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domingo, 17 de maio de 2009

Ataque! O que fazer?

Folheto do exécito israelense dizendo o que as pessoas devem fazer em caso de ataque.
O texto é do Gabriel



e primeira vista, o folheto é tão feio, mas tão feio, que você só pode ter absoluta certeza que foi feito pelo exército. Parece feito de brincadeira, mas depois de ler, percebe-se que a coisa é tão ruim, e o efeito tão engraçado, que só pode mesmo ser humor involuntário do Comando da Retaguarda.

Trata-se de um folhetinho que anda sendo distribuído pelo exército para a população civil, explicando o que deve ser feito em "caso de emergência" (que aqui vai entre aspas, que na minha concepção, ter o Nataniahu como primeiro ministro já consta como sendo um caso de emergência - mas não foi isso que eles quiseram dizer, provavelmente).

A parte da frente é esse mapa daí. As cores foram tão mal escolhidas que só pode ter sido de propósito. Nenhum amador seria tão, mas tão perfeito em encontrar uma combinação pior.

E lá vai o texto do título "Estar Preparado Bem A Tempo!" (Aqui, reparem no mergulhadorzinho feliz e sorridente da parte de cima! É que cada cidade ou região foi caricaturada com um pequeno ícone ilustrado como se fosse um folheto de turismo. Como provavelmente faltaram elementos gráficos - e a verba é curta - reaproveitaram os iconezinhos ao longo do panfleto. Então, para alegrar a moçada, fizeram um copy/paste do iconezinho de Eilat ali na parte de cima).

Em baixo, o mapa, mostrando quanto tempo tem cada habitante de cada região para se virar no momento em que ouve uma sirene. Tá lá o quadro: 3 minutos (no Neguev), 2 minutos (aqui no centro e Jerusalém), 1 minuto e.... ZERO MINUTOS para o pessoal na zona vermelha! Ou seja, em outras palavras, o panfleto recomenda: comece a rezar!

Na região ao redor de Gaza, eles colocam o tempo em segundos. Fico muito feliz de ver um golfinho pulando dentro do território da Jordânia e um mergulhador pulando na água em Eilat no momento de uma sirene. E o que dizer do esquiador lá no Golan? Ele tem exatos ZERO SEGUNDOS para se proteger em caso de um ataque... Eu simplesmente faria como ele e seguiria sorrindo morro abaixo. Especialmente porque o inverno aqui foi fraquinho e a neve já acabou. (Aquilo no centro não é um teclado de computador pintado de marrom. É eventualmente - nós aqui supomos - o muro das lamentações. Em Tel-Aviv o ilustrador colocou os edifícios Azrieli).

O outro lado fica melhor ainda, pois ali se encontram as instruções de como agir quando se ouve uma sirene. Traduzo com inserções em itálico de minha pena. Começa com uma introdução extremamente tranquilizadora (e, como já se viu nos jornais, mais ou menos mentirosa):

O Comando da Retaguarda melhorou os sistemas de alerta [não em todo o país, e não de maneira comprovada] de forma que em caso de emergência, para cada região em Israel haverá um período de alerta diferente, de acordo com as instruções especificadas no mapa. A sirene será ativada através do sistema de alarme, apenas na região onde há perigo de queda de um foguete [o que, evidentemente, não leva em conta o fato de que armas não convencionais tem um dano enorme em um raio gigantesco, nem evidentemente o fato de que um foguete vindo do Iran chega em Israel em algo em torno de 20 minutos - tempo suficiente para rezar, dar tchau pros amigos e até uma rapidinha de despedida]. A sirene poderá ser ouvida também através do rádio e da televisão. Paralelamente, instruções do Comando da Retaguarda serão transmitidas através dos veículos de comunicação [sim, porque depois que você ouve a sirene, estando, digamos, no Neguev, tem 3 minutos para sentar na frente da televisão e ouvir o que esse pessoal tem a dizer a respeito de como sobreviver a uma explosão atômica - no Golan, na região vermelha, vai ter tempo de ouvir o porta-voz do exército dizendo "ehn.... Kabooom!"].

Logo embaixo, na parte azul, ha um quadradinho marrom. É um ímã. Legal, ne? Eles pensaram em tudo. No caso de emergência, ao se ouvir uma sirene, sujeito não vai saber o que fazer. Neste caso tem, nas melhores das hipóteses, 3 minutos para procurar as instruções (caso ele não se lembre que o Comando da Retaguarda ainda vai explicar tudo direitinho pela televisão - em 3 minutos). Assim, ao receber o papel, eles recomendam ao pobre pagador de impostos, que grude o dito na geladeira, que é o lugar mais lógico para se correr no caso de uma emergência - claro. Logo do lado direito (hebraico se lê da direita para a esquerda), debaixo de um naviozinho que parece que está sendo atacado por um monstro marinho mecânico (mais uma das ilustrações que originalmente foram feitas para o mapa) está o texto:

Como escolher o Espaço Protegido [eufemismo que significa Bunker]?

O Espaço Protegido se escolherá de acordo com o tempo necessário para se chegar ate ele ao se ouvir a sirene [pessoal do norte, já sabe, né?] e de acordo com os seguintes critérios:

  • M.M.D. (Espaço Protegido do Apartamento - sigla em hebraico - bem ao gosto do Exército) ou M.M.K. (Espaço protegido do Piso) são as opções preferíveis [quando, obviamente, você tem um à disposição].
  • Bunker - no caso de haver condições de chegar até ele no tempo designado [bom, especialmente porque em geral eles são mantidos trancados. Espero que em 2 minutos dê para achar alguém com a chave. Pessoal do norte: já sabe, né?].
  • Em não havendo MMD ou MMK ou Bunker temporário [o que vem a ser um bunker temporário?] há de se escolher um quarto interno da casa onde há o mínimo de paredes voltadas para o lado de fora, janelas ou aberturas.
  • Moradores do último andar em construção sem MMD ou MMK devem escolher as escadarias de um andar inferior como Espaço Protegido [o que é uma beleza de uma solução, tendo em vista o que vem adiante...]. Não devem ser escolhidos Cozinha, Banheiro ou Toalete [que nesses lugares a bomba é de outro tipo].

Bem, na coluna da esquerda, debaixo do camelo sorridente, o comando continua:

Equipamento recomendado para o Espaço Protegido:

  • Água - 4 litros de água para cada pessoa por dia. É recomendável reservar água para 3 dias. [Eu fico cá imaginando a pobre da família que teve que se organizar na escadaria do andar de baixo... por 3 dias... sem banheiro...].
  • Alimento - em embalagens fechadas como latas ou salgadinhos.
  • Iluminação de emergência ou lanterna, rádio com pilhas e extintor de incêndio.
  • Caixa de primeiros socorros [porque no caso de um ataque não convencional, no máximo vai dar tempo para os primeiros socorros mesmo].
  • Lista de telefones de emergência e parentes.
  • Jogos, jornais, livros, coisas que ajudem a passar um tempo agradável [sério. Juro. É a palavra usada ali. Agradável. Já pensou? Você e toda a família enfiada nas escadarias do andar de baixo, levando mísseis do Iran por mais de 3 dias, comendo só atum e milho em lata, sem banheiro, tentando passar um momento "agradável"? Eu fico cá imaginando... Que tipo de objetos eles sugerem para se passar um momento agradável? Um vibrador?!].
  • Televisão e computador com internet para manter-se atualizado [porque, sério, morrer ali dentro depois de 14 dias e só daí aparecer alguém para te avisar que a guerra já acabou faz 13 dias, seria ridículo].

