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segunda-feira, 6 de julho de 2009

A vergonhosa diplomacia brasileira

As acusações vão mais fundo. Tais organizações afirmam ainda que o Brasil tenta com sua política inviabilizar a eficácia do fórum da ONU, bloqueando investigações internacionais e evitando condenações de regimes como o norte coreano, que mantém execuções sumárias e campos de concentração.


Já se tornou recorrente a observação - partida de diplomatas, de especialistas em relações internacionais, de analistas políticos, etc. - de que a diplomacia brasileira, no governo Lula, se tornou refém de interesses ideológicos e deixou de ter como fim primordial a defesa dos interesses nacionais. O que, inclusive, tem acarretado ao Brasil vergonhosas derrotas no campo internacional.


Os fatos estão aí e não é o momento de relembrá-los. Cabe apenas rememorar que já ao iniciar-se o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os responsáveis de sua política externa apontaram que, ideologicamente, se encontraria nela a "chave" interpretativa do governo petista. A realidade, infelizmente, comprovou a precisão de tal anúncio.


No âmbito interno, devido a condicionantes políticas e diferentes tipos de resistência da sociedade, Lula teve a imperiosa necessidade de adaptar e abrandar a agenda que sempre foi a do PT. O caso mais característico se deu na política econômica.


Tem sido precisamente em diversos aspectos da política externa, marcados pelo mais impúdico radicalismo, que tem transparecido o verdadeiro caráter ideológico do governo.


Lula recebido na ONU com protestos


Um dos traços mais vergonhosos da diplomacia lulo-petista é a contínua conivência ou cumplicidade com governos ditatoriais. Posição sempre justificada por subterfúgios como "multilateralismo", "diálogo", "convívio com as diferenças" e outras pérolas do que tenho qualificado neste blog de cinismo político-ideológico.


Lula esteve há dias em Genebra para discursar, pela primeira vez, no Conselho de Direitos Humanos da ONU e aí tentar explicar a inexplicável política de acobertamento de ditadores.


O presidente foi recebido com duros protestos de ativistas dos Direitos Humanos. ONGs do mundo inteiro - como as insuspeitas Anistia Internacional e Human Rights Watch - acusam a atual diplomacia brasileira de abandonar as vítimas de violações de Direitos Humanos e de apoiar regimes ditatoriais.


As acusações vão mais fundo. Tais organizações afirmam ainda que o Brasil tenta com sua política inviabilizar a eficácia do fórum da ONU, bloqueando investigações internacionais e evitando condenações de regimes como o norte coreano, que mantém execuções sumárias e campos de concentração. (Leia também Brasil poupa ditadura norte-coreana.)


"O Brasil está politizando o fórum e negligenciando as vítimas de violações de direitos humanos", disse o diretor jurídico da Conectas, Oscar Vilhena (cfr. O Estado de S. Paulo, 15.jun.2009)


Pelo menos 35 ONGs endereçaram cartas ao conselho da ONU e ao governo brasileiro, pedindo uma mudança de rumos em tal política, e a própria ONU criticou o comportamento da diplomacia brasileira.


Ladaínha de justificativas


A diplomacia brasileira tenta justificar-se, afirmando que é sempre necessário dar uma chance aos regimes ditatoriais.


Chance? Há décadas que a Coréia do Norte e Cuba violam brutalmente os chamados Direitos Humanos. No que consistiria a "chance"? Em poderem prosseguir suas violações?


Mas o Itamaraty, pela boca do Chanceler Celso Amorim, acrescenta que quer impedir que o Conselho se torne uma espécie de tribunal para condenar nações mais frágeis.


As ditaduras se tornaram, pois, na visão da diplomacia "companheira", "nações frágeis" que têm de ser protegidas. Deu para entender? O Brasil não protege as vítimas das ditaduras, mas protege as ditaduras, "nações frágeis".


Mas a ladainha de justificativas não termina por aqui. O Ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República afirmou à imprensa que o Brasil defende a negociação, o diálogo e a "necessidade de conviver com as diferenças de posições".


Ou seja, acobertar tiranias traduz-se no manual político-ideológico do lulo petismo por "conviver com as diferenças de posições".


