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terça-feira, 28 de abril de 2009

Fotos de Israel - Viaje!


Monte Hermon - No Golan


Mar morto

Mar morto

Eilat - A pérola do deserto
Um dos 8 portões de Jerusálem
Muro das Lamentações - Kotel

Jerusálem - Cidade Antiga

O Trem Bala Espanhol - Madrid X Barcelona


Adriana Setti

Estimada ponte aérea Madri-Barcelona, esqueça que eu existo. Depois de testar a mais nova linha de AVE, entre as duas principais cidades espanholas, só vou de avião pra Madri se o George Clooney me convidar.

Tem coisa melhor do que sair de casa às seis e meia da manhã para embarcar às 7 e ainda chegar com folga?

Ao contrário do que eu esperava, existe uma espécie de check-in para entrar no trem. O que me deixou com um início de mau-humor. Afinal de contas, uma das grandes vantagens de viajar de trem é justamente a ausência destes prolegômenos cada vez mais enfadonhos que implicam um vôo.

Por sorte, a Renfe, empresa que administras as principais ferrovias espanholas, parece saber disso. E o check-in flui que é uma beleza: basta uma rápida leitura de código de barras do bilhete. O controle de segurança também é light – e portanto inútil: as bolsas passam pelo scanner, mas os seres humanos não são inspecionados.

O trem arranca com pontualidade absoluta. Segue pianinho, a oitenta por hora, até que a cidade se dissolva. Pouco a pouco, o painel bacanudo em que se alternam letras vermelhas com as informações sobre a viagem vai marcando 180... 220...280... até chegar aos 300 quilômetros por hora. Uma senhora tenta registrar o momento com a câmera do celular. Não há solavanco, nem sensação de estar no cockpit de Fernando Alonso. Na velocidade atual, o trajeto Madri-Barcelona é feito em 2 horas e 38 minutos. Em um futuro próximo, a velocidade aumentará para 350 km/h (meda!), reduzindo o tempo de viagem para 2 horas.

Segundo dados da AENA – Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea – no primeiro mês de funcionamento do AVE, mais de 100 mil passageiros da ponte aérea Madri-Barcelona mandaram uma banana para os aeroportos de Barajas e El Prat. Os vira-casacas da ponte aérea ainda ocupam a maioria absoluta das poltronas (às sete da manhã de uma terça-feira, quando embarquei nessa missão para uma matéria para a VT, apenas um grupinho de espanhóis animados e um ou outro nórdico sonolento pareciam não ter um dia duro à vista), mas não resta a menor dúvida de que o trem deve ser o favorito dos turistas. O AVE ganha disparado em tempo e, garimpando a tarifa “web” com antecedência, praticamente empata no quesito preço com o avião (veja abaixo).

O trens do modelo Siemens 103 são novíssimos, modernosos e amplos a ponto de, mesmo na classe econômica, o espaço entre as poltronas ser suficiente para que um adulto estique as pernas. O corredor é larguíssimo e ninguém bate com a bolsa na cabeça de ninguém ao passar de um lado para o outro. Alem disso, o encosto reclina bastante, TVs passam filminho e a comida da cafeteria é bastante decente a um preço justo. Um sanduíche de pão integral com salada e molho de mostarda e uma Coca saem por €5,35. O banheiro nem parece de trem: grande e limpíssimo. Fiquei tão empolgada que tirei até foto. Nas classes Preferente e Club é possível pedir mousse de foie gras de pato com figos secos elaborada pelo chef estrelado Jordi Cruz e uma máquina próxima à entrada dos vagões (essas escovas da foto) lustra os sapatos (!) dos passageiros.

São 17 trens diários em cada sentido. 15 deles são diretos, e os demais param em Zaragoza (uma ótima para fazer um bate e volta para a Expo), Lérida e Camp Taragona.

Na ponta do lápis: trem rápido X avião

TEMPO

Trem de alta velocidade
Viagem: 2 horas e 38 minutos

Avião
Traslados aeroporto-centro em Madri e Barcelona: 1 hora
Espera nos aeroportos de Madri ou Barcelona: 1 hora
Vôo: 1hora e dez minutos
TOTAL: 3 horas e 10 minutos

DINHEIRO

Trem de alta velocidade
Melhor tarifa (comprando com 15 dias de antecedência, em horários malucos e com restrições ): €47,80
Segunda melhor tarifa (em horários um pouco melhores, comprando com uma semana de antecedência): € 60,80

