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terça-feira, 26 de maio de 2009

Al Qaeda em São Paulo

Está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda.A prisão foi feita pela Polícia Federal em São Paulo, onde o terrorista estava fixado e em operações de âmbito internacional. Não consta, porém, que desenvolvesse alguma atividade relacionada a ações de terror no Brasil.

A importância do preso se revela no grau de sua responsabilidade operacional: o setor de comunicações internacionais da Al Qaeda. Tal atividade sugere provável relação entre recentes êxitos do FBI e a prisão aparentemente anterior feita em São Paulo. Há cinco dias, o FBI prendeu por antecipação os incumbidos de vários atentados iminentes nos Estados Unidos, inclusive em Nova York.

A cautela para preservação do sigilo fez a Polícia Federal atribuir a prisão, até mesmo para efeito interno, a investigações sobre células de neonazistas. Só o governo dos Estados Unidos tem informações do ocorrido em São Paulo, mesmo porque o FBI e o grupo americano antiterrorismo têm agentes no Brasil em ação conjunta com a Polícia Federal.

A escolha de São Paulo pela Al Qaeda parece decorrer, ao menos em parte, da conjunção de neutralidade simpática do governo brasileiro ante os países islâmicos e de inexistir, aqui, obsessão (e motivos para tê-la) antiterrorista.

São Paulo, por sua vez, como a máfia, a camorra e coirmãs têm demonstrado, proporciona as condições populacionais e urbanísticas para desaparecer-se no gigantismo geral. O que, já nos anos 60-70, fizera os movimentos de luta armada a escolherem para seu campo de ação preferencial.

Por menos que a atividade do agora preso tivesse a ver com o Brasil, do ponto de vista brasileiro há um aspecto grave na constatação de sua presença aqui. Só Foz do Iguaçu, por estar na chamada Tríplice Fronteira, era vagamente citada como possível local de apoiadores de movimentos islâmicos. Com a presença ativa de um integrante da Al Qaeda em São Paulo, o Brasil entra no mapa das fixações internacionais do antiterrorismo. (Da coluna do Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo desta terça-feira)

MEU COMENTÁRIO: Tudo leva crer que o Ministro da Justiça Petralha concederá refúgio para o terrorista.

Cáspite! Somos governados por um bando de malucos, viúvas da guerra fria que ainda pensam em revoluçao, são antiamericanos, antissemitas e apóiam tudo quanto é ditadura e bandos terroristas.

Por isso não me surpreenderei se aceitarem mais esse terrorista.

Leis para Palestinos

O partido ultranacionalista Israel Beiteinu, do chanceler Avigdor Lieberman, apresentou ontem uma projeto de lei que vincula a cidadania israelense a um juramento de fidelidade ao "judaismo, ao sionismo e ao Estado democrático". A medida afetaria 1,5 milhão de árabes israelenses que vivem em Israel - o equivalente a um quinto da população do país.

No domingo, o mesmo partido já havia proposto que o governo proibisse que os árabesisraelenses relembrassem a "catástrofe" (nakba) - termo usado pelos palestinos para descrever a criação do Estado de Israel, em 1948, que foi seguida de uma guerra entre israelenses e árabes.

Caso a lei seja aprovada, os infratores serão punidos com até 3 anos de prisão. As duas iniciativas reforçaram o caráter conservador do chanceler, que defende uma plataforma ultranacionalista, considerada por seus críticos como um entrave ao processo de paz com os palestinos.

A mensagem de Lieberman e seus correligionários é a de que os árabes israelenses representam uma ameaça interna para Israel. Seu partido, o Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa), tornou-se o terceiro maior partido na Knesset - o Parlamento israelense - depois das eleições de fevereiro.

Agora, com a apresentação dos dois projetos, a legenda dá sinais de que os discursos radicais de campanha podem se transformar em leis, caso passem por todas as etapas legislativas até a aprovação final.

CRÍTICAS

Mohamed Darawshe, do Abraham Fund Initiatives, grupo que promove a relação pacífica entre judeus e árabes em Israel, disse que as duas propostas refletem "uma ideologia importada de regimes obscuros que desmoronaram".

