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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Terrorismo está bem perto

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Terrorista do hesbolah



FOZ DO IGUAÇU - "Se você deixar uma bomba aqui, for embora e ela explodir, isso é terrorismo. Agora, se você se explodir e morrer com os outros, então você não é um terrorista, mas um mártir." O raciocínio não é de um militante radical islâmico, mas de um respeitado comerciante libanês que vive há décadas na Tríplice Fronteira.

Nas comunidades árabes e muçulmanas de todo o mundo, e a Tríplice Fronteira não é uma exceção, há um forte sentimento de aceitação daquilo que, para o senso comum cartesiano, não passa de terrorismo. A compaixão para com o "mártir", que sacrifica a vida pela causa, é embalada no ódio aos israelenses: "E o que Israel faz com os palestinos, não é terrorismo?", perguntou outro comerciante bem-sucedido da região, durante um jantar em Foz do Iguaçu.

"Nunca tive contato com o hezbollah, mas, pelo que sei, ele resiste contra a ocupação israelense", disse o presidente da Câmara de Comércio de Ciudad del Este, Aly Abou Saleh. "Se for para condenar esse tipo de coisa, vamos ter que começar condenando a resistência francesa contra a ocupação nazista."

"Como libanês, sinto orgulho do hezbollah, por ter expulsado Israel do nosso território", declara o xeque Taleb Jomha, da mesquita sunita de Foz do Iguaçu. "Acho que isso não é terrorismo", analisa Jomha, há três anos no Brasil, como enviado do múfti do Líbano, a máxima autoridade sunita do país.

"O mesmo se aplica ao hamas, que está lutando com os israelenses porque estão no território palestino", continua o xeque. "Todos os dias, os israelenses bombardeiam casas, matam civis, e ninguém diz que isso é terrorismo."Jomha nega, no entanto, que haja remessas de dinheiro da comunidade para esses grupos.

"Pelo nosso conhecimento, o hezbollah é um partido libanês, lutando pela causa do Líbano", diz Ali Khazan, um libanês xiita há 11 anos no Brasil, que dirige a Escola Libanesa Brasileira, em Foz, com 450 alunos.

A fronteira entre educação religiosa e doutrinação política é tão móvel quanto a que confunde terrorismo e resistência legítima. No início dos anos 90, Ali Khazan e Assaad Ahmad Barakat, o libanês preso em Brasília com pedido de extradição para o Paraguai, costumavam promover acampamentos de fim de semana em chácaras de Foz do Iguaçu, para transmitir aos alunos ensinamentos morais e religiosos.

Fotografias desses eventos, obtidas pelos agentes da Secretaria de Prevenção e Investigação do Terrorismo do Paraguai, mostram que bandeiras do hezbollah ornavam o ambiente. Um dos participantes desses acampamentos, que está na foto ao lado com jovens de punho em riste, explicou ao Estado que se trata de simpatizantes do hezbollah festejando o fim da guerra civil no Líbano (1975-91).

O xeque Tareb Khazraji, que segundo os agentes aparece na foto ao lado falando num desses acampamentos, trabalhava até há um mês na mesquita xiita do Brás, na zona leste de São Paulo. Seu pai, Hussein, é membro dos serviços de segurança do hezbollah, segundo a inteligência paraguaia. Hassan Gharib, presidente da Associação Beneficente Islâmica do Brasil, à qual está filiada a mesquita, informou que Khazraji foi para o seu país, o Irã, e "talvez volte, futuramente". Ele disse que não sabe se o xeque pertence ao hezbollah.

O dono da chácara onde foi tirada a foto dos jovens de punho em riste, o comerciante libanês xiita Mohamed Youssef Abdallah, contou que Khazan tinha acabado de chegar à região e lhe pediu a chácara emprestada para levar rapazes na passagem do ano de 1991 para 1992. A idéia era criar um "ambiente saudável", onde pudessem lhes transmitir ensinamentos sobre religião.

Abdallah não esconde que construiu a mesquita xiita de Ciudad del Este, inaugurada em 1996, e os 19 andares de apartamentos e escritórios sobre ela, com dinheiro enviado por Mohamed Fadlallah, considerado o "líder espiritual" do hezbollah. De acordo com Abdallah, no entanto, Fadlallah, com quem ele se reúne uma vez por ano no Líbano, "não tem nada a ver com política, é um homem apenas religioso".

