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terça-feira, 30 de junho de 2009

Luiza Brunet - Com e sem Photoshop

A modelo, que tem 47 anos, diz que tanto o Photoshop como a plástica deveriam ser usados com moderação, para deixar as pessoas melhores, não para “fabricar” beleza.

Deputados querem censurar a Internet



Parlamentares debatem esta semana no Congresso proposta que prevê aplicar à internet as mesmas regras eleitorais impostas para o rádio e para a TV. O colunista do UOL em Brasília, Fernando Rodrigues, analisa o tema neste vídeo e adverte que se ninguém se mexer os deputados deverão aprovar mais essa excrescência, justamente porque temem a força da internet e sua capacidade de renovação.

Entretanto, querer censurar a internet é chover no molhado. Se os deputados articulam esse tipo de malandragem é porque não conhecem nada de nadica de informática e internet.

É impossível censurar a rede. Vide o Irã. Mesmo assim, a iniciativa dos deputados é vergonhosa e mostra que o Brasil é realmente um país habitado por primatas políticos, porém especialistas em pilhar os cofres públicos e exercer a deletéria censura à imprensa e à liberdade de opinião.


Leia Mais


Entrevista com Alan Dershowitz - Jurista Americano

Trechos da entrevista concedida ao jornalista
Jorge Pontual, do programa “Milênio”, da GloboNews


Israel não seria o grande empecilho à paz no Oriente Médio?


O grande empecilho no Oriente Médio tem sido a liderança palestina que em 1937 recusou o Estado oferecido pela “Comissão Peel”. Era um território enorme perto do oferecido a Israel. Israel aceitou, os palestinos recusaram. Em 1947 receberam outra oferta de um grande território contíguo; aos israelenses caberia um pequeno, não-contíguo. Os palestinos e árabes invadiram Israel e tentaram destruir o país. Em 1967 os palestinos poderiam ter ganho um estado, depois que Israel aceitou a resolução 242 da ONU. E os palestinos e árabes lançaram seus famosos “três nãos”: não à negociação, não à paz e não ao reconhecimento de Israel. Em 2001, os palestinos poderiam ter tido o seu Estado, e Arafat repeliu a oferta. Os palestinos vêm tendo sua nação negada pela liderança palestina, não por Israel.


Mas quanto às alegações de que Israel tomou terras árabes?


Judeus viviam na chamada Palestina há 2 mil anos, bem mais tempo que árabes e muçulmanos. Quando se pensou em criar uma pátria judaica, isso seria feito apenas em terras de maioria judaica. Nunca em terras sobre as quais os palestinos tivessem direito. Os judeus constituíam maioria (nas terras a eles propostas) e foi uma questão de autodeterminação. Woodrow Wilson, o presidente americano depois da I Guerra Mundial, e Winston Churchill, todos reconheceram que Israel estabelecera sua pátria. Tudo o que Israel desejava era o controle político sobre a área onde já era maioria. Era a terra deles. Terras compradas por especuladores do passado. Israel tinha o direito de estabelecer governo em áreas em que estava vivendo. Ninguém tomou terras de ninguém.


Mas Israel não é hoje uma presença imperialista no Oriente Médio?


Colonialistas são países como a Inglaterra, França e Holanda que enviam seus exércitos para tomar outros paises. Os judeus que foram para Israel, os judeus ashkenazim vindos da Europa, fugiram da Polônia, Lituânia, e Rússia. Não foram em nome desses países, não chegaram armados, mas munidos de ferramentas. Eram refugiados assim como meus avós chegaram aos EUA, mais ou menos a mesma época. Foi Israel que precisou combater o colonialismo, o colonialismo otomano, o colonialismo britânico... E os palestinos tomaram partido dos colonialistas otomanos e se aliaram aos outros colonialistas depois. Israel está longe de ter um regime colonialista. A Jordânia é colonialista. O Iraque também é. Foram países estabelecidos pelo colonialismo britânico, tiveram líderes falsos, realezas fantoches levadas ao poder. Israel é uma democracia.