E assim termina o delicioso panfleto do Exército. Mas como nós sabemos que o Presidente do Iran é de paz (conforme discursou na ONU) e ama a toda a humanidade, e como sabemos que o Hamas e o Hizbollah querem a total aniquilação de Israel apenas na teoria, nos conformamos com esse texto como artigo de ficção.

Blog Des - Oriente

sábado, 16 de maio de 2009

Conheça Israel

Este é um programa produzido pelo SBT - Apresentação de Ana Paula Padrão.
É uma reportagem mais dedicada aos cristãos. Estamos usando o material para
mostrar e divulgar Israel. Terra das 3 religiões monoteístas.

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Aliá - A lei do retorno

Aliá (do hebraico עלייה ascender, subir) é o termo utilizado para designar O retorno de judeus para Israel. O termo aliá é também utilizado em referência à "subida" para leitura da Torá tanto física quanto espiritual, já que ele passa a ter uma ligação mais íntima e próxima a Terra de Israel e sofrer suas benéficas influências.


Perguntas e respostas:


Quem pode fazer Aliá?


Depto. de Aliá - Pode fazer alia todo aquele que recai sob a LEI DO RETORNO ou seja: filhos de judeus, netos de judeus, casado com judeus ou convertidos ao judaísmo.


Tem idade mínima e máxima?


Depto. de Aliá - Não há especificamente idade mínima e máxima, mas há regras com relação a idades, pode fazer aliá de 0 a 120 anos.


Quais os Direitos que o olê tem?


Depto. de Aliá - O olê tem vários direitos mas somente mediante entrevista pessoal podemos esclarecer.


Exército. Como funciona?


Depto. de Aliá - O exército depende muito da idade mas menina acima de 20 anos não tem mais compromisso e menino acima de 24 anos tem tempo bem reduzido.


O Departamento de aliá garante o emprego?


Depto. de Aliá - Não o departamento de aliá não garante emprego.


Se eu sou recém casado, o processo é igual?


Depto. de Aliá - O processo de recém casado é normal para casais, desde que os dois conjuges recaiam sob a lei do retorno, em caso de conversão ou casamento misto deve-se esperar um ano de casamento civil.


Quais as profissões que precisam ter o diploma revalidado?
Depto. de Aliá - Todas as profissões ligadas a áreas medicas (medicina, odonto e etc.)


O olé chadash (novo imigrante) precisa pagar alguma coisa no processo?


Depto. de Aliá - O olê paga somente uma taxa simbólica de abertura de pasta mas não pagara nada do processo.


Qual a documentação necessária?


Depto. de Aliá - Os documentos necessários são bem simples mas também necessita entrevista pessoal pois cada caso é diferente.


Qual o procedimento para dar entrada no processo de Aliá?


Depto. de Aliá - O primeiro passo para dar entrada no processo é marcar uma entrevista pessoal em um de nosso escritórios.


Solange Gomberg Bauso
Diretora Departamento de Aliá
da Agência Judaica

Contatos
Escritório Rio de Janeiro
e-mail: galit@agenciajudaica.com.br
Tel: (0xx21) 2548-2388

Escritório São Paulo
e-mail: solange@agenciajudaica.com.br
Tel: (0xx11) 3518-8777

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Israel - 14 de maio - Aniversário

Netanyahu vai a Jordânia

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajou à vizinha Jordânia na quinta-feira para conversar com o rei Abdullah, disse uma autoridade israelense.

Os dois líderes encontraram-se em Aqaba, às margens do mar Vermelho.

Netanyahu encontrou-se na segunda-feira com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, em Sharm el-Sheik, também no mar vermelho, antecipando um encontro tido como crucial em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no dia 18 de maio.

Netanyahu tentou reafirmar ao Egito seu comprometimento com as conversas e paz antes da visita a Washington.

Obama deixou claro que avançar rumo à criação do Estado palestino seria uma prioridade para seu governo, mas ainda precisa dizer como pretende fazer isso.

Jordânia e Egito, como Washington, apoiam a chamada solução de dois Estados -- um palestino convivendo ao lado de Israel. Netanyahu, até o momento, tem evitado endossar essa meta.

(Reportagem de Joseph Nasr)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Israel - O Nascimento



No dia 18 de fevereiro de 1947, o gordo e macilento Ernest Bevin, ministro das relações exteriores do Reino Unido, num tom de voz que aliava resignação e indignação, declarou à Câmara dos Comuns: "Chegamos à conclusão de que o único caminho viável é submeter a questão da Palestina às Nações Unidas, que talvez possa recomendar um acordo".


O que ele pretendia, na verdade, é que fosse renovado o Mandato Britânico naquele território, que lhe havia sido conferido pela Liga das Nações após a Primeira Guerra Mundial, ou então a criação de um só estado árabe sob a tutela da Transjordânia, atual Jordânia. Aos judeus residentes na Terra Santa seria dada apenas autonomia interna. Dois anos antes, quando os trabalhistas haviam chegado ao poder na Inglaterra, a Agência Judaica tinha analisado essa ascensão com justificável otimismo. O partido liderado por Clement Atlee sempre se havia manifestado a favor do sionismo e, além disso, compartilhava ideais socialistas com a maioria dos líderes do ishuv, os judeus da Palestina.


Entretanto, partindo do princípio de que as nações não têm amigos, mas somente interesses, a posição trabalhista inglesa, uma vez instalada no número 10 da Downing Street, mudou de forma radical. O diplomata britânico encarregado de assuntos pertinentes ao Oriente Médio, Harold Beeley, uma espécie de eminência parda de Bevin, estava convencido de que o problema palestino deveria ser encarado em função do expansionismo soviético, já que os russos se empenhavam seriamente para ter uma presença influente naquela região. Assim, caberia à Inglaterra, juntamente com os Estados Unidos, a iniciativa de estabelecer algo como um cordão sanitário em torno dos países árabes, dentre os quais a Palestina era um elo importante, além de reforçar as posições britânicas na Líbia, no Sudão, no Canal de Suez e no Golfo Pérsico.


Contudo, o presidente norte-americano, Harry Truman, estava longe de se deixar convencer por essa lógica. No plano interno, levava em conta o potencial do voto judaico nas eleições que se realizariam em 1948, quando ele concorreria à Casa Branca, tendo assumido como vice após a morte de Roosevelt. No plano externo, permanecia engasgado com o apoio que diferentes países árabes haviam dado à Alemanha nazista, mesmo depois de os ingleses terem imposto severas restrições à entrada de judeus na Palestina. Além disso, também se comovia com a desesperada situação dos sobreviventes do Holocausto. Tanto assim que, logo depois da guerra, havia designado um enviado especial, Earl Harrison, para analisar a questão in loco na Europa. Harrison recomendou, e o presidente endossou, que a Inglaterra acolhesse pelo menos cem mil judeus na Palestina. Ernest Bevin e o primeiro-ministro Atlee ficaram furiosos.


