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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Mezuzá–A Proteção Judaica

 

mezuza

 

 

Hoje em dia, e sempre, a mezuzá, uma mitsvá que tem acompanhado o povo judeu ao longo dos anos, mais do que nunca constitui o sinal de que nesta residência ou estabelecimento se encontra um judeu, e em sua porta sua maior proteção: D'us.

"Mezuzá" é a palavra hebraica para designar umbral. Consiste em um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém duas passagens bíblicas, manuscritas, "Shemá" e "Vehaiá". A mezuzá que deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico, obedece ao seguinte mandamento da Torá: "Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa, e em teus portões" (Deuteronômio VI:9, XI:20)

A mezuzá tem uma função semelhante à do capacete. Ao usá-lo, um possível acidente é evitado ou amenizado. Do mesmo modo, quando é casher, a mezuzá tem o poder de proteger os moradores da casa e evitar infortúnios.

É no conteúdo, guardado em seu interior, que reside o verdadeiro valor da mezuzá, e não em seu invólucro. A mezuzá não deve ser julgada pela sua aparência. Para ser casher deve ser escrita à mão, sobre pergaminho, e por um sofer (escriba) temente e observador dos mandamentos divinos, habilitado para esta função, o que é fator essencial para tornar o pergaminho sagrado.

No momento em que é afixada no batente da porta, ela atrai a santidade de D'us que pairará sobre a casa ou estabelecimento.

No verso do pergaminho estão escritas as letras hebraicas Shin, Dalet e Yud, que forma o acróstico das palavras hebraicas "Shomer Daltot Israel" – "Guardião das casas de Israel".

A mezuzá tem uma função semelhante à do capacete. Ao usá-lo, um possível acidente é evitado ou amenizado. Do mesmo modo, quando é casher, a mezuzá tem o poder de proteger os moradores da casa e evitar infortúnios.

Conteúdo

A Mezuzá contém duas passagens bíblicas que mencionam o mandamento Divino de afixá-la nos umbrais das portas: "Shemá" e "Vehaiá" (Devarim 6,4-9 e 11,12-21).

O "Shemá" proclama a unicidade do D'us único e nosso eterno e sagrado dever de servi-Lo, e somente a Ele.

O "Vehaiá" expressa a garantia Divina de que nossa observância dos preceitos da Torá será recompensada e nos previne sobre as consequências se os desobedecermos.

A mitsvá da mezuzá demonstra claramente que não somente a sinagoga ou qualquer outro local de estudo são sagrados, como também nosso lar.

Significado

Embora atualmente existam centenas de sofisticados equipamentos de vigilância (câmeras, aparatos eletrônicos, entre alarmes e até cercas elétricas) para o povo judeu a mezuzá afixada na porta sempre constituirá sua maior proteção.

Ao entrar ou ao sair seremos sempre lembrados de quem é o verdadeiro "Guardião das casas de Israel."

Cuidados na aquisição

É importante lembrar que o componente principal da mezuzá é o pergaminho, e não o estojo. Deve-se tomar cuidado na hora da compra da mezuzá, pois ela é um objeto sagrado. Deve ser escrita por um escriba autorizado, com tinta e pena apropriadas sobre um pergaminho de um animal casher.

Mesmo que na hora de sua compra a mezuzá esteja casher, ela pode, com o tempo, tornar-se inválida por várias razões. Uma única trinca numa pequena letra pode tornar a mezuzá não-casher, imprópria para uso; por isso ela deve ser periodicamente verificada por um escriba competente.

Leis referentes à colocação da mezuzá

  • O rolo de pergaminho é enrolado no sentido do comprimento e envolvido por um plástico ou papel e colocado dentro de um estojo e afixado ao batente da porta. É permitido talhar uma cavidade (com menos de 7,5 cm de profundidade) no batente para lá colocar a mezuzá.
  • A mezuzá deve ser colocada em cada entrada da casa (mesmo que apenas uma entrada seja usada normalmente), escritório, loja, fábrica, etc.
  • Pátios e propriedades fechadas por cercas ou muros também devem possuir mezuzá, que deve ser colocada na entrada, uma vez que está escrito que as mezuzot precisam ser afixadas "nos teus portões".
  • Coloca-se uma mezuzá na entrada de cada cômodo no interior da casa, não somente na porta principal, mas em todas as portas que conduzem a aposentos com área mínima de 1.80 m2 (inclusive despensa e quarto de empregados).
  • Não se coloca mezuzá nas portas de banheiros, toaletes ou casas de banho.
  • Ela é afixada no terço superior do batente direito, na parte mais externa do umbral e em posição oblíqua, com a parte superior apontada para o interior do aposento, para os ashkenazim, e em posição quase reta para os sefaradim.
  • Quando a porta se abre para dentro do cômodo a mezuzá é afixada do lado direito de quem entra; quando a porta se abre para fora, ela é afixada do lado direito de quem sai.
  • Não se deve afixar a mezuzá atrás da porta dentro de casa.
  • Se mais de uma mezuzá fôr afixada ao mesmo tempo (em várias portas), uma só bênção é suficiente (na primeira a ser afixada).
  • Onde não houver porta entre dois ambientes, o lado direito será considerado da entrada para o aposento mais importante.
  • Numa casa própria a benção da mezuzá é recitada na hora da colocação, enquanto que numa alugada, é recitada somente sobre a mezuzá afixada após trinta dias do início da locação. (exceto na Terra de Israel, onde devem ser afixadas imediatamente).
  • O costume Chabad é afixar as mezuzot logo, sem recitar a bênção; e no trigésimo dia trocar a mezuzá da porta principal por outra de melhor qualidade e então recitar a brachá.
  • A mezuzá só precisa ser colocada em casas ou cômodos construídos para uso permanente (uma sucá, por exemplo, não precisa de mezuzá, pois é uma moradia temporária).
  • Toda abertura construída com dois batentes e uma verga precisa de mezuzá (se não possuir uma porta para fechá-la, coloca-se sem recitar a brachá, bênção).
  • A mezuzá pode ser afixada por qualquer membro da família.
  • Quando nos mudamos de uma casa e sabemos que um judeu se mudará para lá, devemos deixá-las.
  • Desde tempos imemoriais a mezuzá, vem marcando o lar judeu e identificando-o como uma residência judia. O judeu deve lembrar ao entrar e ao sair, da Presença Divina e de Sua Unicidade, bem como de seu dever de acatar todas as leis e todos os preceitos contidos na Torá.
  • Maimônides explica que são ignorantes os que consideram a mezuzá um amuleto, algo que traz sorte para a casa. "Aqueles tolos não apenas deixam de cumprir a mitsvá, mas tratam uma grande mitsvá, que diz respeito à Unicidade de D'us e nos lembra a amá-lo e venerá-lo, como se fosse um amuleto destinado a beneficiá-los pessoalmente...".
  • É costume colocar a mão direita sobre a mezuzá e beijá-la, ao entrar e sair de casa.
  • As mezuzot devem ser examinadas ao menos duas vezes a cada sete anos, embora seja aconselhável que sejam revisadas uma vez por ano por um escriba devidamente qualificado. Mesmo se na hora de sua compra a mezuzá esteja casher, ela pode, com o tempo, tornar-se inválida.
  • Em caso de dúvida um rabino deve ser consultado.

