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quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Guarda Chuva Furado

Confesso que fiquei preocupadíssimo com a notícia veiculada pelos meios de comunicação. Segundo consta, os EUA estariam cogitando fornecer um “guarda-chuva atômico” a Israel e a mais alguns países árabes, na hipótese de que um deles países venha a sofrer um ataque nuclear por parte do Iran. Se tal loucura ocorresse, os EUA imediatamente revidariam, sendo o Iran, por sua vez, bombardeado com uma ou mais bombas atômicas. Esta seria a ideologia do “guarda-chuva atômico”.

Ante tão inusitado pensamento, a primeira coisa que se me ocorreu foi que, depois de estar pulverizado atômica e irremediavelmente, pouco me importaria o imaginado ou imaginário revide. Fiz tais comentários com um amigo diplomata, que não entendeu bem meu pensamento. Acha ele que o Iran jamais atacaria Israel, pois poderia aniquilar, com os judeus, mais de um milhão de árabes, em sua maioria muçulmanos, parte da população daquele país. E, ademais, continuou ele, voltaríamos à época do equilíbrio do terror, que durante muitos anos foi a característica da Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética.

Respondi incontinente que, ao ser disparado o foguete atômico contra Israel, pelo lado do Iran, eles poucos estariam se incomodando pela morte dos árabes israelenses. Um milhão a mais ou a menos não faria diferença, para quem durante anos manteve uma guerra cruel contra o Iraque, onde morreu pelo menos outro milhão de pessoas. Também não faz nenhum sentido comparar o Iran vis a vis com o Ocidente, como se tal situação fosse idêntica à da Guerra Fria. A diferença é fácil de perceber. Na antiga União Soviética, comunista e ateísta, o conceito de morte sagrada pela religião evidentemente não existia, menos ainda o de um paraíso celestial.

Meu amigo diplomata, olhando-me bem nos olhos, perguntou: então o que você sugeriria? Quem sou eu para sugerir, respondi, nesse mundo perturbado e perverso em que vivemos?

Devemos todos, cidadãos de boa vontade deste mundo, perguntar: como é possível que o Iran esteja às vésperas de ingressar no estrito clube atômico? Quem é que está vendendo urânio para eles? Quem é que está financiando a construção das suas usinas atômicas? E as tais famosas centrífugas, vieram de onde? Caíram do céu? E o leitor inteligente poderá, também, adicionar mais algumas perguntas, todas elas de facílimas respostas.

Nos dias de hoje, predomina um cruel conceito universal de pragmatismo econômico. Aí estão os “Chaves da vida”, que terão mil e uma lógicas explicações para justificar o incremento de seus negócios com o Iran, quando todas as sanções decretadas contra este país não valem sequer o papel em que estão escritas. É o mesmo Chaves que, cinicamente, se proclama amigo dos judeus, palavras que foram gostosamente ouvidas pela liderança do Congresso Judaico Mundial, quando foi visitá-lo em Caracas, como se fora um bálsamo político, um verdadeiro tranqüilizador.

Daqui a pouco, Chaves será capaz de por um solidéu na cabeça e ir beijar a mezuzá de alguma sinagoga. Mas os judeus venezuelanos não se deixam enganar, alertados pelo seu genético sentimento de medo, e estão discretamente abandonando a Venezuela. Não quero ser qualificado de trágico, nem de pessimista. Mas a ameaça de que Israel deve ser varrida do mapa, proclamada pela liderança iraniana aos quatro ventos, deve ser levada muito a sério.

Se alguém puxa um revólver e ameaça atirar, é preciso pensar que a ameaça não é de brincadeira e que esse alguém acaba atirando mesmo. E, quando o tipo começar a atirar, ninguém, mas ninguém neste mundo, seja lá onde estiver, deixará de receber a sua bala e não sobrará nenhum cantinho para se esconder. Por estas e outras, eu, simples cidadão, antes que seja tarde demais e sem ser grande entendedor da atual política internacional, dispensaria o grande favor de receber o tal “guarda-chuva atômico”.