Acusaram os Estados Unidos de interferir no assunto da Palestina enquanto não assumiam qualquer responsabilidade referente à segurança do Oriente Médio. Bevin, então, persuadiu Truman a juntar-se à Inglaterra na formação de uma comissão de inquérito anglo-americana, certo de que essa comissão aprovaria sua política anti-sionista. O relatório final frustrou por completo suas expectativas: insistia na absorção imediata do maior número possível de refugiados. Frustrado e inconformado, Bevin não somente desprezou a recomendação, como chegou ao cúmulo de declarar, em 1946, que Truman preferia os sobreviventes na Palestina para evitar a presença de mais judeus em Nova York. Acossado no meio desse inóspito tiroteio diplomático, o ishuv decidiu agir por conta própria, lutando desesperadamente contra o bloqueio naval britânico para promover a entrada de imigrantes ilegais na Palestina.


Ao mesmo tempo, quando a organização clandestina Irgun começou a atacar alvos ingleses na Palestina, Atlee passou a questionar a posição de Bevin, segundo a qual a presença militar britânica ali deveria ser mantida a qualquer custo. Apoiado pelo gabinete, o primeiro-ministro percebeu que seria mais sensato o Reino Unido abdicar

da Palestina, assim como havia feito na Índia, na Birmânia e no Ceilão. Contudo, Ernest Bevin não desistiu do seu desejo de permanência naquela região. No dia 27 de janeiro de 1947, deu início a uma série de reuniões em Londres, com uma delegação árabe e com outra judaica, separadamente.


Após dez dias de conversas, propôs às partes uma prorrogação de quatro anos do mandato britânico na Palestina, seguido de independência para ambas as partes, caso chegassem a um posterior entendimento, e permissão para uma entrada limitada de judeus. Não houve acordo Em abril de 1947, Bevin decidiu jogar mais uma cartada, propondo a criação de uma Comissão Especial das Nações Unidas Para a Palestina, correspondendo à sigla Unscop em inglês, que a partir de junho percorreria a região e apresentaria novas recomendações para a solução do problema entre árabes e judeus. Mais uma vez, ao contrário do que esperava o ministro, o relatório da Unscop concluiu, em setembro de 1947, pelo encerramento definitivo do Mandato Britânico na Palestina e que seu respectivo território deveria ser partilhado em dois estados soberanos, um árabe, outro judeu. Segundo narrativa do historiador Dan Kurzman, em seu livro "Genesis 48", quando o relatório chegou à Casa Branca, um dos assessores de Truman, chamado David K. Niles, que era judeu, convocou alguns líderes sionistas americanos para virem ao seu escritório em Washington. Com lágrimas nos olhos, disse-lhes em ídiche: "O presidente aceitou o plano de partilha! Mazal Tov! Eu só queria que minha mãe estivesse viva para presenciar esse momento".


Em seguida, representantes do Ishuv tentaram conversar com os árabes sobre a futura partilha, sem obter resposta. Entretanto, certo dia, o jornalista judeu inglês Jon Kimche, defensor do sionismo, telefonou para David Horowitz, um dos dirigentes da Agência Judaica, informando-o de que o egípcio Azzam Pasha, influente secretário-geral da Liga Árabe, estava disposto a recebê-lo, em Londres. Os dois, mais o jovem Abba Eban, foram ao seu encontro no Hotel Savoy. Horowitz, segundo seu relato no livro "State in the Making" ("Um Estado em Gestação"), foi o primeiro a falar. Disse que a presença dos judeus no Oriente Médio era um fato consumado e que, mais cedo ou mais tarde, os árabes teriam que aceitar essa realidade porque lhes seria impossível eliminar uma comunidade de meio milhão de pessoas. Em seguida, apresentou um plano de acordo político, de garantias mútuas de segurança e de desenvolvimento econômico conjunto. Azzam Pasha respondeu que o mundo árabe não estava propenso a nenhum entendimento, acrescentando: "Seu plano é lógico e racional, mas os destinos das nações não são determinados por lógicas racionais. Nações não concedem, lutam.


Talvez vocês consigam algo, mas somente através da força das armas. Nós vamos tentar derrotá-los. Ignoro se seremos bem-sucedidos, mas vamos tentar. Nós fomos capazes de derrotar os Cruzados, mas perdemos a Espanha e a Pérsia. Talvez até percamos a Palestina. Agora é tarde para uma solução pacífica". Abba Eban interveio, sugerindo uma conferência em torno da recomendação de partilha da Unscop. Pasha manteve-se inamovível: "Um acordo só seria aceitável segundo os nossos termos. O mundo árabe vê os judeus como invasores e está pronto para lutar contra vocês". Horowitz interrompeu: "Então, vocês só acreditam na força das armas?" O egípcio respondeu: "É da natureza dos povos lutar por aquilo que julgam vital e o nacionalismo é a maior de todas as motivações. Além disso, nós não precisamos da sua ajuda em matéria de desenvolvimento econômico". Depois de duas horas de conversa, Kimche, Horowitz e Eban chegaram à rua atônitos.


Eles não haviam percebido nenhum sinal de ódio nas palavras de Azzam Pasha que, inclusive, se referira aos judeus como primos. O que lhes aterrorizou foi a impassível postura árabe no sentido de ignorar a lógica, até mesmo a lógica do rancor, dando lugar a um cego fatalismo. Ainda em Londres, Horowitz avistou-se com Harold Beeley, a sombra por trás de Bevin, que lhe jogou um balde de água fria, afirmando que os Estados Unidos e a União Soviética jamais chegariam a um acordo sobre a Palestina e, caso chegassem, não havia a menor chance de os judeus terem dois terços dos votos da Assembléia Geral, número necessário para a aprovação de qualquer decisão nas Nações Unidas. Enquanto isso, em Washington, as perspectivas não eram favoráveis à partilha.


A recomendação da Unscop esbarrava na firme oposição do general-secretário George Marshall, apoiado por altos funcionários do Departamento de Estado. O presidente Truman, por seu turno, convenceu Marshall de que como os Estados Unidos haviam apoiado de forma decisiva a criação das Nações Unidas, não fazia sentido rejeitar o parecer de uma comissão da própria ONU. A União Soviética favorecia a solução dos dois estados com a intenção de cada vez mais afastar os ingleses do Oriente Médio. Mesmo assim, baseados na atmosfera da guerra fria, Bevin e Beeley insistiam que as duas potências discordariam, já que nunca tinham concordado em nenhuma votação importante na Assembléia Geral. Nesse quadro, foi com enorme espanto que os repórteres creditados nas Nações Unidas viram o embaixador norte-americano Herschel, Johnson, e o soviético, Semion Zarapkin, anunciarem em novembro de 1947 que tinham chegado a um acordo quanto ao Oriente Médio e endossavam a partilha. A Palestina a ser dividida contava com uma população de 1 milhão e 200 mil árabes e 570 mil judeus, cabendo às Nações Unidas a tutela de Jerusalém.


O futuro Estado Judeu ficaria com 55% do território e apenas 58% do total de seus habitantes. O Estado Árabe, com 45% da área e 99% dos habitantes. A decisão final sobre a partilha caberia à Assembléia Geral.