Bênção

Antes de afixar a mezuzá, a seguinte bênção deve ser recitada:

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu, Me-lech haolám, asher kideshánu bemitsvotáv vetsivánu licbôa mezuzá.

"Bendito és Tu, ó Eterno nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou afixar a mezuzá."

Duas Histórias

O poder da mezuzá

O Talmud nos conta que Ônkelos, filho de Kalônimos (eminente personagem do antigo Império Romano), ao converter-se ao judaísmo, despertou a ira de César.

César enviou um grupo de soldados para induzi-lo a mudar de idéia, mas ocorreu justamente o contrário. Ônkelos conseguiu persuadir os soldados a se converterem, como ele próprio havia feito.

César enviou outros soldados prevenindo-os para não conversarem com Ônkelos. Os soldados agarraram-no para levá-lo perante César, e ao deixar a casa, Ônkelos pousou sua mão na mezuzá e sorriu.

Ao perguntarem-lhe porque fazia isto, respondeu: "Habitualmente, quando um rei de carne e osso está dentro de seu palácio, seus servos protegem-no, e ficam do lado de fora. :Nosso Rei do Universo permite que seus servos sentem do lado de dentro, enquanto Ele os protege".

Também aqueles soldados converteram-se.

Rabi Yehudá Hanassi, o "Príncipe"
Relato do Talmud

O Talmud relata uma história sobre o grande Rabi Yehudá Hanassi (o "Príncipe"): Artaban, o rei de Partin enviou-lhe como presente uma pérola maravilhosa. Rabi Yehudá retribuiu com outro presente – uma mezuzá. Ultrajado pelo que lhe parecia zombaria, o rei repreendeu severamente a Rabi Yehudá:"–Vós me insultastes. Eu vos enviei um presente de valor incalculável e vós retribuistes com uma ninharia sem valor!"

Rabi Yehudá apressou-se em explicar: "O presente que me enviastes é tão valioso que deverá ser cuidadosamente vigiado, ao passo que o que eu vos dei vos guardará mesmo quando estiveres dormindo".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Terrorismo está bem perto

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Terrorista do hesbolah



FOZ DO IGUAÇU - "Se você deixar uma bomba aqui, for embora e ela explodir, isso é terrorismo. Agora, se você se explodir e morrer com os outros, então você não é um terrorista, mas um mártir." O raciocínio não é de um militante radical islâmico, mas de um respeitado comerciante libanês que vive há décadas na Tríplice Fronteira.

Nas comunidades árabes e muçulmanas de todo o mundo, e a Tríplice Fronteira não é uma exceção, há um forte sentimento de aceitação daquilo que, para o senso comum cartesiano, não passa de terrorismo. A compaixão para com o "mártir", que sacrifica a vida pela causa, é embalada no ódio aos israelenses: "E o que Israel faz com os palestinos, não é terrorismo?", perguntou outro comerciante bem-sucedido da região, durante um jantar em Foz do Iguaçu.

"Nunca tive contato com o hezbollah, mas, pelo que sei, ele resiste contra a ocupação israelense", disse o presidente da Câmara de Comércio de Ciudad del Este, Aly Abou Saleh. "Se for para condenar esse tipo de coisa, vamos ter que começar condenando a resistência francesa contra a ocupação nazista."

"Como libanês, sinto orgulho do hezbollah, por ter expulsado Israel do nosso território", declara o xeque Taleb Jomha, da mesquita sunita de Foz do Iguaçu. "Acho que isso não é terrorismo", analisa Jomha, há três anos no Brasil, como enviado do múfti do Líbano, a máxima autoridade sunita do país.

"O mesmo se aplica ao hamas, que está lutando com os israelenses porque estão no território palestino", continua o xeque. "Todos os dias, os israelenses bombardeiam casas, matam civis, e ninguém diz que isso é terrorismo."Jomha nega, no entanto, que haja remessas de dinheiro da comunidade para esses grupos.

"Pelo nosso conhecimento, o hezbollah é um partido libanês, lutando pela causa do Líbano", diz Ali Khazan, um libanês xiita há 11 anos no Brasil, que dirige a Escola Libanesa Brasileira, em Foz, com 450 alunos.

A fronteira entre educação religiosa e doutrinação política é tão móvel quanto a que confunde terrorismo e resistência legítima. No início dos anos 90, Ali Khazan e Assaad Ahmad Barakat, o libanês preso em Brasília com pedido de extradição para o Paraguai, costumavam promover acampamentos de fim de semana em chácaras de Foz do Iguaçu, para transmitir aos alunos ensinamentos morais e religiosos.

Fotografias desses eventos, obtidas pelos agentes da Secretaria de Prevenção e Investigação do Terrorismo do Paraguai, mostram que bandeiras do hezbollah ornavam o ambiente. Um dos participantes desses acampamentos, que está na foto ao lado com jovens de punho em riste, explicou ao Estado que se trata de simpatizantes do hezbollah festejando o fim da guerra civil no Líbano (1975-91).

O xeque Tareb Khazraji, que segundo os agentes aparece na foto ao lado falando num desses acampamentos, trabalhava até há um mês na mesquita xiita do Brás, na zona leste de São Paulo. Seu pai, Hussein, é membro dos serviços de segurança do hezbollah, segundo a inteligência paraguaia. Hassan Gharib, presidente da Associação Beneficente Islâmica do Brasil, à qual está filiada a mesquita, informou que Khazraji foi para o seu país, o Irã, e "talvez volte, futuramente". Ele disse que não sabe se o xeque pertence ao hezbollah.

O dono da chácara onde foi tirada a foto dos jovens de punho em riste, o comerciante libanês xiita Mohamed Youssef Abdallah, contou que Khazan tinha acabado de chegar à região e lhe pediu a chácara emprestada para levar rapazes na passagem do ano de 1991 para 1992. A idéia era criar um "ambiente saudável", onde pudessem lhes transmitir ensinamentos sobre religião.

Abdallah não esconde que construiu a mesquita xiita de Ciudad del Este, inaugurada em 1996, e os 19 andares de apartamentos e escritórios sobre ela, com dinheiro enviado por Mohamed Fadlallah, considerado o "líder espiritual" do hezbollah. De acordo com Abdallah, no entanto, Fadlallah, com quem ele se reúne uma vez por ano no Líbano, "não tem nada a ver com política, é um homem apenas religioso".

Fadlallah se notabiliza pelos discursos virulentos contra Israel e os Estados Unidos. No enterro do ex-dirigente do Hezbollah Abbas Mussawi, morto pelos israelenses, em fevereiro de 1992, Fadlallah anunciou: "Israel não escapará à vingança." No mês seguinte, a embaixada israelense em Buenos Aires foi alvo de atentado a bomba.

Criado em 1982, no calor da invasão do Líbano por Israel, o hezbollah, ou Partido de Deus, foi que introduziu os atentados suicidas, uma inovação na interpretação dos conceitos islâmicos de shahid (mártir) e jihad (esforço em prol de Deus). No ano seguinte, seus carros e caminhões-bomba mataram 60 pessoas na Embaixada dos EUA em Beirute, 241 no quartel-general dos fuzileiros navais americanos e 58 no quartel-general das forças francesas.