Alex Miller, parlamentar ultranacionalista que apresentou as propostas, justificou sua posição em uma entrevista concedida à rádio do Exército israelenses. "Penso que podemos chegar a uma situação na qual cidadãos do nosso país não marquem um dia de luto pela criação do Estado no qual eles vivem", disse Miller em referência à "catástrofe".

A parlamentar árabe Hana Swaid chamou as propostas de Miller de "racistas" porque "eliminam o direito de cidadãos árabes de professarem sua identidade, sua religião e seus sentimentos nacionais".

Analistas dizem que dificilmente as leis seriam aprovadas pelo Parlamento, mas chamam a atenção para a intransigência crescente do governo do premiê de Israel, Binyamin Bibi Netanyahu, em relação aos palestinos.

Netanyahu recusa-se a endossar a independência dos palestinos e tem defendido que nenhum israelense deixe a parte leste de Jerusalém, ocupada por Israel em 1967, em um movimento que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.
Comentário de leitor:

O partido Israelense "Beiteinu" e o estado de Israel se adotar esse plano, tem que ser admirado, pois a rota de apaziguamento nao funciona.
Nesta situacao, Israel tem uma populacao civil p/ proteger e se preocupa em exercer a funcao principal do governo que e a de proteger e dar seguranca a sua populacao e a opiniao do mundo, que va pro inferno.
Qdo o mundo mostrar alguma preocupacao com os inocentes Israelis morrendo nas maos dos perversos Arabes, entao talvez Israel reconsidere. Mas por enquanto está correto. Esses arabes dentro de Israel valem tanto qto uma sinagoga no centro de Baghdad.
Onde estavam os Arabes qdo o povo de Israel estava sendo exterminado pelo vilao da Historia Hitler, se nao apoiando os nazistas a cometer genocidio.


Estado de Sào Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que as aeromoças fazem em Sào Paulo!

Por Sara Duarte

Todos os dias, passam pelos aeroportos de Congonhas e Cumbica cerca de 2 500 comissários de bordo. Sete em cada dez são mulheres. Boa parte delas sonhava conhecer o mundo todo de graça ao escolher a profissão. Quando estão em São Paulo, no entanto, lamentam não ter tempo para bater perna em terra firme. As que trabalham em companhias aéreas internacionais permanecem de 24 horas a dois dias e meio na cidade. As que atuam na ponte aérea Rio-São Paulo chegam a fazer até quatro viagens em um único dia. Com um período tão curto de folga, qualquer brechinha na agenda precisa ser aproveitada. Aeromoças estrangeiras hospedam-se em hotéis cinco-estrelas como o Grand Hyatt e o Tivoli Mofarrej por conta da empresa e recebem diárias de 100 dólares, em média, para refeições e pequenas despesas. As brasileiras que fazem voos domésticos ficam em flats ou apartamentos nas cercanias dos aeroportos e têm cerca de 100 reais por dia para gastar.


Ao chegar à cidade, a maioria delas tira uma rápida soneca e em seguida passeia por lugares como o Parque do Ibirapuera, a Pina-coteca, os Jardins, shoppings e até a Rua 25 de Março. Quem lhes dá essas dicas são os próprios colegas ou pequenos guias que recebem de suas companhias aéreas. E a paquera? Acredite se quiser: elas juram que não rola nada. "Por aqui vejo muita gente bonita, mas tenho namorado e não dou margem a cantadas", diz a alemã Daniela Fuchs, da Lufthansa.