Abba Eban, que viria a ser um dos mais destacados chanceleres de Israel, escreveu em suas memórias: "Nós tínhamos bons aliados. O presidente da Assembléia, Oswaldo Aranha, do Brasil, estava religiosamente enlevado pelo conceito da existência de um estado judaico. Do seu lado estava a sólida e rotunda figura do secretário-geral, Trygve Lie, que tinha um interesse duplo em nosso sucesso: era necessário um acontecimento que desse ressonância às Nações Unidas na opinião pública mundial e, como socialista norueguês, tinha acompanhado de perto as perseguições nazistas em seu país". David Horowitz e Moshe Sharret lideravam a delegação da Agência Judaica que acompanhava os acontecimentos de perto, em Nova York, e trabalhava 24 horas por dia. Telefonemas, cartas e telegramas percorriam febrilmente os continentes. Era preciso encontrar alguém nas Filipinas que tivesse acesso ao presidente e alguém, nos Estados Unidos, que fosse amigo do presidente da Libéria. Faltava convencer diversos países da América Latina e, muito mais difícil ainda, atrair a França e a Bélgica para a causa sionista.


No dia 27 de novembro, quando a Assembléia Geral se reuniu, os líderes judeus eram uma só depressão. Se houvesse a votação, estava longe a possibilidade de serem alcançados os dois terços dos votos. A única alternativa era pedir aos embaixadores dos países favoráveis à partilha que ocupassem a tribuna e discursassem o máximo possível para que o horário extrapolasse, obrigando o adiamento da sessão. O representante do Uruguai, Rodriguez Fabregat, foi particularmente brilhante, falando por longo tempo, sem, no entanto, deixar transparecer que se tratava de uma obstrução. Ao anoitecer, Oswaldo Aranha cedeu aos apelos da liderança judaica e num gesto amigável deu a sessão por encerrada. O dia seguinte seria feriado nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, e portanto a assembléia só voltaria a se reunir dois dias depois. Esse intervalo de 24 horas acabou se tornando crucial. Foi nesse tempo que, a exemplo de outros países, as Filipinas e a Líbéria asseguraram seus votos pela partilha. A França, inclinada a votar contra, dava sinais de que poderia mudar de idéia. À última hora, o chefe da delegação árabe, o libanês Camile Chammoun, desencavou uma resolução do comitê político das Nações Unidas, através da qual uma comissão formada pelos embaixadores da Austrália, Tailândia e Islândia tentaria uma solução de compromisso entre as partes. O relatório final caberia ao islandês Thor Thors.


Na manhã do dia 29 de novembro de 1947, o embaixador da Tailândia, Príncipe Wan, deixou Nova York às pressas, alegando que havia um princípio de revolução em seu país. Foi a maneira que encontrou para fugir à pressão árabe de votar contra a partilha.


De qualquer maneira, a sessão seria aberta por Thor Thors e Abba Eban decidiu procurá-lo de manhã cedo no Hotel Barclay. Disse-lhe que se o povo judeu triunfasse com a partilha, estaria realizando um sonho milenar. Se fracassasse, esse sonho poderia ficar extinto por muitas gerações. Tudo dependeria da atmosfera que viesse a ser criada por ele na abertura dos trabalhos. A emocionada resposta de Thors deixou Eban desconcertado. Ele disse que a Islândia estava menos remota do destino judaico do que se poderia supor porque a cultura de seu país estava impregnada de lições bíblicas, porque seu povo lutava contra terríveis adversidades da natureza e, portanto, bem compreendia a luta dos judeus.


À tarde, era indescritível a tensão nas Nações Unidas, com frenéticos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas de todas as partes do mundo, os embaixadores sendo assediados nos corredores, as galerias lotadas. Aberta a sessão, Oswaldo Aranha deu a palavra a Thor Thors. O embaixador islandês declarou de forma imperativa estar convencido de que era impossível um acordo e que cabia à Assembléia Geral tomar uma decisão. Camille Chamoun ainda tentou obter novo adiamento, mas foi obstado por Aranha, apoiado pelos embaixadores Herschel Johnson, dos Estados Unidos, e Andrei Gromiko, da União Soviética.


Quando os discursos terminaram e Oswaldo Aranha deu início à votação, chamando os países por ordem alfabética, um manto de solenidade cobriu a assembléia. Os votos foram-se alternando, mais para "sim" do que para "não" e a vitória sionista tornou-se evidente quando a França disse "oui". Ao término, Aranha declarou com voz firme: "São 33 a favor, 13 contra, 10 abstenções e uma ausência. A resolução está adotada". Nos corredores das Nações Unidas, judeus se abraçavam e choravam e não-judeus, sensibilizados por aquele instante dramático, também. Abba Eban escreveu em suas memórias: "Suzy e eu, mais Moshe Sharret e Moshe Tov, entramos num carro e saímos dali. Estranhamente, mas de forma compreensível, fizemos a viagem até Manhattan no mais completo silêncio. Nosso destino era o Hotel Plaza, onde fomos cumprimentar Chaim Wezimann e o convencemos a vir conosco a uma manifestação no Madison Square Garden, onde ele recebeu estrondosa ovação".


Já era madrugada em Jerusalém. A multidão dançava e cantava nas ruas. Sozinho em seu gabinete da Agência Judaica, David Ben-Gurion mantinha a cabeça baixa e coberta pelas mãos. Ele avistava a fumaça de uma guerra terrível que fatalmente viria.


Zevi Ghivelder é escritor e jornalista.


Os votos



Votação referente à Partilha da Palestina durante Assembléia Geral das Nações Unidas, no dia 29 de novembro de 1947


A favor : 33


África do Sul, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bielorússia, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Soviética, Uruguai e Venezuela.


Contra: 13


Afeganistão, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Grécia, Iêmen, Índia, Irã, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria e Turquia.


Abstenções: 10


Argentina, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Etiópia, Honduras, Iugoslávia, México e Reino Unido.

Ausência: 1

Tailândia

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pneus Ecológicos

A empresa israelense Dimona Sílica Industries (DSI) descobriu uma maneira ecologicamente correta e mais barata de produzir pneus utilizando um mineral encontrado apenas no deserto de Neguev. Trata-se da porcelanita, uma espécie de sílica ou dióxido de silício, da qual é extraído um produto nobre chamado sílica amorfa. Até hoje, para obter esse produto era necessário aquecer a sílica a uma temperatura de 1.500º.C. Os pesquisadores da DSI descobriram que a porcelanita pode ser aquecida somente a 90º.C, permitindo uma grande economia de energia e a utilização de menos ácidos poluentes. Segundo Ronen Peled, CEO da DSI, há uma grande demanda por “pneus ecológicos” no mundo. “A indústria de pneus é uma das mais poluentes e hoje vários países exigem que pelo menos uma parte do material que os compõem seja reciclável”, diz Peled. (fonte: Revista Fator)

O Clérigo Muçulmano

Por Daniela Kresch, no Estadão:

No primeiro de cinco dias de sua histórica visita a Israel e territórios palestinos, e apesar de medir cuidadosamente as palavras para não ferir suscetibilidades, o papa Bento XVI não deixou a política de lado. Assim que chegou a Tel-Aviv, o pontífice defendeu a continuação das negociações de paz entre israelenses e palestinos e o direito aos dois povos de ter sua terra - ou, em outras palavras, a criação de um Estado palestino convivendo pacificamente com Israel, ainda que não tivesse mencionado a palavra "Estado".