Avião
Metrô centro-aeroporto, em Madri: € 2,90
Melhor tarifa, pela Vueling (incluindo taxa de bagagem): € 40
Trem aeroporto-centro, em Barcelona: € 2,60
TOTAL: € 45,50
* De táxi o valor sobe para € 89,50

Comunidades judaicas no Islam

Irã, Síria e Egito foram apenas alguns dos dez países islâmicos que fizeram parte do roteiro de viagem do físico e fotógrafo Michel Gordon, judeu descendente de marroquinos, que conheceu esses locais para registrar como vivem as comunidades judaicas , depois de concluir que a criação do Estado de Israel, em 1948, as guerras e as ditaduras levaram ao fim dessa população espalhada pelo mundo.

Comunidades judaicas em países de maioria muçulmana foram registradas pelas lentes do fotógrafo durante suas viagens. Alguns dos locais visitados foram: Irã, Líbano, Egito, Marrocos, Tunísia, Uzbequistão eTurquia.

Fazendo um retrospecto de todos os lugares que visitou, Gordon diz que a religião não era a característica mais predominante nas comunidades. "Outros pontos eram mais interessantes, como, por exemplo, a arquitetura da região e o canto do 'muezzin' chamando para a reza na mesquita", explica o fotógrafo.

Em alguns dos países visitados, Gordon diz que quase não existem mais comunidades judaicas. No Egito, por exemplo, há uma comunidade com apenas cem judeus. Na Síria, os poucos que vivem por lá são prisioneiros de uma ditadura, mas isso não significa que eles sofram algum tipo de anti-semitismo. Na Tunísia, o diferencial é que os judeus são protegidos pela polícia.

Segundo o fotógrafo, até a criação de Israel, havia cerca de 1 milhão de judeus vivendo nestes países. Hoje, o número não chega a cem mil. Ele afirma que há cerca de 3.000 judeus hoje no norte da África, em países como o Marrocos, a Argélia, o Egito, e principalmente a Tunísia. No Oriente Médio, há cerca de cem judeus na Síria, 6.000 na Turquia, 20 mil no Irã e nenhum no Líbano, Arábia Saudita e Jordânia.

Uma característica importante de todas essas comunidades é que elas seguem a liturgia judaica com bastante afinco. A sinagoga é um ambiente de encontro para este povo que, além das rezas, coloca em dia os acontecimentos do cotidiano.





Mensagem em Auschwitz



Varsóvia, 28 abr (EFE).- Operários que faziam reformas perto do campo de concentração nazista de Auschwitz, no sul da Polônia, encontraram uma garrafa com uma mensagem escrita por prisioneiros, em setembro de 1944, onde estão identidades e o local de nascimento de vários deles.
"Os trabalhadores demoliram um muro do porão de uma escola próxima ao que foi o campo de concentração, quando encontraram uma garrafa", explicaram hoje à Agência Efe membros a direção do museu de Auschwitz.

"Acreditamos que eles arrancaram um pedaço de um saco de cimento para utilizar como papel e escrever a mensagem", completaram.

O colégio onde foi feita a descoberta está em uma área que fez parte das instalações do campo há mais de 65 anos, um centro de matança onde se estima que mais de um milhão de pessoas foram assassinadas, em sua maioria judeus.

Na nota, escrita por jovens prisioneiros com idades entre 18 e os 20 anos, se detalha a identidade de oito deles, sete poloneses e um francês, o número de identificação dado pelas autoridades nazistas e o local de nascimento.

O museu confirma que a garrafa e sua mensagem serão expostas no centro de visitação como parte do legado de Auschwitz, o campo de concentração mais letal do Nazismo.