A maioria do público de TV vê apenas imagens e não tem boa memória. E, nos últimos tempos, tem visto muros sendo construídos, bombas sendo atiradas, crianças mortas. Como podem não tomar Israel como opressor e os palestinos como os oprimidos?


Em primeiro lugar, não se trata de Israel x Palestina. É Israel contra o mundo árabe como um todo. Israel é um país pequenino. Na guerra de 1947, todos os países árabes invadiram Israel. Em 1967, foi a mesma coisa. E nenhum desses países árabes está se importando com os palestinos. Incorporaram na mesma hora as suas terras. Se não fosse por Israel, os palestinos seriam como os curdos: ninguém daria a mínima para eles. E não se trata de muros. Eu estive lá. É uma cerca móvel de segurança, e ela deverá ser deslocada, dependendo das necessidades de segurança do país. E as pessoas vêem essas imagens de Israel por se tratar de uma democracia. Qualquer pessoa pode ir lá fotografar. Tente fotografar em território palestino. Quando os franceses tentaram registrar imagens de palestinos linchando israelenses, eles perderam suas credenciais de imprensa. Não existe democracia palestina. E Israel, como os EUA, paga o preço da abertura.


Em um de seus livros, o senhor explica porque o terrorismo funciona. Acha que os palestinos se beneficiam com o terrorismo?


Os palestinos criaram o terrorismo. Eles o criaram em 1929 quando, antes que houvesse qualquer ocupação, o grão-mufti de Jerusalém enviou seus homens para matarem quase cem judeus ortodoxos em Hebron. Foi o primeiro incidente de limpeza étnica no Oriente Médio. A OLP, uma organização terrorista foi criada antes da ocupação, em 1967. O terrorismo persistiu mesmo quando Israel suspendeu a ocupação entre 1995 e 2001. Os territórios têm sido a tática dos palestinos há 75 anos, e é eficaz. Fez que a causa ganhasse prioridade sobre a dos curdos, dos bascos, dos chechenos, dos tibetanos... Quem ouve falar dos tibetanos? Estão sob ocupação há muito mais tempo, com mais assentamentos, um genocídio cultural maior, e ninguém ouve falar nos tibetanos, porque eles não usam o terrorismo. O terrorismo funciona.


O senhor faz menção ao grão-mufti Husseini, líder dos palestinos por muitos anos. Quem foi esse homem?


No principio dos anos 20, Husseini foi indicado como o grão-mufti de Jerusalém. Ele era nazista. Havia apoiado Hitler, o nazismo... Passou a guerra em Berlim, ao lado de Hitler, foi indiciado como criminoso de guerra, tentou criar um campo de execução perto de Nablus. Foi um dos mais cruéis anti-semitas do mundo e teve a liderança do povo palestino. Eu cito no meu livro frases de Edward Said, afirmando que ele era o líder dos palestinos, e de Arafat, aclamando-o como seu herói. Esse nazista é o herói de Yasser Arafat ! Ele foi o primeiro a recusar o Estado palestino. “Não nos interessa um Estado palestino. Nossa meta é destruir o Estado judeu”. Quando as lideranças palestinas desejarem o seu Estado, mais do que querem a destruição do Estado judeu, enfim haverá duas nações. Eu apoio a solução dos dois Estados. Eu sou pró-palestino, mas Husseini e a Arafat não são pró-palestinos. São somente anti-Israel.


Se formos ler os relatórios de diversos órgãos da ONU, é possível ver Israel como violador dos direitos humanos. Que resposta o senhor dá a essa alegação?


