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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Aventura em Israel

NANCY M. BETTER
New York Times Syndicate

"Pule! Só pule!" eu pude ouvir Sarah, minha filha de 12 anos, implorar. Meus pés estavam balançando no ar e meu corpo estava espremido em uma abertura do tamanho de um bueiro em um chão de terra, com apenas uma vela tremeluzente iluminando a escuridão. Eu me agarrei ao redor e prendi a respiração antes de me soltar ao chão.

  • Yoray Liberman/NYT

    No deserto de Judá, adultos e crianças podem passear de camelo e observar a paisagem quente e arenosa


Aventura e muito pó

À frente, os dois irmãos mais velhos de Sarah estavam avançando em meio a uma nuvem de poeira em uma câmara escavada há 2.300 anos. Nós estávamos no que restou de Maresha, a cerca de 80 quilômetros ao sul de Tel Aviv. Seus moradores escavaram as cavernas para produzir pedra calcária para construção, e então criaram uma rede complexa de túneis para ligar as cavernas, para que pudessem ser usadas como oficinas, depósitos e reservatórios.

Coberta por um sedimento que parece pó de giz, nós subimos por uma escada bamba de madeira e emergirmos na luz do dia. Nosso guia alertou que a caverna não era para claustrofóbicos, de forma que a avó das crianças permaneceu na superfície. "Como foi lá embaixo?" ela perguntou.

"Como 'Caçadores da Arca Perdida'", respondeu Charlie, 14 anos.

"Não, mais para o 'Templo da Perdição'", argumentou David, 16 anos.

Meu marido e eu limpamos o pó e sorrimos. Era isso o que esperávamos quando programamos a viagem. Nossa meta era aprender o máximo possível sobre a história de Israel em dez dias, sem gastar horas preciosas demais de férias dentro de museus, templos ou igrejas. Nós queríamos que o passeio das crianças tivesse um gosto de aventura. Se as cavernas de Maresha as fizeram lembrar de Indiana Jones, nós estávamos na trilha certa.

Adolescentes gostam de ação e intriga, algo que Israel oferece. O país inteiro é bom para crianças - animado e colorido, descontraído e casual. Com exceção de algumas áreas ultraortodoxas, não há regras rígidas e nem códigos de vestuário; é possível vestir jeans e camisetas em quase toda parte. Você pode explorar uma caverna e depois aparecer em um belo café para almoçar sem trocar de roupa, e ninguém se importa.

Israel é um país jovem perseguido por um conflito regional desde seu início. Seja visitando sítios arqueológicos ou monumentos militares modernos, alguma discussão sobre o conflito no Oriente Médio inevitavelmente vem à tona. Todo israelense - de soldados empunhando armas, que encontramos no topo das colinas de Golan, até nômades que habitam tendas, que encontramos no deserto de Judá - tem uma opinião sobre o conflito, e poucos deixam de expressar seus pensamentos.

Este diálogo contínuo, acentuado pelo noticiário televisionado incessante a respeito do conflito, serviu como um fundo dramático para nossa viagem envolvendo três gerações. Nós cruzamos o país, que tem aproximadamente o tamanho de Nova Jersey. Poucos destinos oferecem uma variedade tão grande de experiências em um espaço tão pequeno - ou tantas oportunidades educativas que parecem bastante divertidas.
  • Yoray Liberman/NYT

    As cavernas de Maresha fazem o visitante sentir-se como em um filme de Indiana Jones


Perigo camuflado

Nós começamos com um passeio de jipe aberto pelas colinas de Golan, que se erguem de forma íngreme no mar da Galiléia. Enquanto sacudíamos ao longo do terreno pedregoso, nosso guia descreveu a conquista da área por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Ele freou para descer e colher um pomelo de uma árvore. Abrindo um canivete, ele nos serviu pedaços da fruta suculenta, surpreendentemente doce. Perto do cume, nós podíamos ver a Jordânia, a Síria e o Líbano espalhados abaixo, uma grade de estradas e cercas marcando as fronteiras entre trechos verdes e marrons de terra.

Nós desembarcamos no monte Bental e visitamos os bunkers das Forças de Defesa Israelenses usados na Guerra do Yom Kippur de 1973. "Veja!" sussurrou Sarah enquanto entrávamos na sala da situação. Eu tropecei e me vi face a face com uma metralhadora Uzi, no ombro de uma garota com rabo-de-cavalo, pouco mais velha do que meus meninos. Um grupo de soldadas estava reunido ao redor de um mapa, conversando em hebreu. Três pares de olhos absorviam cada detalhe: os uniformes verde-oliva, as botas pretas polidas, as mochilas, os celulares, os óculos escuros... e as armas, penduradas descuidadamente nas costas, entortadas pelos cintos carregados ao redor da cintura. Meus filhos permaneceram pregados, lançando olhares de soslaio para as soldadas até que uma quebrou o gelo com um largo sorriso. Elas acolheram Sarah entre elas e posaram para fotos, com as mãos nos gatilhos.

Nossa excursão pelas colinas de Golan provocou uma enxurrada de perguntas sobre a guerra pela independência e a declaração do Estado de Israel em 1948. Nós encontramos respostas no Instituto Ayalon, antigamente uma fábrica de munições clandestina construída pelo Haganah (as forças armadas pré-independência) sob um kibbutz perto de Tel Aviv. Restaurado e aberto ao público, o instituto não é mencionado em muitos guias e é pouco divulgado pela imprensa. Mas Charlie - que devora romances de detetive e já visitou duas vezes o Museu Internacional da Espionagem em Washington - o declarou seu lugar favorito.