Jerusalem

Durante as incontáveis conferências de paz entre israelenses e palestinos, o ponto mais difícil de entendimento entre os dois povos sempre foi a questão da soberania de Jerusalém, definida como capital eterna e indivisível pelos judeus, considerada a terceira cidade sagrada (depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita) pelos muçulmanos e ainda reivindicada como centro religioso por um cem número de seitas cristãs, que vão da católica romana e ortodoxa grega aos protestantes de todos os matizes.
Em meio às tantas discussões políticas, muitas vezes tem se falado na divisão da cidade, o que a tornaria ao mesmo tempo capital israelense e palestina. Para a maioria dos israelenses, mesmo para os mais seculares, isso seria como dividir a própria esposa com outro homem. Há também os que propõem a sua internacionalização, o que para Israel (usando ainda a metáfora da esposa) seria o mesmo que entregá-la à prostituição.
Em ambos os casos, o governo e o povo israelense, como a maioria dos judeus em todo o mundo, são terminantemente contrários a qualquer ameaça que tente mudar o atual status de Jerusalém. O ensaísta israelense Amós Elon, autor de Jerusalém, a Cidade de Espelhos (Ed. Saraiva) um livro bastante interessante que faz uma verdadeira biografia da cidade, escreveu que “Jerusalém tornou-se a grande Capital da Memória para os judeus.” E a história demonstra que um povo sem memória está condenado a desaparecer...
Mas unanimidade nunca foi uma característica judaica. André Chouraqui, judeu israelense e uma das maiores autoridade em Bíblia, numa recente entrevista chocou os conservadores ao declarar que Jerusalém deveria ser a capital do mundo. Literal ou simbolicamente, o comentário mostra mais uma vez que esta cidade desperta contraditórias paixões em diferentes religiões e povos.
Referida em textos egípcios por volta de 1900 a.C., a cidade entrou definitivamente para a história universal com a conquista empreendida pelo rei David em 1000 a.C. De capital política do antigo Estado de Israel, tornou-se meio século depois o centro espiritual do povo israelita no reinado de Salomão (filho de David), com a construção do suntuoso Templo sagrado. Desse momento em diante, Deus tinha um endereço na Terra, ali em Jerusalém.
O conceito de cidade sagrada encontrou campo fértil no Estado teocrático de Israel. Jerusalém, invadida sucessivamente por egípcios, babilônicos, persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes, turcos e ingleses, sobreviveu porém carinhosamente nos corações dos judeus durante os quase dois mil anos de diáspora. Que segredo guarda esta cidade para atrair povos tão distintos em todas as épocas? Para os cabalistas, Jerusalém é o centro do universo, a porta para uma outra dimensão.
O encantamento de Jerusalém deixou sua marca na obra de Shakespeare, Blake, Dali, Chagall, Borges e tantos outros. Místicos, poetas, músicos e pintores vêem nela fonte constante de inspiração. Assim acontece com Marek Halter, escritor nascido na Polônia em 1936, filho de um impressor e de uma poetisa iídiche, que aos cinco anos de idade fugiu com os pais de Varsóvia ocupada pelos nazistas indo para Moscou até encontrar refúgio no longínquo Uzbequistão, na Ásia Central. Halter emigrou para a França em 1950, onde tem se destacado como combativo militante dos direitos humanos e criativo romancista.
Um de seus livros, Os Mistérios de Jerusalém (Ediouro), reflete em Halter a aura mística que cerca a mais disputada cidade da história. O romance, em si mesmo, alimenta a lenda. Eis o enredo: em Nova York, Paris, Moscou e mesmo nas margens do Mar Morto um manuscrito com mais de dois mil anos faz correr muito sangue. Ele revela um dos 64 enigmas do Rolo dos Ta’amrés, que até hoje – ficticiamente, claro - protegem o tesouro do Templo de Jerusalém.
O manuscrito é cobiçado por eruditos, mafiosos e terroristas. Seus escritos revelariam porque Deus escolheu Jerusalém, uma aldeia grudada aos flancos áridos dos montes da Judéia, para ali fazer a sua morada. Para tentar desvendar este mistério que dura três mil anos, um escritor apaixonado pela história da cidade se deixa influenciar por um jovem repórter do New York Times nesta busca do passado através de algumas das mais fascinantes passagens das Sagradas Escrituras, para solucionarem os mistérios do presente.
Os Mistérios de Jerusalém é alguma coisa como a busca do Santo Graal e da arca perdida por Indiana Jones no melhor estilo James Bond. Mistura de romance policial com romance de aventura, Halter trabalha a ficção de modo a trazer o leitor para dentro da história, por mais absurda que ela pareça. Na verdade, é o próprio absurdo da narrativa que torna o texto envolvente e, para alguns psicanalistas das grandes metrópoles, terapêutico enquanto escapismo, fuga da realidade.

TRECHO

“Durante a noite inteira, palavras, gritos, imagens de Jerusalém haviam se atropelado ruidosamente nos caminhos sinuosos dos meus sonhos. A agressão a Rab Haïm me deixara profundamente perturbado. Se a morte já não me angustiava depois da minha operação, as brutalidades sofridas pelo velho alfarrabista, em contrapartida me afligiam a mais não poder. Talvez por sua maneira antiquada, mas penetrante, de manipular o tempo e a memória, os textos e a carne do passado, Rab Haïm se tornara muito próximo de mim. Como se, por uma conexão sutil e impalpável, pertencêssemos à mesma família.
Assim, já que não conseguia adormecer, eu cometera o erro de assistir televisão até tarde. No começo pretendia apenas dar uma olhada nos telejornais noturnos, para ver se falavam daquela agressão, mas o noticiário estava inteiramente ocupado pelo atentado da madrugada anterior, perto da Porta de Damasco.