Nós estamos num mundo onde os jordanianos usam tortura contra seus dissidentes, os egípcios torturam, os filipinos... Antes da guerra no Iraque, praticavam tortura. Ainda assim o único país condenado por isto foi Israel. Israel vem sendo acusado desmedidamente por seus erros. É um pouco como os tribunais do apartheid da África do Sul ou do Sul dos EUA, que sempre decidiram contra os negros. Os negros estavam sempre errados? Não, os tribunais. Nesse caso quer dizer que a ONU está errada. A ONU talvez não sobreviva à sua intolerância contra Israel. Um diplomata disse, certa vez: “se a Argélia submetesse à Assembléia Geral uma resolução afirmando que a Terra é chata porque Israel a achatou, ela seria aprovada por 123 a 76, com 40 abstenções”. A ONU não é imparcial em se tratando de Israel.


Qual a situação real de Israel com relação aos direitos humanos?


Israel seria classificado como grau B numa escala ABCD. Nenhum país poderia se sair melhor. Não existe país que diante de ameaças de tal monta à sua população civil tenha conseguido posição melhor com relação aos direitos humanos. Israel tem a melhor Suprema Corte do mundo, e ela foi mais vezes a favor dos palestinos que qualquer tribunal árabe do Oriente Médio, em casos contra o interesse de seu país. Ela baniu todas as formas de coação física e tortura, coisas que os EUA vêm usando no Iraque, usaram no Afeganistão e em Guantánamo. A Suprema Corte de Israel proibiu o uso de formas coletivas de punição. A Suprema Corte de Israel proibiu ataques a ambulâncias, mesmo elas sendo usadas para transportar terroristas. Israel foi o único país a, recentemente, devolver terras tomadas numa guerra defensiva, em troca da paz com os egípcios. Foi o único país que nunca reagiu a bombardeios, bombardeando cidades inimigas. Nunca bombardearam o Cairo, Amã ou Damasco, mesmo depois de ataques desses três países. E, quando bombardearam os arredores de Beirute, tiveram o cuidado de só alvejar focos terroristas, nunca alvos civis.


Israel é comparado por alguns à África do Sul do apartheid, enquanto os territórios palestinos seriam comparados a bantustões. Isto é correto?


É uma premissa ridícula. Os negros na África do Sul não puderam ter seu Estado até a libertação de Mandela. Já os palestinos recusaram um Estado em 1937, em 1947, em 1967, e mais uma vez no ano 2001. Que comparação pode haver? Israel só deseja soberania nas áreas de maioria judaica. Isto é democracia. Na África do Sul, 5% da população dominam 95%. Em Israel, eles só querem poder sobre as áreas onde são a maioria.


Sempre que o grupo pró-Israel denuncia ataques terroristas contra civis, os partidários dos palestinos alegam que a resposta militar de Israel é o terrorismo estatal. O que o senhor diz disto?


A resposta militar de Israel é exatamente igual a de qualquer outra democracia, é exatamente igual a que os EUA usaram no Afeganistão, é exatamente igual a dos britânicos. É totalmente proporcional ao ataque. Israel matou menos civis nestes 75 anos de combate ao terrorismo que qualquer outro país na história militar moderna. A Jordânia matou mais palestinos em um mês, em setembro de 1970, que Israel matou ao longo de toda a nova Intifada. Os sírios mataram mais árabes, os iraquianos mataram mais árabes do que os israelenses em 75 anos. E mesmo assim a ONU jamais condenou árabes por matarem árabes. Apenas reprova Israel por defender seus civis contra ataques.


O senhor escreveu um livro acusando a Suprema Corte Americana de fraudar a eleições de 2000 em favor de George Bush. O que acha de ver o presidente Bush hoje como o maior partidário da causa de Israel?