Ainda nos anos 80, a onda de seqüestros de ocidentais no Líbano, reivindicada por células terroristas desconhecidas, foi atribuída ao hezbollah. Suas operações mesclam táticas de guerrilha - com disparos de foguetes contra o norte de Israel e emboscadas contra patrulhas israelenses - e atentados a bomba, suicidas ou não.

LOURIVAL SANT’ANNA

terça-feira, 27 de julho de 2010

Turismo em Israel–Record

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O guia turístico israelense Yossi Weiss estava levando dois ônibus cheios de peregrinos cristãos americanos para uma excursão na Cidade Velha de Jerusalém, foi quando ele percebeu como era difícil se movimentar pelo local. O Bairro Judeu estava tão cheio e movimentada, e era apenas uma segunda-feira. Foi um sinal do ano recorde no turismo que Israel está tendo. No primeiro semestre de 2010, cerca de 1,6 milhões de turistas visitaram Israel, estabelecendo um novo recorde, segundo o Ministério do Turismo israelense. Constituiu um aumento de 39 por cento durante o mesmo período de 2009, e um aumento de 10 por cento do primeiro semestre de 2008, ano do recorde anterior de Israel para o turismo. “Este é um país que cada pessoa no mundo tem uma motivação para a visita”, disse Ami Etgar, diretor-geral do Israel Incoming Tour Operators Association.

Especialistas do setor atribuem boom do turismo de Israel a vários fatores:

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* Israel mudou sua política de aviação para permitir que mais companhias aéreas cheguem ao país.
* O mercado evangélico está crescendo. 75 por cento dos visitantes não são judeus, e 35 por cento, definem-se como peregrinos.
* Os russos estão mais próximos, em parte porque Israel suspendeu a exigência de visto para os viajantes da Rússia em 2008.

Eilat
* Trânsito Turismo da América Latina, particularmente no Brasil, aumentou drasticamente. Uma nova rota El Al estabelecida entre Tel Aviv e São Paulo ajudou a trazer mais visitantes da América do Sul.

O aumento dos turistas também tem beneficiado a economia palestina através do envio de visitantes para as cidades da Cisjordânia, Belém e Jericó.

fonte: Cambici

Simbolos Judaicos

SÍMBOLOS RELIGIOSOS



De acordo com a religião, a palavra Torah refere-se originalmente a uma instrução particular transmitida ao povo por um porta-voz de Deus, como um profeta ou sacerdote, mas como esses ensinamentos consistem principalmente em preceitos, a palavra Torah é muitas vezes traduzida como Lei. Durante a formação da Bíblia hebraica houve um processo de seleção e foram incluídos somente os livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. A Bíblia judaica tem um total de 39 livros.



Chamsa


Na antiguidade era um talismã em forma de mão usado pelos fenícios, gregos e romanos, como um meio de afastar o mau-olhado. Tornou-se um amuleto popular no norte da África e no Oriente Médio. Os judeus, convivendo com os povos árabes, incorporaram o costume, embora a chamsa não tenha nenhum fundamento na lei judaica.
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Estrela de David


A estrela é composta por dois triângulos, um com a ponta para cima e o outro para baixo. Um deles aponta para tudo que é espiritual e santo. O outro aponta para baixo tudo que é terreno e secular. Ao levar uma vida baseada no Torah, o judeu luta para unir o mundo espiritual ao terreno, o sagrado e o secular.

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Kipá

Cobrir a cabeça é uma alusão à onipresença divina e conscientização de que a humildade é a essência da religião.
Não se sabe ao certo quando e por qual motivo surgiu o costume do uso da Kipá e por muito tempo as autoridades religiosas não consideravam obrigatório o seu uso. Somente no século 19, os judeus ortodoxos adotaram a kipá como símbolo da particularidade judaica e fizeram do costume uma lei.

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Foto: www.kipa.com.br



Menorah


Quando o templo dos judeus foi destruído, a menorah tornou-se o principal símbolo artístico e decorativo da fé judaica. Ela é um dos símbolos nacionais do povo judeu e da identidade de Israel. A menorah é composta por sete braços ao todo, sendo uma haste central e três braços que saem de cada lado.


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Mezuzá


A mezuzá é uma pequena caixa tubular que contém um pedaço pequeno de pergaminho, no qual estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “shemá” (oração da unicidade de Deus). Na parte superior ela traz uma marca com a letra “Sh” da palavra Shadai (um dos nomes místicos de Deus), e também impressa no verso do pergaminho.
Seu propósito é conscientizar o homem da unicidade de Deus e da presença Divina. A mezuzá deve ser afixada em quase todas as portas da casa o mais cedo possível, pois ela é uma mitsvá que dá proteção. É afixada no portal direito da entrada do aposento em posição inclinada. Cada entrada de um cômodo necessita de uma mezuzá, exceto nos banheiros. Costuma-se beijar a mezuzá toda vez que se sai ou entra em casa.

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Talit


O talit é uma espécie de manto geralmente feito de linho, lã ou seda, com as franjas do mesmo material. Tem origem num dos mandamentos bíblicos contidos no Livro dos Números, o qual ensina que o indivíduo deve usar franjas nos quatro cantos da roupa.
O talit tem como objetivo lembrar do dever de observar fielmente todos os 613 mandamentos da Torah

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FAMÍLIA


A família desempenha um papel muito especial no judaísmo. É dela que os judeus recebem sua identidade cultural e sua educação básica. Um exemplo é a família da psicóloga Ana Fraiman, diretora da Universidade Aberta da Terceira Idade e consultora empresarial de preparação de aposentadoria. Ana diz que a família judaica é muito unida e que as gerações atuais são muito traumatizadas por causa das guerras e das perseguições, esses fatores seriam primordiais para entender a segurança no seio familiar. A família de Ana é um exemplo de união e força. Trabalha com a filha Dinah na Faculdade Aberta, com o filho Leonardo na consultoria e o marido Samuel está sempre por perto apoiando. A mãe dela, Ruchla Perwi possui uma experiência enorme de vida. Chegou da Polônia com nove anos de idade e mais quatro irmãos. O pai, sapateiro morreu depois de dois anos de chegar ao Brasil, hoje, depois de muita luta, Ruchla continua linda e acompanha a filha em muitos eventos. Falando da famosa Mãe Judia, a psicóloga comenta que “existe um estereotipo, mas que na realidade a mãe judia ama os filhos de uma forma incondicional, possui uma presença marcante na vida deles e isso traz uma força emocional muito grande para a prole”.


Casamento


O casamento para os judeus é considerado o modo de vida ideal, instituído por Deus, e é o único tipo de coabitação permitido. Um judeu tem por obrigação casar com uma pessoa judia, porém os casamentos mistos estão se tornando cada vez mais comuns.
Alguns dias antes do casamento a mulher deve tomar um banho ritual. No dia do casamento, o noivo e a noiva ficam em jejum até o final da cerimônia. O casamento pode ser celebrado em qualquer lugar, mas normalmente acontece na sinagoga, debaixo de uma espécie de toldo (hupá) que simboliza o céu. Em geral é um rabino que realiza a cerimônia e lê as bênçãos e exortações, Os noivos então compartilham de um mesmo copo de vinho, como sinal de que irão dividir tudo o que a vida lhes trouxer. Em seguida, o noivo põe a aliança no dedo da noiva, dizendo em hebraico: “Eis que tu és consagrada a mim por esta aliança, segundo a Lei de Moisés e de Israel”.