"Apelo a todos para que explorem todas as possibilidade na busca de uma solução justa, apesar das consideráveis dificuldades, para que ambos os povos possam viver em paz em sua própria terra com segurança e fronteiras internacionalmente reconhecidas", disse Bento XVI em breve discurso diante da cúpula do governo israelense. "A esperança de inúmeros homens, mulheres e crianças de um futuro seguro e estável depende do resultado de negociações de paz entre israelenses e palestinos."

Entre os ouvintes estava o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que já se declarou contrário à criação imediata de um Estado palestino. Netanyahu apenas ouviu. Em negociações com o Vaticano, ficara decidido que apenas o presidente Shimon Peres falaria na chegada do papa. Peres, por sua vez, decidiu evitar abertamente falar de política. "Vejo sua visita à Terra Santa como uma importante missão espiritual", afirmou o presidente. "Uma missão com o objetivo de plantar sementes de tolerância e extirpar as ervas daninhas do fanatismo."

A transformação da peregrinação do papa numa viagem política era o temor de Israel. Os organizadores têm tentado evitar que sua passagem pela região se transforme numa bandeira palestina contra a ocupação da Cisjordânia e o bloqueio econômico à Faixa de Gaza. Mas a política permeia a viagem.

No último compromisso da agenda de Bento XVI, ontem, uma conferência inter-religiosa na Igreja Notre Dame, em Jerusalém Oriental, houve mal-estar quando o alto clérigo muçulmano Taissir al-Tamimi acusou Israel de "matar mulheres, crianças e idosos". O xeque sugeriu que cristãos e muçulmanos se unam contra o que chamou de "crimes do Estado judeu". O papa acabou se retirando da conferência por causa do discurso.

A visita de Bento XVI a Belém, amanhã, deve causar nova polêmica. Os palestinos queriam que o papa fizesse um discurso ao lado do muro da Cisjordânia. Mas o Vaticano mudou o local a pedido de Israel. O papa, porém, deve visitar um campo de refugiados palestinos.

Comentário:

O Clérigo muçulmano falou o que lhe deu na telha, prova que em Israel existe democracia.
Imaginem um israelense ou judeu abrindo a boca sobre assassinatos praticados pelos islâmicos.
No país deles. O que aconteceria? Nós temos é paciência demais com essa gente

Bento XVI - No muro das lamentações

Jerusalém, 12 mai (EFE).- O papa Bento XVI visitou hoje o Muro das Lamentações, o local mais sagrado dos judeus, onde rezou durante alguns minutos e colocou um pedido, como costumam fazer os judeus, nos espaços entre suas antigas pedras.


O pontífice, que visitou antes a Esplanada das Mesquitas, leu um salmo em latim, acompanhado de um rabino que o repetiu em hebraico.


Depois, se aproximou até as pedras milenares do muro e colocou um papel com seu pedido, ficando no local por vários minutos sozinho e em silêncio, rezando diante do único vestígio do que foi o templo de Jerusalém.


Esta é a segunda vez que uma papa visita o recinto sagrado judeu, depois de João Paulo II ir ao local em 2000 durante sua peregrinação à Terra Santa por ocasião do Jubileu da Igreja Católica.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Mídia Parcial




A foto acima foi divulgada pela agência internacional de notícias Associated Press (AP) no dia 2 de janeiro. Sua legenda: "No sábado soldados abriram fogo contra um grande número de manifestantes palestinos que atiravam pedras" em Nablus. Bem, estes aí estão jogando blocos de concreto do alto de um prédio: meio diferente de crianças jogando pedras...

O Papa em Israel

TEL-AVIV, 11 MAI (ANSA) - A chegada do papa Bento XVI a Israel, nesta segunda-feira, foi marcada por uma acolhida calorosa, mas também pela ausência de personalidades políticas e religiosas do país.

O Papa aterrissou em Tel-Aviv, vindo da Jordânia, onde passou os primeiros três dias de sua visita à Terra Santa. No Aeroporto Internacional Ben Gurion de Tel-Aviv, em Israel, o Pontífice foi recebido pelo presidente israelense, Shimon Peres, e o premier Benyamin Netanyahu, que atrasou em algumas horas sua visita ao Egito para estar presente na chegada de Bento XVI.

Apesar da presença dos chefes de Estado e de Governo do país, a cerimônia de acolhida ao líder católico contou com algumas ausências significativas. O presidente do Parlamento de Israel, Reuven Rivlin, não compareceu ao evento, justificando que terá outras ocasiões para encontrar o Papa durante a visita.

Também não estavam presentes os dois grãos-rabinos de Israel, o sefardita Shlomo Amar e o ashkenazita Yona Metzger. Os líderes religiosos estavam empenhados com os preparativos de uma celebração judaica. Amar e Metzger, contudo, se encontrão com o Papa, hoje e amanhã, em Jerusalém.

Assim como ministros do partido ortodoxo judeu Shas, que não compareceram à cerimônia. Por outro lado, os ministros israelenses Yitzhak Herzog (Assuntos Sociais) e Yossi Peled (atualmente sem pasta), cumprimentaram Bento XVI pessoalmente.

Yitzhak Herzog é neto de Yitzhak Herzog Halevy, que recorreu à ajuda do papa Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial. Já Peled, no mesmo período, foi entregue por sua mãe a uma família cristã da Bélgica, para escapar da perseguição nazista aos judeus. Ali, foi educado como cristão até o fim da guerra, quando foi para Israel com sua mãe.

De Tel-Aviv, Bento XVI foi de helicóptero para Jerusalém, onde foi recebido pelo prefeito da cidade, Nir Barkat, segundo informou a TV pública israelense, que acompanha todas as etapas da viagem pontifícia.

A visita do líder católico também é acompanhada de perto pelo chefe da polícia israelense, Dudi Cohen. Foram mobilizados 60 mil policiais, que farão a segurança do Papa em Israel. Além deles, outros 20 mil agentes de outras corporações participam do esquema de segurança

sábado, 9 de maio de 2009

Israel cria comitê econômico para os palestinos

Jerusalém, 7 mai (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criou um comitê ministerial para o desenvolvimento econômico dos palestinos, informou hoje o Escritório da Chefia do Governo.


"Após seu encontro ontem à noite com o enviado especial do Quarteto (formado por União Europeia, Estados Unidos, ONU e Rússia), Tony Blair, o primeiro-ministro (israelense) decidiu nomear um comitê ministerial para desenvolver a economia palestina e melhorar a qualidade de vida dos palestinos", informou o Escritório em comunicado.


O comitê será formado pelo vice-primeiro-ministro e ministro de Desenvolvimento Regional, Silvan Shalom; o titular da Defesa, Ehud Barak, e o ministro das Finanças, Yuval Steinitz.


"Em razão da importância do assunto, o primeiro-ministro Netanyahu presidirá o Comitê", indicou a nota.


