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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Missão Lua

Este mes completam-se 40 anos da maior missão do homem. A conquista da lua
Nestes vídeos homenageamos o grande feito humano.
Vejam como foi.









Vídeo sobre o Irã

É isto que o governo brasileiro e os comparsas botocudos defendem.
O Brasil está fazendo acordos comerciais com estes bandidos.
Escondidos para os brasileiros não saberem.

Os guerrilheiros de Baton

Nem Obama, nem Twitter. Por trás da revolta no Irã estão as mulheres, vítimas do fundamentalismo religioso


Sérgio Augusto - O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - O que, afinal de contas, está acontecendo e ainda pode acontecer no Irã? Em que testemunhos e análises confiar?

Os analistas paranoicos ou conspiratórios excitam a imaginação, nos dão algumas aulas de história, mas, de modo geral, só isso. Paul Craig Roberts, por exemplo, viu o dedo do governo americano por trás dos protestos em Teerã. Ex-assessor de Ronald Reagan e habitual colaborador do site da CounterPunch, nos fez voltar a 1953, quando a CIA conspirou e conseguiu derrubar o primeiro ministro Mossadegh, que nacionalizara o petróleo iraniano, contrariando os interesses da Anglo-American Oil Company, e pôr em seu lugar o xaixá Reza Pahlevi. Roberts sabe das coisas, mas acho que desta vez subestimou a esperteza diplomática do governo Obama.

Mike Madden, na também eletrônica Salon, insinuou que jagunços do Hamas e do Hezbollah estariam ajudando os milicianos basiji na repressão às passeatas. Sem amigos, parentes e compatriotas na multidão indignada, os milicianos importados baixariam a lenha sem culpa nem piedade. Também já levantaram a hipótese de que a estudante Neda Agha Soltan não foi assassinada por um basiji e sim por alguém mancomunado com grupos estrangeiros interessados em desestabilizar o governo da dupla Khamenei-Ahmadinejad.

Embora duvide que o Hamas e o Hezbollah disponham de quadros para empréstimo ao exterior, Madden passou adiante a informação de um ativista iraniano que teria ouvido de um basiji, em Shiraz, a seguinte inconfidência: "Não só há árabes entre nós como eles estão ganhando mais do que a gente". Hospedados em hotéis e melhor armados, receberiam US$ 200 de diária e teriam ordens para agir com extrema violência. Se for verdade, cisão à vista nas forças de segurança iranianas. E aí, adeus à era Khamenei.

Mas não à Revolução Islâmica. Seus dissidentes mais graduados (Mir Hossein Mousavi, o candidato presidencial derrotado, os aiatolás Rafsanjani e Montazeri) são reformistas, querem apenas "modernizar" o regime tirá-lo das trevas fundamentalistas sem, no entanto, ceder às pressões internas e externas para transformar o Irã num Estado secular. Os xiitas acreditam na "renovação" do islamismo, os sunitas, não.

Já ninguém contestava a força preponderante das novas tecnologias (celulares inteligentes, blogs, microblogs, redes de relacionamento) na atual revolta no Irã, quando o jornalista e tradutor Hooman Majd, estudioso dos "paradoxos da modernidade iraniana", puxou a brasa para outra sardinha. "Não é a revolução do Twitter que estamos acompanhando", declarou numa entrevista à Salon, enriquecendo sua observação com dados curiosos sobre as deficiências da internet no país, o limitado número de iranianos conectados à rede e a inexistência de BlackBerrys na região.

Pronto, e lá fui eu atrás de outras fontes e outras forças preponderantes.

São as mulheres, apontou, em sua coluna no Washington Post, a comentarista Anne Applebaum, ainda sob o impacto da morte estúpida de Neda. Não tem Obama, nem Twitter, atrás dos protestos, o que há, mesmo, são anos de luta semiclandestina contra o obscurantismo ideológico da República Islâmica protagonizada, com destaque, pelas mulheres, as maiores vítimas do fundamentalismo religioso. Fechei com o jihad de batom, sem chador, nem burca.