Fadlallah se notabiliza pelos discursos virulentos contra Israel e os Estados Unidos. No enterro do ex-dirigente do Hezbollah Abbas Mussawi, morto pelos israelenses, em fevereiro de 1992, Fadlallah anunciou: "Israel não escapará à vingança." No mês seguinte, a embaixada israelense em Buenos Aires foi alvo de atentado a bomba.

Criado em 1982, no calor da invasão do Líbano por Israel, o hezbollah, ou Partido de Deus, foi que introduziu os atentados suicidas, uma inovação na interpretação dos conceitos islâmicos de shahid (mártir) e jihad (esforço em prol de Deus). No ano seguinte, seus carros e caminhões-bomba mataram 60 pessoas na Embaixada dos EUA em Beirute, 241 no quartel-general dos fuzileiros navais americanos e 58 no quartel-general das forças francesas.

Ainda nos anos 80, a onda de seqüestros de ocidentais no Líbano, reivindicada por células terroristas desconhecidas, foi atribuída ao hezbollah. Suas operações mesclam táticas de guerrilha - com disparos de foguetes contra o norte de Israel e emboscadas contra patrulhas israelenses - e atentados a bomba, suicidas ou não.

LOURIVAL SANT’ANNA

terça-feira, 27 de julho de 2010

Turismo em Israel–Record

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O guia turístico israelense Yossi Weiss estava levando dois ônibus cheios de peregrinos cristãos americanos para uma excursão na Cidade Velha de Jerusalém, foi quando ele percebeu como era difícil se movimentar pelo local. O Bairro Judeu estava tão cheio e movimentada, e era apenas uma segunda-feira. Foi um sinal do ano recorde no turismo que Israel está tendo. No primeiro semestre de 2010, cerca de 1,6 milhões de turistas visitaram Israel, estabelecendo um novo recorde, segundo o Ministério do Turismo israelense. Constituiu um aumento de 39 por cento durante o mesmo período de 2009, e um aumento de 10 por cento do primeiro semestre de 2008, ano do recorde anterior de Israel para o turismo. “Este é um país que cada pessoa no mundo tem uma motivação para a visita”, disse Ami Etgar, diretor-geral do Israel Incoming Tour Operators Association.

Especialistas do setor atribuem boom do turismo de Israel a vários fatores:

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* Israel mudou sua política de aviação para permitir que mais companhias aéreas cheguem ao país.
* O mercado evangélico está crescendo. 75 por cento dos visitantes não são judeus, e 35 por cento, definem-se como peregrinos.
* Os russos estão mais próximos, em parte porque Israel suspendeu a exigência de visto para os viajantes da Rússia em 2008.

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* Trânsito Turismo da América Latina, particularmente no Brasil, aumentou drasticamente. Uma nova rota El Al estabelecida entre Tel Aviv e São Paulo ajudou a trazer mais visitantes da América do Sul.

O aumento dos turistas também tem beneficiado a economia palestina através do envio de visitantes para as cidades da Cisjordânia, Belém e Jericó.

fonte: Cambici

Simbolos Judaicos

SÍMBOLOS RELIGIOSOS



De acordo com a religião, a palavra Torah refere-se originalmente a uma instrução particular transmitida ao povo por um porta-voz de Deus, como um profeta ou sacerdote, mas como esses ensinamentos consistem principalmente em preceitos, a palavra Torah é muitas vezes traduzida como Lei. Durante a formação da Bíblia hebraica houve um processo de seleção e foram incluídos somente os livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. A Bíblia judaica tem um total de 39 livros.



Chamsa


Na antiguidade era um talismã em forma de mão usado pelos fenícios, gregos e romanos, como um meio de afastar o mau-olhado. Tornou-se um amuleto popular no norte da África e no Oriente Médio. Os judeus, convivendo com os povos árabes, incorporaram o costume, embora a chamsa não tenha nenhum fundamento na lei judaica.
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Estrela de David


A estrela é composta por dois triângulos, um com a ponta para cima e o outro para baixo. Um deles aponta para tudo que é espiritual e santo. O outro aponta para baixo tudo que é terreno e secular. Ao levar uma vida baseada no Torah, o judeu luta para unir o mundo espiritual ao terreno, o sagrado e o secular.

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Kipá

Cobrir a cabeça é uma alusão à onipresença divina e conscientização de que a humildade é a essência da religião.
Não se sabe ao certo quando e por qual motivo surgiu o costume do uso da Kipá e por muito tempo as autoridades religiosas não consideravam obrigatório o seu uso. Somente no século 19, os judeus ortodoxos adotaram a kipá como símbolo da particularidade judaica e fizeram do costume uma lei.