O casamento começa com a leitura de sete bênçãos especiais; depois disso o casal toma vinho mais uma vez e o noivo quebra um copo de vidro, lembrando a todos que mesmo na maior alegria o povo judeu deve se lembrar da destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e continuar a almejar pela sua reconstrução. Entretanto, há outros significados para a quebra do copo: os judeus acreditam que são como o vidro, que mesmo quebrado, pode ser reconstituído e que através do sincero arrependimento são perdoados.
No fim da cerimônia, costuma-se oferecer uma grande festa onde os recém casados são colocados em cadeiras e levantados com alegria. Depois da cerimônia vem o banquete com os pratos típicos judaicos.


Bar Mitsvá e Bat Mitsvá



Aos treze anos o menino judeu se torna um Bar Mitsvá, expressão em hebraico que significa “filho do mandamento”. Isso acontece na sinagoga. Durante o ano precedente ele deve ter aulas com um rabino ou outra pessoa instruída, para aprender as leis e os costumes judaicos. Deve também aprender o trecho da leitura da Torá que será feita no sábado em questão. Quando chega o dia, ele deve se levantar e ler alto seu texto, cantando-o conforme o costume. Isso confirma que ele passou a ser um membro pleno da congregação, com todas as responsabilidades que daí decorrem. Depois da cerimônia é hábito oferecer uma festa para a família e os amigos.

Uma menina se torna automaticamente Bat Mitsvá (filha do mandamento) quando completa doze anos. Costuma-se celebrar esse fato no primeiro sábado após seu 12º aniversário. Para isso ela prepara algumas palavras que deve dizer com a bênção (o kidush) depois do serviço. Por volta dos quinze anos as meninas aprendem o principal da história e dos costumes judaicos, particularmente as regras alimentares, que são responsabilidade da mulher.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Veneno Mortal

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Um veneno mortal espalha-se hoje em sites, blogs, comunidades do Orkut, cartas de leitores (como a publicada por um leitor no Portal Imprensa) e nos fóruns da Internet: o veneno neonazista do “Revisionismo”, doutrina que objetiva induzir jovens internautas que desconhecem a História à cegueira através da negação do Holocausto.

Esse veneno é administrado em massa no submundo que vem à tona na rede mundial dos computadores; e já oficialmente entre as elites através dos pronunciamentos oficiais do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, isolado do mundo civilizado, mas apoiado com entusiasmo por estadistas corruptos da América Latina (Venezuela, Equador, Brasil). Estes declaram com orgulho estarem apenas a colocar os negócios acima da ética, mas no fundo compartilham, ainda não abertamente, da mesma ideologia do negacionismo islâmico, que assimilou o veneno neonazista e o transformou em verdadeira arma de guerra psicológica contra Israel.

Os pseudo-historiadores neonazistas só negam os fatos históricos relativos ao Holocausto, na ânsia de repeti-lo. Os historiadores sabem que o número aproximado de 6 milhões de judeus mortos no Holocausto não se baseia como afirmam os revisionistas em relatos de sobreviventes (como se estes não merecessem crédito), mas em estatísticas censitárias do número de judeus na Europa antes do Holocausto (cerca de 11 milhões) e depois do Holocausto (cerca de 4 milhões); de registros policiais da deportação dos judeus de toda a Europa para campos de extermínio; dos registros parciais dos próprios nazistas (Einsatzgruppen e outros), que anotavam os nomes de todos aqueles que eles exterminavam (parte desses registros foi queimada com a aproximação dos Aliados, mas parte ainda existe e pode ser consultada nos arquivos alemães, americanos, franceses, russos, israelenses), entre outros documentos das próprias autoridades nazistas.

Da mesma forma como, com a entrada dos computadores nas pesquisas, uma nova Enciclopédia do Holocausto revela que existiram 20 mil campos nazistas em toda a Europa, quando antes se conheciam 5 mil, é provável que o número total dos judeus mortos seja ainda maior que 6 milhões: o aporte de precisão das novas tecnologias poderá apenas aumentar os números estabelecidos, jamais diminuir, pois 6 milhões é uma base provada pelos registros existentes, que apenas os neonazistas contestam por desejarem voltar a matar os judeus com a “consciência limpa” de Auschwitz.

Típica desses “assassinos de alma pura” (como Jean-Paul Sartre definiu os antissemitas) é a exigência da existência de uma “ordem escrita” do extermínio dos judeus como “prova” do Holocausto, pois eles sabem que seus mestres não deixaram bilhetinhos para se incriminarem, anunciando ao mundo todo que estariam matando milhões de inocentes. Mas, na prisão, antes de matar-se, Rudolf Hess confessou seus crimes em suas memórias Eu fui comandante de Auschwitz. E numa de suas últimas entrevistas, Adolf Eichmann declarou só lamentar ter exterminado seis e não onze milhões de judeus, cumprindo a meta da ordem recebida. Referia-se à ordem de Reinhard Heydrich de “eliminar o povo judeu inteiro da face da Terra, incluindo as crianças”, para que elas não pudessem mais tarde, quando adultas, vingar-se da morte dos pais.

Os campos de extermínio podem ser visitados, e os milhões de pertences das vítimas, incluindo montanhas de cabelos cortados, óculos, malas, brinquedos, etc. podem ser vistos, ao lado das câmaras de gás, onde milhares eram mortos diariamente com gás Zyklon B (cujas latas também foram conservadas). No Tribunal de Nuremberg, o Holocausto foi provado através da mais farta documentação que um tribunal amealhou em toda a História, com 42 volumes apenas de resumos dos processos. E os filmes dos registros da abertura dos campos, realizados pelos cinegrafistas dos Exércitos Aliados (americanos, russos, ingleses e franceses) são provas visuais, sensíveis, materiais, que dispensam qualquer comentário.

Da mesma forma, como tudo o que sai da boca ou da pena dos revisionistas, a afirmação de que só existem museus para o Holocausto dos judeus e não para outras vítimas de genocídios é uma mentira deslavada. Todos os povos vitimados têm seus museus, incluindo o Museu da Tortura e o Museu de Guernica, na Espanha; o Museu da Guerra, na Rússia; Museu da Defesa de Stalingrado; o Museu da Grande Guerra Patriótica, de Minsk; o Museu Imperial da Guerra, em Londres; o Museu de Hiroshima, no Japão; o Museu das Reminiscências da Guerra, no Vietnã; os Museus Afro-Americanos em quase todos os estados americanos do Alabama a Virginia; o Museu da Escravidão Internacional, em Liverpool; o Museu da Escravidão Kura Hulanda, em Curaçao; o Museu Nacional da Escravatura, em Angola; o Museu do Escravo, em Minas Gerais, o Museu Afro-Brasil, em São Paulo, o Museu do Índio, no Rio de Janeiro, o Museu do Marajó, em Cachoeira do Ararí, etc.