Penso que o mundo deveria tomar partido de Israel. Com críticas, é claro, mas apoiando seu direito de existir como Estado e seu direito de se defender. Eu me sentia melhor com o ex-presidente Clinton no poder e o apoio que deu a Israel e dá até hoje. Eu me senti muito bem com todos os presidentes americanos desde a época em que eu comecei a votar. JF Kennedy sempre deu apoio a Israel, mesmo com críticas. Os EUA são o único país a adotar uma postura equilibrada com relação a Israel e a Palestina. Clinton ofereceu aos palestinos um Estado próprio com capital em Jerusalém, controle sobre seus santuários, US$ 35 bilhões para atendimento aos refugiados, controle sobre Gaza, 95% da Cisjordânia, e Arafat desdenhou. Eu penso que os EUA, de maneira geral, mantém por unanimidade o apoio à única democracia do Oriente Médio. Por que é de admirar que uma democracia dê apoio a outra? Você esperaria ver uma democracia apoiar a tirania? Ou que os EUA apoiassem uma Autoridade Palestina? Que mata homossexuais, que não concede direito às mulheres, que não tolera oposições, que usa tortura contra colaboradores, que aplica a pena de morte sem julgamento prévio? É claro que os EUA darão apoio a uma democracia vivaz onde viceja a autocrítica, que é pró-americana. Israel é aliado dos EUA. Os palestinos ficaram do lado errado em todas as guerras, na I e na II Guerra Mundial, na primeira Guerra do Golfo, na segunda, e na guerra contra o terrorismo. Porque alguém veria com tanta surpresa o apoio dos EUA a um aliado seu?


Mas o presidente Clinton era mais imparcial.


Não há diferença. Pergunte a Clinton. Ele vai lhe dizer que não há diferença entre o que Bush disse e as ofertas de Clinton em Camp David. A única diferença é que o tempo passou e os palestinos não retornaram à negociação. E restou o unilateralismo. Na verdade, Bush usou uma palavra que Clinton nunca usou. Ele disse que o Estado palestino na Cisjordânia deveria ser contíguo. Ele deu um passo além em favor dos palestinos, se comparado a Clinton em Camp David. Eu não vejo qualquer diferença entre as políticas de Clinton e Bush.


O senhor crê em risco de um novo Holocausto de judeus?


O risco é bem pequeno e não vem dos palestinos, e sim dos iranianos. Se os iranianos tiverem a chance de desenvolver um arsenal nuclear, há o risco de eles decidirem usá-lo. Um imã chegou a declarar: “se bombardearmos Tel-Aviv e Jerusalém com armas nucleares, matando 3 milhões de pessoas, os israelenses irão matar 20 milhões”. E ele acrescentou: “E a troca valeria a pena”. Essas pessoas glorificam a morte, desejam morrer, como é parte da cultura islâmica radical dos terroristas: “Nós queremos morrer, os judeus querem viver”. Se o Irã desenvolver um arsenal nuclear, eu espero que Israel tenha a capacidade militar para fazer o que fez com o Iraque. O que Israel fez ao destruir o reator nuclear iraquiano foi uma das melhores coisas que já aconteceram ao mundo. E se Israel for capaz de destruir um reator iraniano, eu rogo que o faça, se puder fazer com segurança. Destruir uma instalação nuclear que será utilizada contra você é a essência da autodefesa preventiva. Os únicos países que deveriam ter arsenal nuclear são aqueles que jamais o poriam em uso. Israel jamais usaria uma arma nuclear. Por isso ele deveria tê-las de modo a dissuadir ataques nucleares contra si.


Mas Israel possui armamento nuclear.


Graças a D-us!! Se não as tivesse, ficaria vulnerável a ataques da “bomba muçulmana” do Paquistão como vem sendo chamada ou de uma bomba iraniana. Israel precisa de uma arma nuclear de intimidação e precisa não fazer uso dela, como eu acredito que jamais o faria. Lembre que o sujeito que desenvolveu a bomba nuclear israelense foi o pacifista Shimon Peres. E duvido que haja algum pacifista em Israel que consideraria por um instante se desfazer do arsenal nuclear. Ele é a melhor garantia de paz no Oriente Médio.


Por que o senhor afirma que as armas nucleares de Israel nunca serão usadas?