O lugar passa uma sensação real de perigo: se os membros do Haganah fossem descobertos, eles seriam enforcados. As operações da fábrica eram escondidas por uma padaria e lavanderia; um forno de dez toneladas e uma grande máquina de lavar escondiam as entradas no piso da loja, que abrigava até 50 trabalhadores que, no auge, produziam 40 mil balas por dia. O barulho das máquinas de lavar camuflava o ruído do processo de manufatura no subsolo.

David ficou especialmente fascinado pelas lâmpadas ultravioleta que os trabalhadores usavam para obter um bronzeado artificial. "Era como um álibi", explicou nosso guia. "Eles fingiam deixar o kibbutz toda manhã para trabalhar em uma fazenda vizinha e então voltavam sorrateiramente para a fábrica para produzir balas. As pessoas suspeitariam se parecessem pálidos demais."

Em seguida nós viajamos para Akko, local de uma fortaleza medieval dos cruzados e posteriormente uma cidadela otomana. Quando os turcos foram derrotados pelos britânicos em 1918, a fortaleza se transformou em uma prisão de segurança máxima onde ficavam presos os combatentes judeus. Hoje, o Museu Memorial dos Prisioneiros da Resistência presta tributo a eles. Um ar agourento paira sobre as celas da prisão, com suas paredes de pedra espessas, barras de ferro e janelas estreitas. Nosso grupo ficou impressionado com a sala das forcas, com um nó de forca centrado sobre um alçapão no chão.
  • Yoray Liberman/NYT

    Em Ein Gedi, um dos muitos spas localizados no mar Morto, a diversão é tomar banho de lama preta


Muita lama e fantasias medievais

O complexo de Akko foi impressionante, mas nada poderia ter nos preparado para a majestade de Masada, a ampla fortaleza no topo da montanha, construída há mais de dois mil anos pelo rei Herodes (e posteriormente local do suicídio em massa dos defensores judeus sitiados pelas tropas romanas). Ligeiro como uma cabra, Charlie subiu correndo pela "trilha da cobra" - uma trilha em ziguezague acentuado - em meia hora. Eu precisei de 20 minutos adicionais, incluindo paradas para tomar água. Nosso grupo se encontrou no topo, deslumbrado com a vastidão da visão do rei Herodes. Havia dezenas de ruínas, muitas decoradas com mosaicos e afrescos detalhados.

Descendo de Masada por um bondinho, nós observamos o reluzente mar Morto, o mais profundo lago salgado do planeta, situado em torno de 400 metros abaixo do nível do mar. Nenhuma viagem a Israel seria completa sem um mergulho no mar Morto. Em Ein Gedi, um dos muitos spas que pontilham a costa, nós nos banhamos nas piscinas termais, nos lambuzamos em montes de lama preta e boiamos como rolhas nas águas do mar. Posteriormente, na loja de presentes, Sarah insistiu em comprar um tubo de lama preta para dividir com suas amigas; ela já estava imaginando uma festa de spa do mar Morto no seu banheiro.

Nós paramos para jantar no Genesis Land, um acampamento ao estilo bíblico no deserto de Judá. Aqui, os turistas podem passear de camelo e provar a culinária tradicional na "Tenda de Abraão". Os adultos o consideram equivalente a um parque temático medieval, com seus cavaleiros de mentira e torneios de justas. Mas as crianças adoraram vestir trajes de beduínos e compartilhar homus, shish kebab e pão pita em mesas baixas.

Em Jerusalém, nós passamos grande parte dos quatro dias explorando. A Cidade Velha murada é dividida informalmente em quatro setores - muçulmano, cristão, armênio e judeu - com um choque vibrante de línguas, culturas e religiões. Durante nossa estadia, os visitantes americanos foram aconselhados a não irem ao mercado árabe (popular para souvenires baratos) à noite, por causa das tensões na Faixa de Gaza. Fora isso, podíamos perambular livremente.

O destaque foi uma excursão a pé pelos baluartes de pedra com torres, encomendados pelo sultão otomano Suleiman, o Magnífico, no século 16. Nós subimos vários lances íngremes de escadas e avançamos lentamente, em fila única, ao longo do perímetro da Cidade Velha. Os baluartes não são para pessoas com vertigem, mas nos deram um vislumbre de um lado totalmente diferente de Jerusalém: uma vista do alto da cidade, com mulheres pendurando a roupa lavada, crianças jogando futebol e jardineiros cuidando de suas vinhas. Ao longe estava o dourado Domo da Rocha; mais próxima estava a reluzente Cidadela de Mármore, outra obra do grande rei Herodes.

Nossa última parada em Jerusalém foram os túneis do Muro das Lamentações, uma série de passagens escondidas - abertas apenas recentemente ao público - que remove camadas de história para revelar o comprimento pleno do Muro das Lamentações do período de Herodes. As crianças ficaram surpresas ao descobrir que o mesmo rei Herodes que construiu a fortaleza de Masada também foi o responsável pela grande ampliação do Segundo Templo em Jerusalém. Enquanto caminhávamos pela antiga rua de pedras arredondadas que acompanha o Monte do Templo, Charlie deixou escapar um baixo assovio. "O rei Herodes era o cara", ele disse. "Dá para imaginar o que ele construiria se estivesse vivo hoje?"
  • Yoray Liberman/NYT

    Camelos descansam enquanto aguardam os turistas sedentos por mais um passeio no deserto de Judá


Para chegar lá

Devido aos rigorosos procedimentos de segurança, no Aeroporto Internacional Ben Gurion, a cerca de 56 quilômetros de Jerusalém e 16 quilômetros de Tel Aviv, os passageiros precisam chegar com bastante antecedência para a revista. Os balcões de aluguel de carros no Ben Gurion ficam abertos 24 horas; boas estradas, sinalização internacional e distâncias curtas tornam dirigir por Israel relativamente simples.