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Foto: www.kipa.com.br



Menorah


Quando o templo dos judeus foi destruído, a menorah tornou-se o principal símbolo artístico e decorativo da fé judaica. Ela é um dos símbolos nacionais do povo judeu e da identidade de Israel. A menorah é composta por sete braços ao todo, sendo uma haste central e três braços que saem de cada lado.


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Mezuzá


A mezuzá é uma pequena caixa tubular que contém um pedaço pequeno de pergaminho, no qual estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “shemá” (oração da unicidade de Deus). Na parte superior ela traz uma marca com a letra “Sh” da palavra Shadai (um dos nomes místicos de Deus), e também impressa no verso do pergaminho.
Seu propósito é conscientizar o homem da unicidade de Deus e da presença Divina. A mezuzá deve ser afixada em quase todas as portas da casa o mais cedo possível, pois ela é uma mitsvá que dá proteção. É afixada no portal direito da entrada do aposento em posição inclinada. Cada entrada de um cômodo necessita de uma mezuzá, exceto nos banheiros. Costuma-se beijar a mezuzá toda vez que se sai ou entra em casa.

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Talit


O talit é uma espécie de manto geralmente feito de linho, lã ou seda, com as franjas do mesmo material. Tem origem num dos mandamentos bíblicos contidos no Livro dos Números, o qual ensina que o indivíduo deve usar franjas nos quatro cantos da roupa.
O talit tem como objetivo lembrar do dever de observar fielmente todos os 613 mandamentos da Torah

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FAMÍLIA


A família desempenha um papel muito especial no judaísmo. É dela que os judeus recebem sua identidade cultural e sua educação básica. Um exemplo é a família da psicóloga Ana Fraiman, diretora da Universidade Aberta da Terceira Idade e consultora empresarial de preparação de aposentadoria. Ana diz que a família judaica é muito unida e que as gerações atuais são muito traumatizadas por causa das guerras e das perseguições, esses fatores seriam primordiais para entender a segurança no seio familiar. A família de Ana é um exemplo de união e força. Trabalha com a filha Dinah na Faculdade Aberta, com o filho Leonardo na consultoria e o marido Samuel está sempre por perto apoiando. A mãe dela, Ruchla Perwi possui uma experiência enorme de vida. Chegou da Polônia com nove anos de idade e mais quatro irmãos. O pai, sapateiro morreu depois de dois anos de chegar ao Brasil, hoje, depois de muita luta, Ruchla continua linda e acompanha a filha em muitos eventos. Falando da famosa Mãe Judia, a psicóloga comenta que “existe um estereotipo, mas que na realidade a mãe judia ama os filhos de uma forma incondicional, possui uma presença marcante na vida deles e isso traz uma força emocional muito grande para a prole”.


Casamento


O casamento para os judeus é considerado o modo de vida ideal, instituído por Deus, e é o único tipo de coabitação permitido. Um judeu tem por obrigação casar com uma pessoa judia, porém os casamentos mistos estão se tornando cada vez mais comuns.
Alguns dias antes do casamento a mulher deve tomar um banho ritual. No dia do casamento, o noivo e a noiva ficam em jejum até o final da cerimônia. O casamento pode ser celebrado em qualquer lugar, mas normalmente acontece na sinagoga, debaixo de uma espécie de toldo (hupá) que simboliza o céu. Em geral é um rabino que realiza a cerimônia e lê as bênçãos e exortações, Os noivos então compartilham de um mesmo copo de vinho, como sinal de que irão dividir tudo o que a vida lhes trouxer. Em seguida, o noivo põe a aliança no dedo da noiva, dizendo em hebraico: “Eis que tu és consagrada a mim por esta aliança, segundo a Lei de Moisés e de Israel”.

O casamento começa com a leitura de sete bênçãos especiais; depois disso o casal toma vinho mais uma vez e o noivo quebra um copo de vidro, lembrando a todos que mesmo na maior alegria o povo judeu deve se lembrar da destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e continuar a almejar pela sua reconstrução. Entretanto, há outros significados para a quebra do copo: os judeus acreditam que são como o vidro, que mesmo quebrado, pode ser reconstituído e que através do sincero arrependimento são perdoados.
No fim da cerimônia, costuma-se oferecer uma grande festa onde os recém casados são colocados em cadeiras e levantados com alegria. Depois da cerimônia vem o banquete com os pratos típicos judaicos.


