatos médicos que salvam vidas humanas.



Mas os petralhas costumam afirmar que em Cuba existe uma grande medicina...hehehe...na China também, onde se produz famosos chás de pele de sapo e outras beberagens que, ao invés de curar, matam o doente...hehehe...



Se não fosse essa gente loira de olhos azuis a humanidade sifu!...hehehe...


sábado, 2 de maio de 2009

E agora Lula?

Ahmadinejad com fritas: convidaram, agora vão ter que engolir

*Arnaldo Bloch


Quando convidou para vir ao Brasil o homem que nega o Holocausto e cujo regime pune homossexuais com a morte, prende crianças, persegue etnias curdas, azerbaijanis e turcas, oprime cristãos, evangélicos, bahais, chicoteia mulheres - a diplomacia brasileira, pródiga em calarse diante de atrocidades (alô alô, Darfur) deve ter pensado que fazia um gol de placa em sua meta fundamental desde 2003: conseguir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

É que o novo profeta do apocalipse carrega consigo uma penca de votos valiosos dentre as nações onde impera o fundamentalismo islâmico. De quebra, na trilha do unilateralismo pregado por Obama, receber o presidente iraniano seria uma oportunidade de alinhamento global, e um combustível a mais nos planos do presidente Lula de desempenhar, futuramente, um papel importante nas negociações pela paz no Oriente Médio. Mas eis que, às vésperas da etapa brasileira da turnê de Ahmadinejad, o mesmo vai ao microfone da ONU e, ao reafirmar sua bravata negacionista e incendiária, cria, para seus anfitriões brasileiros, um abacaxi. Não que as idéias de Ahmadinejad não encontrem eco no seio político- partidário local, sobretudo num importante núcleo da amálgama petista (felizmente, combatido por ilustres correligionários comprometidos com a razão).

Sabe-se que o último discurso de Ahmadinejad não interromperá a cruzada diplomática norte-americana, em busca do apoio do Irã no Afeganistão.

Sabe-se, igualmente, que se o recém-empossado primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, não afirmar em breve compromisso com a solução de dois estados para o conflito na região - apoiada por todos os israelenses e judeus de bom senso - a plataforma de Ahmadinejad sairá fortalecida até que ele e Bibi caminhem juntos para a guerra e a era Obama comece, prematuramente, a minguar. Tudo isso são peças no difícil xadrez da geopolítica atual.

Não fosse carreada por interesses escamoteados, não haveria, contudo, esse entusiasmo todo, essa sensualidade, essa pressa pela presença nefasta de Ahmadinejad no Brasil. Por que não convidar um Dalai Lama, cuja fuga e exílio fizeram 50 anos recentemente?

Não. A presença iluminada de Dalai criaria sérios constrangimentos na relação do Brasil com a China, que anda ameaçando, mundo afora, com represálias comerciais, as nações que confraternizarem com o líder tibetano.

Se não são os votos para o Conselho, o que traz Ahmadinejad ao Brasil? Alguém acredita que sua visita transcorrerá num clima de congraçamento, de visões progressistas de futuro, de grandes acordos de cooperação comercial e cultural? Como ficará o tema dos Direitos Humanos, sendo o Irã um dos países mais alvejados pela Anistia Internacional? Alguém acredita que sua visita escapará de se transformar num circo midiático, que o líder iraniano aproveitará a seu bel-prazer para disseminar ódio, atrair simpatias desinformadas,

dar munição ao radicalismo, encher o saco de farinha onde se misturam, indiscriminadamente, causas sociais legítimas com o crème-de-la-crème do obscurantismo, no tempo em que a História perde sentido e reina uma grande maçaroca pós-ideológica?

Lula, que nem aceita rediscutir a visita, promete dar um pito no colega. Deixar clara sua discordância. Se isso de fato ocorrer, terá que abrir espaço para o contradito, ou seja, mais lenha na fogueira do discurso do confronto. Quem terá a palavra final? O anfitrião ou o visitante linguarudo, que nada tem a perder?