Por fim, o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, declarou a O Estado de S. Paulo (15.jun.2009): "Há restrições ao fato de o Brasil não ter assumido uma posição de ficar distribuindo certificados de bom comportamento ou de mau comportamento pelo mundo afora".


É claro que este cândido princípio de isenção só tem validade quando se trata de defender grupos terroristas ou ditadores ideologicamente sintonizados com os princípios do lulo-petismo, ou, pelo menos, politicamente alinhados com seus escusos interesses.


Quando se trata de combater o governo de Álvaro Uribe pelos golpes assestados às FARC, ou o governo de Israel quando se defende dos ataques desferidos pelos grupos terroristas do Hamas ou do Hezbollah, toda esta postura de "abstenção", de "diálogo", de "convívio com as diferenças", desparece num piscar de olhos, e é o próprio Sr. Marco Aurélio Garcia quem se incumbe de distribuir seus certificados internacionais de mau comportamento.


De acordo com a Folha de S. Paulo (16.jun.2009), em seu discurso no conselho da ONU, Lula tentou defender a criticada atuação do Brasil: "Este conselho deve buscar no diálogo, e não na imposição, o caminho para fazer avançar a causa dos direitos humanos".


Após o discurso do Presidente, os grupos civis voltaram a criticar o governo e a afirmar que consideram a visão brasileira moralmente duvidosa. "O apoio do Brasil a países que violam os direitos humanos tem prejudicado a eficácia do conselho", afirmou a diretora da ONG Human Rights Watch em Genebra.


Começa a desfazer-se o equívoco


Durante muito tempo se repetiram internacionalmente certos chavões (mais parecem mantras!) a respeito do governo Lula e de sua orientação político-ideológica. Tais chavões insistiam, contra a evidência dos fatos, em que o presidente mantinha uma linha de moderação e que seu radicalismo ideológico tinha desaparecido.


Talvez os mais recentes acontecimentos, como o padrão de comportamento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, a aproximação ao regime da Coréia do Norte, o convite dirigido ao Presidente do Irã, Ahmadinejad, para visitar o Brasil, o refúgio ao terrorista Battisti, vão ajudando a desfazer um equívoco fundamental, alimentado por certa displicência otimista, ou mesmo por má-fé.


"A política externa de Lula cheira mal"


Surgem pelo mundo vozes que começam a alertar para a vergonhosa e perigosa política externa do governo Lula.


É o caso do importante analista de assuntos latino-americanos, Andrés Oppenheimer, que publicou no Miami Herald (21.jun.2009) o artigo intitulado: O Brasil merece críticas por sua horrível política externa.

" O Brasil, o maior país da América Latina, recebeu nestes anos elogios bem merecidos por suas políticas econômicas responsáveis. Mas está sob fogo, de modo crescente, por seu vergonhoso apoio a ditaduras ao redor do mundo.


É difícil existir um ditador - ou um governo repressor - de que o Brasil não goste, afirmam os grupos de defesa dos direitos humanos.


Na semana passada, quando o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se dirigiu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, foi saudado com um coro de reclamações sobre sua política externa pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch e outros dos principais grupos de defesa dos direitos humanos.


"O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho de Direitos Humanos," declarou a 15 de junho Julie de Rivero, diretora de advocacia do Human Rights Watch.


O presidente Lula está levando sua política de não se envolver em contendas com outros países muito longe, dizem os críticos.


No ano passado, depois que o Presidente venezuelano Hugo Chávez fechou a maior estação de televisão independente de seu país, a RCTV, Lula declarou à revista alemã der Spiegel que "Chávez é sem dúvida o melhor presidente da Venezuela nos últimos 100 anos."



De modo semelhante, após se encontrar com o semi-aposentado ditador Fidel Castro durante uma visita a Cuba em janeiro de 2008, Lula afirmou esperar que Castro logo retornasse para assumir seu "papel histórico," e louvou sua "incrível lucidez".


