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sábado, 2 de maio de 2009

E agora Lula?

Ahmadinejad com fritas: convidaram, agora vão ter que engolir

*Arnaldo Bloch


Quando convidou para vir ao Brasil o homem que nega o Holocausto e cujo regime pune homossexuais com a morte, prende crianças, persegue etnias curdas, azerbaijanis e turcas, oprime cristãos, evangélicos, bahais, chicoteia mulheres - a diplomacia brasileira, pródiga em calarse diante de atrocidades (alô alô, Darfur) deve ter pensado que fazia um gol de placa em sua meta fundamental desde 2003: conseguir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

É que o novo profeta do apocalipse carrega consigo uma penca de votos valiosos dentre as nações onde impera o fundamentalismo islâmico. De quebra, na trilha do unilateralismo pregado por Obama, receber o presidente iraniano seria uma oportunidade de alinhamento global, e um combustível a mais nos planos do presidente Lula de desempenhar, futuramente, um papel importante nas negociações pela paz no Oriente Médio. Mas eis que, às vésperas da etapa brasileira da turnê de Ahmadinejad, o mesmo vai ao microfone da ONU e, ao reafirmar sua bravata negacionista e incendiária, cria, para seus anfitriões brasileiros, um abacaxi. Não que as idéias de Ahmadinejad não encontrem eco no seio político- partidário local, sobretudo num importante núcleo da amálgama petista (felizmente, combatido por ilustres correligionários comprometidos com a razão).

Sabe-se que o último discurso de Ahmadinejad não interromperá a cruzada diplomática norte-americana, em busca do apoio do Irã no Afeganistão.

Sabe-se, igualmente, que se o recém-empossado primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, não afirmar em breve compromisso com a solução de dois estados para o conflito na região - apoiada por todos os israelenses e judeus de bom senso - a plataforma de Ahmadinejad sairá fortalecida até que ele e Bibi caminhem juntos para a guerra e a era Obama comece, prematuramente, a minguar. Tudo isso são peças no difícil xadrez da geopolítica atual.

Não fosse carreada por interesses escamoteados, não haveria, contudo, esse entusiasmo todo, essa sensualidade, essa pressa pela presença nefasta de Ahmadinejad no Brasil. Por que não convidar um Dalai Lama, cuja fuga e exílio fizeram 50 anos recentemente?

Não. A presença iluminada de Dalai criaria sérios constrangimentos na relação do Brasil com a China, que anda ameaçando, mundo afora, com represálias comerciais, as nações que confraternizarem com o líder tibetano.

Se não são os votos para o Conselho, o que traz Ahmadinejad ao Brasil? Alguém acredita que sua visita transcorrerá num clima de congraçamento, de visões progressistas de futuro, de grandes acordos de cooperação comercial e cultural? Como ficará o tema dos Direitos Humanos, sendo o Irã um dos países mais alvejados pela Anistia Internacional? Alguém acredita que sua visita escapará de se transformar num circo midiático, que o líder iraniano aproveitará a seu bel-prazer para disseminar ódio, atrair simpatias desinformadas,

dar munição ao radicalismo, encher o saco de farinha onde se misturam, indiscriminadamente, causas sociais legítimas com o crème-de-la-crème do obscurantismo, no tempo em que a História perde sentido e reina uma grande maçaroca pós-ideológica?

Lula, que nem aceita rediscutir a visita, promete dar um pito no colega. Deixar clara sua discordância. Se isso de fato ocorrer, terá que abrir espaço para o contradito, ou seja, mais lenha na fogueira do discurso do confronto. Quem terá a palavra final? O anfitrião ou o visitante linguarudo, que nada tem a perder?