Porque Israel tem a capacidade militar para vencer os países árabes sem recorrer a armas nucleares e o país se especializou em ataques localizados. Israel jamais bombardeou uma cidade. Nunca! Nunca atacou uma capital inimiga. Em Beirute, foi nos arredores, quando havia terroristas lá. Mas jamais Cairo, Amã, Damasco. Israel demonstrou, ao longo dos anos, que tenta desesperadamente evitar as baixas entre civis. Nem sempre é possível, pois, quando os terroristas se escondem entre os civis os usam como escudo, violando a Convenção de Genebra, as democracias precisam partir para o ataque, como os EUA fizeram no Afeganistão e também no Iraque. E não podem culpar as democracias por tentar evitar que terroristas ataquem civis.


O senhor diz que Israel é visto como “o judeu” entre os países. Que símbolo é esse? O que isso quer dizer?

O judeu é aquele tratado com iniqüidade, que sofre criticas por coisas que outras pessoas fazem. No livro “The Case for Israel” eu conto o caso de um reitor de Harvard que, querendo manter o número de judeus reduzido, alegou que os judeus trapaceavam. Quando alguém o interpelou, alegando que os cristãos também eram desonestos, ele replicou: “Mas agora estamos falando dos judeus, Não mude de assunto”. As pessoas dizem que Israel pratica tortura, toma terras, faz ocupações. Minha resposta é: Os chineses fazem ocupações, os jordanianos praticam tortura, muitos países tomam terras alheias. “Não mude de assunto. Estamos falando de Israel”. Não se pode falar apenas de Israel sem incorrer em intolerância. É preciso ter visão comparativa com relação ao resto do mundo. Se for isolar Israel como uma forma de demonização e deslegitimização, você estará sendo intolerante.

Honduras - A democracia venceu


Fora Socialismo Bolivariano


O editorial do Estadão sobre Honduras. Em todas as suas linhas dá razão ao que ocorreu, mostrando o golpe que Manuel Zelaya estava perpetrando com o apoio da Internacional Bolivariana, descrevendo a reação que isto gerou e que levou à sua deposição. No entanto, o jornal, assim como o mundo, volta-se contra a democracia hondurenha por uma simples razão: houve intervenção dos militares. Houve um "golpe militar", mesmo que ninguém tenha visto um só general, um só coronel, um só sargento como protagonista da instalação do novo governo. O que vemos são os militares agindo com o máximo de cuidado para manter a ordem no país, enfrentando milícias venezuelanas e nicaraguenses infiltradas no país, compostas de agitadores profissionais. O único general que desandou a falar foi Raúl Castro, que ontem chegou intempestivamente à Manágua para dar apoio à Zelaya e dissertar sobre, pasmem, democracia! O único coronel que ameaçou invadir o país, colocando seu exército em prontidão, foi Hugo Chávez, o nascente ditador venezuelano. No entanto, a imprensa distorce os fatos e transforma a defesa da democracia em Honduras em "golpe militar". Honduras está sozinha, isolada, porque cumpriu a Constituição e porque serve de exemplo para todo o continente, assolado pela praga dos referendos, utilizados para solapar o estado de direito. Não houve "golpe militar" em Honduras. O argumento é mentiroso e cínico. Os militares foram apenas os fiadores da democracia ameaçada.

Blog Coturno Noturno

Mais uma mentira




Existe na mídia uma versão mentirosa sobre uma tal confissão do Gal. Moshe Dayan a respeito do roubo de terras palestinas. Para que os mentirosos não vençam de novo, colocamos a verdade para que leiam. Os apoiadores de terroristas e bandidos não descansam na sua vontade de denegrir os judeus. Mas este e outros blogs de defesa sempre farão o seu papel básico. Defender judeus de pessoas desprovidas de moral.


Uma das formas mais comuns de ataque na guerra acadêmica e da mídia contra Israel é a distorção, citação fora de contexto ou invenção deliberada de frases atribuídas a líderes sionistas célebres. Uma das mais comuns é atribuída ao Moshe Dayan, traduzida para o português abaixo:

"Foram construídas aldeias judias no lugar de aldeias árabes. Você talvez nem mesmo saiba os nomes destas aldeias árabes, e eu não os culpo porque livros de geografia já não existem, não só os livros não existem, as aldeias árabes não estão lá. Nahlal surgiu no lugar de Mahlul; Kibutz Gvat no lugar de Jibata; Kibutz Sarid no lugar de Huneifis; e Kefar Yehushu'a no lugar de Tal al-Shuman. Não há nenhum único lugar onde se estabeleceu este país que não teve uma população árabe anterior."