Desde que chegou ao poder, Netanyahu evitou apoiar a criação de um Estado palestino, e se limitou a apostar em uma "paz econômica", apesar de a comunidade internacional insistir na solução de dois Estados como única forma de acabar com o conflito entre israelenses e palestinos. EFE

Aniversário de Israel

Deus, ao criar o homem, deu-lhe a responsabilidade de construir a paz. Jesus ensinou: “bem-aventurados os pacificadores”. Construir no coração dos homens a paz é relembrar constantemente que todos nós devemos vencer a intolerância, a truculência e o ódio, para fazer prevalecer no mundo a justiça, a liberdade e os direitos sagrados da pessoa humana. Hoje farei isso prestando homenagem a um povo escolhido para o extermínio e que estava na primeira fila do ódio do “Führer”.


A sua amaldiçoada cruz ariana foi o sinal oposto ao da cruz dos cristãos e ao da estrela de Davi. Todos se lembram de quando se levantou o maior demagogo da História, que capitalizou a crise econômica para envenenar o povo alemão com as quimeras da vingança. Depois, com a censura à imprensa, o assassinato dos líderes políticos, a criminosa adesão do grande capital e a submissão das forças armadas, foi a mais desvairada e brutal marcha da insanidade.


Já se disse que é preciso relembrar, por mais doloroso que seja, o crime daqueles que, se considerando nação de senhores e raça superior, e defendendo, como dizia o insigne presidente Tancredo Neves, uma teoria zoológica para origem do homem, perverteram e enlouqueceram as massas, para cometer a mais abjeta das felonias, o mais odioso dos crimes: o genocídio da guerra e do racismo.


Relembremos também a revolta dos inocentes no gueto de Varsóvia. Meninos e meninas, velhinhos e velhinhas, que como Davi diante do Golias, tinham só uma funda para se defender. Hoje há no mundo outros guetos e outras “Varsóvias”, e não faltam os que ostentam, arrogantes, as suas armas contra os indefesos, tal como na imagem fotográfica, produzida na oprobriosa “Praça do Embarque”, de onde partiam os judeus para o extermínio no leste.


A foto de um menino de cinco anos com as mãos levantadas e sob a mira do fuzil de um enfurecido soldado nazista. Seu olhar. Sua roupa maltrapilha. Indefeso. Que fim levou aquele menino? Terá sobrevivido à loucura do mundo em que viveu? Mas, qualquer que tenha sido o seu destino, o seu gesto não morreu. Nunca morrerá. Aquela imagem será sempre um grão de remorso na consciência do mundo. Será sempre uma lágrima sentida, a correr dos olhos dos que, ao menos por um momento, por um átimo de tempo, sentirem o que sentiram os irmãos, os pais, a família daquele pequenino.


Este ano celebramos os 61 anos da criação de Israel no dia 29 de abril. Este fato nos evoca a força da promessa da sobrevivência, do ressurgir das cinzas, a mesma que, em meio a dor e ao desespero, na fila das piras ensanguentadas do holocausto, cada um dos inocentes massacrados em Terezim, Treblinka, Auschiwitz, Birkenau, Lodz e Sachsenhausen, podia sentir na alma, quando conseguia forças para olhar para o céu. Quando ouço as declarações de Ahmadinejad, com suas palavras escorrendo a baba envenenada do ódio contra o povo hebreu, me lembro daquele menino, do seu olhar, que só mostrava perplexidade, sem reação, impotente diante da agressão injusta.


Um emblema da incompreensão dos inocentes diante do ódio e do racismo insano, que resultam da fúria cega das mentes possessas pelo arbítrio, o orgulho e a prepotência. Faço aqui um alerta aos democratas do Brasil. Ao comemorarmos o aniversário de Israel, a vitória sobre o Holocausto, o ressurgir dos massacrados, o florescer do deserto, devemos fazer, em homenagem àquele menino, um voto de censura e de repúdio as palavras do presidente iraniano, que não representam as virtudes daquela nação milenar nem os interesses do seu povo, na sua imensa maioria humilde, trabalhador e ordeiro. Que seja consignado esse permanente alerta: não se pode descuidar do passado, ele sempre volta quando nos falta vigilância.


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Marcelo Crivella é Senador

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Kibutz

Kibutz é uma palavra em hebraico que significa estabelecimento coletivo. É uma comunidade rural singular; uma sociedade baseada em auxílio mútuo e justiça social; um sistema sócio-econômico no qual os indivíduos repartem o trabalho e a propriedade; a realização do príncipio "cada um de acordo com sua capacidade e a cada um de acordo com sua necessidade"; um lar para aqueles que o escolheram.


Os primeiros kibutzim foram fundados por jovens sionistas, em sua maioria oriundos da Europa Oriental, cerca de 40 anos antes do estabelecimento do Estado de Israel.


Eles vieram não só reinvindicar o solo de seu antigo lar nacional, como também construir uma nova forma de vida. Sua senda não era fácil: o ambiente hostil; a inexperiência em trabalho físico; a falta de conhecimento no campo da agricultura; a terra desolada, abandonada há séculos; fundos escassos - essas eram algumas de suas dificuldades. Vencendo os obstáculos, eles conseguiram criar prósperas comunidades que desempenharam um papel dominante no estabelecimento e desenvolvimento do Estado de Israel.


Atualmente, cerca de 270 kibutzim espalham-se por todo o país, variando o número de seus habitantes entre 200 e 2000. Com cerca de 127.000 habitantes, representam 3% da população de Israel.


No kibutz o trabalho possui um valor intrínseco. A noção de dignidade do trabalho eleva a mais mesquinha das tarefas; e nenhum status, material ou de outra natureza, é concedido pelo desempenho de qualquer tarefa.


A maioria dos membros do kibutz trabalha em alguma das atividades econômicas do kibutz: nos campos, com a criação, nas fábricas ou em alguma unidade de prestação de serviço. O coordenador de trabalho, uma função rotativa entre os membros do kibutz, designa diariamente quem executará as diferentes funções. Embora os membros do kibutz trabalhem mais ou menos de forma permanente em suas respectivas funções, as necessidades do kibutz requerem às vezes modificações do esquema de trabalho ou o apelo a voluntários para a execução de trabalho extra. Tarefas de rotina, como trabalho na cozinha e no refeitório, são executados rotativamente.


As mulheres se encontram em todos os ramos de atividades do kibutz, mas em sua maior parte trabalham atualmente no setor de serviços, especialmente em tarefas educacionais. Os membros idosos, que têm o direito de trabalhar em horário parcial, recebem funções apropriadas.


Alguns membros têm empregos fora da comunidade, em empresas regionais, no movimento kibutziano ou no desempenho de sua profissão ou especialidade. Estes membros continuam a viver no kibutz, participando da vida comunitária, ocupando suas funções de vigilância e executando serviços de cozinha quando lhes toca o turno, com o mesmo nível de vida que os demais companheiros; seus salários são pagos ao kibutz e revertidos a toda a comunidade.


A falta ocasional de mão de obra nas fábricas ou em determinadas épocas para o trabalho agrícola, obriga o kibutz a recorrer à ajuda externa. Há uma controvérsia a respeito do recrutamento de trabalhadores pagos, pois o princípio de auto-suficiência no trabalho é um ponto importante da ideologia kibutziana. Este é um assunto sobre o qual o kibutz de hoje precisa chegar a uma decisão.

terça-feira, 5 de maio de 2009

El Al no Brasil - Primeiro vôo


foto: Avião da EL AL, em Guarulhos, é saudado com jatos de água do Rio Jordão.



