Jerusalém - Nossa para sempre

Hoje celebra-se o DIA DE JERUSALÉM. Na cerimónia de estado alusiva, tanto o primeiro-ministro Netanyahu como o presidente Shimon Peres juraram que a capital nunca será dividida.

Hoje celebra-se o DIA DE JERUSALÉM. Na cerimónia de estado alusiva, tanto o primeiro-ministro Netanyahu como o presidente Shimon Peres juraram que a capital nunca será dividida.
Postado por Toni às 17:18 0 comentários
Marcadores: Israel
Obrigado por ler, você é muito importante para nós Posts RelacionadosEu era um menino quando sentado na sala da casa de meu avô com um "carrinho" na mão levantei os olhos para a estante cheia de livros e os meus olhos se apegaram a um que muito me chamou a atenção. Hoje eu sei que na barra estava escrito em hebraico: TORAH. Minhas mãos se deram àquele livro e com ímpeto o abri. Todas aquelas letrinhas quadradas me encantaram. Aqueles pontinhos por todos os lados marcando as letras - foi amor à primeira vista.
Larguei o carrinho e sentei no sofá e fiquei folheando o Sagrado Livro por um bom tempo esperando meu avô chegar. Quando ele adentrou a sala de pronto perguntei a ele que idioma era aquele; ele um pouco descontente por eu haver mexido na sua protegida estante de livros me respondeu: "Isto é Hebraico". Perguntei se ele sabia falar aquele idioma e ao me responder fiquei triste: "ninguém conhece ou fala esta língua aqui".Não desanimei, estava apaixonado! saia da minha casa, que era bem longe, e ia quase todos os dias a casa do meu avô "copiar" aquelas letras que tanto me prenderam a atenção. Deitava-me ao chão com um caderno e um lápis e copiava longos trechos. Embora eu não entendesse o que copiava, foi assim que aprendi a escrever em hebraico. Ainda hoje tenho aqueles cadernos cheios de textos, que graças a Deus, hoje em parte já os compreendo. Na época eu tinha 12 anos.
Passou-se o tempo e nunca encontrava alguém para ensinar-me o lindo idioma. Lembro quando eu tinha 15 anos, quando toda família estava na sala assistindo um filme na TV sobre um seqüestro de um avião com Israelitas na Uganda. De repente ouvi um homem judeu rezando: "Baruh athah Adonay..."
Rapidamente raciocinei: se ele é judeu isto que ele pronunciou é hebraico, naquela hora eu disse em voz audível: "é lindo!" Meu irmão assustado perguntou-me: o que é lindo? Sem responder corri e peguei um gravador antigo e fiquei ao pé da televisão na esperança que alguém falasse novamente em hebraico. Ninguém mais falou em hebraico no filme, mas depois fui à locadora e consegui locá-lo e agora ficava voltando sempre na parte em que o homem orava em hebraico, até que conseguir decorar. Mas era tudo o que sabia mesmo sem saber o significado.
Aos 18 anos, passando pelo centro da cidade de Teresina, a vitrine de uma nova livraria me chamou a atenção: "Gramática Elementar da Língua Hebraica".
Era caríssima e eu ainda não trabalhava. Propus ao meu avô pintar toda a casa dele e ele compraria a Gramática pra mim. Eu nunca havia pintado nada na minha vida e o trabalho que eu pensava em terminar em dois dias demorou uma semana. Peguei o dinheiro com as mãos corroídas pela cal e pela tinta e fui alegre e feliz à livraria adquirir aquela gramática. Boa parte do conhecimento de Hebraico Bíblico que tenho veio dela. Ainda a tenho bem conservada, para mim é uma "amiga".
Hoje aos 28 anos estou grato por ter estado aqui. Meu jeito calado, a voz embargada, a distração fotografando minha primeira Morah de Hebraico - você querida Cecília - foram expressões da emoção em estar em contato direto com o idioma e com uma pessoa do "Povo Amado". Foram dias inesquecíveis. Valeu cada centavo economizado, todos os meses que esperei passar, o medo do avião, a saudade de minha Ahuva Cristiane e meu Ben Kalev, aliás: não tem preço.
Ter estado aqui, agora faz parte da minha vida.
Todah Rabah ahuva chaverah shely Cecília Ben-Davi,
Shalom,
Talmid shelcha: Osiel Borges
Centro de Cultura Judaico
Postado por Toni às 16:53 0 comentários
Marcadores: Judeus
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Parada de oficiais nazistas na Avenue Foch, de Paris, pouco tempo depois da conquista da capital francesa pelas tropas nazistas, em maio de 1942: desumanização gradativa imposta aos judeus franceses por seus algozes é assunto do comovente diário de Hélène Berr ![]()
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Ela, que se sentia às vezes tão sozinha na Paris da Ocupação,
tem agora a nossa companhia, dia após dia.
Sua voz, em meio ao silêncio daquela Paris, é tão próxima...