Ao não se retirar do plenário da conferência em Genebra, o ministro Edson Santos intentava não contribuir com a polarização das discussões e não ajudar o presidente iraniano em sua busca por chamar a atenção. Este discurso naïf (independentemente da postura das delegações, a fala de Ahmadinejad seria a escolhida da mídia para figurar nas manchetes) sempre se confunde com o ceticismo dos que viam nas primeiras arruaças nacional-socialistas a ação de palhaços narcisistas que em nada ameaçavam a solidez dos princípios morais do estado alemão. Uma vez que a retórica de Ahmadinejad - num foro mundial que, felizmente, ao contrário do que vige no Irã, não oprime o direito à expressão livre de ideias - soou e soará, a retirada de representantes ao menos contrapôs à infâmia uma postura, um outro falar, mesmo que óbvio, mesmo que repisado, mas necessário. Nessas horas, a herança do Émile Zola de "J 'accuse" é honrada e renovada.

Agora, com a visita de Ahmadinejad, as autoridades pátrias terão a chance de, querendo ou não, promover a maior polarização possível e ajudá-lo a chamar o máximo de atenção. De resto, é esperar passar esta etapa dolorosa para os descendentes brasileiros de vítimas do Holocausto e para todos os que amam a razão. Por outro lado, que o novo governo israelense rompa o isolacionismo e se una às nações que rejeitam Ahmadinejad: um estado palestino é o único caminho para a paz e a paz é, de fato, a meta. Só assim o isolamento do líder iraniano será cristalizado.



Arnaldo Bloch é jornalista e tem um Blog na página eletronica do jornal O Globo
http://oglobo.globo.com/blogs/arnaldo/

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lula e a farra das passagens

Por que Lula se tornou de repente num ardente defensor da farra das passagens aéreas? Ora, porque está atrás do apoio do PMDB nas eleições presidenciais de 2010. Aliás, na edição desta sexta-feira do Estadão há uma matéria que reporta uma reunião de Lula com Sarney e Michel Temer, quando o Apedeuta garantiu que passaria a defender a honra da Câmara.

Logo quem, não é? Lula foi parlamentar e deixou de sê-lo por não acreditar no parlamento.

Agora, com a história das passagens e a proximidade da eleição numa maré que não está para pescaria petralha, Lula tenta desesperadamente o apoio do PMDB, quando sabe que essa legenda oportunística já está dividida há muito tempo e pode correr inteira para o abraço com José Serra que lidera com folga toda e qualquer pesquisa eleitoral.

Lula acaba de confessar que emitia passagens de sua cota, quando era deputado, para os sindicaleiros da CUT promoverem reuniões petralhas em Brasília.

O Apedeuta só não fala da farra dos cartões corporativos do Poder Executivo, do qual é responsável. Bom, neste caso, Lula se vale das “verbas secretas” das quais dispõe para fazer a sua farra particular sem ser molestado.

O Brasil está completamente podre.

Mas não são apenas Lula e seus sequazes os responsáveis pela podridão. São os brasileiros em sua maioria que o apóiam e que são também corruptos, sempre tentando catar umas migalhas do que sobra desse banquete de abutres.


Lula é o banqueteiro-mor.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lula vai para as Árabias

Amigo do Brasil me informa que Lula prepara nova viagem. “Mais uma!”, diz ele. No meu entender bem mais do que uma viagem. Um delicado ato de equilibrismo diplomático.

É obvio que o pessoal do Itamaraty se mantém informado. Eles pensam cuidadosamente em cada passo no contexto da política que seguem. Ás vezes cometem o que parecem erros políticos no contexto internacional. Mas não são acasos.

Lula vai à Arábia Saudita. E daí? É o maior exportador de petróleo. O maior cliente do Oriente Médio da indústria de armamentos. O país de origem do Islã, Maomé e de Meca, a cidade mais santa do Islã, aquela que todo o crente tem de visitar pelo menos uma vez na vida. País sunita por excelência, herdeiro e cumpridor das tradições do Profeta, conservador como nenhum outro e autor do plano de paz entre israelenses e palestinos que Obama mais aprecia.

Mais, muito mais. O presidente do Irã que em breve chegará ao Brasil é um xiita ultraconservador, a segunda seita islâmica em número de crentes. Em um certo sentido, até mesmo um tanto herética, pois venera uma trindade,:Alá, Maomé e Ali, o genro do profeta deserdado pela viúva.