Onde ficar

O Carlton em Tel Aviv (10 Eliezar Peri Street, 972-3-520-1818, www.carlton.co.il) oferece amplas vistas do Mediterrâneo por diárias a partir de US$ 300. Em Jerusalém, o King David Hotel (23 King David Street, 972-2-620-8888; www.danhotels.com) e o David Citadel (7 King David Street, 972-2-621-1111; www.thedavidcitadel.com) são hotéis de luxo que recebem regularmente dignitários e celebridades. Os quartos duplos geralmente custam a partir de US$ 430 no King David e US$ 350 no David Citadel. Para uma alternativa mais barata, experimente o Sheraton Jerusalem Plaza (47 King George Street, 972-2-629-8666; www.starwoodhotels.com), onde os preços custam a partir de US$ 275 para um quarto duplo.

O que fazer

As cavernas de Maresha ficam a 56 quilômetros ao sul de Jerusalém, no Parque Nacional Beit Guvrin (972-8-681-1020; www.parks.org.il). A entrada custa 25 shekels para adultos e 13 shekels para crianças (cerca de US$ 6 e US$ 3 respectivamente, com o dólar cotado a 4,20 shekels). Para um passeio pelas colinas de Golan, contate uma das muitas empresas que operam passeios de jipe em Tel Aviv. A Bein Harim Tourism Services (972-3-546-8870; www.beinharim.co.il) oferece um passeio que toma o dia todo (das 7h da manhã até as 18h) por US$ 110 por pessoa, com saída de Tel Aviv.

O Instituto Ayalon fica localizado na periferia norte de Rehovot, ao sul de Tel Aviv. Os visitantes precisam ligar com antecedência para fazer reserva (972-8-940-6552). A entrada para adultos custa 20 shekels; crianças pagam 15 shekels.

Em Akko, o Museu Memorial dos Prisioneiros da Resistência (972-4-991-1375) oferece visitas diárias. Adultos pagam 16 shekels; crianças pagam 10 shekels.

O Parque Nacional de Masada (972-8-658-4207; www.parks.org.il) fica a cerca de 100 quilômetros de carro a sudeste de Jerusalém. A entrada, que inclui o bondinho, custa 67 shekels para adultos e 35 shekels para crianças.

O Ein Gedi Spa no Mar Morto (972-8-659-4813; www.ngedi.com) oferece acesso às piscinas sulfurosas, banhos de lama, chuveiros e praia por 60 shekels para adultos e 35 shekels para crianças.

Genesis Land (972-2-997-4477; www.genesisland.co.il) fica a cerca de 25 quilômetros de Jerusalém, na estrada Alon, uma rota principal. O banquete de Abraão - incluindo jantar e uma apresentação bíblica com atores - custa 145 shekels por pessoa. É preciso fazer reservas com bastante antecedência.

Em Jerusalém, a Caminhada pelos Baluartes (972-2-627-7550) custa 16 shekels por adulto e 8 shekels por criança.

A Kotel Tunnels Tour (972-2-627-1333, www.www.thekotel.org) oferece visitas aos túneis com guias da Western Wall Heritage Foundation, que custam 25 shekels para adultos e 15 shekels para crianças.

A família também desfrutará de feiras livres movimentadas e caóticas, oferecendo produtos como temperos incomuns, assados, nozes, doces, hortifrutis e souvenires, em Jerusalém e outras grandes cidades.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Uol Viagem

A esquerda protege o terrorismo islâmico


"O grupo islâmico libanês Hisbolá estabeleceu uma célula em La Guajira, departamento (estado) colombiano na fronteira com a Venezuela, assegurou um alto funcionário da Chancelaria israelense. A diretora para a América Latina e o Caribe da Chancelaria de Israel, Dorit Shavit, advertiu em entrevista ao diário local "El Tiempo", publicada hoje, que a célula corresponde com a política de penetração na América Latina que o Irã iniciou a partir de uma conferência realizada em 2005.

A penetração "inclui a abertura de embaixadas com muitos diplomatas e o aumento do número de diplomatas nas embaixadas existentes, como em Uruguai e Chile", disse a diplomata. A funcionária afirmou que "o Irã já abriu embaixadas na Bolívia e em Manágua, tem uma na Colômbia e faz esforços no Panamá e no Peru". Segundo ela, "também foram assinados mais de 200 acordos de cooperação com a Venezuela e se utiliza essa relação para penetrar em mais países"...

A diplomata afirmou que o Irã, que é "inimigo estratégico de Israel", tem "uma linha de voos diretos entre Teerã e Caracas" que parece que "não são comerciais, porque nenhum turista chega nele". A diplomata disse que a penetração iraniana na América Latina será um dos assuntos centrais da viagem pela região que o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, inicia amanhã. O ministro visitará Argentina, Brasil, Colômbia e Peru."