A leitura de um diário deveria nos constranger a todos. Não pelo seu conteúdo, certamente, mas pelo ato em si de violação de um relato íntimo, particular. No entanto, constrangem-nos, na leitura do diário de Hélène Berr, as sombras que, como asas da maldade, vão toldando, aos poucos, nossa visão. Acompanhamos, como que paralisados, os passos de Hélène para a morte. Sabemos de seu fim, sua sepultura nas nuvens. No entanto, somos impelidos a seguir, com um nó na garganta, seus passos.
A Paris descrita pela jovem parisiense no início de seu diário é maravilhosa. Entre a rua Soufflot e o Boulevard Saint-Germain, como ela, nos sentimos num território encantado. Da casa de Paul Valéry, que autografa o livro da alegre senhorita: "Ao despertar, tão suave a luz tão belo esse vivo azul", descobrimos suas leituras, romancistas e poetas de sua predileção e seus lugares preferidos. Quanto mais lemos, mais beleza encontramos: as aulas na Sorbonne, os amigos com quem discutia literatura, política, ética, filosofia. Os amores recém-descobertos, a luminosidade da horta, a luz do sol que faz com que o coração pareça ter a consistência da cera... tudo filtrado por uma rara consciência de que se está "amarrada a alguma coisa invisível" e que a linguagem falha, a palavra não vem e que se escreve, ela mesma confessa, é porque não sabe com quem conversar.
Esse mundo será, no entanto, pouco a pouco, eclipsado pela sombra da ocupação nazista na França. Talvez, sem que ela saiba, o registro do dedo ferido, de onde um médico retira algumas camadas de pele, seja o primeiro indício, metafórico, da escrita dolorosa que está por vir. "Os alemães vão ganhar a guerra", vaticina um de seus amigos. "Mas o que nos tornaremos se os alemães ganharem?" ela, porém, pergunta em aflição. "Tanto faz! Não vai mudar nada...", continua o amigo desiludido, cínico, a olhar as águas de um pequeno lago. Então, nesse breve diálogo e na sua resposta final, descobrimos o quilate com que é feito o espírito de Hélène: "Mas eles não permitem que todos aproveitem essa luz e essa água!" Então, nós, tantos anos depois das sombras que se abateram sobre a Cidade Luz, descobrimos por que necessitamos, ainda, ler os diários, ouvir os depoimentos, exumar, enfim, os textos que não podem morrer: somos corresponsáveis, com esses testemunhos, de não deixar que a memória se apague e o horror vença por esquecimento de suas barbaridades.
O relato jovial, com os olhos mergulhados em castanheiras em flor, começa a se turvar a partir do dia 29 de maio de 1942. Nas medidas impostas pelos alemães contra os judeus está a ordem de uso, por todos os judeus a partir de seis anos de idade, da estrela amarela em público, como signo distintivo. "Naquele momento", registra Hélène, "eu estava decidida a não usá-lo. Considerava uma infâmia e uma demonstração de aceitação das leis alemãs. À noite, tudo mudou novamente: acho covardia não fazer isso, em relação aos que o farão". Percebemos, nesse pequeno trecho, a faculdade de estabelecer julgamentos morais por meio de seus atos: a escolha consciente do uso da estrela, não obstante a imposição das forças de ocupação. Seguimos, ainda, sua reflexão: "Mas, se o usar, quero estar sempre elegante e digna, para que as pessoas vejam do que se trata. Quero fazer do jeito mais corajoso". Percebemos, assim, que a imposição se transforma, após esse momento, para Hélène, em sinal de distinção, não de discriminação.
Aos poucos, também, os cidadãos franceses de origem judaica não poderão ocupar senão o último vagão do metrô. "Quando revejo esta semana", escreve Hélène, "percebo que paira sobre ela [a rua] um céu sombrio". Bens serão confiscados, direitos desprezados. Haverá denúncias, pilhagens, Raymond Berr, pai de Hélène, é preso e enviado ao campo de concentração temporário em Drancy, cidade poucos quilômetros ao norte de Paris. Após o verão de 1942, quase todos os judeus nele internos foram levados para Auschwitz. "Eu me sentia envolvida por uma espécie de bruma", escrevia Hélène, "não falava nada". Mas, afinal, qual foi o motivo da prisão do Sr. Berr? "O inspetor afirmou que papai teria sido dispensado se sua estrela estivesse bem costurada (...). Eu protestei. Mamãe também; ela explicou que a tinha afixado com grampos e botões de pressão para poder usá-la em todos os ternos. O homem continuou a dizer que foi isso que provocou o internamento: 'No campo de Drancy, elas serão costuradas'." A monstruosa incompreensibilidade e a horrível falta de lógica de tudo não possuem explicação.
Antoinette, mãe de Hélène, é assassinada numa câmara de gás em maio de 1944. Levado depois a Auschwitz, Raymond Berr é assassinado no fim de setembro. Presa e enviada, também, a Auschwitz, Hélène consegue sobreviver por cerca de um ano. Em janeiro de 1945, é transferida para Bergen-Belsen. O tifo havia espalhado a matança por todo o lugar. Morriam centenas a cada dia. "Toda manhã", nos conta, perplexa, uma Hélène etérea, quase uma sombra, "os alemães acabavam de liquidar com revólver aqueles que já não conseguiam se levantar. Os doentes, então, para não passar por isso, faziam-se sustentar, de pé, pelos colegas sãos, para se manter enfileirados. Os alemães davam coronhadas nas mãos daqueles que os seguravam. Os doentes caíam, eles os amontoavam em charretes, tirando-lhes as botas e as roupas (...)." Doente de tifo, ela sucumbe em abril de 1945, dias antes da libertação do campo pelos ingleses.