Nathália Quintella, da Gol


Carioca, tem 31 anos e é aeromoça desde 1999. Atualmente, trabalha na ponte aérea Rio-São Paulo. Dorme aqui pelo menos uma vez por semana e costuma correr no Parque do Ibirapuera


Fernando Moraes

"Moro em Nova Iguaçu (RJ), mas a base operacional da companhia em que trabalho é em São Paulo. Encaro a ponte aérea pelo menos quatro vezes por dia. Quando estou escalada para o último voo e preciso dormir por aqui, fico em um apartamento alugado próximo ao Aeroporto de Congonhas. Pela manhã, vou ao Parque do Ibirapuera, que considero o meu refúgio paulistano: pratico corrida, alugo uma bicicleta e passo horas admirando a paisagem. Também gosto de fazer compras na Rua 25 de Março e em shoppings. Para comer, frequento restaurantes por quilo ou os da Liberdade, pois adoro comida japonesa. Gostaria de poder fazer mais coisas, mas meu orçamento é limitado: 15 reais para o café da manhã, mais 41,70 reais para o almoço e o mesmo valor para o jantar."


Hilda Cano, da Iberia


Mario Rodrigues

A espanhola Hilda Cano diz que fala "brasileiro", e não português, pois morou em Brasília dos 14 aos 18 anos de idade. Aos 40, visita São Paulo pelo menos quatro vezes por ano e aproveita as atrações culturais, como a Pinacoteca do Estado


"Para mim, São Paulo é como Nova York, uma cidade de negócios com vida cultural vibrante. Venho para cá há uma década. Chego às 6h45 e embarco de volta para Madri no dia seguinte, às 15h50. Uma de minhas descobertas mais recentes é a Pinacoteca do Estado, um museu moderno, com uma arquitetura belíssima, que lembra a do museu Reina Sofía, da Espanha. Já levei vários colegas ao Instituto Butantan e a restaurantes como Santa Gula e A Figueira Rubaiyat, os meus preferidos. Estive na ‘Bienal do Vazio’ e espero um dia voltar àquele prédio para ver um desfile da São Paulo Fashion Week."


Jacqueline Paton, da Emirates


Fotos divulgação

Australiana, tem 22 anos e é comissária de bordo há sete meses. Passa metade de seu tempo em Dubai, onde fica a sede da companhia. Em sua primeira visita à cidade, encantou-se com a vista do prédio do Banespa


"Estive em São Paulo pela primeira vez em março. Tinha apenas 29 horas para conhecer tudo. Dormir, nem pensar! Fui direto para a Rua Oscar Freire, onde comprei um par de Havaianas originais. Em seguida, passei uma hora caminhando pelo Parque do Ibirapuera. De tarde, fui ao centro e me encantei com a Catedral da Sé. Subi ao topo do prédio do Banespa e fiquei surpresa ao ver como São Paulo é grande e populosa. No bairro japonês (Liberdade), adquiri uma camiseta do Brasil e um ímã de geladeira. Na hora de almoçar, achei sensacional colocar a comida no prato e em seguida pesá-lo para ver quanto devo. Disseram que esse sistema se chama ‘por quilo’. Foi a parte mais divertida da viagem."


Daniela Fuchs, da Lufthansa


Fotos Mario Rodrigues

Alemã, formada em turismo, tem 24 anos e é fluente em inglês, francês, espanhol e italiano. Esteve em São Paulo mais de vinte vezes e já se arrisca a falar português com os passageiros. Adora comer em churrascarias como a Rodeio, nos Jardins


"Cada vez que volto para cá, tenho a impressão de que São Paulo cresceu mais um pouco. Sempre digo aos meus amigos que jamais poderia ser taxista aqui, pois são tantas ruas que eu não conseguiria achar o caminho de volta. Apesar do trânsito, é uma cidade adorável. Amo passear pelo Bixiga e fazer compras no Shopping Ibirapuera. Churrascaria, então, é parada obrigatória. Acho tão pitoresco os garçons vestirem aquelas roupas engraçadas e trazerem um monte de comida para a mesa! Quando estou na Alemanha, sinto saudade da carne e do pão de queijo. Por isso, levo sempre na bagagem uns pãezinhos congelados. Com a carne não dá para fazer o mesmo. Então, como até me fartar. À noite, meu passatempo favorito é ir ao bar Skye, no Hotel Unique, que tem a vista mais bonita da cidade."


