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terça-feira, 26 de maio de 2009

A cultura do ódio

Daniel Pipes
FrontPageMagazine.com


Original em inglês: Caught on Tape: The Middle East's Culture of Cruelty
Tradução: Joseph Skilnik



Os árabes israelenses odeiam Israel


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Haifa revelou que os habitantes árabes de Israel - os "árabes israelitas" - estão muito mais próximos dos inimigos de Israel do que se imaginava.

Durante uma apresentação feita hoje dos resultados da pesquisa, o professor Sami Samocha disse que só 41 por cento dos árabes inquiridos é que reconhecem o direito à existência de Israel como um estado democrático judaico. Comparando com 1995, o número dos que negam esse direito é elevadíssimo, já que nessa altura não ultrapassavam os 7 por cento.

O enorme crescimento do número de árabes israelitas que querem ver a queda do estado judaico pode ter algo a ver com a crescente negação do Holocausto entre a comunidade árabe. Mais de 40 por cento dos inquiridos disseram não acreditar que o Holocausto nazi tenha alguma vez tido lugar e que é uma justificação fabricada para o estabelecimento de Israel.

E ironicamente, enquanto o mundo tenta pintar os judeus israelitas como racistas, a pesquisa feita pela Universidade de Haifa mostra que 47 por cento dos árabes israelitas se opõem a ter um vizinho judeu. Há cinco anos atrás essa percentagem era de 27,2 por cento.

E ainda surgem por aí os "inteligentes" - normalmente vivendo bem longe de Israel - que insistem numa coexistência pacífica, querendo forçar Israel a conviver e a suportar o ódio e a agressividade daqueles a quem o estado de Israel concede o direito de serem cidadãos de pleno direito mas que sonham com a destruição da nação que os acolhe...

As evidências estão bem claras. Este ódio está na estirpe dos árabes e eles jamais conseguirão entender a linguagem da democracia, muito menos a da diplomacia.


Shalom, Israel!

Jerusalém - Nossa para sempre




Hoje celebra-se o DIA DE JERUSALÉM. Na cerimónia de estado alusiva, tanto o primeiro-ministro Netanyahu como o presidente Shimon Peres juraram que a capital nunca será dividida.


"Jerusalém unificada é a capital de Israel. Jerusalém sempre tem sido e sempre será nossa e nunca mais será dividida" - afirmou o primeiro-ministro no seu discurso, congratulado por estrondosos aplausos.

"Estou hoje aqui... afirmando o mesmo que disse na minha visita aos EUA: Jerusalém nunca mais será dividida. Só a soberania de Israel sobre a cidade é que pode assegurar a liberdade de religião para as três expressões de fé, e essa é a única coisa que pode garantir que todas as minorias e congregações podem viver nela" - afirmou.

O presidente Peres subiu à plataforma antes de Netanyahu e afirmou que Jerusalém é a única capital que Israel e o povo judeu conheceram.
"A grandeza de Jerusalém não advém da sua geografia, mas da sua história. Nenhuma outra cidade do mundo criou tanta abundância de história espiritual e política".

"Jerusalém é considerada sagrada por metade da humanidade. Sempre foi e será a capital de Israel. Nunca tivemos nenhuma outra e nunca foi a capital de nenhum outro povo."

Assim seja! Shalom, JERUSALÉM! Shalom, Israel!

Um aluno de Hebraico

Eu era um menino quando sentado na sala da casa de meu avô com um "carrinho" na mão levantei os olhos para a estante cheia de livros e os meus olhos se apegaram a um que muito me chamou a atenção. Hoje eu sei que na barra estava escrito em hebraico: TORAH. Minhas mãos se deram àquele livro e com ímpeto o abri. Todas aquelas letrinhas quadradas me encantaram. Aqueles pontinhos por todos os lados marcando as letras - foi amor à primeira vista.