Se outras nações erigiram, depois de Israel, seus museus do Holocausto, isso se deve também às campanhas neonazistas de negação do Holocausto, exigindo das autoridades mundiais uma resposta à altura, como o Museu do Holocausto em Washington, o Museu da Shoah em Paris e o Museu do Holocausto em Berlim. Pelo andar da carruagem, diante de tantos revisionistas que se manifestam impunemente na Internet, também o Brasil está precisando com urgência de seu Museu do Holocausto, antes que nossos jovens, manipulados por neonazistas convictos, convertam-se em neonazistas por pura ignorância.

Luiz Nazario

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Turquia em Chipre

A Turquia em Chipre vs. Israel em Gaza

por Daniel Pipes
Washington Times
20 de Julho de 2010

http://pt.danielpipes.org/8652/turquia-chipre-israel-gaza

Original em inglês: Turkey in Cyprus vs. Israel in Gaza
Tradução: Joseph Skilnik

Em face às recentes críticas de Ancara sobre o que chama de "prisão a céu aberto" de Israel em Gaza, realizadas na data de hoje, que marca o aniversário da invasão de Chipre pela Turquia, sua relevância é fora do comum.



Emine Erdoğan, esposa do primeiro ministro turco.



A política turca frente a Israel, historicamente cordial e que apenas há uma década estava próxima a uma aliança total, esfriou desde que os islamistas tomaram o poder em Ancara em 2002. Sua hostilidade se tornou explícita em janeiro de 2009, durante a guerra Israel-Hamas. O Primeiro Ministro Recep Tayyip Erdoğan pomposamente condenou a política israelense como "perpetração de ações desumanas que levará a autodestruição" e até invocou Deus ("Alá irá… punir aqueles que transgridem os direitos dos inocentes"). Sua esposa Emine Erdoğan hiperbolicamente condenou as ações israelenses como sendo tão terríveis que "sequer podiam ser expressas em palavras".

Suas agressões verbais auguraram hostilidades adicionais que incluíram insultar o presidente de Israel, ajudar a patrocinar a "Flotilha da Liberdade" e chamar de volta o embaixador turco.

Essa fúria turca provoca uma pergunta: Israel em Gaza é realmente pior do que a Turquia em Chipre? Uma comparação mostra sua alta improbabilidade. Veja alguns contrastes:

  • A invasão turca de julho-agosto de 1974 envolveu o uso de napalm e "espalhou terror" entre os aldeões gregos cipriotas, de acordo com o Minority Rights Group International. Contrastando, a "batalha feroz" de Israel para tomar Gaza contou somente com armas convencionais e resultou virtualmente sem vítimas civis.
  • A ocupação subsequente de 37 porcento da ilha equipara-se a "limpeza étnica forçada" segundo William Mallinson em uma monografia que acaba de ser publicada pela Universidade de Minnesota. Contrastando, se alguém deseja acusar as autoridades israelenses de limpeza étnica em Gaza, ela foi contra seu próprio povo, os judeus, em 2005.
  • O governo turco tem patrocinado o que Mallinson chama de "política sistemática de colonização" em terras anteriormente gregas no norte de Chipre. Os turcos cipriotas totalizavam cerca de 120.000 em 1973; desde então, mais de 160.000 cidadãos da República da Turquia foram assentados em suas terras. Nem uma única comunidade israelense permanece em Gaza.
  • Ancara governa a zona ocupada com tanta rigidez que, nas palavras de Bülent Akarcalı, político veterano turco, "O Norte de Chipre é governado como se fosse uma província da Turquia". Um inimigo de Israel, o Hamas, governa em Gaza.
  • Os turcos montaram uma estrutura que faz de conta ser autônoma chamada de "A República Turca do Norte de Chipre". Os habitantes de Gaza desfrutam de uma verdadeira autonomia.
  • Um muro que atravessa a ilha mantém os pacíficos gregos fora do norte de Chipre. O muro de Israel exclui terroristas palestinos.

A divisão de Chipre desde 1974.

Uma placa na cerca nos arredores de Varosha, Chipre.



E ainda temos a cidade fantasma de Famagusta, onde as ações turcas correspondem às da Síria sob os criminosos Assads. Após a força aérea turca ter bombardeado a cidade portuária cipriota, as forças turcas entraram para se apossarem dela, com isso impelindo toda a população grega (temendo um massacre) a fugir. As tropas turcas isolaram a área central da cidade, chamada Varosha e a ninguém é permitido morar lá.

Conforme esse centro grego em ruínas é invadido pela natureza, ele se torna uma bizarra cápsula do tempo de 1974. Steven Plaut da Universidade de Haifa visitou-a e relata: "Nada mudou. … Diz-se que as agências de automóveis no centro fantasma, até os dias de hoje estão estocadas com modelos antigos de 1974. Por anos após o estupro de Famagusta, a população contava que ainda via lâmpadas acesas nas janelas dos edifícios abandonados".

Curiosamente, outra cidade fantasma levantina também data do verão de 1974. Exatamente 24 dias antes da invasão de Chipre pelos turcos, tropas israelenses evacuaram a cidade fronteiriça de Quneitra, entregando-a às autoridades Sírias. Hafez al-Assad optou, também por motivos políticos, não permitir que ninguém morasse lá. Décadas mais tarde, ela também permanece vazia, refém da beligerância.

Erdoğan alega que as tropas turcas não estão ocupando o norte de Chipre, e sim, estão lá na "Capacidade turca como potência garantidora", seja lá o que isso queira dizer. O mundo, no entanto, não é trapaceado. Se Elvis Costello cancelou recentemente um concerto em Tel-Aviv em protesto pelo "sofrimento dos inocentes [palestinos]," Jennifer Lopez cancelou um concerto no norte de Chipre em protesto à "violação dos direitos humanos".

Em suma, o Norte de Chipre compartilha características com a Síria que lembram uma "prisão a céu aberto" mais do que Gaza. Interessante que uma Ancara hipócrita se coloque no alto do pedestal dando lição de moral sobre Gaza mesmo que ela própria aja de forma bem mais agressiva na área que governa. Em vez de se intrometer em Gaza, os líderes turcos deviam acabar com a ocupação ilegal e destruidora que por décadas divide Chipre de forma trágica.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Hipocrisia da “ Ajuda Humanitária para Gaza “

 

Bloqueio Naval, segundo o Dicionário Aurélio, é um “cerco ou operação militar com que se procura cortar a um porto as comunicações com o exterior”.

Mesmo que o propósito da “frota da amizade para Gaza” fosse apenas humanitário (?), teria que se submeter a uma completa vistoria dos bloqueadores, até para provar as suas boas intenções e a sua isenção. Se não o fizesse, estaria mostrando claramente seu desejo de driblar o bloqueio naval, seja para esconder alguma coisa ou, simplesmente, para desafiar e provocar desnecessariamente os bloqueadores, sem a menor chance de sucesso. Guerra é assunto sério. Não é um palco para que alguns tenham seus dez minutos de fama na televisão, bancando de pseudo-heróis de araque. Tampouco é lugar para levar crianças para um “passeinho”, como foi feito.

Falando em forma genérica, que bloqueio que se preze seria esse se fosse “furado” por qualquer tipo de embarcação não autorizada pelos responsáveis do bloqueio? Se Israel os tivesse deixado passar, seria motivo de chacota e total desrespeito dos seus inimigos.