Mais recentemente, os votos do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas têm se alinhado mais freqüentemente com países totalitários do que com as democracias de centro-esquerda da América Latina, como Argentina, Uruguai e o Chile. Alguns exemplos recentes:


- Em maio, o Brasil se absteve em uma votação de resolução patrocinada por Cuba que visava fazer com que o Conselho parasse de monitorar as violações de direitos humanos no Sri Lanka, onde o mais alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, denunciou a generalização de crimes de guerra. Em comparação, Argentina, Chile, México e a Comunidade Européia votaram pela manutenção do inquérito.


- Em março, o Brasil se absteve em uma votação similar sobre as Nações Unidas continuarem ou não a monitorar os direitos humanos na Coréia do Norte, onde os supervisores da ONU estavam examinando relatórios sobre execuções e campos de concentração. Em comparação, países europeus, Argentina, Chile e Uruguai votaram a favor do prosseguimento da missão.


- Também em março, o Brasil se absteve em uma votação proposta pela União Européia para barrar uma proposta africana destinada a debilitar a obtenção de provas pelas Nações Unidas de abusos cometidos na República do Congo. Em comparação, Argentina, Chile, Uruguai e até a esquerdista linha-dura Nicarágua votaram a favor de continuar as sindicâncias.


- Em fevereiro, durante a revisão da situação de direitos humanos em Cuba, promovida pelo conselho, o Brasil afirmou "dar as boas-vindas"' à "posição construtiva" de Cuba no sistema dos direitos humanos das Nações Unidas e não mencionou os prisioneiros políticos do país, ou a ausência de liberdade de imprensa e de outros direitos fundamentais.


"O Brasil considera os direitos humanos como um obstáculo para as suas metas estratégicas", disse-me em uma entrevista telefônica José Miguel Vivanco, Diretor para as Américas do Human Rights Watch,. "O Brasil acredita que seu apoio ao Terceiro Mundo, e às políticas anti-colonialistas deve ter precedência em relação às considerações sobre direitos humanos."


Vivanco acrescentou que, na América Latina, "o México é um país modelo quando se considera sua política externa em matéria de direitos humanos, seguido pelo Chile, Argentina e o Uruguai. O Brasil está no outro lado do espectro."


Ao ser questionado sobre as crescentes críticas à política externa do Brasil, Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial de Lula afirmou ao diário O Estado de S. Paulo em 14 de junho: "O Brasil não tem que estar dando certificados de boa conduta ou má conduta pelo mundo". E acrescentou: "Nós pensamos que é muito mais importante empreender ações positivas que podem mover um país a melhorar sua situação interna do que ações de uma natureza restritiva".


Minha opinião: O Brasil - e seu presidente - merece bastante crédito por se ter tornado um modelo de estabilidade econômica, redução de pobreza e de liberdades políticas numa região onde muitos outros países estão retrocedendo em todas essas três frentes.


Mas a sua política externa cheira mal. O Brasil devia ser fiel a seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos, e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vista grossa para abusos de direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo um precedente para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país.


P.S.: No final da semana passada, talvez como resultado das críticas dos grupos de direitos humanos, no Conselho das Nações Unidas, o Brasil deu um raro voto, no caso do Sudão, junto com países pró direitos humanos. Esperemos que seja o início de uma mudança do Brasil em sua horrível política externa."


http://radardamídia.blogspot.com

Museu Global do Comunismo

O Museu Global do Comunismo, uma iniciativa da Victims of Communism Memorial Foundation, foi inaugurado nesta terça-feira (16), em Washington, DC.

Enquanto o Brasil vai se rendendo dia após dia aos valores da ideologia coletivista mais
assassina de todos os tempos, no exterior ainda surgem belos trabalhos de resgate histórico como esse, que mostram as conseqüências macabras da aplicação das idéias de Marx e Lênin, defendidas pela esmagadora maioria dos tais intelectuais tapuias.



Conheça um pouco mais do "outro mundo possível" de que tanto falam os petistas, os baderneiros mimados de nossas universidades, e as "pessoas maravilhosas" do nosso establishment cultural.


Acesse o museu virtual agora mesmo, clicando na imagem abaixo.