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Marcos Wasserman é advogado em Israel, Brasil e Portugal, e é presidente do Centro Cultural Israel-Brasil em Tel Aviv. E-mail: mlwadvog@netvision.net.il

Vôo Direto para Israel


Com passagens a partir de US$ 999, nova rota será “uma ponte para a Terra Santa”. O próximo domingo, 3 de maio, será um dia histórico para milhões de cristãos e judeus do Brasil e da América Latina. Às 19h15 um Boeing 777-200 da empresa aérea israelense EL AL partirá do aeroporto de Guarulhos (SP) para o primeiro vôo direto entre Brasil e Israel. “Com esta rota, estamos inaugurando uma ponte entre o Brasil e a Terra Santa”, acredita o presidente da EL AL, Haim Romano.



AVIÃO SERÁ LAVADO COM ÁGUA DO RIO JORDÃO


O avião da EL AL chegará ao Brasil no domingo de manhã, trazendo turistas e autoridades israelenses, entre elas um dos dois rabinos-chefes de Israel. Após o desembarque dos passageiros, a aeronave será lavada com água do Rio Jordão trazida especialmente para comemorar o evento. A partir de domingo, EL AL oferecerá três voos semanais partindo de São Paulo para Tel Aviv, em Israel, com tarifas a partir de US$ 999,00 (incluindo taxas). Por meio de acordos com empresas áreas latino-americanas, a EL AL fará conexões rápidas e convenientes para Israel a partir de várias cidades do continente, entre elas Buenos Aires, Santiago, Lima, La Paz, Quito e Montevidéu, além de outras cidades brasileiras como Rio de Janeiro e Salvador. Os voos direitos partirão aos domingos, terças e quintas-feiras, às 19h15, e chegarão a Israel no início da tarde do dia seguinte. A duração do voo São Paulo-Tel Aviv será de aproximadamente 14,5 horas.



TURISMO BRASILEIRO EM ISRAEL AUMENTOU 55% EM 2008


Segundo o Ministério do Turismo de Israel, 31.660 brasileiros visitaram o país em 2008, um aumento de 55% na comparação com o ano anterior. A expectativa é que os novos voos diretos ajudem a aumentar ainda mais o fluxo de turistas brasileiros e latino-americanos à Terra Santa, assim como o de israelenses para o Brasil e américa Latina. Através de acordos com operadoras de turismo, a EL AL oferecerá uma grande variedade de passeios turísticos, como peregrinações pelos caminhos percorridos por Jesus. “O lançamento do primeira rota direta regular entre a América Latina e Israel é um evento histórico para a EL AL, para o Estado de Israel e para os países do Oriente Médio e da América Latina”, celebra o presidente da empresa Haim Romano. A rota a ser operada entre Brasil e Israel utilizará os novos jatos Boeing 777-200, com 270 assentos. Na Primeira Classe serão oferecidas 12 poltronas conversíveis em camas totalmente horizontais; na Classe Executiva há 35 poltronas semiconversíveis e bastante amplas; e a Classe Econômica oferece 232 poltronas com espaços bem maiores do que a média de outras aeronaves. Os passageiros terão diversas opções de lazer, como sistema pessoal de entretenimento e um cardápio com pratos israelenses e mediterrâneos. Além de beneficiar os milhares de peregrinos e turistas interessados em visitar a Terra Santa, os novos voos também incrementarão as viagens de negócios entre a América Latina e Israel. Um acordo de livre comércio entre o país e o Mercosul está em vias de aprovação, o que elevará a um novo patamar estas relações comerciais.



SOBRE A EL AL


A EL AL Linhas Aéreas Israelenses foi fundada há 60 anos e é considerada a empresa aérea mais segura do mundo, além de ser e uma das melhores em termos de precisão operacional e de prevenção à perda de bagagens. A EL AL foi privatizada há cinco anos e, hoje, voa para 35 destinos em todo o mundo. Em uma pesquisa publicada em 2008 na revista Executive Traveler, a EL AL ficou em 2º lugar no ranking das melhores empresas aéreas internacionais que voam dos Estados Unidos ao Oriente Médio.