* Colaborou Fabio Brisolla

"Tirem as patas da Petrobrás"

No passado, uma campanha nacionalista, que chegou a mandar alguns brasileiros para a cadeia, era “O Petróleo é nosso”. Os petistas e “coministralhas” afins gritam hoje: “A Petrobras é nossa”. Nossa? De quem? De certo modo, eles têm mesmo razão. A Petrobras é deles. Como é deles o conjunto das outras estatais – o que representa uma fatia enorme de poder, pouco importa o governo de turno. As oposições têm de dar início a uma campanha imediata, clara e sem ambigüidades. “A Petrobras não é deles; a Petrobras é do povo”. É PRECISO DENUNCIAR IMEDIATAMENTE A PRIVATIZAÇÃO DO ESTADO QUE ESTÁ SENDO PROMOVIDA PELO PARTIDO OFICIAL. O maior privatista do Brasil chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Não, não se trata de uma privatização feita às claras, à luz do dia, em leilão público. Hoje, a privatização é feita à socapa, nos gabinetes de Brasília. Ninguém fica sabendo de nada. E eu vou demonstrar que é assim. Vou evidenciar que é assim.


Alguns leitores reclamam: “Mas essa Petrobras não deveria ser mesmo privatizada?” Claro que deveria. MAS NÃO SERÁ. NUNCA! Quando alguns cretinos se orgulhavam de uma gigante chamada Telebras, telefone era coisa para ricos, que se declarava no Imposto de Renda. A privatização universalizou o serviço. Mas a saparia conseguiu convencer o “Seu-Mané-com-Telefone” que ele era mais rico e mais feliz quando era um “Seu-Mané-sem-Telefone”, com suas fichinhas na mão, usando o orelhão do boteco da esquina. Assim, leitores, esqueçam essa história de que esse ou aquele políticos deveriam “ter a coragem de defender a privatização da Petrobras”. Não seria coragem. Seria burrice. Ninguém vai fazê-lo. E tampouco se vai privatizar a estrovenga. Nunca! Há quem se orgulhe até de uma das mais caras e piores gasolinas do mundo. Assim, não queimem a mufa com essa bobagem. Adiante.


As oposições têm de deixar claro que a Petrobras precisa ser DESPRIVATIZADA, que não é propriedade de um partido. De fato, precisam evidenciar que os petistas têm de devolver o Brasil aos brasileiros. E contar, com coragem, com desassombro, como é que esses destemidos estão promovendo a sua privatização – desta feita, às escuras, sem leilão, sem concorrência, sem nada. Ao contrário: as privatizações do PT ajudam a eliminar a competição.


Querem um exemplo claro? Lula mudou uma lei apenas para permitir que Sérgio Andrade, seu amigo, principal financiador de sua campanha e um dos donos da Oi, comprasse a Brasil Telecom. Não! Escrevi errado: ele mudou a lei para LEGALIZAR uma compra que já havia sido feita. Mas não só isso: o BNDES, um banco público, foi um dos financiadores da operação. Dada a seqüência temporal, um banco oficial se comprometeu a financiar uma operação ilegal. Mas se tinha a certeza de que o Apedeuta cumpriria a sua parte. E ele cumpriu. Fundos de pensão – vale dizer: sindicatos de estatais – são donos de uma parcela da Oi. Assim, dinheiro público, do BNDES, financia a fatia do “privatismo” do sindicalismo petista – que é onde, hoje em dia, está o dinheiro.


“Ah, mas o BNDES participou das operações de privatização da Telebras no governo FHC”. É verdade. Operações públicas, que fizeram uma montanha de dinheiro entrar no Tesouro – dinheiro que foi fundamental no processo de estabilização da economia, de que Lula foi grande beneficiário. De qualquer modo, já ali teria sido necessário estancar a sangria de dinheiro das estatais para os fundos se eles queriam entrar no negócio. O fato é que o chamado “escândalo” da privatização da Telebras, está claro a esta altura, foi uma dessas tramóias inventadas em cima do nada. Não! Na verdade, as fitas provavam o contrário do que se queria evidenciar:. O governo de então agiu para elevar o ágio do bem público que estava sendo vendido, não para rebaixá-lo. Ademais, a privatização da telefonia correspondia a trazer a concorrência para o setor – que chegou. Lula se dedica, hoje, a eliminar a competição.