Domingo, 3 de maio, foi um dia histórico para milhões de cristãos e judeus do Brasil e da América Latina. Às 7h40 pousou no aeroporto de Guarulhos (SP) o primeiro voo da rota direta entre Brasil e Israel. Após tocar o solo brasileiro, o Boeing 777-200 da empresa aérea israelense EL AL foi saudado com jatos de água do Rio Jordão, trazida especialmente de Israel para a celebração (foto anexa). A decolagem da aeronave de volta a Israel estava prevista para as 19h15 do mesmo dia e todos os assentos haviam sido vendidos. Segundo a EL AL, em um ano os voos diretos duplicarão o fluxo de turistas entre os dois países.



Os israelenses e brasileiros que desembarcaram foram recebidos por um conjunto de bossa-nova e elogiaram o conforto e a comodidade do voo direto. Entre eles estava o embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho. “O voo direto foi magistral, não tem comparação com o que requer conexão. A gente nem sente o tempo passar”, contou o embaixador durante o desembarque.



A EL AL oferecerá três voos semanais partindo de São Paulo para Tel Aviv, em Israel, com tarifas a partir de US$ 999,00 (incluindo taxas). Os voos direitos partirão aos domingos, terças e quintas-feiras, às 19h15, e chegarão a Israel no início da tarde do dia seguinte. “Com esta rota, estamos inaugurando uma ponte entre o Brasil e a Terra Santa”, acredita o presidente da EL AL, Haim Romano. Por meio de acordos com empresas áreas latino-americanas, a EL AL fará conexões rápidas e convenientes para Israel a partir de várias cidades do continente, entre elas Buenos Aires, Santiago, Lima, La Paz, Quito e Montevidéu, além de outras cidades brasileiras como Rio de Janeiro e Salvador. A duração do voo São Paulo-Tel Aviv é de aproximadamente 14,5 horas.



TURISMO BRASILEIRO EM ISRAEL AUMENTOU 55% EM 2008

Segundo o Ministério do Turismo de Israel, 31.660 brasileiros visitaram o país em 2008, um aumento de 55% na comparação com o ano anterior. Através de acordos com operadoras de turismo, a EL AL oferecerá uma grande variedade de passeios turísticos, como peregrinações pelos caminhos percorridos por Jesus. “O lançamento do primeira rota direta regular entre a América Latina e Israel é um evento histórico para a EL AL, para o Estado de Israel e para os países do Oriente Médio e da América Latina”, celebra o presidente da empresa Haim Romano.



A rota entre Brasil e Israel utiliza os novos jatos Boeing 777-200, com 270 assentos. Na Primeira Classe são oferecidas 12 poltronas conversíveis em camas totalmente horizontais; na Classe Executiva há 35 poltronas semiconversíveis e bastante amplas; e a Classe Econômica oferece 232 poltronas com espaços bem maiores do que a média de outras aeronaves. Os passageiros têm diversas opções de lazer, como sistema pessoal de entretenimento e um cardápio com pratos israelenses e mediterrâneos, todos “kosher” (preparados segundo os preceitos judaicos).



Além de beneficiar os milhares de peregrinos e turistas interessados em visitar a Terra Santa, os novos voos também incrementarão as viagens de negócios entre a América Latina e Israel. Um acordo de livre comércio entre o país e o Mercosul está em vias de aprovação, o que elevará a um novo patamar estas relações comerciais.



SOBRE A EL AL

A EL AL Linhas Aéreas Israelenses foi fundada há 60 anos e é considerada a empresa aérea mais segura do mundo, além de ser e uma das melhores em termos de precisão operacional e de prevenção à perda de bagagens. A EL AL foi privatizada há cinco anos e, hoje, voa para 35 destinos em todo o mundo. Em uma pesquisa publicada em 2008 na revista Executive Traveler, a EL AL ficou em 2º lugar no ranking das melhores empresas aéreas internacionais que voam dos Estados Unidos ao Oriente Médio.

Israel Ensina a Cultivar no Deserto


Publicado no Jornal “O Estado de São Paulo”, caderno “Agrícola”, de 11 de março de 2009

Por: Niza Souza



País com poucas chuvas apresentará na Agritech, em maio, tecnologias contra a escassez de água


ISRAEL - Produzir mais, em menos espaço e com pouca água. Este é o grande desafio da agricultura. Principalmente em regiões nas quais água e terra arável são escassas. Foi justamente a necessidade de produzir alimentos com poucos recursos naturais que fez da tecnologia agrícola israelense uma das mais desenvolvidas do mundo, especialmente em irrigação.



Agricultura intensiva: maioria das lavouras é irrigada e protegida
Para se ter ideia, o índice médio de chuva em Israel é de 600 milímetros por ano - no semiárido brasileiro, o índice é de 800 milímetros anuais. Na região sul, onde está o deserto de Negev, esse índice não chega a 30 milímetros/ano.



Um simples passeio entre algumas cidades pode revelar um pouco do perfil agrícola israelense: planta-se em qualquer pedaço de terra agricultável, até em terrenos nas alças de acesso de rodovias, e todas as lavouras têm irrigação ou estão em estufas. "Temos um sistema intensivo de produção", diz o diretor do Departamento de Agrotecnologia, Água e Ambiente de Israel, Yitzhak Kiriati.



Não à toa, há empresas israelenses especializadas em tecnologias e soluções para toda a cadeia agrícola, desde o desenvolvimento de filmes plásticos para estufas, sementes até sistemas de dessalinização da água do mar e soluções para tratamento de água de esgoto para uso em irrigação. O país também é importante exportador de agrotecnologia, principalmente de estufas e de gerenciamento de água em irrigação.



Um bom exemplo da eficiência da adoção de tecnologia é a reforma na atividade leiteira do país. Em dez anos, o número de fazendas de leite em Israel caiu 30%, mas a produção aumentou 9%. Desde a década de 50, a média da produção cresceu de 3.900 para 11 mil litros de leite/vaca/ano. "A ordenha dos animais é toda mecanizada", diz o gerente do Departamento de Controle Leiteiro do grupo Afimilk, Alon Arazi. Mas o que chama a atenção de quem é acostumado a ver criações extensivas é o manejo. Na maioria das propriedades leiteiras israelenses não há pasto. As vacas são confinadas em galpões, com teto que abre e fecha e com ventilação controlada.



Uma oportunidade de conhecer a agrotecnologia israelense é a Agritech, tradicional mostra agrícola promovida a cada três anos em Tel-Aviv. Este ano o evento, em sua 17ª edição, ocorrerá entre 5 e 7 de maio.



A expectativa dos organizadores é reunir 250 expositores - 25 deles internacionais - e mais de 6.500 visitantes estrangeiros. A Missão Econômica de Israel no Brasil, com sede em São Paulo (SP), trabalha em parceria com a Câmara Brasil-Israel de Comércio e com outras entidades e associações para incentivar o público brasileiro a participar. "Podemos providenciar programações de visitas e reuniões de acordo com os interesses do visitante", diz o chefe da Missão no Brasil, Roy Nir.