Tendo sido alertados inúmeras vezes pelos israelenses, que não deveriam tentar “furar” o bloqueio naval imposto a Gaza (ao Hamas na realidade) e ainda, dispondo de meios legais e aprovados por Israel (Cruz Vermelha Internacional e N.U.) para fazer chegar a tal possível ajuda humanitária, os ativistas, ao desafiar e enfrentar a Marinha Israelense, apenas deixaram escancaradas as suas reais intenções de arrastar Israel a um confronto, criando um cenário teatral para uma farsa internacional de péssimo gosto.

Quanto à abordagem israelense em águas internacionais, a mesma está amparada na Lei Internacional pelo Tratado de San Remo, de 1920(*), que permite abordar navios, mesmo em águas internacionais, que tentam atravessar bloqueios marítimos à revelia.

Obviamente que é para lamentar a morte dos nove cidadãos turcos, que só aconteceu porque eles tomaram a decisão de arriscar suas vidas, desafiando deliberadamente as forças militares israelenses. Eles mesmos declararam, antes de embarcar na Turquia, que queriam ser mártires. Atentem para o fato fundamental que os soldados da abordagem só atiraram depois de terem sido atacados e já correndo real perigo de vida, evidenciado até nas filmagens feitas pelos próprios ativistas. Não teria havido mortos nem feridos se os soldados não tivessem sido atacados.

A reação israelense à tentativa de quebrar o bloqueio foi mínima, a pesar dos mortos e feridos de ambos os lados, já que em outros tempos, em 1946 mais precisamente, a “gloriosa” marinha inglesa atacou com seus canhões desde longe e quase afundou um navio de passageiros realmente civis, de judeus sobreviventes dos campos de concentração que tentavam chegar às costas de Israel para reconstruir suas vidas. Mas havia um bloqueio naval inglês tentando impedir a chegada dos sobreviventes, para atender aos pedidos dos árabes. Naquele incidente houve uma enormidade de mortos e feridos, todos civis, a bordo do navio que tentava atravessar o bloqueio britânico. Esta é a forma clássica de dissuadir os navios que tentam quebrar um bloqueio naval: o afundamento com tiros de canhão, desde longe, para não correr riscos. Obviamente que Israel não fez nem fará uma coisa dessas, até porque não interessa que sejam perdidos os mantimentos realmente necessários para a população civil de Gaza e que não representem perigo potencial nas mãos do Hamas.

(*) O manual de San Remo, da Cruz Vermelha, que reúne as principais convenções da lei internacional usadas na questão de conflitos no mar diz que:

SECTION V : NEUTRAL MERCHANT VESSELS AND CIVIL AIRCRAFT
Neutral merchant vessels
67. Merchant vessels flying the flag of neutral States may not be attacked unless they:
(a) are believed on reasonable grounds to be carrying contraband or breaching a blockade, and after prior warning they intentionally and clearly refuse to stop, or intentionally and clearly resist visit, search or capture;
(b) engage in belligerent acts on behalf of the enemy;
(c) act as auxiliaries to the enemy s armed forces;
(d) are incorporated into or assist the enemy s intelligence system;
(e) sail under convoy of enemy warships or military aircraft; or
(f) otherwise make an effective contribution to the enemy s military action, e.g., by carrying military materials, and it is not feasible for the attacking forces to first place passengers and crew in a place of safety. Unless circumstances do not permit, they are to be given a warning, so that they can re-route, off-load, or take other precautions.

Todos os items validam a ação israelense, assim como legitimam a reação dos soldados, mas aqueles em negrito são os particularmente relevantes: eles são suspeitos BEM razoáveis, anunciaram a intenção de violar o bloqueio antecipadamente, foram avisados e oferecidos uma alternativa de rota e para descarregar e rejeitaram os avisos.

Sérgio Sinenberg

O Governo Turco apoiou a Flotilha

ISTAMBUL - A frota de ajuda humanitária da Turquia que tentava furar o bloqueio de Gaza e que foi atacada pelos militares de Israel no dia 31 de maio teve o apoio de importantes figuras do partido governante turco, disseram diplomatas e funcionários do governo turco ao jornal americano New York Times.

A fundação responsável pela Frota da Liberdade, a Fundação para a Ajuda Humanitária, também conhecida como IHH, foi acusada por Israel e pelo Ocidente de levar equipamentos para grupos terroristas. Na Turquia, porém, o grupo ajudou o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, a conseguir apoio de setores muçulmanos conservadores para as próximas eleições e melhorar a imagem do país no mundo árabe.

Segundo um funcionário do governo turco, até dez parlamentares do partido de Erdogan, o Partido Justiça e Desenvolvimento (AK, na sigla em turco), consideraram viajar junto com a Frota da Liberdade, mas desistiram na última hora devido a avisos da chancelaria preocupados com a tensão que a presença deles no navio poderia causar. A fonte falou sob condição de anonimato.

O ataque de Israel à frota causou uma racha nas relações diplomáticas do país com a Turquia e elevou preocupações dos EUA e da Europa a respeito dos turcos estarem firmando alianças mais firmes com o mundo árabe.

A Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), avisou que as relações de cooperação com Israel poderiam ser estremecidas permanentemente caso Israel não se desculpasse pela abordagem contra a frota e aceitasse uma investigação internacional sobre o ocorrido. O Estado judeu, porém, não adotou nenhuma dessas demandas e alega que seus militares agiram em defesa própria, já que os navios tentavam furar o "bloqueio legítimo" a Gaza.

Segundo especialistas, a frota fortaleceu a confiança dos países árabes em Erdogan em um momento no qual as esperanças turcas de se unir à União Europeia diminuem. "O governo poderia ter impedido o navio se quisesse, mas a missão a Gaza serviu tanto a IH quanto à Turquia, tornando ambos heróis do mundo árabe", disse Ercan Citlioglu, especialista em terrorismo da Universidade de Bahcesehir, em Istambul.

O governo turco diz que a missão operou independentemente e que seus organizadores se recusaram a desistir dos planos de furar o bloqueio a Gaza, apesar dos pedidos governamentais. Segundo as autoridades, elas não tinham poder legal para impedir o trabalho de uma organização privada de caridade.

Até 21 das pessoas a bordo do navio tiveram ou têm ligações com o AK. Em janeiro, Mural Mercan, chefe do Comitê de Assuntos Externos do Parlamento turco e membro do partido governante, se juntou a um comboio de ajuda a Gaza que tentou transpor a passagem de Rafah, na fronteira do território palestino com o Egito. Outros membros do partido também já participaram de missões de ajuda a Gaza.

Essas missões refletem a ligação entre o AK e a IHH. Ambos estão envolvidos em um trabalho de ajuda motivados pela religião islâmica. Muitos dos 60 mil membros da organização vêm de uma classe de mercadores religiosos que ajudou Erdogan a chegar ao poder.

A Turquia liderou as reações contra o ataque de Israel à frota, que deixou nove ativistas mortos. Uma série de atritos se instaurou entre os turcos e Israel depois do ocorrido, e os países árabes, principalmente, condenaram a ação. A abordagem também de início a uma forte pressão da comunidade internacional sobre o Estado judeu para que o bloqueio contra Gaza fosse levantado.

Israel cedeu a essas pressões e reviu algumas regras do embargo, mantido sobre o território palestinos desde 2007, quando o grupo militante palestino Hamas tomou o controle da área a força.