Moshe Dayan, Ha'aretz, 4 de abril de 1969.

As citações dessa frase costumam deixar implícita ou explícita a idéia de uma confissão, de que o chefe de estado estava admitindo que aldeias árabes foram deliberadamente destruídas para o estabelecimento de cidades judaicas. Poucas deixam claro a origem ou o contexto original.

Na verdade o Ha'aretz transcreveu em 4 de abril de 1969 trechos de um discurso feito por ele em 19 de março de 1969 em uma palestra aos alunos do Technion, o Instituto de Tecnologia de Haifa. A citação distorcida foi a resposta à pergunta de um aluno questionando o porquê do governo israelense não adotar uma política de extradição para os palestinos que cometiam crimes na Cisjordânia. Moshe Dayan considerou uma idéia inaceitável, e o cerne da citação é o reconhecimento da convivência pacífica. A citação real conforme transcrita pelo Ha'aretz e traduzida é:

"Nós viemos para uma região que era habitada por árabes e construímos um estado judaico. Em muitos lugares nós compramos terras de árabes e construímos vilas judaicas onde um dia houve vilas árabes. Vocês [dirigindo-se aos estudantes] nem mesmo sabem os nomes [das vilas árabes existentes anteriormente], e eu não o culpo, porque aqueles livros de geografia não existem mais. Não apenas os livros, mas as vilas não existem..."

Ou seja, a intenção real da frase foi demonstrar como não era necessário usar de uma política extrema e injusta para estabelecer uma convivência, pois era possível estabelecer-se de forma pacífica. O mais importante, que é o ponto central excluído da frase, o fato de que em muitos lugares as terras foram compradas.
Considerando a edição extrema que existe entre a transcrição real e a versão divulgada por muitos, resta a dúvida de qual a fonte e qual o objetivo da distorção. Rastrear uma distorção até a fonte da fraude costuma ser bem mais difícil pois nunca se sabe quando alguém está agindo por ignorância ou má-fé. No caso dessa citação, a versão alterada foi criada pelo historiador palestino Walid Khalidi, aparecendo pela primeira vez na introdução do livro "All That Remains: The Palestinian Villages Occupied and Depopulated by Israel in 1948", p. XXXI.

Walid Khalidi acrescentou os nomes de algums cidades, pois o livro trata exatamente das vilas árabes que existiam e foram destruídas ou evacuadas durante a guerra, e acrescentar a frase na introdução na forma de confissão acrescenta alguma credibilidade ao argumento de que a destruição foi deliberada. No entanto as menções não resistem a um exame mais atento.

Na sua edição da frase Khalidi afirma que "Nahlal surgiu no lugar de Mahlul". Nahlal, foi em 1921 o primeiro "moshav" estabelecido em Israel, uma comunidade agrícola semelhante aos kibutzim, mas sem o mesmo ideal coletivista. A comunidade foi estabelecida em terras compradas pelo Fundo Nacional Judaico do governo Otomano e não tinha uma população árabe nativa. Dizer que "surgiu no lugar de Mahlul" comprova a má-fé, contando com a ignorância do leitor, pois "mahlul" era um termo usado pela lei otomana para referir-se à terras férteis que eram transferidas para cultivo a arrendatários ou locatários, mas se improdutivas por mais de três anos, a propriedade era retornada ao Estado caso não reclamadas pelo arrendatário original com um pagamento.