Fonte: Yahoo / Efe

Um único comentário meu:


► No mundo do faz-de-conta das diplomacias da esquerda americana, o Irã é apenas mais um bom parceiro, que merece o sacrifício da bilateralidade com uma venda sobre os olhos dos direitos fundamentais e um manto sobre a alma da democracia que todos os desgovernantes ora no poder dizem ter por ela lutado... uma rápida consulta nos aspectos sócio-político-econômicos iranianos apresentará um país sem muitos atrativos que justifiquem o consórcio nos moldes do que se propôs Chávez, Lula e respectivos pupilos... o que move essa associação nada mais é do que o tempero que se assomou à bipolaridade geopolítica que muitos tapam os olhos para sua continuidade... me refiro ao islamismo anti-ocidental que por similaridade vem somando esforços com os objetivos seculares da esquerda mundial... a reportagem acima comprova essa invasão, que já está em fase muito mais adiantada na Europa, devido à maior proximidade entre continentes e devido à questão da relação metrópole x colônia... espera-se que esta visita do chanceler Avigdor Lieberman a quatro países em princípio com poder de influenciação nos destinos do subcontinente possa surtir o efeito necessário, não pela possibilidade de apoio desses, mas para que seus mandatários possam saber que a política externa israelense nas mãos de Lieberman tem como princípio fundamental que o outro lado da negociação tem também responsabilidade pela paz, conforme nos assevera Daniel Pipes...


Blog do Clausewitz

quarta-feira, 15 de julho de 2009

De quem é a terra de Israel?

Israel tornou-se uma nação em 1312 a.e.C, há 3.315 anos atrás - e dois mil anos antes do aparecimento do Islã! 726 anos mais tarde, em 586 a.e.C estes antigos judeus na Terra de Israel [Judéia] sofreram uma invasão e o Primeiro Templo de Israel (no Monte de Templo da Velha Cidade de Jerusalém) foi destruído por Nebuchadnezzar (pronúncia hebraica de Nabucodonosor), rei da antiga Babilônia. Muitos dos judeus foram mortos ou expulsos; entretanto, muitos outros tiveram permissão para permanecer. Estes judeus, junto com sua prole e outros judeus que voltaram a se estabelecer ali nos 500 anos seguintes, reconstruíram a Nação de Israel e também um Segundo Templo em Jerusalém, no Monte de Templo. Assim, as falácias propagadas de que judeus não têm direito histórico a terra, e apareceram de repente, há pouco mais de cinqüenta anos reivindicando a posse depois do Holocausto, e puseram fora os árabes é um absurdo!


Em 70 e.C (quase 2000 anos atrás), foi o império romano que marchou sobre a antiga Israel e destruiu o Segundo Templo judeu, enquanto massacrava ou exilava boa parte de sua população judia. Muitos judeus partiram por sua própria conta porque as condições de vida se tornaram insuportáveis em muitos aspectos... ainda que milhares e milhares tenham ficado e foram se rebelando durante os séculos seguintes com a intenção de reconstruir mais uma vez a Nação judaica naquela Terra Santa.


Por 3.250 anos, vários povos, religiões e impérios predominaram em Jerusalém, a antiga capital de Israel. A região foi sucessivamente governada por hebreus [os judeus], assírios, babilônios, persas, gregos, macabeus, romanos, bizantinos, árabes, egípcios, cruzados, mamelucos, turcos (que invariavelmente governaram o território de forma retrógrada, negligenciado o território desde o século 16 até que os britânicos os tivessem compelido para fora durante Primeira Guerra Mundial) e então uma vez mais pelos judeus a partir de 1948. Ninguém se incomodou, nem esteve ao menos inclinado a construir uma nação para si próprio esse tempo todo... exceto os judeus!


Deve-se notar que em 636 e.C quando os saqueadores árabes chegaram a terra e dali até mesmo arrancaram mais de seus judeus, eles também não formaram nenhuma nação árabe lá... e certamente nenhuma "nação palestina". Eles simplesmente "eram os árabes" que, como fizeram outros antes deles, passaram por uma área geopolítica chamada "Palestina"! E devemos lembrar deste fato... não foram os judeus que "usurparam" (palavra favorita dos propagandistas árabes) a terra dos árabes. Se houve isso, foram os árabes em 636 e.C que invadiram e tomaram a terra dos judeus!


Conclusão: Nenhum reino ou país, a exceção da antiga nação de Israel e depois de 1948 com o renascimento da 2ª nação de Israel, alguma vez existiu como entidade nacional soberana nessa terra. Um reino genuinamente judeu estendeu-se por sobre esta área toda antes que os árabes - e o seu Islã - surgissem! O Povo Judeu tem uma das Certidões de Nascimento mais legítimas que qualquer outra nação no mundo. Toda vez que há uma escavação arqueológica em Israel, isso faz nada mais que apoiar o fato de que o Povo Judeu teve lá uma presença por bem mais de 3.000 anos. As moedas, a cerâmica, as cidades, os textos antigos... tudo reforça esta afirmativa. Sim, outros povos passaram, mas não há nenhuma dúvida do fato de que os judeus sempre tiveram uma presença ininterrupta naquela terra durante mais de 3.000 anos. Este precedente não impede qualquer reivindicação que outros povos da região possam ter. Os antigos filisteus estão extintos. Muitos outros antigos povos estão extintos. Eles não têm a linha contínua até a data atual que os judeus têm. E se você quer falar de religião, bem, D-us deu a Terra de Israel ao Povo Judeu. E D-us não fez nada por acidente!


O termo "Palestina" veio do nome que os conquistadores do império romano deram a antiga Terra de Israel numa tentativa de apagar e deslegitimar a presença judia na Terra Santa. E o nome "Palestina" foi inventado no ano 135 e.C. Antes disso era conhecida como Judéia, que foi o reino meridional da antiga Israel. O procurador romano responsável pelos territórios da Judéia-Israel ficou tão furioso com os judeus por se revoltarem que perguntou aos seus historiadores quais foram os piores inimigos dos judeus em toda sua história. Eles disseram: "os filisteus". Assim, o procurador declarou que aquela Terra de Israel daí em diante passava a ser chamada "Philistia" [mais tarde corrompeu-se para "Palaistina"] só para desonrar os judeus e apagar sua história. Daí o nome "Palestina".