Está fazendo 100 anos que o despótico Muhammad Ali Shah, monarca persa da dinastia Qajar, foi deposto por um exército de mujahedins secularistas. A tenra república persa, minada por saudosistas do antigo regime e pela inabilidade e incompetência de seus líderes, só se aguentou de pé dois anos, mas a vitória dos mujahedins ensinou (ou deveria ter ensinado) ao mundo uma lição: o fiel das crises políticas no Irã sempre foram suas forças de segurança e as manifestações de insegurança de seus potentados.

Como então explicar a derrocada de 1909? Simples: na era Qajar, os militares eram muito mal armados, treinados, remunerados, liderados, e muitos deles simpatizavam com os anseios republicanos e constitucionalistas dos rebeldes. Os revezes no Azerbaijão e em Mahabad não contam, pois os "autonomistas" locais foram ajudados pelo Exército da União Soviética. Reza Pahlevi montou um exército poderoso, mas que ele próprio se incumbiu de desorientar, ao tomar atitudes contraditórias, ora tíbias, ora autocráticas, e por fim cindir, ao humilhar e punir oficiais injustamente. O golpe de misericórdia foi a infiltração do exército por fiéis do aiatolá Khomeini, no final da década de 1970.

Fala-se muito, agora, em insatisfação e divisão entre os milicianos iranianos. Já em 1994, algumas unidades da Guarda da Revolução Islâmica se recusaram a usar a força para restabelecer a ordem em Qazvin. Na eleição presidencial de 1997, muitos dos guardiões armados do regime votaram no clérigo moderado Mohammad Khatami. Na eleição deste ano, 59 ex-oficiais do alto escalão tornaram pública sua predileção por Mousavi.

Para evitar surpresas desagradáveis, Khamenei providenciou, há tempos, a implantação de novas unidades paramilitares basiji, com soldados recrutados junto à população mais pobre, dependente de subsídios, empregos e orientação religiosa do governo. A questão é saber se e até quando a Guarda resistirá às pressões visíveis e invisíveis, às vacilações de Khamenei (já o viram "piscar" num sermão depois da morte de Neda), e, sobretudo, à guerrilha feminina, ao jihad de batom.

Peruanos se convertem e vão morar em Israel

O jornal The New York Times publicou uma interessante reportagem, assinada por Simom Romero, a partir de Iquitos (Peru), que vale a pena ler. No site do jornal, foi uma matérias mais lida. O site UOL traduziu o texto, aqui reproduzido.

Se algum dia Ronald Reategui Levy tornar-se o último judeu de Iquitos, isso poderá ser culpa dele próprio.

O sonho que ele procurou vigorosamente concretizar era persuadir os descendentes de mercadores sefardins que instalaram-se nesta região remota da Amazônia peruana há mais de um século a reafirmarem os seus vínculos com o judaísmo e emigrarem para Israel.

"Este lugar está ficando muito solitário", afirma Reategui Levy, 52, que é inspetor da companhia nacional de petróleo do Peru, referindo-se aos mais de 400 descendentes de pioneiros judeus que converteram-se formalmente ao judaísmo nesta década, incluindo 160 membros da sua família. Atualmente quase todos eles moram em Israel.

Até recentemente, um tal renascimento do judaísmo parecia algo improvável. A história dos judeus de Iquitos, que remonta ao boom da borracha do século 19 que transformou esta distante localidade amazônica em uma cidade que já foi próspera - famosa pelo mármore importado e por um teatro projetado por Gustave Eiffel - acabou quase esquecida.

Mas Reategui Levy e alguns outros indivíduos passaram a organizar os descendentes de dezenas de judeus oriundos de locais tão diversos como Marrocos, Gibraltar, Malta, Inglaterra e França, que instalaram-se aqui nas profundezas da selva, abrindo casas comerciais e seguindo a sorte em busca de riquezas e aventuras.

O comércio da borracha entrou em colapso, e as fortunas daqui e da cidade brasileira de Manaus, a jusante do rio, desapareceram. Alguns imigrantes judeus morreram novos, sucumbindo devido a doenças como a cólera. Alguns ficaram, casaram-se com mulheres da região e constituíram família. Outros voltaram para os locais de origem, deixando atrás descendentes que apegaram-se a uma crença de que eram judeus.

"Fiquei surpreso ao descobrir que em Iquitos havia esse grupo de pessoas desesperadas por restabeleceremtato com as suas raízes e com o mundo judaico mais amplo", diz Lorry Salcedo Mitrani, diretor de um novo documentário, "The Fire Within" ("O Fogo Interior"), sobre os judeus da Amazônia peruana.