Larguei o carrinho e sentei no sofá e fiquei folheando o Sagrado Livro por um bom tempo esperando meu avô chegar. Quando ele adentrou a sala de pronto perguntei a ele que idioma era aquele; ele um pouco descontente por eu haver mexido na sua protegida estante de livros me respondeu: "Isto é Hebraico". Perguntei se ele sabia falar aquele idioma e ao me responder fiquei triste: "ninguém conhece ou fala esta língua aqui".Não desanimei, estava apaixonado! saia da minha casa, que era bem longe, e ia quase todos os dias a casa do meu avô "copiar" aquelas letras que tanto me prenderam a atenção. Deitava-me ao chão com um caderno e um lápis e copiava longos trechos. Embora eu não entendesse o que copiava, foi assim que aprendi a escrever em hebraico. Ainda hoje tenho aqueles cadernos cheios de textos, que graças a Deus, hoje em parte já os compreendo. Na época eu tinha 12 anos.

Passou-se o tempo e nunca encontrava alguém para ensinar-me o lindo idioma. Lembro quando eu tinha 15 anos, quando toda família estava na sala assistindo um filme na TV sobre um seqüestro de um avião com Israelitas na Uganda. De repente ouvi um homem judeu rezando: "Baruh athah Adonay..."

Rapidamente raciocinei: se ele é judeu isto que ele pronunciou é hebraico, naquela hora eu disse em voz audível: "é lindo!" Meu irmão assustado perguntou-me: o que é lindo? Sem responder corri e peguei um gravador antigo e fiquei ao pé da televisão na esperança que alguém falasse novamente em hebraico. Ninguém mais falou em hebraico no filme, mas depois fui à locadora e consegui locá-lo e agora ficava voltando sempre na parte em que o homem orava em hebraico, até que conseguir decorar. Mas era tudo o que sabia mesmo sem saber o significado.

Aos 18 anos, passando pelo centro da cidade de Teresina, a vitrine de uma nova livraria me chamou a atenção: "Gramática Elementar da Língua Hebraica".

Era caríssima e eu ainda não trabalhava. Propus ao meu avô pintar toda a casa dele e ele compraria a Gramática pra mim. Eu nunca havia pintado nada na minha vida e o trabalho que eu pensava em terminar em dois dias demorou uma semana. Peguei o dinheiro com as mãos corroídas pela cal e pela tinta e fui alegre e feliz à livraria adquirir aquela gramática. Boa parte do conhecimento de Hebraico Bíblico que tenho veio dela. Ainda a tenho bem conservada, para mim é uma "amiga".

Hoje aos 28 anos estou grato por ter estado aqui. Meu jeito calado, a voz embargada, a distração fotografando minha primeira Morah de Hebraico - você querida Cecília - foram expressões da emoção em estar em contato direto com o idioma e com uma pessoa do "Povo Amado". Foram dias inesquecíveis. Valeu cada centavo economizado, todos os meses que esperei passar, o medo do avião, a saudade de minha Ahuva Cristiane e meu Ben Kalev, aliás: não tem preço.

Ter estado aqui, agora faz parte da minha vida.

Todah Rabah ahuva chaverah shely Cecília Ben-Davi,

Shalom,

Talmid shelcha: Osiel Borges

Centro de Cultura Judaico

O diário de Hélene Berr

Parada de oficiais nazistas na Avenue Foch, de Paris, pouco tempo depois da conquista da capital francesa pelas tropas nazistas, em maio de 1942: desumanização gradativa imposta aos judeus franceses por seus algozes é assunto do comovente diário de Hélène Berr



Lyslei Nascimento
lê o Diário de Hélène Berr, volume de memórias de uma jovem vibrante que percorreu o trajeto da felicidade em meio à cultura parisiense da Rive Gauche para a morte no campo de concentração de Bergen-Belsen

Ela, que se sentia às vezes tão sozinha na Paris da Ocupação,
tem agora a nossa companhia, dia após dia.
Sua voz, em meio ao silêncio daquela Paris, é tão próxima...