Depois Khalidi afirma que o "Kibutz Gvat surgiu no lugar de Jibata". Esta foi uma das vilas do Vale de Jezreel cujas terras foram compradas da família Sursock pelo Fundo Nacional Judaico em 1924, e o kibutz estabelecido em 1926 na vila então abandonada pelos habitantes originais. O mesmo vale para Kefar Yehushua, que afirma ter surgido no lugar de Tal al-Shuman. A questão da compra de terras, principalmente aquelas envolvendo grandes aristocratas como a família Sursock é muito importante para compreender as origens do conflito, e será tratada aqui no futuro.
Finalmente, ele afirma que o "Kibutz Sarid no lugar de Huneifis", mas Sarid foi estabelecido em 1926 em uma área deserta desde o Império Romano, e que teve uma tentativa de colonização fracassada, por cristãos alemães em 1883, que sofreram com doenças como tifo e malária e abandonaram o local.

Concluindo, a citação distorcida não conserva qualquer parte do sentido original, de que a convivência pacífica era possível e que muitas vilas judaicas foram estabelecidas pela compra de terras. Pelo contrário, ela inverte completamente o sentido e as adições feitas para reforçar a idéia falsa não têm fundamento.

Comentário Politica Geral : Pois é João Braziliano*, não é com mentiras e criando histórias que vai resolver o problema palestino. O mal sempre perde, pode demorar, mas perde. Invente histórias sobre os árabes, as dos judeus nós conhecemos muito bem.

João Braziliano - Leitor e comentárista do Blog Diário do Oriente Médio do Gustavo Chacra - O Estado de São Paulo
Fonte: Blog Israel Mitos e Fatos



“Já estou muito cansada de ouvir alegações de que os judeus ‘roubaram’ a terra dos árabes na Palestina. A verdade dos fatos é bem diferente. Muito dinheiro de boa procedência foi dado em pagamento pela terra e a realidade é que muitos árabes ficaram riquíssimos. Naturalmente houve outras organizações [além do Jewish National Fund (JNF) – “Fundo Nacional Judaico”] e inúmeros indivíduos que também compraram extensões de terra. Entretanto, no ano de 1947, só o JNF – com o dinheiro arrecadado em milhões das famosas ‘caixas azuis’ que se enchiam – já havia comprado mais da metade de todas as propriedades rurais judaicas naquele país. Portanto, acabem ao menos com essa calúnia”.
– Golda Meir, no livro My Life

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A história do cinema - Cinerama

Em uma série de artigos vamos mostrar algumas fases do sistema cinematográfico


Hoje veremos o sistema cinerama, uma fase do cinema que os jovens não viram.


Quem se lembra do cinema Cinerama na Av. São João - São Paulo?



Cinerama é o nome de registro de um processo cinematográfico de widescreen que trabalha com imagens projetadas simultaneamente por três projetores de 35 mm sincronizados para uma tela de proporções gigantescas e extremamente curva, com um arco de 146°. É também o nome da corporação que patenteou o processo. Foi o primeiro de uma série de processos introduzidos nos anos 1950, época da reação do Cinema ao avanço da Televisão. Sua denominação combina as palavras cinema e panorama, já que o objetivo do processo era dar ao amante do cinema uma "visão panorâmica" do que se passava na tela, fazendo com que o espectador se sentisseparticipante do processo.


Conceitos técnicos e evolução

Fachada do Cinerama de Seattle (EUA)

O sistema original envolvia três câmeras sincronizadas dividindo um único disparador. O processo foi posteriormente abandonado em favor de um sistema de disparo de 65 mm através de uma única câmera.


O Cinerama foi inventado por Fred Waller e comercialmente desenvolvido por Waller e Merian C. Cooper. Foi o resultado de longos anos de pesquisa. Um precursor do processo foi a filmagem da sequência final do filme mudo Napoléon feito em 1927 por Abel Gance, onde a tela é triplicada. De qualquer forma, o clássico de Gance era considerado perdido nos anos 50 e Waller não poderia tê-lo visto. Waller inicialmente desenvolveu um sistema de projeção chamado "Vitarama" para a indústria petrolífera e apresentada na Feira Mundial de Nova Iorque em 1939, com 11 projetores. Uma versão com cinco câmeras foi usada durante a Segunda Guerra Mundial.