Os estudiosos comparam os judeus daqui com grupos como os cripto-judeus hispânicos do sudoeste dos Estados Unidos e do norte do México, os lembas do sul da África ou os bene israels da Índia, que de várias maneiras procuraram retomar a sua identidade judaica que parecia ter ficado enfraquecida com o passar do tempo.

"Nós ficamos isolados durante muitas décadas, vivendo nas bordas da selva em uma sociedade católica sem rabinos nem sinagogas, na qual tudo o que tínhamos eram algumas ideias vagas sobre o que significava ser judeu", explica Reategui Levy. "Mas quando eu era criança, a minha mãe me disse algo que ficou queimando para sempre na minha mente: 'Você é judeu, e jamais esquecerá isso'".

Iquito fica quatro graus de latitude ao sul da linha do Equador, e o acesso à cidade só é possível por barco ou avião. O isolamento, os casamentos mistos e a assimilação quase acabaram com todos os vestígios do judaísmo aqui. Fachadas de lojas com nomes judeus gravados em pedra como Foinquinos e Cohen, e um cemitério depredado por vândalos são alguns dos poucos sinais da comunidade que no passado prosperou aqui.

Mas no final da década de 1990, alguns desses descendentess, incluindo Reategui Levy, foram reunidos por Victor Edery, uma figura patriarcal que organizava cerimônias religiosas na sua própria casa, mantendo alguns costumes vivos, mesmo que isso fosse feito com a mistura de crenças judaicas e cristãs.

Entretanto, a existência dos judeus de Iquitos representou certos desafios filosóficos para alguns judeus de outras regiões. Como quase todos os judeus que estabeleceram-se originalmente aqui eram homens, os seus descendentes não podiam comprovar que tinham mães judias, um fato que os descartava como judeus segundo às interpretações estritas da lei judaica.

Além do mais, segundo alguns estudiosos, a comunidade judaica de cerca de 3.000 pessoas em Lima, a capital do Peru, preferiu ignorar os judeus de Iquitos, em parte devido às questões delicadas que os judeus daqui representavam no que diz respeito a raça e origens. Afinal, este é um país no qual uma pequena elite de pela clara ainda conta com um considerável poder econômico e político - e os judeus de Lima são muitas vezes vistos como uma elite dentro de uma elite.

"A ideia de um judeu que tem fisionomia indígena e que mora em uma casa pobre em uma cidade pequena no meio da selva é, na melhor das hipóteses, uma nota exótica de rodapé na história oficial dos judeus do Peru, da forma como essa história é vista em Lima", afirma Ariel Segal, um historiador israelense nascido na Venezuela, cuja chegada aqui na década de 1990 para estudar a comunidade foi um dos catalizadores que contribuiu para que os judeus de Iquitos se organizassem.

No início desta década, os judeus daqui estavam se reunindo para observar o sabá a cada sexta-feira e durante os dias sagrados na casa do patriarca, Edery. Depois que este morreu, eles passaram a reunir-se na Rua Próspero, na casa de Jorge Abramovitz, 60, cujo pai, um judeu polonês, mudou-se para cá bem depois do colapso do ciclo da borracha.

Embora não contassem com um rabino, eles realizavam os cultos em hebraico que aprenderam com fitas cassete. Eles limparam o cemitério e começaram a enterrar novamente os seus mortos lá. Eles persistiram na sua campanha para serem reconhecidos como judeus e receberem permissão para emigrar para Israel.

Finalmente, eles persuadiram Guillermo Bronstein, o principal rabino da maior sinagoga asquenaze de Lima, a supervisionar duas grandes iniciativas de conversão, abrindo desta forma o caminho para que centenas de indivíduos se mudassem para Israel. O êxodo incluiu quase todo o clã Levy, formado pelos descendentes de Joseph Levy, um aventureiro que estabeleceu-se aqui no século 19.

Reategui Levy, o inspetor de campos petrolíferos, mudou em 2005 com a mulher e seis filhos para Ramla, uma cidade poeirenta no sudeste de Tel Aviv. Mas, apesar de ter sonhado com a mudança durante décadas, ele diz que enfrentou problemas para adaptar-se à vida israelense.