Uma coisa a mais. Com freqüência ouvimos os revisionistas e os propagandistas encontrando ligações históricas entre os antigos "filisteus" e os "árabes palestinos". Não há nenhuma verdade sobre isso! Os filisteus foram um dos vários povos marítimos que alcançaram a região mediterrânea oriental aproximadamente em 1.250-1.100 a.e.C. Eles eram de fato uma amálgama de vários grupos étnicos, principalmente de egeus e de origem do sudeste europeu [a Grécia, Creta e Turquia Ocidental]... mas seguramente não são de origem árabe! Esses filisteus não eram árabes... e nenhum destes foi Golias! Os árabes da "Palestina" só são... árabes! E estes árabes da "Palestina" têm tantas raízes históricas com os antigos filisteus como Yasser Arafat tem com os esquimós!


Os antigos habitantes nativos da Palestina há muito tempo extinguiram-se da face da terra. Cananeus, fenícios, e depois os filisteus, todos foram dominados pelos israelitas antes de 1.060 a.e.C. A maioria dessas identidades culturais foram completamente dissolvidas pela era neo-babilônica, ou, no século 6º a.e.C. Os árabes não estavam na Palestina até meados do 7º século e.C., mais de mil anos depois, após 1.300 anos de história judaica na Palestina. Árabes que viveram mais tarde na Palestina nunca se desenvolveram, nem a terra, permanecendo nômades e em estado quase primitivo.


Mesmo que a palavra "Palestina" não tenha nenhum significado em árabe - toda palavra em árabe tem algum significado que deriva do Alcorão, mas a palavra "Palestina" não tem. Se existe algo. A palavra "Palestina" sempre foi associada com os judeus. Nos anos que conduziram ao renascimento de Israel em 1948, os que falavam de "palestinos" estavam se referindo quase sempre aos residentes judeus da região. Por exemplo, o "Palestine Post" era um jornal diário judeu. A "Brigada da Palestina [Regimento]" era exclusivamente composta de voluntários judeus no Exército britânico. Na realidade, os líderes árabes rejeitavam a noção da identidade de um "árabe palestino", insistindo que a Palestina era somente uma parte da "Grande Síria".


O retorno a Sion
Um retorno através do tempo e do espaço à terra natal ancestral
A Terra de Israel nunca ficou desprovida dos judeus, ainda que algumas vezes entre eles se contavam somente dezenas de milhares. Assim foi porque a terra era virtualmente inabitável quando os judeus uma vez mais retornaram ao seu direito à dádiva divina e se impuseram em retornar em massa para a terra de seus antepassados (o Movimento Sionista) nos anos 1880. A retórica boba sobre uma presença árabe massiva sendo assaltada por "invasores judeus" é rapidamente dissipada por Mark Twain, que visitou a área em 1867. De seu livro, "The Innocents Abroad" ("Os estrangeiros inocentes")... Uma nação desolada cujo solo é rico o suficiente, mas terminou completamente determinada por ervas daninhas... uma expansão triste. E silenciosa... uma desolação....nós nunca vimos um ser humano em toda a rota... quase não há árvores ou arbustos em nenhum lugar. Até mesmo a oliveira e o cacto, esses amigos constantes de uma terra inóspita, tinham quase abandonado o país".


Os judeus não deslocaram ninguém porque muito pouca gente que lá estava de fato possuía terras. A maioria era de proprietários ausentes que residiam em outros lugares. Outro fato quase não mencionado pelos "novos historiadores" é que os judeus que chegavam nunca desalojaram ninguém de qualquer terra. Toda a terra foi comprada legalmente dos donos originais... tanto os "da própria Palestina" ou os de outro lugar. Além disso, bom dinheiro foi pago por essa terra que, em muitos casos, estava despovoado e dificilmente se poderia chamar de terra os pântanos e terrenos rochosos. Só aproximadamente 120 mil árabes vivam então na área agora compreendida entre o Estado de Israel, Jordânia e a "denominada" Margem Ocidental [Judéia e Samária]. Por volta de 1890, o número de judeus que tinham se instalado na Palestina alcançou 50.000 e, em 1907, atingiu 100 mil. Em Jerusalém só os judeus somavam mais que 25.000, sobre uma população total na cidade de 40.000 judeus, cristãos e árabes. Os árabes, porém, constituíam maioria na área rural escassamente povoada das imediações de Jerusalém.


Os primeiros judeus sionistas da Palestina eram pioneiros idealistas que chegaram ao pré-estado de Israel com toda boa intenção de viver em paz ao lado dos seus vizinhos árabes e de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da terra. Esses sionistas precursores (e depois os israelenses) tinham tentado o desenvolvimento pacifico para o mútuo benefício de judeus e árabes na terra. Mas desde o início a liderança árabe sempre insistia no caminho de que a única solução era os judeus caírem fora, mesmo que isso significasse a continuidade da pobreza e da estagnação do lugar. Quando as exigências árabes não eram acatadas, eles sempre recorriam à violência.