Patrick Modiano

A leitura de um diário deveria nos constranger a todos. Não pelo seu conteúdo, certamente, mas pelo ato em si de violação de um relato íntimo, particular. No entanto, constrangem-nos, na leitura do diário de Hélène Berr, as sombras que, como asas da maldade, vão toldando, aos poucos, nossa visão. Acompanhamos, como que paralisados, os passos de Hélène para a morte. Sabemos de seu fim, sua sepultura nas nuvens. No entanto, somos impelidos a seguir, com um nó na garganta, seus passos.


A Paris descrita pela jovem parisiense no início de seu diário é maravilhosa. Entre a rua Soufflot e o Boulevard Saint-Germain, como ela, nos sentimos num território encantado. Da casa de Paul Valéry, que autografa o livro da alegre senhorita: "Ao despertar, tão suave a luz tão belo esse vivo azul", descobrimos suas leituras, romancistas e poetas de sua predileção e seus lugares preferidos. Quanto mais lemos, mais beleza encontramos: as aulas na Sorbonne, os amigos com quem discutia literatura, política, ética, filosofia. Os amores recém-descobertos, a luminosidade da horta, a luz do sol que faz com que o coração pareça ter a consistência da cera... tudo filtrado por uma rara consciência de que se está "amarrada a alguma coisa invisível" e que a linguagem falha, a palavra não vem e que se escreve, ela mesma confessa, é porque não sabe com quem conversar.


Esse mundo será, no entanto, pouco a pouco, eclipsado pela sombra da ocupação nazista na França. Talvez, sem que ela saiba, o registro do dedo ferido, de onde um médico retira algumas camadas de pele, seja o primeiro indício, metafórico, da escrita dolorosa que está por vir. "Os alemães vão ganhar a guerra", vaticina um de seus amigos. "Mas o que nos tornaremos se os alemães ganharem?" ela, porém, pergunta em aflição. "Tanto faz! Não vai mudar nada...", continua o amigo desiludido, cínico, a olhar as águas de um pequeno lago. Então, nesse breve diálogo e na sua resposta final, descobrimos o quilate com que é feito o espírito de Hélène: "Mas eles não permitem que todos aproveitem essa luz e essa água!" Então, nós, tantos anos depois das sombras que se abateram sobre a Cidade Luz, descobrimos por que necessitamos, ainda, ler os diários, ouvir os depoimentos, exumar, enfim, os textos que não podem morrer: somos corresponsáveis, com esses testemunhos, de não deixar que a memória se apague e o horror vença por esquecimento de suas barbaridades.


O relato jovial, com os olhos mergulhados em castanheiras em flor, começa a se turvar a partir do dia 29 de maio de 1942. Nas medidas impostas pelos alemães contra os judeus está a ordem de uso, por todos os judeus a partir de seis anos de idade, da estrela amarela em público, como signo distintivo. "Naquele momento", registra Hélène, "eu estava decidida a não usá-lo. Considerava uma infâmia e uma demonstração de aceitação das leis alemãs. À noite, tudo mudou novamente: acho covardia não fazer isso, em relação aos que o farão". Percebemos, nesse pequeno trecho, a faculdade de estabelecer julgamentos morais por meio de seus atos: a escolha consciente do uso da estrela, não obstante a imposição das forças de ocupação. Seguimos, ainda, sua reflexão: "Mas, se o usar, quero estar sempre elegante e digna, para que as pessoas vejam do que se trata. Quero fazer do jeito mais corajoso". Percebemos, assim, que a imposição se transforma, após esse momento, para Hélène, em sinal de distinção, não de discriminação.