Governo brasileiro e o assassino iraniano

Um belo dia, representantes brasileiros presentes em reunião no maior foro internacional escutam um certo desatino: “Nunca houve escravos no Brasil.” Nossos dignos emissários continuam sentados impávidos escutando, como se avalizando o desvario. Pois é: será que já nos tornamos tão insensíveis? Será que se algum dignitário, representante oficial de um país dissesse que a escravidão não existiu no Brasil, nosso governo teria a fleuma de receber tal político em solo brasileiro?

Manchete de todos os jornais da semana que passou, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã, negou a existência do Holocausto. Este mesmo personagem chega ao Brasil, logo nos primeiros dias deste próximo mês. E não é só. Sabe-se que será recebido pelas altas autoridades deste país como se nada houvesse acontecido. Não obstante um débil protesto do Itamaraty contra as declarações emitidas por Ahmadinejad em Genebra, o governo confirma sua visita ao Brasil, que já não deveria receber um político tão dessintonizado com qualquer noção de justiça social.

Se já não bastasse este senhor, Mahmoud Ahmadinejad ser conivente com incontáveis atos terroristas e defender um programa nuclear altamente belicista com o propósito de exterminar uma nação soberana como Israel, hoje temos que conviver com o embaraço de receber um governante - se é que podemos considerar este déspota merecedor do titulo que nós aqui lutamos para merecer – que nega peremptoriamente o Holocausto. Enquanto presenciamos, na semana passada, os mais nobres representantes europeus retirando-se do recinto da ONU, ao ouvirem declaração insana, nós aprendemos, constrangidos, que os trinta e tantos enviados do Brasil fizeram ouvidos mocos, permanecendo no recinto, como se sandice igual fosse irrelevante, como se negar o Holocausto fosse só um deslize.

Pois não é. Negar o Holocausto é abrir a fresta para a possibilidade de mais épocas de obscurantismo e crueldade. Negar o Holocausto é violar mais uma vez as almas dos inocentes então assassinados. Negar o Holocausto é permitir que a História seja refém de ditadores fundamentalistas, sejam de que credo forem.
Cabe-nos perguntar que motivos levam a nossa diplomacia a esticar seu tapete vermelho para receber este presidente que, em seu território, persegue crianças, mulheres, as mais distintas etnias, que oprime cristãos, evangélicos e, obviamente qualquer judeu.

Quais seriam os nobres interesses humanitários possíveis de um intercâmbio com uma pessoa impregnada de ódio?

Que benefício pode trazer ao nosso país um ser humano que, enquanto representante de um povo, dá-se o direito de negar impavidamente fatos tão comprovados quanto nefastos. Como se o simples cargo de ditador lhe conferisse a liberdade de borrar os livros de História, a liberdade de desprezar a verdade e, mais, a liberdade de desvalidar a vida e morte de milhares, milhões de outros seres humanos? Que tipo de aval pode ter qualquer acordo, contrato, entendimento com Mahmoud Ahmadinejad, o homem que nega hoje o acontecido ontem? Longe de nós imaginarmos motivos obscuros, mesquinhos ou mercantilistas dos representantes maiores de nosso país, mas que nosso semblante franze, ah, não há como negar.

Se nossa esfera federal não se envergonha em dar as boas vindas a este lunático travestido de governante, então que a nossa Casa, com sua importância representativa da 5ª maior Câmara Municipal do mundo, de mais de uma dezena de milhões de brasileiros, seja enfática ao bradar sua repulsa a esta visita. A cidade de São Paulo, seu povo e seus legítimos representantes devem repudiar ostensivamente a presença de Mahmoud Ahmadinejad em território nacional. Que esta Casa seja a voz de todo aquele que vê o desserviço que esta visita presta ao Brasil.

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo na sexta-feira passada, dia 24 de abril, o governador José Serra escreve com uma clareza ímpar: “Nenhum genocídio deve ser esquecido, todos devem ser lembrados, seus representantes execrados, suas causas e motivações sempre pesquisadas e analisadas, suas brutalidades reconstituídas, suas vítimas homenageadas. Nunca esquecer para que não volte a acontecer.” Toda perseguição e toda matança de um povo devem ser repudiadas, sejam por quais motivos forem. Estes atos devem nos causar indignação e não nos deixar calados nem cegos diante de tamanhas atrocidades.

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Floriano Pesaro, sociólogo, ex-secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo e vereador da cidade de São Paulo.

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