A grande maioria dos árabes foi para área da Palestina depois que esses primeiros pioneiros sionistas começaram a drenar os pântanos infestados de malária e reconstruíram a terra! Assim procedendo, esses judeus criaram oportunidades econômicas e disponibilidades médicas que atraíram os árabes dos territórios circunvizinhos e até de terras mais distantes! Na realidade, mais de 90% dos árabes migraram para lá nos últimos cem anos. A maioria dos árabes da Palestina era de intrusos e colonizadores que vinham da Síria, Jordânia, Egito, Iraque e outras áreas e simplesmente tomaram posse de pedaços de terra. Tanto que são infundadas suas reivindicações que estão lá desde "tempos imemoriais"! Estes árabes vieram de tribos desorganizadas, com uma tradição de constantemente aterrorizar um ao outro para tentar tomar a terra dos seus vizinhos. Muitos deles eram marginalizados sociais e criminosos que não encontravam trabalho em seus próprios países e por isso procuravam por sua melhor sorte em qualquer lugar. Infelizmente, esses imigrantes árabes importaram para a Terra Santa sua cultura da Idade Antiga de aterrorizar os vizinhos para tomar-lhes a terra. Na realidade, os atuais "árabes palestinos" foram descobertos por Arafat e sua OLP - agora "esterilizada" para AP, ou Autoridade Palestina.


Enquanto os judeus de retorno chegavam altamente motivados para reconstruir a terra, os árabes fervilhavam em inveja e ódio, pois lhes faltava uma liderança a inspirá-los e motivá-los porque eram, na verdade, estranhos históricos nessa terra! Ao contrário dos judeus, esses árabes que imigraram para lá não tinham nenhuma ligação afetiva ou recordações históricas com aquele lugar... essa antiga terra dos judeus!


O problema real que está diante desses árabes hoje não é a falta de uma pátria. A causa-raiz histórica do problema e frustração deles é o fato que os países dos quais vieram não concordaram em os aceitar de volta. Este é o motivo por que tantos deles vivem, até hoje, em acampamentos de refugiados, em países árabes vizinhos, sem direitos civis fundamentais necessários.


Conclusão: Não há nenhuma Palestina árabe histórica produzida pelos árabes logo após 1948, e especialmente depois da guerra árabe-israelense de junho de 1967! Numa entrevista ao jornal holandês Trau (31 de março de 1977), Zahir Muhsein, membro do comitê executivo da OLP disse: "O povo palestino não existe. A criação de um Estado palestino é só um dos meios para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel e pela nossa unidade árabe. Hoje, na realidade, não há nenhuma diferença entre jordanianos, palestinos, sírios ou libaneses. Só por razões políticas e táticas é que nós falamos hoje da existência de um povo palestino, uma vez que o interesse nacional árabe exige que coloquemos a existência de um povo palestino em oposição ao Sionismo.


Também tem havido uma "guerra conceitual" pela posse do termo "palestino" que foi transferido para o que era considerando árabe antes de 1967. A "Palestina" sempre foi sinônima de Eretz Israel e a Terra de Israel.
Sítios arqueológicos nos dias atuais continuam rendendo artefatos com escrita hebraica, mas não algum texto fictício palestino ou árabe! Os assim chamados "árabes palestinos" eram simplesmente então, como são agora, árabes, sem nenhuma diferença cultural, histórica ou étnica de outros árabes que vivem em quaisquer dos 24 países árabes dos quais eles emigraram. A sugestão de que os "palestinos" sejam algum subgrupo de árabes com sua própria e única identidade é pura ficção! Grande propaganda... , mas ainda pura ficção! E sem ter árabes fazendo a lavagem cerebral geração após geração para acreditar nessa balela histórica sobre algumas velhas ligações "árabes palestinas" com a Terra Santa, a maioria poderia ter tido uma vida melhor que a que têm agora, com muito menos matança e sofrimento para a preocupação de todo o mundo.


Quando usamos a linguagem deles (i.e. "Margem Ocidental" em vez de Judéia e Samária, "Territórios Ocupados" em vez de Terras Liberadas, "palestino" em vez de árabe, "Haram esh Sharif" em vez de Monte do Templo etc.), estamos permitindo que eles definam os assuntos, criem ou torçam a história e controlem o debate.
Ganância, orgulho, inveja!


Os árabes e/ou muçulmanos de hoje controlam 24 nações... 99½ por cento do total da massa de terras do Oriente Médio, enquanto Israel ocupa só ½ de um de por cento neste mesmo mapa. Mas isso ainda é muita terra para os árabes desperdiçarem. Eles querem tudo. Com que freqüência ouvimos o seu grito familiar: "nós lutaremos até a nossa última gota de sangue pelo último grão de areia!" E é essa no final das contas a razão pela luta atual. E não importa quantas concessões de terra os israelenses façam para poder trazer paz, nunca será bastante! Qualquer tratado de paz entre Israel e o mundo árabe se revelou maléfico. O de 1993, "O Acordo de Paz de Oslo" trouxe nada mais que homens-bomba suicidas a Israel. Até mesmo os tratados de paz com o Egito e a Jordânia são mantidos por um tênue fio e, se você ler o que publicam os jornais controlados pelos seus governos, pensará que ainda estão em guerra com Israel!
A difícil paz é possível?


Desde o momento em que os judeus restabeleceram sua soberania na antiga pátria, eles procuravam uma paz genuína com todos os seus vizinhos. Infelizmente, seus vizinhos não demonstraram querer compartilhar com eles de uma existência pacífica. Eles, como Bin Ladin hoje, sentiram que têm uma necessidade fervorosa de destruir o Estado judeu não-árabe e muçulmano (e, por extensão, todos os governos não-árabes e muçulmanos do mundo). A campanha árabe contra Israel não está baseada em qualquer reclamação negociável, mas numa oposição fundamental à existência da soberania judaica na qual eles só percebem o Oriente Médio como sendo deles! A última intenção dos árabes é diferenciar uma história judaica na Palestina... e então eliminar Israel da face da Terra.
Quando a Organização da Liberação da Palestina (OLP) foi formada em 1964, sua meta principal era a destruição de Israel. Depois da guerra árabe-israelense de 1967, seu objetivo se subdividiu em dois: Um deles (1), destruir Israel completamente (a mesma meta de antes de 1967); e (2) a criação de um estado árabe-palestino para ser usado como plataforma da destruição de Israel. Estratégias diferentes para um mesmo objetivo: Não um estado ao lado de Israel, mas no lugar de Israel. É realmente simples!