Ao não se retirar do plenário da conferência em Genebra, o ministro Edson Santos intentava não contribuir com a polarização das discussões e não ajudar o presidente iraniano em sua busca por chamar a atenção. Este discurso naïf (independentemente da postura das delegações, a fala de Ahmadinejad seria a escolhida da mídia para figurar nas manchetes) sempre se confunde com o ceticismo dos que viam nas primeiras arruaças nacional-socialistas a ação de palhaços narcisistas que em nada ameaçavam a solidez dos princípios morais do estado alemão. Uma vez que a retórica de Ahmadinejad - num foro mundial que, felizmente, ao contrário do que vige no Irã, não oprime o direito à expressão livre de ideias - soou e soará, a retirada de representantes ao menos contrapôs à infâmia uma postura, um outro falar, mesmo que óbvio, mesmo que repisado, mas necessário. Nessas horas, a herança do Émile Zola de "J 'accuse" é honrada e renovada.

Agora, com a visita de Ahmadinejad, as autoridades pátrias terão a chance de, querendo ou não, promover a maior polarização possível e ajudá-lo a chamar o máximo de atenção. De resto, é esperar passar esta etapa dolorosa para os descendentes brasileiros de vítimas do Holocausto e para todos os que amam a razão. Por outro lado, que o novo governo israelense rompa o isolacionismo e se una às nações que rejeitam Ahmadinejad: um estado palestino é o único caminho para a paz e a paz é, de fato, a meta. Só assim o isolamento do líder iraniano será cristalizado.



Arnaldo Bloch é jornalista e tem um Blog na página eletronica do jornal O Globo
http://oglobo.globo.com/blogs/arnaldo/

Palestino é condenado a morte - Forca

Ramala, 28 abr (EFE).- Um tribunal militar especial da Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou hoje um palestino à morte na forca por vender terras a colonos israelenses.

Ele foi declarado culpado de "traição" por vender terras "ao inimigo" em um julgamento realizado na cidade de Hebron, na Cisjordânia, explicou à Agência Efe um policial palestino que pediu para não ser identificado.

Trata-se da primeira ocasião em que um tribunal palestino impõe pena por traição e a pena capital em um caso de venda de terras, especifica a agência de notícias palestina "Ma'an".

O tribunal militar foi presidido pelo general-de-brigada Abdul Karim Al-Masri e já havia realizado uma primeira audiência em 21 de abril.

Há pouco mais de uma semana, a ANP anunciou que investigaria todos os palestinos que tenham vendido terras aos colonos judeus.

No passado, tribunais palestinos condenaram por traição diversas pessoas, normalmente por entregar informação sobre milícias aos serviços de inteligência israelenses, em julgamentos com base no Código Revolucionário da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). EFE fn/jp

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Exodus - A Prova

Tel - Aviv

A fundação oficial de Tel Aviv data da cerimônia do sorteio de lotes de terra, que ocorreu no segundo dia da Páscoa Judaica de 1909. Mas, na verdade, Tel Aviv foi criada três anos antes, em julho de 1906, na Convenção dos Judeus de Yafo, feita no Yeshurun Club.


Os participantes queixaram-se das más condições de vida dos judeus de Yafo, do precário saneamento, das habitações superlotadas, das ruas mal iluminadas e do decreto "Muhram", que obrigava os judeus a mudarem sua habitação anualmente.


Ministério de Turismo de Israel
Vista área de Tel Aviv, centro econômico de Israel localizado na costa do Mediterrâneo
Vista área de Tel Aviv, centro econômico de Israel localizado na costa do Mediterrâneo

Na convenção, Arieh Akiva Weiss, que tinha acabado de chegar ao país, propôs a criação de um novo bairro fora de Yafo. A idéia de Weiss foi recebida com entusiasmo, e foi criada a Yafo Agudat Bonei Batim (Associação Casa de Criadores), precursora do primeiro bairro de Tel Aviv, denominado Ahuzat Bait.


Os fundadores de Tel Aviv, então, construíram um novo bairro, independente de Yafo. O objetivo era uma cidade concebida de acordo com as linhas do movimento "Garden City", liderado pelos britânicos, que defendiam uma cidade verde e espaçosa como oposto da miséria urbana de Yafo.


Depois que um número suficiente de pessoas haviam se registrado para o novo bairro, a terra foi comprada a leste de Neve Tzedek, não muito longe da praia. O terreno foi dividido em 60 parcelas para as primeiras 60 famílias que aderiram ao local.


As famílias decidiram organizar um sorteio para alocar os terrenos entre os judeus.