GMofCommunism

Ryanair quer vender passagens para ir em pé


Dublin, 6 jul (EFE).- A companhia aérea irlandesa de voos econômicos Ryanair estuda a possibilidade de vender passagens de avião para pessoas que estiverem dispostas a viajar em pé em rotas de curto percurso, anunciou hoje a companhia.

Segundo o diretor de Comunicações da Ryanair, Stephen McNamara, "é uma nova ideia encaminhada a reduzir ainda mais as tarifas aéreas e a oferecer ao consumidor mais opções".

O diretor disse que a Ryanair abordou com a empresa Boeing a viabilidade de um projeto que modificaria a parte traseira dos aviões para instalar uma série de "assentos verticais", semelhantes às cadeiras de um balcão de bar.

Assim, acrescentou, o passageiro poderá se sentar e colocar o cinto ou permanecer de pé, quando as condições de voo permitirem e a viagem não superar 90 minutos de duração.

Segundo fontes da Ryanair, esta última iniciativa não é uma piada nem uma manobra publicitária, pois afirmaram que a companhia aérea buscará agora a aprovação da Autoridade Aérea Irlandesa, antes de encomendar ao fabricante os novos aparelhos.

O diretor-executivo da Ryanair, Michael O'Leary, já surpreendeu o setor durante este ano, após propor cobrar pelo uso dos banheiros a bordo ou sugerir a introdução de um "imposto de obesidade", para taxar os passageiros acima do peso.

Viajando de Ryanair

Interessante esse negócio de voar de companhias low cost na Europa. Se é a primeira vez que vai comprar passagens, você acha tranquilamente que é trote: acessa um site de uma lowcost (a Ryanair, que voamos, por exemplo), e o site é todo em cores berrantes, como amareeeeelo e azul. O site do Mercadolivre é mais discreto que o da Ryanair! E aí que você já se depara com um box piscando no centro da página oferecendo vôos a €10,00. Com taxas! E eu que tava acostumada a achar que viajar de lowcost era pagar uns R$100,00 pra ir de Salvador a Beagá visitar os parentes, cada trecho (fora de promoção), descubro o que é uma verdadeira lowcost quando pago €30,00 pra voar de Madri pra Paris. Se ganhando em reais eu já estou achando isso barato, imagina pra quem ganha em euros? Uma maravilha.


Nem tudo são flores, é claro. Para pagar pouco, você tem que dar pouco trabalho para estas cias aéreas. Cada bagagem despachada é cobrada. Se você quer prioridade para entrar no avião, paga por isso. Se faz o checkin online (e consequentemente dá menos trabalho pro pessoal), ganha vantagens. Acha um absurdo? Achei bem justo. Você paga somente pelo que consome. Serviço de bordo? É pago também. Mas não é mil vezes melhor pagar justos €5,00 pelo seu sanduíche do que pagar todos os reais a mais que pagamos para receber barrinhas de cereal ou sanduíches ‘grátis’?

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Os aviões da Ryanair são todos novinhos, caso alguém pense que, por esse preço, se voa em arabacas que mal se mantêm no ar. As poltronas não tem quase conforto nenhum e são bem apertadinhas, mas todo o mundo adora quando lembra o quanto pagou.


O limite de bagagem de mão é o dobro do que aqui no Brasil: 10kg. Mas eu e a Carol achamos que a maioria não respeita esse limite. Vimos muitas malas enormes sendo carregadas como bagagem de mão, que só teriam 10kg se só tivessem algodão dentro. Nosso primeiro voo de Ryanair foi de Dublin pra Roma, e a sensação foi de estar num daqueles ônibus intermunicipais, hehe. Todo o bagageiro do avião estava ocupado, e precisamos colocar nossas mochilas embaixo do banco de outros passageiros, pois o único lugar que conseguimos foi a última fila do busu (digo, avião).


Isso porque na Ryanair você tem que pagar €3 para escolher sua cadeira. E pouquíssimas pessoas pagam, sendo que essas têm preferência no embarque. Com isso, na sala de embarque, quando a mocinha de azul da Ryanair aparece para anunciar que a aeronave está no pátio, já existe um bando de gente, organizados em fila, prontos pra embarcar. E você pensa: nossa, quanta organização, viva a Europa, isso é que é gente civilizada. Mas não, é a lei da selva! Quem entra primeiro, pega os melhores lugares! Neste vôo eu e a Carol demos bobeira e acabamos assim, passando as 3 horas até Roma na última fileira do avião - lembrando que essa fileira não é reclinável em cia. nenhuma… :-( Mas isso só aconteceu dessa vez, depois ficamos espertas.