Bar Mitsvá e Bat Mitsvá



Aos treze anos o menino judeu se torna um Bar Mitsvá, expressão em hebraico que significa “filho do mandamento”. Isso acontece na sinagoga. Durante o ano precedente ele deve ter aulas com um rabino ou outra pessoa instruída, para aprender as leis e os costumes judaicos. Deve também aprender o trecho da leitura da Torá que será feita no sábado em questão. Quando chega o dia, ele deve se levantar e ler alto seu texto, cantando-o conforme o costume. Isso confirma que ele passou a ser um membro pleno da congregação, com todas as responsabilidades que daí decorrem. Depois da cerimônia é hábito oferecer uma festa para a família e os amigos.

Uma menina se torna automaticamente Bat Mitsvá (filha do mandamento) quando completa doze anos. Costuma-se celebrar esse fato no primeiro sábado após seu 12º aniversário. Para isso ela prepara algumas palavras que deve dizer com a bênção (o kidush) depois do serviço. Por volta dos quinze anos as meninas aprendem o principal da história e dos costumes judaicos, particularmente as regras alimentares, que são responsabilidade da mulher.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Veneno Mortal

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Um veneno mortal espalha-se hoje em sites, blogs, comunidades do Orkut, cartas de leitores (como a publicada por um leitor no Portal Imprensa) e nos fóruns da Internet: o veneno neonazista do “Revisionismo”, doutrina que objetiva induzir jovens internautas que desconhecem a História à cegueira através da negação do Holocausto.

Esse veneno é administrado em massa no submundo que vem à tona na rede mundial dos computadores; e já oficialmente entre as elites através dos pronunciamentos oficiais do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, isolado do mundo civilizado, mas apoiado com entusiasmo por estadistas corruptos da América Latina (Venezuela, Equador, Brasil). Estes declaram com orgulho estarem apenas a colocar os negócios acima da ética, mas no fundo compartilham, ainda não abertamente, da mesma ideologia do negacionismo islâmico, que assimilou o veneno neonazista e o transformou em verdadeira arma de guerra psicológica contra Israel.

Os pseudo-historiadores neonazistas só negam os fatos históricos relativos ao Holocausto, na ânsia de repeti-lo. Os historiadores sabem que o número aproximado de 6 milhões de judeus mortos no Holocausto não se baseia como afirmam os revisionistas em relatos de sobreviventes (como se estes não merecessem crédito), mas em estatísticas censitárias do número de judeus na Europa antes do Holocausto (cerca de 11 milhões) e depois do Holocausto (cerca de 4 milhões); de registros policiais da deportação dos judeus de toda a Europa para campos de extermínio; dos registros parciais dos próprios nazistas (Einsatzgruppen e outros), que anotavam os nomes de todos aqueles que eles exterminavam (parte desses registros foi queimada com a aproximação dos Aliados, mas parte ainda existe e pode ser consultada nos arquivos alemães, americanos, franceses, russos, israelenses), entre outros documentos das próprias autoridades nazistas.

Da mesma forma como, com a entrada dos computadores nas pesquisas, uma nova Enciclopédia do Holocausto revela que existiram 20 mil campos nazistas em toda a Europa, quando antes se conheciam 5 mil, é provável que o número total dos judeus mortos seja ainda maior que 6 milhões: o aporte de precisão das novas tecnologias poderá apenas aumentar os números estabelecidos, jamais diminuir, pois 6 milhões é uma base provada pelos registros existentes, que apenas os neonazistas contestam por desejarem voltar a matar os judeus com a “consciência limpa” de Auschwitz.

Típica desses “assassinos de alma pura” (como Jean-Paul Sartre definiu os antissemitas) é a exigência da existência de uma “ordem escrita” do extermínio dos judeus como “prova” do Holocausto, pois eles sabem que seus mestres não deixaram bilhetinhos para se incriminarem, anunciando ao mundo todo que estariam matando milhões de inocentes. Mas, na prisão, antes de matar-se, Rudolf Hess confessou seus crimes em suas memórias Eu fui comandante de Auschwitz. E numa de suas últimas entrevistas, Adolf Eichmann declarou só lamentar ter exterminado seis e não onze milhões de judeus, cumprindo a meta da ordem recebida. Referia-se à ordem de Reinhard Heydrich de “eliminar o povo judeu inteiro da face da Terra, incluindo as crianças”, para que elas não pudessem mais tarde, quando adultas, vingar-se da morte dos pais.