Durante mais de 3.300 anos de história, Jerusalém foi capital só para o povo judeu. Os judeus sempre viveram em Jerusalém, exceto quando foram massacrados ou expulsos. Sempre houve, porém, uma presença judaica ininterrupta em Jerusalém durante os últimos 1.600 anos. E desde o início dos anos 1800 a população de Jerusalém foi predominantemente judaica. Até mesmo quando os jordanianos capturaram Jerusalém e a ocuparam de 1948-67, eles (os jordanianos) nunca procuraram mudar para lá sua capital (em substituição a Amã) nem fizeram dela a capital de todo o povo "árabe-palestino". Mesmo durante os 19 anos da ocupação jordaniana da maior parte de Jerusalém, os líderes de outros países árabes quase nunca se incomodaram em visitar a cidade! Dos dois povos, só para os judeus Jerusalém tem tido um significado especial! A realidade é que Jerusalém nunca foi uma capital árabe e seu interesse nela só ocorreu depois que os judeus a revitalizaram. Era uma cidade provinciana e empoeirada que quase não tinha funções econômicas, sociais ou políticas.


Outro mito em relação à Jerusalém e seu Monte do Templo. O mito é aquele que Jerusalém é realmente uma cidade árabe e que é um foco central do Islã. A verdade é que os árabes expressavam interesse muito limitado no Monte do Templo antes de 1967, ano da Guerra dos Seis Dias. Meca e Medina (ambas na Arábia Saudita) são as cidades mais santas do Islã!


O Alcorão sagrado do Islã menciona Meca duas ou três vezes (de forma implícita, mas não de fato escrita). Menciona Medina cinco vezes. Nunca menciona Jerusalém e com razão boa. Não há evidência histórica para sugerir que Maomé tenha visitado Jerusalém! E se ele visitou Jerusalém, isso não poderia ter sido seis anos após a sua morte. Então, a noção de que Maomé ascendeu aos céus de uma pedra em Jerusalém (o atual Domo da Rocha) é controvertida!
Uma coisa a mais sobre Jerusalém em geral e seu Monte do Templo em particular. Jerusalém aparece na Bíblia judaica 669 vezes e Sion (que normalmente significa Jerusalém, às vezes a Terra de Israel) 154 vezes, ou 823 vezes no total. A Bíblia cristã menciona Jerusalém 154 vezes e Sion 7 vezes. No total, no Velho Testamento (a Bíblia hebraica) e no Novo Testamento, os termos "Judá" ou "Judéia" aparecem 877 vezes e "Samária" é citada em 123 ocasiões.


Mas num olhar mais acurado do Alcorão, descobre-se algo totalmente impressionante. Os muçulmanos citam mais vezes os judeus que eles próprios! Veja isto... o Alcorão menciona "Israel" [ou "Israelitas"] 47 vezes, "judeu" ou "judias" 26 vezes! Até mesmo "cristão" ou "os cristãos" ganham 15 menções!


Muito bem, então talvez Maomé tenha esquecido de mencionar "Jerusalém". Talvez ele também tenha se esquecido de mencionar o Haram-esh-Sharif, o nome árabe para o Monte de Templo judaico. Talvez tenha sido uma omissão honesta. A "Palestina" é mencionada no Alcorão. Certo? Errado. "Palestina" e "palestino" em nenhuma parte serão encontrados. Então por que esses assim denominados "árabe palestinos" teriam raízes históricas antigas que de todo o modo remetem para junho de 1967? Têm por isso os árabes, muçulmanos ou "palestinos" antigas ligações religiosas ou físicas com um único torrão de relva nos denominados "territórios ocupados"?


De 1948 a 1967 quando Jerusalém Oriental e o Monte do Templo estavam "ocupados" por forças jordanianas após a Guerra árabe-israelense de 1948-9, a própria Jerusalém foi ignorada pelo mundo árabe. Nenhum líder árabe lhe fez uma visita, nem mesmo para rezar na Mesquita Al-Aqsa ou no Domo da Rocha (ambos situados no Monte de Templo judeu). Também é digno de atenção que durante este período de 19 anos de ocupação jordaniana judeus não eram permitidos lá... não que houvesse muita coisa para eles verem, vez que os árabes destruíram 58 das sinagogas judaicas de Jerusalém! Os árabes da Palestina colocavam uma prioridade tão baixa em Jerusalém que mesmo a carta de fundação da OLP, em 1964, na Convenção Nacional Palestina, não fez nenhuma referência a tudo isto. Só quando os judeus recapturaram a cidade depois da Guerra dos Seis Dias de 1967 (iniciada pelos árabes) é que, de repente, no mundo árabe cresceu muito a paixão por Jerusalém!


Pode algum muçulmano no mundo produzir qualquer evidência crível da ligação deles com este local santo, diferente do sonho de Maomé? Acredite ou não, a única fonte para a reivindicação dos muçulmanos por Jerusalém e o local do Templo Sagrado, é uma menção no Alcorão de um sonho que Maomé teve sobre um desconhecido "lugar muito distante". Mas este "lugar muito distante" não é mencionado como sendo Jerusalém. Poderia ser Jerusalém, mas também poderia ser um outro local qualquer...