Talvez, se Anne Frank tivesse sobrevivido às atrocidades do nazismo, teria sido uma jovem instigante como Hélène Berr. Ambas morrem em 1945, em Bergen-Belsen, e da mesma doença. Seus destinos e diários conversam entre si. Suas vidas não se perderam em vão. "Que este diário, um ato de sobrevivência, possa se propagar infinitamente e alimente a memória de todos aqueles cujas palavras foram apagadas", desejamos, com Marriete Job, sobrinha de Hélène ■
Lyslei Nascimento é professora de Literatura Brasileira da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos Judaicos da mesma universidade

Postado por Toni às 16:06 0 comentários
Marcadores: Judeus
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O ex-presidente George W. Bush deve estar rindo à toa
Postado por Toni às 12:09 0 comentários
Marcadores: Mundo
Obrigado por ler, você é muito importante para nós Posts RelacionadosPostado por Toni às 11:54 0 comentários
Marcadores: Terrorismo
Obrigado por ler, você é muito importante para nós Posts RelacionadosO partido ultranacionalista Israel Beiteinu, do chanceler Avigdor Lieberman, apresentou ontem uma projeto de lei que vincula a cidadania israelense a um juramento de fidelidade ao "judaismo, ao sionismo e ao Estado democrático". A medida afetaria 1,5 milhão de árabes israelenses que vivem em Israel - o equivalente a um quinto da população do país.
No domingo, o mesmo partido já havia proposto que o governo proibisse que os árabesisraelenses relembrassem a "catástrofe" (nakba) - termo usado pelos palestinos para descrever a criação do Estado de Israel, em 1948, que foi seguida de uma guerra entre israelenses e árabes.
Caso a lei seja aprovada, os infratores serão punidos com até 3 anos de prisão. As duas iniciativas reforçaram o caráter conservador do chanceler, que defende uma plataforma ultranacionalista, considerada por seus críticos como um entrave ao processo de paz com os palestinos.
A mensagem de Lieberman e seus correligionários é a de que os árabes israelenses representam uma ameaça interna para Israel. Seu partido, o Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa), tornou-se o terceiro maior partido na Knesset - o Parlamento israelense - depois das eleições de fevereiro.
Agora, com a apresentação dos dois projetos, a legenda dá sinais de que os discursos radicais de campanha podem se transformar em leis, caso passem por todas as etapas legislativas até a aprovação final.
CRÍTICAS
Mohamed Darawshe, do Abraham Fund Initiatives, grupo que promove a relação pacífica entre judeus e árabes em Israel, disse que as duas propostas refletem "uma ideologia importada de regimes obscuros que desmoronaram".
Alex Miller, parlamentar ultranacionalista que apresentou as propostas, justificou sua posição em uma entrevista concedida à rádio do Exército israelenses. "Penso que podemos chegar a uma situação na qual cidadãos do nosso país não marquem um dia de luto pela criação do Estado no qual eles vivem", disse Miller em referência à "catástrofe".
A parlamentar árabe Hana Swaid chamou as propostas de Miller de "racistas" porque "eliminam o direito de cidadãos árabes de professarem sua identidade, sua religião e seus sentimentos nacionais".
Analistas dizem que dificilmente as leis seriam aprovadas pelo Parlamento, mas chamam a atenção para a intransigência crescente do governo do premiê de Israel, Binyamin Bibi Netanyahu, em relação aos palestinos.
Netanyahu recusa-se a endossar a independência dos palestinos e tem defendido que nenhum israelense deixe a parte leste de Jerusalém, ocupada por Israel em 1967, em um movimento que nunca foi reconhecido pela comunidade internacional.
Comentário de leitor:
O partido Israelense "Beiteinu" e o estado de Israel se adotar esse plano, tem que ser admirado, pois a rota de apaziguamento nao funciona.
Nesta situacao, Israel tem uma populacao civil p/ proteger e se preocupa em exercer a funcao principal do governo que e a de proteger e dar seguranca a sua populacao e a opiniao do mundo, que va pro inferno.
Qdo o mundo mostrar alguma preocupacao com os inocentes Israelis morrendo nas maos dos perversos Arabes, entao talvez Israel reconsidere. Mas por enquanto está correto. Esses arabes dentro de Israel valem tanto qto uma sinagoga no centro de Baghdad.
Onde estavam os Arabes qdo o povo de Israel estava sendo exterminado pelo vilao da Historia Hitler, se nao apoiando os nazistas a cometer genocidio.
Estado de Sào Paulo
Postado por Toni às 11:45 0 comentários
Marcadores: Israel
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