Nos cinemas, os filmes em Cinerama era projetados de três cabines de projeção, postas na mesma disposição que as câmeras, em uma tela extremamente curva. Cada uma delas projetava um terço da imagem total que compunha a cena. O processo, no entanto, nunca conseguiu eliminar de todo as "emendas" que ficavam aparentes no ponto onde as imagens se alinhavam. Ainda hoje, em alguns lançamentos em DVD de filmes executados neste processo, pode-se perceber essa falha.


Em adição ao impacto visual das imagens, o Cinerama foi também um dos primeiros processos a usar multiplos canais de som. O sistema, desenvolvido por Hazard Reeves, um dos investidores do Cinerama, tinha sua trilha sonora gravada em 6 (e depois 7) canais e depois reproduzida através de cinco autofalantes colocados atrás da tela. Um "canal surround" (depois dois) jogava o som por trás através de auto-falantes instalados na platéia.


Evolução Artística e Técnica



Os primeiros filmes lançados comercialmente na técnica Cinerama, estavam mais para "panorama" que para "cinema". Normalmente eram documentários de longa duração, alternando imagens de diferentes pontos turísticos do Mundo (principalmente dos EUA) e algumas sequências com experiências feitas com o processo. O primeiro destes filmes This is Cinerama (1952), que no Brasil chamou-se "Isto é Cinerama", abria com uma sequência gravada como se a câmera estivesse sentada no carrinho de uma montanha-russa e o espectador fosse essa câmera. A idéia era presentear a platéia com uma experiência similar à real.


O primeiro filme em Cinerama, o supracitado This is Cinerama, estreou em 30 de Setembro de 1952, no Teatro Broadway de Nova York. O New York Times colocou o lançamento em sua primeira página. Diversas personalidades estiveram presentes ao evento, incluíndo o governador de Nova York Thomas E. Dewey, o violinista Fritz Kreisler e o manda-chuva de Hollywood Louis B. Mayer.


Os custos crescentes da feitura de filmes widescreen com a técnica das três câmeras fez com que Cinerama parasse de fazer filmes na sua forma original depois da primeira release do filme How the West Was Won (br: A Conquista do Oeste). O uso do "Ultra Panavision 70" para certas cenas (como a sequência das corredeiras, no início do filme), depois passadas para a técnica das três câmeras, mostrou que uma imagem widescreen razoavelmente satisfatória podia ser obtida sem o uso das três câmeras. Consequentemente Cinerama descontinuou o processo.


No entanto, o impacto destes filmes na tela grande não pode ser acessada através de TV ou vídeo. Por terem sido desenhados para serem projetados em telas curvas, a geometria parece distorcida na televisão.


Cinerama continuou através do restante da década de 1960 com processo "Ultra Panavision 70". Os filmes rodados neste processo, com uma única lente, foram It's a Mad, Mad, Mad, Mad World (1963) , Battle of the Bulge (1965), The Greatest Story Ever Told (1965) , The Hallelujah Trail (1965) e Khartoum (1966).


Seguindo o uso do "Ultra Panavision 70", o menor mas ainda espetacular "Super Panavision 70" foi usado para os filmes Grand Prix (1966), 2001: A Space Odyssey (1968) e Ice Station Zebra (1968), e Krakatoa, East of Java (1969), que também possuia cenas rodadas pelo processo Todd-AO.


Mais dois filmes foram rodados pelo processo "Super Technirama 70", de menor resolução para releases em Cinerama: Circus World (1964) e Custer of the West (1967). Na época, o que era alardeado como "Cinerama" já era um pálido reflexo do processo original de três filmes.


No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, o nome "Cinerama" foi usado como nome de companhia distribuidora de filmes.


Lista das principais atrações em Cinerama



A lista a seguir engloba filmes apresentados como sendo realizados "em Cinerama".








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