Aos poucos, também, os cidadãos franceses de origem judaica não poderão ocupar senão o último vagão do metrô. "Quando revejo esta semana", escreve Hélène, "percebo que paira sobre ela [a rua] um céu sombrio". Bens serão confiscados, direitos desprezados. Haverá denúncias, pilhagens, Raymond Berr, pai de Hélène, é preso e enviado ao campo de concentração temporário em Drancy, cidade poucos quilômetros ao norte de Paris. Após o verão de 1942, quase todos os judeus nele internos foram levados para Auschwitz. "Eu me sentia envolvida por uma espécie de bruma", escrevia Hélène, "não falava nada". Mas, afinal, qual foi o motivo da prisão do Sr. Berr? "O inspetor afirmou que papai teria sido dispensado se sua estrela estivesse bem costurada (...). Eu protestei. Mamãe também; ela explicou que a tinha afixado com grampos e botões de pressão para poder usá-la em todos os ternos. O homem continuou a dizer que foi isso que provocou o internamento: 'No campo de Drancy, elas serão costuradas'." A monstruosa incompreensibilidade e a horrível falta de lógica de tudo não possuem explicação.


Antoinette, mãe de Hélène, é assassinada numa câmara de gás em maio de 1944. Levado depois a Auschwitz, Raymond Berr é assassinado no fim de setembro. Presa e enviada, também, a Auschwitz, Hélène consegue sobreviver por cerca de um ano. Em janeiro de 1945, é transferida para Bergen-Belsen. O tifo havia espalhado a matança por todo o lugar. Morriam centenas a cada dia. "Toda manhã", nos conta, perplexa, uma Hélène etérea, quase uma sombra, "os alemães acabavam de liquidar com revólver aqueles que já não conseguiam se levantar. Os doentes, então, para não passar por isso, faziam-se sustentar, de pé, pelos colegas sãos, para se manter enfileirados. Os alemães davam coronhadas nas mãos daqueles que os seguravam. Os doentes caíam, eles os amontoavam em charretes, tirando-lhes as botas e as roupas (...)." Doente de tifo, ela sucumbe em abril de 1945, dias antes da libertação do campo pelos ingleses.


Talvez, se Anne Frank tivesse sobrevivido às atrocidades do nazismo, teria sido uma jovem instigante como Hélène Berr. Ambas morrem em 1945, em Bergen-Belsen, e da mesma doença. Seus destinos e diários conversam entre si. Suas vidas não se perderam em vão. "Que este diário, um ato de sobrevivência, possa se propagar infinitamente e alimente a memória de todos aqueles cujas palavras foram apagadas", desejamos, com Marriete Job, sobrinha de Hélène


Lyslei Nascimento é professora de Literatura Brasileira da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos Judaicos da mesma universidade


O Diário de Hélène Berr: um relato da ocupação nazista de Paris
Hélène Berr
Tradução de Bernardo Ajzenberg
Editora Objetiva, 307 p.
R$ 39,90

O mundo sente saudades de Bush

O ex-presidente George W. Bush deve estar rindo à toa



O anão vagabundo da Coréia do Norte está arrotando poder com a sua bomba atômica. O mundo, como já afirmei aqui, já está começando a ficar com saudades do presidente George W. Bush.


Já pressinto que esse Obama não conclui o mandato. A não ser que desça do palanque e passe a governar a maior potência do planeta. Além disso tem de largar a idiotia do politicamente correto, mandando fogo nos botocudos.

E lá no site da Folha há uma matéria sobre o anão coreano e 266 comentários de leitores. Numa passada de olhos, um deles me chamou a atenção por estar perfeito. É assinado pelo leitor Eurico Neves Jr. No comentário ele censura a bandalha de comunistas jurássicos que defende a ditadura do anão coreano. Transcrevo:

"As viúvas do Muro de Berlim só lembram de Hiroshima e Nagasaki, mas se esquecem das atrocidades indizíveis que os japoneses perpetraram na Ásia. É absolutamente estarrecedor ver pessoas aplaudindo os desatinos de um ditador lunático, que comanda uma das nações mais famélicas e atrasadas da face da Terra. Sem mencionar o ridículo e arcaico discurso "yankees go home", tão apreciado pelos perdedores da Guerra Fria. Se gostam tanto da Coréia do Norte, mudem-se para lá!"

É isso aí. Disse tudo.

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