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Além das aeromoças passarem vendendo os lanchinhos, durante o vôo eles também oferecem um bilhetinho para loterias dentro da empresa (”concorra a mais de não-me-lembro-mais-quantas mil passagens pagando apenas €8,00 por essa cartela”…), vales-viagem para dar de presente e tickets de transporte para o trajeto aeroporto-centro da cidade. Bom… se oferecerem esse ticket de passagem de onibus, não aceite! Descobrimos que eles só oferecem ticket de onibus dentro do avião se há concorrência em terra para esse transporte. Nos aeroportos que chegamos e só havia 1 opção para irmos ao centro, eles não ofereciam no voo… Resumo da ópera: pegamos um onibus bem bom de Ciampino pra Estação Termini, mas pagamos €2,00 a mais que o pessoal que deixou pra comprar em terra.


Como dá pra ver aqui, a aeronave, por dentro, não é nada discreta. O mesmo amarelão que você vê no site é o que vc encontra dentro do avião. Isso é que é reforço de identidade visual! ;-)

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E eles não perdoam nem um espacinho da oportunidade de vender mais alguma coisa. Tá vendo, propaganda até nos bagageiros… Isso incomoda um pouco, é muita poluição visual, mas na verdade eles estão aproveitando cada espacinho para fazer dinheiro e não onerar o passageiro. Ah, então tá bom.


Acho que o episódio mais pitoresco de todos os nossos voos Ryanair (foram 4 no total) foi uma briga que rolou entre um passageiro e uma aeromoça (também, no voo Dublin-Roma. Êta vôo longo…). Os dois, italianos. A aeromoça insistia pra um cara de uns 30 anos no máximo guardar sua bagagem no bagageiro, e o cara se fazia de desentendido e deixava a mochila debaixo do banco (o que era proibido, pois ele, como nós, estava na última fileira). A tal aeromoça já estava indo cuidar de outros afazeres quando ele resmungou algo sobre ela, que ouviu. E voltou. “Scusi?” Era ela com um “como é?” em italiano. E pediu pro cara repetir o que tinha dito. Já com a voz alterada. Pronto, o barraco tava armado! Aí o cara começou a pedir desculpas, e ela falando que não encerrava os procedimentos enquanto ele não entregasse a ela o passaporte. Uma confusão. Os dois falavam alto e eu e a Carol entendíamos parte da conversa (nosso italiano, até então, não ia muito além do que aprendemos vendo Terra Nostra na Globo). Esse bate-boca todo não rendeu nada além disso, e o italiano ficou quietinho no lugar dele durante todo o voo. Não me lembro onde ele afinal guardou a tal mochila…


Acho que a condição ideal de voar de Ryanair é quando você tem apenas uma malinha de bagagem de mão e vai para um destino próximo. Dentro dessas limitações ela é perfeita… Pouco tempo de vôo e nada de stress ou taxas pra despachar bagagem. A Carol que o diga, já está ficando profissional em Ryanair. Logo ela, que morre de medo de avião, hein… Bom, mas eu compraria Ryanair de novo e quantas vezes mais eu pudesse! O valor pago vale muito a pena.


Para pesquisar várias opções de voos lowcost ao mesmo tempo, utilize o Skyscanner.


Se quiser conferir preços direto com cias lowcost, algumas que usei foram:


Easyjet


Aerlingus


Vueling


Vale ressaltar que nem todas têm as mesmas práticas da Ryanair, que me parece ser de longe a mais espartana do grupo. Viajei de Aerlingus de Frankfurt pra Dublin e foi bem confortável (ah, e pude marcar assento sem pagar nada por isso).