Como vemos mais uma vez os islâmicos mentiram e a esquerda raivosa mundial atcou Israel com mais uma mentira. A verdade demora, mas aparece.

Dilma a Desarticulada

Vejam o vídeo abaixo e decidam se vão votar nessa pessoa
Não é possivel que alguém ache que ela possa ser presidente
do Brasil

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vejam quem é a candidata a presidência do Brasil

Um video que mostra como a sra. Dilma Rousseff se orgulha de seus feitos terroristas.
Junto dela também é mostrada a turma hoje no PT que também passaram por Cuba.
Veja para quem seu voto pode ir.

domingo, 11 de julho de 2010

Humor sobre os terroristas do Oriente Médio

Neste video com legendas em portugues uma sátira dos governantes dos sírios, iranianos e turcos.
É para mostrar aos nossos antissemitas o ridiculo que eles passam ao apoiar essa gente

sábado, 10 de julho de 2010

A volta do Antissemitismo

A flotilha de Gaza foi uma peça de teatro islâmica perfeita, revelando um antigo ódio europeu

É um fenômeno fascinante: por que as pessoas e organizações que se apresentam como progressistas se unem a muçulmanos reacionários?

O grupo “Free Gaza” é uma dessas alianças esquerdista-islâmica. Bem, Gaza já está livre. Israel retirou-se da estreita faixa há cinco anos. E também não há necessidade de qualquer ajuda humanitária. Mais de um milhão de toneladas de suprimentos humanitários entrou em Gaza proveniente de Israel nos últimos 18 meses, o equivalente a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança na região.

Mas a população de Gaza votou em eleições democráticas para ser governada por um partido cujo ódio aos judeus é a pedra fundamental da sua existência. Qualquer um que duvide disso deve ler o Estatuto do Hamas na Internet. O fato de que Gaza está completamente “judenrein” (“livre de judeus”) não é suficiente para o Hamas. Eles querem que Israel também seja "livre de judeus". O bloqueio de “produtos estratégicos” por parte de Israel não foi concebido para punir o povo palestino, mas para impedir que o Hamas obtenha armas pesadas e possa construir abrigos subterrâneos. Uma idéia tão simples de entender.

Por exemplo, ao contrário de Gaza, a Chechênia não é livre. Os russos esmagaram a luta pela independência dos chechenos com o bombardeio intensivo de sua capital. E o que dizer de um Estado curdo? Os turcos e iraquianos infligiram horrores inimagináveis aos curdos. Apesar disso, não há a “Flotilha do Curdistão Livre” indo em direção à Turquia, e as autoridades russas não têm medo de serem presas em capitais européias por crimes de guerra.

Aqui estão mais alguns fatos – fatos incômodos e inflexíveis. Vamos observar a taxa de mortalidade infantil em Gaza. Este é um número chave, que diz muito sobre as condições de higiene, nutrição e cuidados com a saúde. Em Israel, a taxa de mortalidade infantil é de 4,17 por 1.000 nascimentos, aproximadamente a mesma dos países ocidentais. No Sudão a taxa é de 78,1, ou seja, uma em cada 13 crianças morrem ao nascer. Em Gaza, a mortalidade infantil, por 1.000 nascimentos, é de 17,71. Sim, este número é maior do que em Israel, mas muito menor do que no Sudão. E a taxa de mortalidade infantil da Turquia? Bem, ela é de 24,84. Sim, mais crianças morrem ao nascer na Turquia do que em Gaza.

Aqui está outro fato. A expectativa de vida em Gaza é de 73,68 anos. E na Turquia, a nova protetora de Gaza, a expectativa de vida é de apenas 72,23 anos. Se os israelenses realmente queriam tornar a vida dos palestinos curta e desagradável, então eles estão, obviamente, fazendo algo errado.

Os progressistas não ligam para qualquer outro grupo de muçulmanos pobres ou oprimidos. Eles só clamam pelas “vítimas” dos judeus. Por que isso acontece?

Uma das razões é Yasser Arafat, cuja genialidade foi redefinir a causa palestina na retórica neo-marxista e antiimperialista. Ele criou um novo contexto para o seu povo: a luta contra o colonialismo e o racismo. Arafat era um clássico caudilho corrupto com um talento incrível para jogar com a mídia e os políticos ocidentais. Os progressistas adotaram os palestinos como seus favoritos, [apresentando-os como] a quintessência das vítimas do imperialismo e do colonialismo, simbolizados pelo Estado sionista.

Mas há outra razão pela qual os progressistas ocidentais odeiam Israel, mas são indiferentes às violações dos direitos humanos na Turquia, no Irã ou na Rússia. É por causa do Holocausto.

Os europeus, que representam muito do que se diz ser a opinião pública mundial, cansaram-se de carregar a culpa pela destruição dos judeus do continente. Eles começaram a sonhar com alguma forma de libertação histórica. Ela está vindo na forma das respostas militares de Israel aos ataques islâmicos e terroristas. Os europeus não poderiam perder a oportunidade de difamar os judeus e de redefinir as medidas de defesa de Israel como “desproporcionais” ou como agressões totais – em outras palavras, como crimes de guerra.

Na visão dos progressistas europeus, o conflito Israel-Palestina tornou-se um conflito sem comparação, um fenômeno único de vítimas européias gerando vítimas palestinas, que parecia diminuir o peso do massacre do povo judeu pelos europeus.

Assistindo a demonização de Israel, o ataque ao seu direito de defesa, como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, torna-se claro que existe entre os europeus uma necessidade profunda de chamar os judeus de assassinos. É por isso que os palestinos, como “vítimas” dos judeus, são mais importantes que as numerosas vítimas muçulmanas dos extremistas muçulmanos. É por isso que milhões de outros muçulmanos, que vivem em piores condições do que os palestinos, dificilmente recebem alguma menção na mídia. É por isso que Gaza é comparada com o Gueto de Varsóvia e com Auschwitz. Ao chamar os israelenses de nazistas, os verdadeiros nazistas foram legitimados. É como se os europeus, liderados pelos progressistas, desejassem que os árabes terminem o trabalho. Chega de judeus. É o que é: estamos vendo a libertação da Europa do legado do Holocausto.

Por décadas, os nossos progressistas, ativistas ocidentais pacifistas, foram enganados e manipulados por tiranos árabes e agora por turcos e iranianos islamitas. Eles estão ajudando nos esforços para destruir um dos maiores sucessos dos tempos modernos: a criação do Estado de Israel.

O que temos assistido com a flotilha de Gaza é a execução perfeita de uma obra magistral de teatro islâmico. A indignação selvagem da mídia, um orgasmo de hipocrisia, marca o próximo capítulo da longa história do ódio dos europeus contra os judeus. Ser anti-semita voltou a ser respeitável. (Leon de Winter )

Leon de Winter é um romancista holandês.

Voltamos

Depois de alguns meses fora do circuito, resolvemos voltar.
Motivo: A volta do antissemitismo no mundo.
Hoje ser antissemita é moderno é politicamente correto.
É contra mais esse absurdo que lutaremos de novo.
Espero que apreciem os novos posts

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ministro israelense no Brasil


O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, iniciou nesta terça-feira (21) uma viagem de dez dias na América do Sul onde visitará o Brasil, a Argentina, o Peru e a Colômbia. A visita tem como objetivo enfatizar a importância que o Ministério das Relações Exteriores atribui à América Latina.