O Irã é de etnia persa (os árabes são semitas). Supostamente corre para ser uma potência atômica e poder dominante do Oriente Médio, e é supostamente o maior financiador de grupos qualificados de terroristas. O Hezbollah foi impedido de desestabilizar o Egito sunita graças à eficiência dos serviços de contraterrorismo do país. Xiitas têm criado problemas para a Arábia. Sem serem explícitos. Sauditas, egípcios, jordanianos e Israel, que ele promete destruir, não apreciam a recepção que prepararam para ele em Brasília.

Não esquecem a aliança com Chávez. A ambição de alianças latino-americanas. Lula, ao que me dizem fontes confiáveis do Brasil, vai à Arábia para mostrar que não é aliado do iraniano. Não é contra nem a favor, muito pelo contrario, dos países com os quais mantém relações. “É o cara”, como disse Obama.

Mas tendo estado várias vezes perto sem nunca ter vindo - o que já prometeu fazer e não fez - mantém ótimas relações com Israel talvez aplicando o seu equilibrismo. Tudo dele se pode dizer, menos que não tem excelente jogo de corpo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Primeiro Judeu no Brasil

Elias Lipiner considera Gaspar da Gama o primeiro judeu a pisar em solo brasileiro e o define como "uma figura deveras curiosa e exótica". Existem várias versões sobre a biografia de Gaspar da Gama (não se sabe seu nome judaico original) até ele ter sido aprisionado por Vasco da Gama nas Índias.1
Para o cronista Gaspar Correia (nascido em 1496) o administrador Gaspar da Gama estava a serviço de Sabayo, governador árabe de Goa (Índia), como capitão-mor de sua esquadra em 1498 quando um dia soube da passagem naquelas paragens de uma esquadra portuguesa e decidiu ir saudar a tripulação. Homem alto e maduro, exprimiu sua alegria em visitar um navio de sua terra, a Espanha, e pediu permissão para entrar a bordo de uma das embarcações.
Vasco da Gama, desconfiado de tratar-se de um espião, ordenou que lhes amarrassem as mãos e o prendessem. O visitante foi torturado e disse ser judeu de Granada, ter viajado por muitos países e ter chegado à Índia através da Turquia e Meca. O navegador recusou a libertá-lo, imaginando como poderia ser útil os conhecimentos do visitante. Levou-o a Portugal, onde foi batizado no ano seguinte, sendo Vasco da Gama seu padrinho. Seu novo nome seria uma homenagem a um dos três reis magos (Gaspar) e ao próprio padrinho.
Gaspar da Gama caiu nas graças de Manuel I. O rei chamava-o freqüentemente à corte para ouvir suas histórias de terras exóticas. Como falava várias línguas, o monarca designou-o conselheiro e intérprete do almirante Pedro Álvares Cabral na expedição que descobriu o Brasil.
João de Barros (1496-1571) relata, porém, que Gaspar da Gama afirmou que seus pais eram originários de Bosna (ou Posna), Polônia, tendo sido obrigados a abandonar sua casa por um decreto que expulsava os judeus. Emigraram para Jerusalém e para Alexandria, onde Gaspar nasceu.
Enquanto Damião de Góes (1502-74) diz em sua obra que Gaspar, quando visitou a expedição portuguesa ao largo da ilha de Angediva, não falou espanhol, mas italiano, acrescentando que era judeu natural do reino da Polônia, da cidade Posna."
Lipiner sugere que tenha nascido em torno de 1458, em Alexandria (Egito) e tenha chegado muito jovem à Índia. Arnold Wiznitzer (que também crê ter sido Gaspar da Gama o primeiro judeu a chegar ao Brasil), está mais inclinado a achar ter ele nascido em Granada, versão defendida por Gaspar Correia, que morou na Índia e trás mais detalhes do biografado. Alguns cronistas dizem que ele tinha família em Calecute, outros em Cochim e outros ainda em Goa.2
Com outro intérprete, Gonzalo Madeira, de Tânger (possivelmente cristão-novo), tentou se comunicar com os índios tupis. Deixou o Brasil em 11 de maio de 1500 e prestou valiosos serviços na Índia. Parece ter regressado a Portugal, onde teria morrido entre 1510-15. Costuma-se atribuir a Gaspar da Gama e Fernando de Noronha a mudança dos nomes cristãos Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz para Brasil, nome da árvore encontrada nas terras descobertas que passou a designar o País.