Caso haja dúvidas sobre a existência dos preços baixos messsssmo, veja a listinha de quanto pagamos por voo, com taxas de embarque e de bagagem:


Dublin – Roma: 61,73 euros

Roma – Barcelona: 49,25 euros

Barcelona – Madri: 33,53 euros

Madri – Paris: 33,41


Pegadinha: pra poder calcular o custo total de pegar um voo lowcost, bote nesse valor aí mais uns euros para transporte, pois os aeroportos que estas cias usam costuma ser longe… Pagamos em média uns 10 euros por deslocamento (alguns foram barato, tipo 5 euros, outros foram 14, quase o preço da passagem…)

A diplomacia

Unoamérica pede a saida de Insulza da OEA

Segue, em tradução livre do espanhol, a primeira parte do comunicado da UnoAmérica, que pede a saída de José Miguel Insulza, da presidência da OEA:

A União de Organizações democráticas da América Latina (UnoAmérica), pediu hoje a destituição do Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza, por sua “desastrosa gestão à frente desse organismo multilateral.”

Num comunicado enviado neste domingo aos meios de comunicação, a Unoamérica criticou duramente o comportamento de Insulza durante a crise hondurenha, alegando que se trata de um conflito que poderia ter sido evitado, posto que levou mais de três meses de gestação. “Entretanto, Insulaza se omitiu antes os numerosos sinais de alarme.”

A UnoAmérica, que é uma entidade que agrupa ONGs de toda a América Latina, afirma que: ”Durante o mandato de Insulza , a OEA se perverteu e se desfigurou, convertendo-se numa ferramenta para beneficiar ditadores e para debilitar os fatores democráticos da região; contrariando sua razão de ser e de existir. Basta recordar alguns episódios recentes para dar-se conta que algo muito podre está ocorrendo dentro da OEA”, afirma o comunicado, que na seqüência passa a fazer um inventário das articulações de Inzulsa que favorece aos títeres bolivarianos do continente.

O documento conclui afirmando que “são tantas e tão graves as atuações condenáveis de Insulza, que o mais conveniente para a paz e a estabilidade da região é que seja encerrado o seu cargo” e conclama “todas as personalidades, associações, sindicatos, partidos, academias e demais organizações democráticas da América, a rechaçar a gestão de Insulza e a pronunciar-se a favor do povo, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça de Honduras, por haver salvado a democracia das pretensões totalitárias do ex-presidente Zelaya.” Leia o comunicado na íntegra AQUI

As opções que Honduras teve

Em tradução livre que fiz do espanhol, trago para vocês um artigo de Joaquín Samayoa, do jornal La Prensa, de El Salvador, cujo título é o mesmo deste post. Descobri num post no Twitter do incansável KirkBlog, da Flórida (EUA), já referenciado aqui no blog em post mais abaixo.

Recomendo a leitura e também faço um apelo para que vocês repassem por email aos seus amigos, coloquem em suas páginas do Orkut, republiquem em seus blogs, debatam o conteúdo deste artigo em salas de aula. Aqueles que estão estudando, mostrem aos professores. Aos políticos, deputados e senadores, recomendo a leitura da tribuna e o debate.

O episódio que sacode Honduras tem uma importância fundamental para barrar o expansionismo do diabólico projeto bolivariano do caudilho Hugo Chávez e que tem o apoio e a simpatia de Lula e seus sequazes. Portanto, o Brasil poderá ser Honduras amanhã.

Dada à leniência e a corrupção avassaladora que grassa no Congressso Nacional, uma eventual remoção de um presidente que afrontasse a Constituição seria muito mais traumático, ou seja, seguiria o modelo dos golpes clássicos com o banimento civil do poder.


É isto que temos de evitar, embora nunca se possa descartar medidas extremas que postulem a manutenção da democracia e da liberdade dentro de um quadro de adversidades que não ofereça outra alternativa.

O caso de Honduras é limpo e cristalino, como é a liberdade e a democracia. Vamos então ao artigo de Joaquín Samayoa:


Todos acreditavam que os golpes de Estado haviam ficado para trás na história política da América Latina. Todos haviam desejado que, com efeito, assim fosse. Confiávamos em que a realização de processos eleitorais mais ou menos transparentes, o fim do militarismo e a submissão dos governantes à institucionalidade democrática tornariam completamente desnecessário que algum país tivesse que considerar, muito menos executar, a remoção forçosa de um presidente eleito democraticamente. Mas a história nunca avança em linha reta; tem vales e montanhas, tem rupturas e retrocessos.