Os campos de extermínio podem ser visitados, e os milhões de pertences das vítimas, incluindo montanhas de cabelos cortados, óculos, malas, brinquedos, etc. podem ser vistos, ao lado das câmaras de gás, onde milhares eram mortos diariamente com gás Zyklon B (cujas latas também foram conservadas). No Tribunal de Nuremberg, o Holocausto foi provado através da mais farta documentação que um tribunal amealhou em toda a História, com 42 volumes apenas de resumos dos processos. E os filmes dos registros da abertura dos campos, realizados pelos cinegrafistas dos Exércitos Aliados (americanos, russos, ingleses e franceses) são provas visuais, sensíveis, materiais, que dispensam qualquer comentário.

Da mesma forma, como tudo o que sai da boca ou da pena dos revisionistas, a afirmação de que só existem museus para o Holocausto dos judeus e não para outras vítimas de genocídios é uma mentira deslavada. Todos os povos vitimados têm seus museus, incluindo o Museu da Tortura e o Museu de Guernica, na Espanha; o Museu da Guerra, na Rússia; Museu da Defesa de Stalingrado; o Museu da Grande Guerra Patriótica, de Minsk; o Museu Imperial da Guerra, em Londres; o Museu de Hiroshima, no Japão; o Museu das Reminiscências da Guerra, no Vietnã; os Museus Afro-Americanos em quase todos os estados americanos do Alabama a Virginia; o Museu da Escravidão Internacional, em Liverpool; o Museu da Escravidão Kura Hulanda, em Curaçao; o Museu Nacional da Escravatura, em Angola; o Museu do Escravo, em Minas Gerais, o Museu Afro-Brasil, em São Paulo, o Museu do Índio, no Rio de Janeiro, o Museu do Marajó, em Cachoeira do Ararí, etc.

Se outras nações erigiram, depois de Israel, seus museus do Holocausto, isso se deve também às campanhas neonazistas de negação do Holocausto, exigindo das autoridades mundiais uma resposta à altura, como o Museu do Holocausto em Washington, o Museu da Shoah em Paris e o Museu do Holocausto em Berlim. Pelo andar da carruagem, diante de tantos revisionistas que se manifestam impunemente na Internet, também o Brasil está precisando com urgência de seu Museu do Holocausto, antes que nossos jovens, manipulados por neonazistas convictos, convertam-se em neonazistas por pura ignorância.

Luiz Nazario

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Turquia em Chipre

A Turquia em Chipre vs. Israel em Gaza

por Daniel Pipes
Washington Times
20 de Julho de 2010

http://pt.danielpipes.org/8652/turquia-chipre-israel-gaza

Original em inglês: Turkey in Cyprus vs. Israel in Gaza
Tradução: Joseph Skilnik

Em face às recentes críticas de Ancara sobre o que chama de "prisão a céu aberto" de Israel em Gaza, realizadas na data de hoje, que marca o aniversário da invasão de Chipre pela Turquia, sua relevância é fora do comum.



Emine Erdoğan, esposa do primeiro ministro turco.



A política turca frente a Israel, historicamente cordial e que apenas há uma década estava próxima a uma aliança total, esfriou desde que os islamistas tomaram o poder em Ancara em 2002. Sua hostilidade se tornou explícita em janeiro de 2009, durante a guerra Israel-Hamas. O Primeiro Ministro Recep Tayyip Erdoğan pomposamente condenou a política israelense como "perpetração de ações desumanas que levará a autodestruição" e até invocou Deus ("Alá irá… punir aqueles que transgridem os direitos dos inocentes"). Sua esposa Emine Erdoğan hiperbolicamente condenou as ações israelenses como sendo tão terríveis que "sequer podiam ser expressas em palavras".

Suas agressões verbais auguraram hostilidades adicionais que incluíram insultar o presidente de Israel, ajudar a patrocinar a "Flotilha da Liberdade" e chamar de volta o embaixador turco.