Notas:
1) Em Gaspar da Gama - Um Converso na Frota de Cabral (Ed. Nova Fronteira), Elias Lipiner faz um amplo estudo sobre este personagem histórico, baseando-se em documentação de cronistas da época do Descobrimento.
2) Os Judeus no Brasil Colonial (Ed. Pioneira, São Paulo, 1966), pp. 2
-4.

Fora Terrorista! - Proteste Também!

sábado, 25 de abril de 2009

Lula - Vai cortar cana!!!

O presidente Lula chamou os usineiros de cana-de-açúcar de heróis. Nacionais e mundiais, devido ao aumento da procura pelo etanol como cobustível alternativo aos derivados de petróleo.
Os novos heróis de Lula são descendentes ou apadrinhados das famílias que detinham o poder no segundo ciclo econômico do Brasil Colonial - o da cana - e aí se vão uns 350 anos.
Lula costumava referir-se a eles como integrantes das "elites que há 500 anos governam esse país e nada fizeram".
Agora, graças à "política que existe para o setor", os "bandidos do agronegócio" de 10 anos atrás, conforme o próprio residente referiu, tornaram-se heróis. Ou seja, Lula resgatou os bandidos com sua política de biocombustíveis. Lula fez os heróis.
Embora impregnado de idiotia, o mal-disfarçado júbilo messiânico sobre si próprio não é o pior na colocação do presidente.
O pior é, na tentativa de fazer um afago ao setor, de cooptar o apoio dos usineiros, Lula ignorar a História, o contexto social e sobretudo, o sofrimento de boa parte dos brasileiros.
Que heroísmo reside no fato de se ser detentor de milhares de hectares de terra, obtidos de favor da coroa portuguesa, preservá-los à base da força, sobre eles assentar vasto poder político (ou os coronéis nordestino são invenções da literatura e telenovelas?) e enriquecer a partir do trabalho quase escravo de tantos?
Há poucos dias, o quadro Profissão Repórter do Fantástico nos atualizou a respeito. Os cortadores de cana ganham no máximo R$ 2 por hectare cortado. Será por isso que os usineiros ganharam tanto dinheiro e poder ao longo de três séculos e meio? Talvez hoje haja melhores condições de trabalho para esses lavradores - até porque seria difícil piorar de como era -, mas R$ 2 o hectare dão o que pensar.
Lula por certo não assistiu àquela matéria do Fantástico. Também por nunca ter sido muito chegado a trabalhar, não deve ter parado para pensar o que significa cortar um hectare de cana e ganhar R$ 2. Diz o que o povo quer ouvir durante a campanha eleitoral e o que "as elites" apreciam quando no governo.
Lula envergonha seu discurso e faz indagar onde é que estão as lembranças dele da época da "Caravana da Cidadania", quando o PT pagou para ele viajar o Brasil para conhecer os problemas sociais e, pretensamente, se preparar para as eleições de 1994.
Lula vai comemorar a exportação de etanol tomando uma cachacinha com os usineiros.
R$ 2 por hectare? Vai cortar cana pra ver quem é herói, Lula !!!!

Lula - Os americanos não conhecem

Americanos não sabem quem é Lula
Segundo pesquisa informal de um jornalista americano, os americanos não confundem a capital brasileira com a da Argentina, mas não sabem quem é o presidente do Brasil.
REDAÇÃO ÉPOCA
Divulgação
Mídia Lula foi capa da revista Newsweek há poucas semanas, mas americanos não sabem quem é o presidente do Brasil

Para os brasileiros, os americanos não sabem muito sobre o Brasil. A ideia mais difundida é que eles pensam que a capital do país é Buenos Aires. Para descobrir se isso era mito ou verdade, o jornalista Seth Kugel, que escreve sobre o Brasil para o site Global Post, entrevistou informalmente alguns americanos no parque Battery e na Times Square, em Nova York. O que os americanos não sabem, de fato, é quem é o presidente brasileiro. Apesar de Lula ter sido elogiado e chamado de “o cara” por Barack Obama e de ter estampado a capa da edição latino-americana da revista Newsweek, entre os americanos, ele não está em alta. Apenas dois dos 50 entrevistados sabiam parcialmente o nome do presidente brasileiro. Um respondeu “Inácio da Silva” e outro disse apenas Lula. A pior resposta, segundo Kugel, foi dita pela mulher que acreditou ser “Cardoso” – provavelmente uma referência a Fernando Henrique Cardoso, fora do cargo desde 2003.