O sorteio foi realizado no segundo dia da Páscoa Judaica de 1909. Arieh Akiva Weiss, presidente da comissão de sorteio, reuniu 60 conchas cinzentas e 60 conchas brancas. Ele escreveu os nomes dos participantes nas conchas brancas, e os números sobre as cinzentas. O dia do sorteio marca o nascimento de Tel Aviv-Yafo.


Saiba mais sobre Tel Aviv:


Arte Folha Online
mapa Tel Aviv
mapa Tel Aviv

Nome: Tel Aviv-Yafo


Extensão: 51,76 km²


População: 371.400 habitantes (julho de 2006)


Judeus e não-árabes: 95,9 %


árabes: 4,1%


Homens: 48%


Mulheres:52%


Idiomas: hebraico


Religião predominante: judaísmo


População que vive abaixo da linha da pobreza: 11,9%


Desempregados: 13.800 pessoas (6,9%)


Média de pessoas por casa: 2,2


Número anual de nascimentos: 6.528


Número anual de mortes: 3.546


Idade média da população: 33,9 anos



Israel

O Estado de Israel nasceu em 14 de maio de 1948, a partir do plano de partilha da ONU (Organização das Nações Unidas) de 1947 que propunha a divisão da região sob domínio britânico em dois Estados, um árabe e um judeu. A proposta surgiu após a intenção do Reino Unido de retirar seu domínio sobre os territórios palestinos após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Os árabes rejeitaram a proposta e a violência emergiu quase que imediatamente. Desde então, a história de Israel gira em torno de conflitos com palestinos e nações árabes vizinhas. Houve guerras com Egito, Jordânia, Líbano e Síria. Nesse período, Israel ocupou a península do Sinai (Egito), a Cisjordânia, a faixa de Gaza, as colinas de Golã (Síria) e o sul do Líbano.


Arte Folha Online

Em 1979, Egito e Israel assinaram acordo de paz e os israelenses se retiraram de Sinai no dia 25 de abril de 1982. As disputas territoriais com a Jordânia foram resolvidas no dia 26 de outubro de 1994, com a assinatura do tratado de paz Israel-Jordânia. Já no dia 25 de maio de 2000, Israel se retirou do sul do Líbano, local que ocupava desde 1982.


Várias iniciativas de negociação terminaram com a Conferência de Madri, em outubro de 1991, que foi seguida por negociações bilaterais conduzidas entre representantes israelenses e palestinos com o objetivo de alcançar um acordo permanente. Em 13 de setembro de 1993, israelenses e palestinos assinaram o Acordo de Oslo, estabelecendo um período interino de autogoverno palestino. Pelo acordo, Gaza e a Cisjordânia passariam a ser territórios administrados pela ANP (Autoridade Nacional Palestina).


Em abril de 2003, o presidente americano, George W. Bush, trabalhando em conjunto com a União Européia, ONU e Rússia em uma liderança que passou a ser chamada de quarteto--, conduziu a criação de um plano de paz para o fim do conflito até o fim de 2005, baseado em ações recíprocas das duas partes levando a dois Estados, Israel e a ANP.


Violência

Um acordo permanente foi minado pela violência israelo-palestina entre setembro de 2003 e fevereiro de 2005. Um acordo assinado entre israelenses e palestinos em fevereiro de 2005, junto com um cessar-fogo palestino, reduziu significativamente a violência. Em 2005, Israel saiu de Gaza, esvaziou assentamentos e seu Exército enquanto manteve o controle sobre a maioria dos pontos de entrada para a faixa de Gaza.


A eleição do Hamas --grupo terrorista e partido político cuja carta de fundação prevê a destruição do Estado de Israel-- em janeiro de 2006 para liderar o Conselho Legislativo Palestino congelou as relações entre Israel e a ANP (Autoridade Nacional Palestina).


Ehud Olmert tornou-se primeiro-ministro de Israel em março de 2006. Após uma operação militar em Gaza entre junho-julho de 2006 e um conflito de 34 dias com a milícia xiita Hizbollah no Líbano entre junho e agosto de 2006, ele adiou os planos de se retirar da Cisjordânia. Em junho de 2007, ele encerrou o diálogo com a ANP, após o Hamas assumir o controle da faixa de Gaza e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, formou um novo governo sem o Hamas.