De olho na romã

Uma nova aposta da Organização de Pesquisa Agrícola Volcani Center, de Israel, é a romã. O centro desenvolveu uma máquina para tirar as sementes da fruta. "Este era o grande obstáculo para o processamento da romã", diz a diretora do Centro Sara Spiegel. De olho neste potencial, o grupo israelense Pomeg-Tech está à procura de agricultores brasileiros interessados em produzir romã. Segundo o diretor da empresa, Dan Rymon, a ideia é plantar 10 mil hectares. "O investimento inicial é de US$ 11 mil por hectare, recuperáveis em 5 anos. A partir do 6.º ano a lavoura rende até US$ 20 mil por hectare/ano." E-mail dan@pomeg-tech.com.



Viagem feita a convite do Escritório Econômico de Israel no Brasil

INFORMAÇÕES:

Embaixada de Israel

Tel. (61) 2105-0500

Missão Econômica no Brasil

Tel. (11) 3032-3511

Cursos em Israel

CURSOS - BOLSAS DE ESTUDOS EM ISRAEL


A Embaixada de Israel comunica que o Centro de Cooperação Internacional MASHAV juntamente com oo Ministério das Relações Exteriores e Ministério das Finanças de Israel realizarão o seminário “e-Gov in Practice” que será realizado de 15 a 25 de junho de 2009 em Israel. O seminário será realizdo em inglês e a data limite para apresentação de documentação de candidatos é até o dia 30 de abril. Mais informações podem ser obtidias pelo prospecto do seminário. Para fazer o download clique aqui.



De 22 de junho a 10 de julho de 2009 acontecerá o curso “Climate Change and Desertification Processes”. Este, que também será ministrado em inglês, tem com data limite para os candidatos se inscriverem até o dia 09 de maio de 2009. Para obter o edital deste curso e obter mais informações clique aqui.



De 26 de julho a 12 de agosto de 2009 será realizado o curso “La microempresa de Turismo Rural como Generador de Ingresos” em Haifam, Israel. Este será ministrado em espanhol e tem como objetivo analisar os fatores relevantes ao desenvolvimento do turismo em zonas rurais, examinar o potencial existente para a criação de novas oportunidades, intercâmbio de experiências entre os vários países participantes, conhecimento israelense do tema, etc. Os candidatos devem apresentar documentação até o dia 19 de junho de 2009. Para obter o prospecto deste curso e mais informações clique aqui.



De 23 de agosto a 15 de setembro de 2009 ocorrerá o curso “Capacitación en Producción de leche en condiciones intensivas” que terá lugar no Kibutz Shefayim, próximo às cidades de Tel Aviv e Netanya. O curso será ministrado em espanhol e as inscrições estarão abertas até o dia 10 de julho. O prospecto deste curso pode ser obtido clicando aqui.



E de 19 a 30 de outubro de 2009 será ministrado o curso “Atención Educativa a Niños Menores de 6 Años en Marcos Regulares y Especiales”. Este curso será realizado no Centro Internacional de Capacitação Golda Meir em Monte Carmel, Haifa, também em espanhol. As inscrições vão até o dia 08 de setembro de 2009. Para obter o prospecto deste curso clique aqui.



1) O formulário para cursos ou seminários que serão ministrados em inglês pode ser obtido clicando aqui.



2) O formulário para cursos ou seminários que serão ministrados em espanhol pode ser obtido clicando aqui.




Maiores informações sobre os cursos e as bolsas de estudos entre em contato com a Embaixada de Israel pelo e-mail consulsec@brasilia.mfa.gov.il ou pelos telefones (61) 21050500 ou (61) 2105-0507.



Mais cursos

O “Galillee College” abriu o calendário de cursos do ano de 2009. Para estes cursos a Embaixada de Israel não oferece nenhum tipo de bolsa de estudos ou auxílios e não faz intercâmbio entre o candidato e a escola. O contato, informações e solicitações devem ser feitos diretamente com o “Galillee College” pelo telefone: (0xx) 972 4 642 8888, pelo fax: (0xx) 972 4 651 4811, pelo e-mail: international_department@galilcol.ac.il ou pelo site: www.galilcol.ac.il

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Beduinos presos em Israel

As forças de segurança de Israel anunciaram neste domingo a detenção de nove beduínos com cidadania israelense sob suspeita de terem formado uma célula que planejava ataques no país em resposta à recente ofensiva na faixa de Gaza.

Os nove beduínos, todos eles homens jovens e residentes na Galileia, tinham sido detidos em diferentes momentos nos últimos meses, mas só hoje foi permitida a publicação dos fatos.

A polícia diz acreditar que o grupo sabotou um poste elétrico e jogou pedras e pneus em estradas para tentar prejudicar os motoristas, informou a imprensa local.

A pista do grupo começou a ser seguida durante a ofensiva israelense em Gaza, na qual morreram 1.400 palestinos em dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

Segundo a polícia, os suspeitos confessaram pertencer à célula e alguns deles afirmaram também que atuavam movidos pela intenção de vingar o ataque israelense em Gaza.

O tribunal de Akko, no noroeste do país, deve recomendar amanhã a acusação dos suspeitos, após ter prorrogado sua custódia várias vezes.

As acusações, das quais os beduínos se declaram inocentes, são as seguintes: pertinência a uma organização ilegal, tentativa de incêndio premeditado e dano a vidas humanas.

Israel continua a se defender

Grupo palestino reivindicou ataque.
Israel atacou túneis que ligam Gaza ao Egito.


Vários morteiros foram disparados neste sábado (2) da Faixa de Gaza contra o território de Israel, informaram fontes palestinas e da polícia israelense.


O grupo armado palestino denominado Comitês Populares da Resistência reivindicou em um comunicado o disparo de três morteiros contra uma patrulha israelense na Faixa de Gaza. O grupo afirmou que seu alvo eram tropas das forças especiais israelenses.

Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Fumaça sai de local atingido por foguetes israelenses, em Rafah, na Faixa de Gaza (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

Israel respondeu com ataques a túneis que ligam a Faixa de Gaza com o Egito, em Rafah. Segundo fontes palestinas, três palestinos ficaram feridos.


No final de 2008 e começo de 2009, cerca de 200 foguetes e obuses foram disparados contra Israel a partir de Gaza, sob o controle do movimento radical Hamas desde o final da ofensiva israelense de 27 de dezembro a 18 de janeiro. Esta ofensiva deixou mais de 1.400 mortos, em sua maioria civis.


Fontes do movimento islâmico Hamas, que governa na Faixa de Gaza, disseram que caças-bombardeiros F-16 atacaram várias posições entre a zona fronteiriça do sul de Gaza (onde se encontra a localidade de Rafah) e o território egípcio.


A imprensa israelense informou que os alvos dos bombardeios foram três túneis subterrâneos usados para o contrabando de armas em direção à Faixa de Gaza.


A Aviação israelense atacou ontem na mesma área outros dois túneis usados para introduzir armas em Gaza - disseram porta-vozes militares -, depois do lançamento de dois foguetes Qassam do território contra solo israelense, que não provocaram vítimas nem danos.


Os palestinos intensificaram o uso de túneis para o contrabando de produtos, combustível e outros materiais à Faixa de Gaza depois que Israel intensificou o bloqueio, após a tomada do território palestino pelo Hamas em junho de 2007.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Exodus - A Prova

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