Levy conta que passou a sentir saudade da casa com pés de cacau e de maracujá, bem como do status conferido pelo cargo de gerente da PetroPeru. Ele murmura algo, em uma voz que mal pode ser ouvida devido ao barulho das motocicletas da cidade, a respeito da perda da "chama do amor" com a sua mulher.

Portanto, ao contrário de quase todos os moradores de Iquitos que mudaram-se para Israel, Reategui Levy acabou retornando ao Peru, sozinho.

Ele ainda participa do sabá na casa de Abramovitz todas as semanas, juntamente com os cerca de 40 outros indivíduos que sonham em converter-se formalmente e mudar-se para Israel. Embora o número dessas pessoas tenha diminuído, ele as encoraja e conta-lhes histórias sobre a terra fértil das Colinas de Golã e a coragem do filho mais velho, Uri, que está no exército israelense.

Mas algo mantém Reategui Levy aqui em Iquitos, a mesma cidade decadente da selva que atraiu o seu tataravô de Tangier tantas décadas atrás. "A minha família, o meu coração e a minha alma, tudo o que prezo está em Israel", diz ele. "Talvez haja um motivo para eu ter voltado para cá".

(Tradução: UOL)

Governo brasileiro negocia escondido com bandidos

O acordo secreto do Brasil com o Irã
Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU

Claudio Dantas Sequeira
O chefe da Divisão de Programas de Promoção à Exportação do Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI, rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja. O governo, segundo ele, não está preocupado se o acordo com o Irã vai afetar as relações com os Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial, não político. Além disso, há uma demanda dos empresários brasileiros para negociar com o Irã", garante Azevedo. A única concessão que o Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação à energia nuclear. O resto é comércio.

No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."


O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos.


PARCEIROS Ahmadinejad cancelou visita ao Brasil, mas Lula manteve a negociação

Amorim tem defendido abertamente a equidistância e o pragmatismo nas relações internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido silêncio sobre as negociações com o Irã não corresponde ao histórico da diplomacia brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou negócio com outros países.


"Esse gesto vai levantar agora muitas suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu país. Javedanfar prevê mais tensões na relação do governo Lula com Israel, que protestou contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele. E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê mecanismos financeiros para facilitar a exportação e a importação de bens e serviços, incluindo operações de reexportação para terceiros países (o que permite ao Irã escapar do embargo por uma triangulação comercial), a criação de joint ventures, a abertura de bancos iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos centrais para troca de informações sobre o sistema financeiro.


No documento bilateral, as autoridades também falam da "necessidade de buscar meios para superar os prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre os dois países. Na prática, significa ajudar Teerã a obter crédito e garantias bancárias para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e americanos com a imposição das sanções. Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo, as iniciativas de cooperação não passam de artimanhas para ajudar o Irã a contornar as sanções e avançar no seu programa nuclear.


Se essa avaliação beira a paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato é que negociar com um banco de desenvolvimento que está na "lista negra" americana não é a melhor forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente. "Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10 bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos (US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio desses países prova que há maneiras menos explosivas de se estimular as exportações.


"O problema não é econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.


"Ter o direito de fazer um acordo não quer dizer que seja legítimo fazê-lo. Está claro que o governo Lula fez uma opção ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba, El Salvador,


Equador, Bolívia e até montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.


"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo que negociar com Adolf Hitler.


Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas.

Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. "


Isto É


Lula e amigos

Em visita à Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou mais uma vez com firmeza nesta terça-feira o golpe de Estado em Honduras e afirmou que é "preciso fazer os golpistas verem que a democracia tem que ser respeitada".

O presidente brasileiro chegou nesta terça-feira a Trípoli, na Líbia, onde nesta quarta-feira participa de uma cúpula da União Africana (UA), presidida pelo ditador líbio, Muammar Kaddafi. Leia MAIS


MEU COMENTÁRIO: É simplesmente nojenta a atitude debochada de Lula. Outra vez a bordo de seu luxuoso avião o Apedeuta vai visitar o seu amigo ditador Kaddafi, o tirano da Líbia, e ainda tem a cara-de-pau de acusar o militares e o novo presidente de Honduras de golpistas.

Democrata é o Kaddafi. Tá bom.

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