Essa fúria turca provoca uma pergunta: Israel em Gaza é realmente pior do que a Turquia em Chipre? Uma comparação mostra sua alta improbabilidade. Veja alguns contrastes:

  • A invasão turca de julho-agosto de 1974 envolveu o uso de napalm e "espalhou terror" entre os aldeões gregos cipriotas, de acordo com o Minority Rights Group International. Contrastando, a "batalha feroz" de Israel para tomar Gaza contou somente com armas convencionais e resultou virtualmente sem vítimas civis.
  • A ocupação subsequente de 37 porcento da ilha equipara-se a "limpeza étnica forçada" segundo William Mallinson em uma monografia que acaba de ser publicada pela Universidade de Minnesota. Contrastando, se alguém deseja acusar as autoridades israelenses de limpeza étnica em Gaza, ela foi contra seu próprio povo, os judeus, em 2005.
  • O governo turco tem patrocinado o que Mallinson chama de "política sistemática de colonização" em terras anteriormente gregas no norte de Chipre. Os turcos cipriotas totalizavam cerca de 120.000 em 1973; desde então, mais de 160.000 cidadãos da República da Turquia foram assentados em suas terras. Nem uma única comunidade israelense permanece em Gaza.
  • Ancara governa a zona ocupada com tanta rigidez que, nas palavras de Bülent Akarcalı, político veterano turco, "O Norte de Chipre é governado como se fosse uma província da Turquia". Um inimigo de Israel, o Hamas, governa em Gaza.
  • Os turcos montaram uma estrutura que faz de conta ser autônoma chamada de "A República Turca do Norte de Chipre". Os habitantes de Gaza desfrutam de uma verdadeira autonomia.
  • Um muro que atravessa a ilha mantém os pacíficos gregos fora do norte de Chipre. O muro de Israel exclui terroristas palestinos.

A divisão de Chipre desde 1974.

Uma placa na cerca nos arredores de Varosha, Chipre.



E ainda temos a cidade fantasma de Famagusta, onde as ações turcas correspondem às da Síria sob os criminosos Assads. Após a força aérea turca ter bombardeado a cidade portuária cipriota, as forças turcas entraram para se apossarem dela, com isso impelindo toda a população grega (temendo um massacre) a fugir. As tropas turcas isolaram a área central da cidade, chamada Varosha e a ninguém é permitido morar lá.

Conforme esse centro grego em ruínas é invadido pela natureza, ele se torna uma bizarra cápsula do tempo de 1974. Steven Plaut da Universidade de Haifa visitou-a e relata: "Nada mudou. … Diz-se que as agências de automóveis no centro fantasma, até os dias de hoje estão estocadas com modelos antigos de 1974. Por anos após o estupro de Famagusta, a população contava que ainda via lâmpadas acesas nas janelas dos edifícios abandonados".

Curiosamente, outra cidade fantasma levantina também data do verão de 1974. Exatamente 24 dias antes da invasão de Chipre pelos turcos, tropas israelenses evacuaram a cidade fronteiriça de Quneitra, entregando-a às autoridades Sírias. Hafez al-Assad optou, também por motivos políticos, não permitir que ninguém morasse lá. Décadas mais tarde, ela também permanece vazia, refém da beligerância.

Erdoğan alega que as tropas turcas não estão ocupando o norte de Chipre, e sim, estão lá na "Capacidade turca como potência garantidora", seja lá o que isso queira dizer. O mundo, no entanto, não é trapaceado. Se Elvis Costello cancelou recentemente um concerto em Tel-Aviv em protesto pelo "sofrimento dos inocentes [palestinos]," Jennifer Lopez cancelou um concerto no norte de Chipre em protesto à "violação dos direitos humanos".

Em suma, o Norte de Chipre compartilha características com a Síria que lembram uma "prisão a céu aberto" mais do que Gaza. Interessante que uma Ancara hipócrita se coloque no alto do pedestal dando lição de moral sobre Gaza mesmo que ela própria aja de forma bem mais agressiva na área que governa. Em vez de se intrometer em Gaza, os líderes turcos deviam acabar com a ocupação ilegal e destruidora que por décadas divide Chipre de forma trágica.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Hipocrisia da “ Ajuda Humanitária para Gaza “

 

Bloqueio Naval, segundo o Dicionário Aurélio, é um “cerco ou operação militar com que se procura cortar a um porto as comunicações com o exterior”.