Apesar da devolução de Gaza e de partes da Cisjordânia para o controle palestino, um acordo final ainda não foi estabelecido. Entre os principais pontos de divergência estão o status de Jerusalém, o destino de refugiados palestinos e a questão dos assentamentos judaicos.


Saiba mais sobre Israel:


Nome: Estado de Israel


Localização: Oriente Médio (banhado pelo mar Mediterrâneo, entre o Egito e o Líbano)


Capital: Jerusalém (capital nacional e sede do governo), Tel Aviv (reconhecida internacionalmente)


Divisão: seis distritos


Principais cidades: Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Holon


Línguas: hebraico (oficial), árabe, inglês



Religião: judaica, minorias islâmica, cristã e drusa


Moeda: shekel novo


Natureza do Estado: república parlamentarista


Área: 20.770 km2 (não inclui territórios ocupados)


População: 7.112.359 (inclui cerca de 187 mil colonos israelenses na Cisjordânia, cerca de 20 mil nas colinas de Golã, e pouco menos de 177 mil no leste de Jerusalém, em estimativa de 2008)


Religião: Judaica (76,4%), muçulmana (16%), cristãos árabes (1,7%), outros cristãos (0,4%) (2004)


Independência: 14 de maio de 1948

Usuários de internet: 1.899 milhão (2006)


PIB: US$ 132,5 bilhões (estimativa de 2007)


Renda "per capita" anual: US$ 28.800 (2007)


População abaixo da linha da pobreza: 21,6% (2005)


Alfabetização: 97,1%

Antissemitismo na Internet

Comunidades e sites que divulgam o anti-semitismo são fáceis de serem encontrados na internet, sobretudo no Orkut --basta usar a busca da rede social com palavras como "judeu" ou "Israel" associadas a ofensas. Apesar de existirem em menor número do que as comunidades de pedofilia, hoje alvo de uma CPI do Senado Federal, essas páginas também estão na mira das autoridades.

"Recebemos em média uma denúncia de site preconceituoso por semana, seja contra a comunidade judaica ou puramente anti-semita", diz Octávio Aronis, diretor jurídico da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

Há desde perfis que pregam abertamente o neonazismo, com imagens de Hitler e suásticas, até comunidades "fantasmas" (sem membros) com fotos de corpos empilhados durante o Holocausto. É o caso do fórum "Eu odeio judeus", que se descreve da seguinte maneira: "Eu odeio judeus. Olhem a imagem da comunidade para terem idéia." A comunidade foi criada em fevereiro de 2008 e continua no ar. O perfil do seu criador não aparece na página.


Reprodução

A reportagem também encontrou perfis que incentivam agressão a judeus, negros e índios.
(veja imagem abaixo)

Reprodução

A Fisesp encaminha as denúncias que recebe para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância e para Delegacia de Crimes Eletrônicos do DEIC. "Hoje, os criminosos estão mais carimbados, fazem essas coisas de páginas que ficam hospedadas fora do país. Fica mais difícil de rastrear", diz Aronis.

De acordo com o Google, a identificação e censura de supostas contravenções é delicada nesses casos.

"Nesse tipo de conteúdo é muito mais difícil identificar se há abuso ou não do que no de pedofilia, por exemplo. Ele passa pelo viés da liberdade de expressão e pela questão do livre debate. Não cabe ao Google falar o que é debate e o que é ataque", diz Félix Ximenes, diretor de comunicação da companhia.

Segundo Ximenes, "é complicado o Google assumir a posição de censor", já que há comunidades que criticam o Estado de Israel, mas não necessariamente podem ser enquadradas como intolerantes ou racistas.

Estatísticas

De acordo com dados da ONG SaferNet Brasil divulgados ontem (7), denúncias contra páginas com conteúdo neonazista cresceram 47% de abril de 2007 a abril de 2008. Foram 462 comunicados à ONG, sendo 98% deles sobre o Orkut.

Também cresceram as denúncias contra intolerância religiosa (58%) e xenofobia (48%).

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