A captura e expulsão do presidente Zelaya provocou uma reação quase unânime de censura, mas, na realidade, é tudo o que vem ocorrendo em Honduras nas últimas semanas que se deve qualificar como um retrocesso da democracia. Os fatos políticos têm causas e antecedentes que não devem ser ignorados. Em Honduras, o retrocesso da democracia começou com o prepotente desprezo da ordem constitucional e institucional que exibiu o presidente Zelaya em sua tentativa de perpetuar-se no poder.

Os agentes do expansionismo chavista estão indignados. Já os conhecemos. Apelam aos princípios democráticos somente quando lhes convém. Mas eles não são os únicos que censuram o golpe. Há quem pense que o afastamento de Zelaya estava justificado, mas que deveria ser levado a cabo sem recorrer à força militar ou sob ordem expressa de um organismo facultado pela Constituição para remover o presidente. Este último é o que eu havia preferido; entretanto, antes de somar-me ao coro de censura, tenho que fazer-me a pergunta: Havia realmente outra forma de fazê-lo?

Creio que faz falta uma megadose de ingenuidade para pensar que zelaya teria aceitado a sua destituição. Longe disso, teria dissolvido o Congresso, teria decretado o Estado de Sítio, teria comprado lealdades no Exército, teria chamado em sua defesa as Forças Militares da grande pátria bolivariana, teria feito qualquer coisa para sustentar-se.

Tudo isso teria merecido, se muito, uma tíbia e passageira condenação internacional. Há que entender que a OEA nunca serviu para defender a democracia. Em outros tempos foi dominada pelos Estados Unidos e defendeu ditaduras militares, depois teve um período de absoluta irrelevância e passou, em anos recentes, a ser dominada por Chávez para defender as ditaduras bolivarianas. Uma vez que Zelaya houvesse afiançado o seu poder após uma falida tentativa de destituí-lo legalmente, nenhum dos que estão censurando o golpe teria feito nada para ajudar os hondurenhos a safar-se de seu ditador.

As instituições hondurenhas teriam unicamente três opções. A primeira era ficar de braços cruzados e permitir que as coisas seguissem seu curso até desembocar numa situação já irreversível de instauração de um regime chavista destinado à perpetuidade por Zelaya. A segunda era tentar desfazer-se do presidente na boa, fato que teria concedido a Zelaya o tempo suficiente para solicitar o respaldo militar venezuelano, convertendo Honduras num cenário de uma guerra sangrenta. Optaram pela terceira, um golpe militar de surpresa e incruento para evitar que zelaya consumasse seus planos de perpetuar-se no poder.

A diferença dos golpes militares da segunda metade do século passado, a remoção forçosa de Zelaya contou com o respaldo unânime do Congresso e deixou intacta a institucionalidade do país. Seguramente nem os protagonistas do golpe nem o que temos observado desde fora dos acontecimentos teríamos desejado que se tivesse que chegar a uma ação desse tipo, mas a política real raramente deixa margem para ações inteiramente livres de reprovação.

Qualquer golpe de Estado é lamentável. Entretanto, são os hondurenhos que terão que enfrentar as conseqüências de um ou outro dos possíveis cursos da ação e, por conseguinte, permitir-lhes resolver seu problema sem interferência estrangeira. Há razões válidas para objetar um golpe de Estado. O que não é correto é o duplo estandarte daqueles que o censura pelo que implica de ruptura da ordem constitucional, mas guardam covarde silêncio ante outras violações, talvez mais graves, dessa ordem que dizem defender.

O novo governo hondurenho terá que resistir às fortes pressões exigindo a restituição do deposto presidente. Se não lhe dobra o braço, terá que subsistir uns meses, até as eleições de novembro, sem reconhecimentos e suportando sanções internacionais. Esse é o preço que os hondurenhos pagariam por sua soberania e por haver-se atrevido a erguer o primeiro dique de contenção ao expansionismo chavista na região centro-americana.

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