Quando o jornalista questionou qual era a capital do Brasil, o mito foi desvendado. Ninguém disse Buenos Aires. A maioria dos americanos (16) confessou não saber qual era, mas a cidade mais citada foi São Paulo, dita por 13 entrevistados. A resposta certa foi dita por oito americanos, o mesmo número de quem disse ser o Rio de Janeiro. Buenos Aires só foi citada três vezes ao longo da pesquisa. “Buenos Aires...não, isso é na Argentina”, teria dito um jovem. Um casal de adolescentes trocou a resposta da cidade argentina quando viu seus pais dando outra resposta, e assinalaram um “não sei”. Quanto à língua falada no Brasil, a maioria dos entrevistados acertou, embora 12 tenham dito ser “espanhol”. Dos 50, apenas cinco não disseram que o país fica na América do Sul.

 Divulgação
Amigos Obama disse recentemente que Lula é "o cara"

Segundo Kugel, os brasileiros que ficaram sabendo da pesquisa disseram que o resultado foi surpreendente e ficaram aborrecidos porque os americanos não sabiam quem era o presidente do maior país da América Latina. Mas, eles próprios não sabiam nomes de presidentes da África ou da Ásia. Kugel concluiu então que, assim como o nome da capital brasileira para os americanos, a ignorância pode ser um mal entendido.

Itaipú - A maior do mundo

Polêmica binacional
Livro conta a história de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo, e contesta a tese de um Brasil imperialista

Camila Pati

MODERNIDADE Legado de Itaipu foi avanço tecnológico, mas não solucionou divergências entre Brasil e Paraguai

A construção da usina de Itaipu possibilitou à indústria nacional chegar a um patamar inédito, além de legar ao País rigorosas referências de controle de qualidade. Embora sua herança tecnológica seja indiscutível, quase 30 anos depois, a hidrelétrica, encravada no leito do rio Paraná, divisa entre Brasil e Paraguai, continua a ser objeto de polêmica internacional.

O Paraguai alega ser prejudicado pelos termos do acordo e propõe a revisão do Tratado de Itaipu, de 1973, sob o argumento de que foi assinado em período de ditadura. Já o Brasil sempre descartou uma mudança no contrato. O presidente paraguaio, Fernando Lugo, promete tratar da contenda de Itaipu com o presidente Lula, em abril. Ele quer valores mais altos para a tarifa sobre o excedente de energia produzido do lado paraguaio. Pelo acordo, a energia que não é consumida só pode ser vendida ao Brasil.

Este cenário de indefinição do destino da maior hidrelétrica do mundo é o tema do livro do jornalista Tão Gomes Pinto, Itaipu: integração em concreto ou uma pedra no caminho (Ed. Amarylis, 180 págs., R$ 39). "Conto uma história que muita gente já esqueceu", diz o autor. O relato desperta interesse político e tecnológico. Itaipu foi idealizada pelo Itamaraty para solucionar uma briga de fronteira. Sem deixar de dar crédito ao esforço paraguaio, ele mostra que o Brasil foi o grande responsável pelos empréstimos internacionais e pela tecnologia empregada na obra. "O Brasil praticamente pagou Itaipu inteira, e isso só foi possível graças à engenharia financeira da Binacional, o segredo de Itaipu", revela. A obrigatoriedade de repasse do excedente enérgico ao Brasil resultou na certeza de consumo de toda a produção e gerou confiança nos investidores. Em 2023, prazo final da quitação da dívida da Binacional, o Paraguai se tornará dono de metade da usina, avaliada em US$ 60 bilhões, mas quem paga a conta de Itaipu é o consumidor brasileiro.

O autor destaca ainda a forte presença das correntes de esquerda no governo Lugo que alimenta o sentimento de hostilidade ao Brasil. É esta visão política, segundo o jornalista, que coloca o País como o "vilão imperialista" do continente. Ele lembra que o secretário particular de Lugo é Marcial Congo, ex-dirigente do MST gaúcho. Além da controvérsia em torno de Itaipu, esta influência avança sobre outras questões, como o tratamento dado aos brasileiros proprietários de terra no Paraguai. Os "brasiguaios" se veem constantemente ameaçados de expulsão pelos semterra paraguaios. Em comum, as duas questões refletem aspectos da história ainda sem solução.