O Ladino renasce em São Paulo

Anna Barki Bigio e Clara Hakim Kochen vêm direcionando especial atenção à preservação e cultivo do ladino, primeiramente no círculo familiar e de amizades e agora em âmbito mais amplo em reuniões, nas quais trabalham sobre fragmentos multidisciplinares resgatados de acervo que desejam salvar do esquecimento. Para conhecer mais este trabalho, a reportagem da JUDAICA esteve na residência de Anna Bigio no bairro de Cerqueira César, onde entrevistou as idealizadoras da iniciativa.
Nos últimos 20 anos têm havido algumas iniciativas heróicas de fazer o ladino renascer em Israel, na Europa, na América do Norte e no Brasil. Alguns descendentes de sefaradis famosos são o filósofo holandês Baruch Spinoza, o dramaturgo brasileiro Antônio José da Silva, o psicólogo austríaco Jacob Levy Moreno, o escritor búlgaro Elias Canetti, o filósofo francês Edgar Morin, o cantor israelense Yoran Gaon e o empresário brasileiro Senor Abravanel (Sílvio Santos).
As protagonistas brasileiras do renascimento do ladino são as senhoras Anna Barki Bigio e Clara Hakim Kochen, residentes em São Paulo (SP). Anna descende de sefaradis italianos e turcos, enquanto Clara descende de sefaradis marroquinos e turcos também. Segue a entrevista:
Como surgiu a idéia das tardes de ladino em São Paulo?
Costumávamos nos falar sempre em ladino, usando não apenas a linguagem coloquial, mas desafiando mutuamente nossa memória com o uso de expressões e provérbios. Cada conversa ou encontro era tão alegre, divertido e intelectualmente estimulante, que resolvemos formar um grupo de amigas que compartilhassem essa herança cultural.
Vocês encontraram alguma dificuldade no início?
Para a realização desse projeto se fazia necessário um ponto de encontro e um horário confortável entre as horas de pico de trânsito. Foi encorajante o estímulo dado pelo rabino Jacob Garzon, que apoiou a iniciativa oferecendo uma sala para as reuniões no Colégio Iavne, cuja localização e facilidade de estacionamento atende com comodidade o projeto.
Quem freqüenta o grupo?
Senhoras de famílias turcas, gregas, iugoslavas e de outras origens de fala ladina. Entretanto há várias freqüentadoras asquenazitas de presença constante, por curiosidade intelectual na antropologia cultural dos sefaradis. Em média cerca de 25 ou 30 senhoras participam das reuniões, mas temos cerca de 50 inscritas.
Qual a programação do grupo?
As tardes de ladino são alegres e extremamente gratificantes pela transmissão e permuta de conhecimento sobre um grupo judaico que teimosamente preserva seus costumes, sua língua, suas raízes e seus valores.
Nossas tardes são mensais e têm a seguinte pauta: texto cultural ou artigo literário em ladino e comentários; leitura de um kuento (conto folclórico), leitura de uma biografia de uma personalidade sefaradi, dichos (provérbios), sua sabedoria e humor; usos e costumes dos sefaradis; curiosidades e receitas típicas e música com cantos tradicionais.
Quais os objetivos que vocês almejam com o grupo?
É particularmente encorajante saber que hoje em dia em Israel e em vários países há um renovado interesse na cultura judaico-espanhola. Estamos dando nossa pequena contribuição, procurando salvar essa herança cultural de tão grande valor histórico e riqueza cultural, que deve ser cultivada e transmitida a nossos filhos, como o legado de grande valor, de um povo a que temos o orgulho de pertencer.
Como devem proceder os interessados em participar das tardes de ladino?
Todos os interessados podem participar e serão bem-vindos. As reuniões são sempre nas terceiras terças-feiras de cada mês, no Colégio Iavne: Rua Pe. João Manoel, 727, das 16h00 às 17h30 (exceto nos feriados judaicos e nas férias escolares). Para outras informações os interessados podem entrar em contato diretamente com a gente pelos telefones: 3256-2200 (Anna) e 5572-8586 (Clara).

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