Mesmo que o propósito da “frota da amizade para Gaza” fosse apenas humanitário (?), teria que se submeter a uma completa vistoria dos bloqueadores, até para provar as suas boas intenções e a sua isenção. Se não o fizesse, estaria mostrando claramente seu desejo de driblar o bloqueio naval, seja para esconder alguma coisa ou, simplesmente, para desafiar e provocar desnecessariamente os bloqueadores, sem a menor chance de sucesso. Guerra é assunto sério. Não é um palco para que alguns tenham seus dez minutos de fama na televisão, bancando de pseudo-heróis de araque. Tampouco é lugar para levar crianças para um “passeinho”, como foi feito.

Falando em forma genérica, que bloqueio que se preze seria esse se fosse “furado” por qualquer tipo de embarcação não autorizada pelos responsáveis do bloqueio? Se Israel os tivesse deixado passar, seria motivo de chacota e total desrespeito dos seus inimigos.

Tendo sido alertados inúmeras vezes pelos israelenses, que não deveriam tentar “furar” o bloqueio naval imposto a Gaza (ao Hamas na realidade) e ainda, dispondo de meios legais e aprovados por Israel (Cruz Vermelha Internacional e N.U.) para fazer chegar a tal possível ajuda humanitária, os ativistas, ao desafiar e enfrentar a Marinha Israelense, apenas deixaram escancaradas as suas reais intenções de arrastar Israel a um confronto, criando um cenário teatral para uma farsa internacional de péssimo gosto.

Quanto à abordagem israelense em águas internacionais, a mesma está amparada na Lei Internacional pelo Tratado de San Remo, de 1920(*), que permite abordar navios, mesmo em águas internacionais, que tentam atravessar bloqueios marítimos à revelia.

Obviamente que é para lamentar a morte dos nove cidadãos turcos, que só aconteceu porque eles tomaram a decisão de arriscar suas vidas, desafiando deliberadamente as forças militares israelenses. Eles mesmos declararam, antes de embarcar na Turquia, que queriam ser mártires. Atentem para o fato fundamental que os soldados da abordagem só atiraram depois de terem sido atacados e já correndo real perigo de vida, evidenciado até nas filmagens feitas pelos próprios ativistas. Não teria havido mortos nem feridos se os soldados não tivessem sido atacados.

A reação israelense à tentativa de quebrar o bloqueio foi mínima, a pesar dos mortos e feridos de ambos os lados, já que em outros tempos, em 1946 mais precisamente, a “gloriosa” marinha inglesa atacou com seus canhões desde longe e quase afundou um navio de passageiros realmente civis, de judeus sobreviventes dos campos de concentração que tentavam chegar às costas de Israel para reconstruir suas vidas. Mas havia um bloqueio naval inglês tentando impedir a chegada dos sobreviventes, para atender aos pedidos dos árabes. Naquele incidente houve uma enormidade de mortos e feridos, todos civis, a bordo do navio que tentava atravessar o bloqueio britânico. Esta é a forma clássica de dissuadir os navios que tentam quebrar um bloqueio naval: o afundamento com tiros de canhão, desde longe, para não correr riscos. Obviamente que Israel não fez nem fará uma coisa dessas, até porque não interessa que sejam perdidos os mantimentos realmente necessários para a população civil de Gaza e que não representem perigo potencial nas mãos do Hamas.

(*) O manual de San Remo, da Cruz Vermelha, que reúne as principais convenções da lei internacional usadas na questão de conflitos no mar diz que:

SECTION V : NEUTRAL MERCHANT VESSELS AND CIVIL AIRCRAFT
Neutral merchant vessels
67. Merchant vessels flying the flag of neutral States may not be attacked unless they:
(a) are believed on reasonable grounds to be carrying contraband or breaching a blockade, and after prior warning they intentionally and clearly refuse to stop, or intentionally and clearly resist visit, search or capture;
(b) engage in belligerent acts on behalf of the enemy;
(c) act as auxiliaries to the enemy s armed forces;
(d) are incorporated into or assist the enemy s intelligence system;
(e) sail under convoy of enemy warships or military aircraft; or
(f) otherwise make an effective contribution to the enemy s military action, e.g., by carrying military materials, and it is not feasible for the attacking forces to first place passengers and crew in a place of safety. Unless circumstances do not permit, they are to be given a warning, so that they can re-route, off-load, or take other precautions.

Todos os items validam a ação israelense, assim como legitimam a reação dos soldados, mas aqueles em negrito são os particularmente relevantes: eles são suspeitos BEM razoáveis, anunciaram a intenção de violar o bloqueio antecipadamente, foram avisados e oferecidos uma alternativa de rota e para descarregar e rejeitaram os avisos.

Sérgio Sinenberg

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