"O Brasil praticamente pagou Itaipu inteira graças à engenharia financeira"

Tão Gomes Pinto, jornalista


Meus Comentários: Uma mamata dessas nenhum outro país no mundo vai conseguir.
Ganhar metade da maior hidroelétrica do mundo sem fazer nada. Só porque é dono da metade do rio. Nós os brasileiros que pagamos impostos é que somos os donos.
Não é o Brasil todo como falam os petralhas, eles não pagam impostos, portanto
não são donos de nada. E os paraguaios ainda reclamam, não estão satisfeitos.
Quando o nosso governo vai parar de dar o que não lhe pertence ?

Vamos cair fora.


"Quando Ahmadinejad chegar ao Brasil, podemos imitar os representantes europeus e abandonar o país por alguns dias. Ele deseja ir à Fiesp? A Fiesp estará fechada. Ele pretende conhecer a

Praia de Copacabana? Copacabana estará deserta" (Aqui na íntegra a coluna de Diogo Mainardi na Veja que foi às bancas neste sábado)

Depois de Iron Maiden, Simply Red e A-Ha, chegou a hora de Mahmoud Ahmadinejad atormentar o Brasil. Este é um ano particularmente penoso para todos nós.

Mahmoud Ahmadinejad desembarca no comecinho de maio. Ele foi convidado por Lula. Uma semana atrás, num congresso da ONU, o presidente iraniano acusou Israel de racismo. Dois dias mais tarde, voltou ao assunto, acusando Israel de praticar limpeza étnica e o assassinato em massa dos palestinos. Ele já anunciou qual é a sua proposta: eliminar Israel da face da Terra.

No congresso da ONU, em protesto contra o discurso de Mahmoud Ahmadinejad, os representantes europeus abandonaram a sala. Quem continuou lá? Os representantes brasileiros, enviados por Lula. No total, mais de trinta apaniguados do PT e ongueiros, do ministro Edson Santos ao pai de santo mangueirense Ivanir dos Santos.

Quando Mahmoud Ahmadinejad chegar ao Brasil, podemos imitar os representantes europeus e abandonar o país por alguns dias. Ele deseja ir à Fiesp? A Fiesp estará fechada. Ele pretende conhecer a Praia de Copacabana? Copacabana estará deserta. Para recepcioná-lo, ele encontrará somente os apaniguados do PT e os ongueiros.

Se é para abandonar o país por alguns dias, nenhum lugar é melhor do que a Argentina. Em 1994, terroristas dinamitaram o prédio de um centro israelita em Buenos Aires. Foram assassinadas 85 pessoas.

O relatório do Ministério Público argentino acusou as autoridades diplomáticas iranianas de montar uma rede de espionagem no país, que coordenou o atentado praticado por terroristas do Hezbollah.

Os organizadores do atentado se refugiaram em território iraniano. A Interpol emitiu uma ordem de captura contra oito deles, mas Mahmoud Ahmadinejad e seu bando se recusaram a entregá-los. Atualmente, dois desses foragidos trabalham como assessores do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A Argentina rejeita qualquer contato direto com o presidente iraniano, que protege os terroristas. É para lá que temos de ir.

Na última semana, o Itamaraty prometeu condenar publicamente as ideias negacionistas de Mahmoud Ahmadinejad durante sua passagem pelo Brasil. Lula poderia ganhar coragem e condenar também o programa nuclear iraniano. Mas ocorre o contrário: ele apoia o programa nuclear iraniano.

O mesmo programa nuclear que, associado às ideias negacionistas de Mahmoud Ahmadinejad, torna especialmente alarmante sua promessa de eliminar Israel da face da Terra.

Assim sendo, Lula poderia ao menos condenar algumas das práticas mais repelentes do estado iraniano: o apedrejamento de mulheres, os abusos contra as minorias religiosas, o assassinato de homossexuais, o encarceramento de políticos, a censura à imprensa.

O que Lula fará quando se encontrar com Mahmoud Ahmadinejad? Simples: ele ficará sentado, calado, como um pai de santo mangueirense num congresso da ONU.

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