Em verdade, as mesquitas do Domo da Rocha e Al-Aqsa são só duas das centenas de milhares de mesquitas muçulmanas ao redor do mundo. Exceto por estas duas mesquitas secundárias, a própria Jerusalém não tem nenhum significado especial aos islâmicos, que têm outras cidades sagradas (Meca e Medina). Na realidade há mais santuários cristãos em Jerusalém que muçulmanos. Mas Jerusalém é a mais importante e única cidade santa para os judeus.


Quando um judeu ora em qualquer lugar do mundo, ele se vira em direção ao Monte de Templo em Jerusalém. Quando um muçulmano reza, mesmo quando está em Jerusalém, vira-se para Meca, na Arábia Saudita. Precisa-se de mais evidências?

Quer saber se vai chover?


O site “Será que vai chover?” é bem pratico ao contrario de outros sites, como por exemplo, no caso dele é apenas necessário você colocar o nome da sua cidade e dá um enter e pronto! Algumas vezes vai ser necessário colocar o nome da cidade nesse estilo: Recife – PE (cidade + sigla do estado), o site só dá a previsão de cidades no Brasil.

Quer usar o Twitter na empresa, mas tem medo!

Quer usar o Twitter e tem medo que o seu chefe pegue?
Seus problemas acabaram. O SpreadTweet é uma aplicação que roda em Adobe AIR, e provavelmente ilegal, pois replica o Look & Feel do Microsoft Excel, mas na verdade é um cliente Twitter:

O programa tem toda a cara de uma planilha, a não ser que seu chefe olhe com atenção (não vai acontecer) passará batido. Há funções básicas como listar replies, mensgens diretas, enviar novos twitts. Nada muito complexo, mas o suficiente para você não ficar de fora da onda do momento.

Com versões "Office OSX", "Office 2003" e "Office 2007", o SpreadTweet pode ser baixado deste link aqui. Se você não tiver o runtime do Adobe AIR, faz favor.



Blog Meio Bit

domingo, 12 de julho de 2009

A doutrina Obama


Milhares de hondurenhos foram às ruas aplaudir a deposição de Zelaya e o chute na bunda do chavismo. Eles não querem socialismo. Esses hondurenhos receberam o comunicado de Washington: vocês estão errados. Aceitem o fantoche de Chávez de volta porque é o melhor pra vocês.

Barack Hussein Obama segue dialogando. Em apenas seis meses de governo, o bacana já dialogou com vários ditadores e os impressionou com sua retórica presidencial dura e incisiva. Quando Obama dialoga, os inimigos dos Estados Unidos tremem. Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo. Enquanto a milícia dos aiatolás espancava e assassinava iranianos nas ruas de Teerã, Obama estudava a melhor maneira de expressar a posição do governo americano diante da selvageria. Depois de alguns dias calculando as palavras, quando já circulavam fotos de cadáveres ensangüentados e os próprios americanos se perguntavam por que o homem continuava calado, Obama foi enfático: se disse "estarrecido" com a repressão. Questionado por um jornalista da Fox News sobre a demora em se pronunciar em defesa dos manifestantes iranianos, Obama deu uma lição de diplomacia e explicou que não queria dar a impressão de estar se intrometendo no assunto dos outros. É com esse líder altivo que Ahmadinejad vai ter que lidar caso decida continuar aprontando. Duvido que tenha coragem.


Manuel Zelaya, com a ajuda de Hugo Chávez, tentou instaurar o bolivarianismo em Honduras. Fez isso conforme o manual bolivariano: passando por cima do Congresso, da Suprema Corte, da Constituição e dos demais recalcitrantes. Quando já estava tudo pronto para a coroação do novo tirano da região, as instituições hondurenhas, seguindo a Constituição, tiraram o pirulito da boca de Zelaya. A bandidagem latino-americana do Foro de São Paulo ficou re-vol-ta-da com tamanha afronta. Lula, Chávez, Fidel e Raúl Castro, Daniel Ortega, Rafael Correia - estão todos indignados.

Obama também. Ele se juntou aos socialistas da OEA e, com a prontidão que lhe faltou em relação ao Irã, ordenou: o povo de Honduras precisa aceitar o advento do bolivarianismo em nome da democracia. Da mesma maneira que, em nome da democracia, a OEA abriu as portas para o ingresso de Cuba, aquele paraíso libertário que atrai centenas de imigrantes dos Estados Unidos. Milhares de hondurenhos foram às ruas aplaudir a deposição de Zelaya e o chute na bunda do chavismo. Eles não querem socialismo. Esses hondurenhos receberam o comunicado de Washington: vocês estão errados. Aceitem o fantoche de Chávez de volta porque é o melhor pra vocês.

Enquanto escrevo, Obama está na Rússia. Foi dialogar com o presidente Dimitri Medvedev sobre o arsenal nuclear dos dois países. Obama, bacana do jeito que é, vai diminuir o estoque americano na esperança de que os russos, iranianos, norte-coreanos e sei lá mais quem desistam de seus programas nucleares. Uma mensagem de paz. Obama vai dar o exemplo! Fica a sugestão para as polícias do mundo: baixem suas armas na esperança de que os criminosos, emocionados com o gesto, façam o mesmo. Essa é a Doutrina Obama. Um sucesso de crítica entre os inimigos da civilização.


Bruno Pontes é jornalista. http://brunopontes.blogspot.com

Artigo publicado no jornal O Estado.

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