O BNDES também está, por exemplo, na fusão da Sadia com a Perdigão – mais um monopólio está sendo criado no país: é a Petrobras dos Embutidos. E, mais uma vez, os fundos são grandes beneficiários da operação – leia-se: a nata sindical ligada ao PT. O partido dá as cartas por ali. Ademais, as estatais – e isso quer dizer: todos nós – põem dinheiro nos fundos; os recursos não provêm apenas da contribuição dos trabalhadores coisa nenhuma. Quem disse que o PT não gosta de “privatização”? Gosta, sim. Desse modelo de “privatização”, que aumenta enormemente o poder do partido e põe algumas das maiores empresas do país sob o seu controle político. Gosta da privatização, em suma, do dinheiro público.


Uma pautinha muito boa, a ser feita por uma equipe, é mapear o poder real de cada fundo de pensão. Poderia ser assim:
- Nome do fundo;
- quanto a estatal realmente põe de dinheiro no dito-cujo;- patrimônio – especialmente focado na participação em grandes conglomerados;
- como o BNDES atuou para financiar operações que eram de interesse também desses fundos e, pois, do sindicalismo e do partido a ele associados.


Com efeito, esses fundos poderiam ser a demonstração de que a melhor saída para o mundo do trabalho é mesmo o capitalismo, né? É o modelo que pode realizar sem cadáveres o que o socialismo sempre prometeu. Mas, por aqui, deu-se um jeitinho de perverter a coisa toda:
- dinheiro das estatais continuam a irrigar os fundos;
- em vez de eles injetarem recursos no mercado, são tomadores; é o estado que injeta dinheiro neles.


“Ah, mas esse Reinaldo não sabe o que diz. É assim na maioria dos países”. Não é, não. Pra começo de conversa, os maiores fundos são formados por trabalhadores de empresas privadas. Não há dinheiro público na jogada. E as entidades não estão sob a influência – na verdade, controle – de um partido político. Faça-se a anatomia desses fundos no Brasil, procedendo-se, inclusive, a um “quem é quem” na cúpula. E veremos, então, quem está com o poder real no Brasil e quanto isso nos custa. E então se verá quem realmente é o maior “privatista” do Brasil. Uma fórmula particular de “privatização”. A da telefonia buscava o que conseguiu: universalizar o telefone. Esta outra também consegue o que busca: fortalecer o poder dos burgueses do capital alheio.


Não. As oposições não precisam de todo esse teretetê. Basta lançar a campanha, assim, bem grandiloqüente, com sotaque até antigo: “A Petrobras é do povo! Tirem as patas!”. Como vêem, penso em algo bem sutil para enfrentar a mentirada. Ou se vai pra luta política ou ainda se acaba refém da baixaria. Há certo tipo de gente que parou de assaltar bancos e seqüestrar pessoas para assaltar a verdade e seqüestrar reputações.


Reinaldo Azevedo

Em defesa de Israel

Por que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres, ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas? Por que não as fazem contra a ditadura birmanesa? Por que não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem nenhum amparo legal? Por que não se manifestam contra o uso de “crianças bomba”, nos conflitos onde o Islã está envolvido? Por que nunca lideraram a luta a favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão? Por que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em Israel? Por que não consideram a luta contra o fanatismo islâmico, uma de suas principais causas? Por que não defendem o direito de Israel de se defender e de existir? Por que confundem a defesa da causa palestina, com a justificação do terrorismo palestino?



E a pergunta do “milhão”, por que a esquerda européia, e globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras? As duas democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos atentados do terrorismo mundial. E a esquerda não está preocupada por isso.



E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade. Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos europeus. “Somos a favor da liberdade dos povos”, dizem com ardor. Não é verdade. Nunca se preocuparam com a liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão, etc. E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás. Somente se preocupam em usar o conceito de liberdade palestina, como míssil contra a liberdade israelense.



Uma terrível consequência decorre destas duas patologias ideológicas: a Manipulação jornalística.



Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da imprensa internacional. Sobre o conflito árabeisraelense NÃO SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA. A maioria da imprensa, quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do código de ética do jornalismo. E assim, qualquer ato de defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer enfrentamento, em um genocídio. Foram ditas tantas barbaridades, que já não se pode acusar Israel de nada pior. Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção generalizada na Palestina. E quando fala de vítimas, eleva à categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla, esconde ou deprecia as vítimas judias.



Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o antiamericanismo que definem o DNA da esquerda global espanhola. Por exemplo, um partido de esquerda acaba de expulsar um militante, porque criou uma página de defesa de Israel na internet. Cito frases da expulsão:`Nossos amigos são os povos do Irã, Líbia e Venezuela, oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como o de Israel.` Por outro exemplo, a prefeita socialista de Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba palestina, depreciando, assim, a mais de 6 milhões de judeus europeus assassinados.



Ou em minha cidade, Barcelona, o grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário do Estado de Israel, uma semana de `solidariedade com o povo palestino`. Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa terrorista dos anos 70, atual líder da Frente de Libertação Palestina, que é uma organização considerada terrorista pela União Européia, que defende o uso das bombas contra Israel. E etc. Este pensamento global, que faz parte do politicamente correto, impregna também o discurso do presidente Zapatero. Sua política exterior recai nos tópicos da esquerda lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente pró-árabe. Estou em condições de assegurar que, em particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e a política do ministro Moratinos vai nesta direção.



O fato de que o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do Líbano, não é um acaso. É um símbolo. A Espanha sofreu o atentado islâmico mais grave da Europa, e `Al Andalus` está na mira de todo o terrorismo islâmico. Como escrevi faz tempo, “nos mataram com celulares via satélite, conectados com a Idade Média”. E, sem dúvida, a esquerda espanhola está entre as mais anti-israelenses do planeta. E diz ser anti-israelense por solidariedade! Esta é a loucura que quero denunciar com esta conferência.



CONCLUSÃO



Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense como a maioria de meus colegas? Porque como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel. A luta contra o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não judeus, Como jornalista, sou obrigada a buscar a verdade, para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações. E sobre Israel não se diz a verdade. E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei converteram em princípios universais.



Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista de esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel. Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade. A luta de Israel, ainda que o mundo não queira saber, é a luta do mundo.



Pilar Rahola

Palestinos querem deixar o Brasil

BRASÍLIA - Palestinos refugiados no Brasil querem deixar o País. Eles alegam que não têm assistência do governo, nem do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Para chamar a atenção sobre sua situação, um grupo de refugiados realizou nesta sexta-feira manifestação no gramado em frente ao Ministério das Relações Exteriores.


De acordo com o advogado dos palestinos e coordenador nacional do Movimento Democracia Direta, Acilino Ribeiro, 20 palestinos querem deixar o Brasil por falta de condições de morar no País. “Eles querem ir para a Europa, porque a maioria das famílias deles está lá. Eles têm irmãos, pais tios, primos. Qualquer país da Europa é tranquilo para eles”, disse Ribeiro.


Agência Brasil
Palestinos protestam em frente ao Itamaraty
De acordo com o advogado, o Acnur não está dando o apoio necessário aos palestinos. Além disso, muito deles não podem voltar para os países de onde vierem porque correm risco de morrer ou de de voltar para campos de refugiados, afirmou.

Segundo Ribeiro, houve problemas de adaptação provocados pelo Acnur. "O primeiro foi não dar [aos refugiados], por exemplo, no mínimo seis meses de [adaptação à] cultura local, alfabetização, aulas, para que eles conhecessem o português. Depois, eles começaram a sentir dificuldade porque foram assentados distante de outras comunidades palestinas”, explicou.


Acilino Ribeiro informou que os palestinos vieram para o Brasil em 2007 e que alguns já têm filhos brasileiros. O advogado disse que espera do governo brasileiro, principalmente dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, que ao tomar conhecimento da situação dos palestinos, negocie a ida deles para a Europa.


Leia mais sobre: protesto

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