No Brasil, onde existe uma tradição de cooperação com Israel nas áreas de ciência, agricultura, turismo, cultura, educação, saúde, comércio etc, a visita visa fortalecer as relações e os laços de amizade já existentes e ocorre em marco aos 60 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Hoje (terça-feira), em São Paulo, o Chanceler se reuniu com o Dr. Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com o Governador do Estado de São Paulo José Serra e com membros da Comunidade Judaica. Na cidade, Liberman esteve acompanhado de uma delegação de empresários das áreas de tecnologia, comunicação e agricultura, que viajam ao Brasil objetivando avançar e desenvolver os laços comerciais entre os dois países e expandir interesses econômicos comuns. No último ano o comércio entre os dois países ultrapassou 1,5 bilhões de dólares. Em Brasília, na quarta-feira (22), o Ministro se reunirá com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com o Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, com o Ministro das Comunicações Hélio Costa e outras autoridades. Durante a visita será assinado um acordo bilateral de serviços aéreos. (FONTE: FISESP)

Aventura em Israel

NANCY M. BETTER
New York Times Syndicate

"Pule! Só pule!" eu pude ouvir Sarah, minha filha de 12 anos, implorar. Meus pés estavam balançando no ar e meu corpo estava espremido em uma abertura do tamanho de um bueiro em um chão de terra, com apenas uma vela tremeluzente iluminando a escuridão. Eu me agarrei ao redor e prendi a respiração antes de me soltar ao chão.

  • Yoray Liberman/NYT

    No deserto de Judá, adultos e crianças podem passear de camelo e observar a paisagem quente e arenosa


Aventura e muito pó

À frente, os dois irmãos mais velhos de Sarah estavam avançando em meio a uma nuvem de poeira em uma câmara escavada há 2.300 anos. Nós estávamos no que restou de Maresha, a cerca de 80 quilômetros ao sul de Tel Aviv. Seus moradores escavaram as cavernas para produzir pedra calcária para construção, e então criaram uma rede complexa de túneis para ligar as cavernas, para que pudessem ser usadas como oficinas, depósitos e reservatórios.

Coberta por um sedimento que parece pó de giz, nós subimos por uma escada bamba de madeira e emergirmos na luz do dia. Nosso guia alertou que a caverna não era para claustrofóbicos, de forma que a avó das crianças permaneceu na superfície. "Como foi lá embaixo?" ela perguntou.

"Como 'Caçadores da Arca Perdida'", respondeu Charlie, 14 anos.

"Não, mais para o 'Templo da Perdição'", argumentou David, 16 anos.

Meu marido e eu limpamos o pó e sorrimos. Era isso o que esperávamos quando programamos a viagem. Nossa meta era aprender o máximo possível sobre a história de Israel em dez dias, sem gastar horas preciosas demais de férias dentro de museus, templos ou igrejas. Nós queríamos que o passeio das crianças tivesse um gosto de aventura. Se as cavernas de Maresha as fizeram lembrar de Indiana Jones, nós estávamos na trilha certa.

Adolescentes gostam de ação e intriga, algo que Israel oferece. O país inteiro é bom para crianças - animado e colorido, descontraído e casual. Com exceção de algumas áreas ultraortodoxas, não há regras rígidas e nem códigos de vestuário; é possível vestir jeans e camisetas em quase toda parte. Você pode explorar uma caverna e depois aparecer em um belo café para almoçar sem trocar de roupa, e ninguém se importa.

Israel é um país jovem perseguido por um conflito regional desde seu início. Seja visitando sítios arqueológicos ou monumentos militares modernos, alguma discussão sobre o conflito no Oriente Médio inevitavelmente vem à tona. Todo israelense - de soldados empunhando armas, que encontramos no topo das colinas de Golan, até nômades que habitam tendas, que encontramos no deserto de Judá - tem uma opinião sobre o conflito, e poucos deixam de expressar seus pensamentos.

Este diálogo contínuo, acentuado pelo noticiário televisionado incessante a respeito do conflito, serviu como um fundo dramático para nossa viagem envolvendo três gerações. Nós cruzamos o país, que tem aproximadamente o tamanho de Nova Jersey. Poucos destinos oferecem uma variedade tão grande de experiências em um espaço tão pequeno - ou tantas oportunidades educativas que parecem bastante divertidas.
  • Yoray Liberman/NYT

    As cavernas de Maresha fazem o visitante sentir-se como em um filme de Indiana Jones


Perigo camuflado

Nós começamos com um passeio de jipe aberto pelas colinas de Golan, que se erguem de forma íngreme no mar da Galiléia. Enquanto sacudíamos ao longo do terreno pedregoso, nosso guia descreveu a conquista da área por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Ele freou para descer e colher um pomelo de uma árvore. Abrindo um canivete, ele nos serviu pedaços da fruta suculenta, surpreendentemente doce. Perto do cume, nós podíamos ver a Jordânia, a Síria e o Líbano espalhados abaixo, uma grade de estradas e cercas marcando as fronteiras entre trechos verdes e marrons de terra.

Nós desembarcamos no monte Bental e visitamos os bunkers das Forças de Defesa Israelenses usados na Guerra do Yom Kippur de 1973. "Veja!" sussurrou Sarah enquanto entrávamos na sala da situação. Eu tropecei e me vi face a face com uma metralhadora Uzi, no ombro de uma garota com rabo-de-cavalo, pouco mais velha do que meus meninos. Um grupo de soldadas estava reunido ao redor de um mapa, conversando em hebreu. Três pares de olhos absorviam cada detalhe: os uniformes verde-oliva, as botas pretas polidas, as mochilas, os celulares, os óculos escuros... e as armas, penduradas descuidadamente nas costas, entortadas pelos cintos carregados ao redor da cintura. Meus filhos permaneceram pregados, lançando olhares de soslaio para as soldadas até que uma quebrou o gelo com um largo sorriso. Elas acolheram Sarah entre elas e posaram para fotos, com as mãos nos gatilhos.

Nossa excursão pelas colinas de Golan provocou uma enxurrada de perguntas sobre a guerra pela independência e a declaração do Estado de Israel em 1948. Nós encontramos respostas no Instituto Ayalon, antigamente uma fábrica de munições clandestina construída pelo Haganah (as forças armadas pré-independência) sob um kibbutz perto de Tel Aviv. Restaurado e aberto ao público, o instituto não é mencionado em muitos guias e é pouco divulgado pela imprensa. Mas Charlie - que devora romances de detetive e já visitou duas vezes o Museu Internacional da Espionagem em Washington - o declarou seu lugar favorito.

O lugar passa uma sensação real de perigo: se os membros do Haganah fossem descobertos, eles seriam enforcados. As operações da fábrica eram escondidas por uma padaria e lavanderia; um forno de dez toneladas e uma grande máquina de lavar escondiam as entradas no piso da loja, que abrigava até 50 trabalhadores que, no auge, produziam 40 mil balas por dia. O barulho das máquinas de lavar camuflava o ruído do processo de manufatura no subsolo.

David ficou especialmente fascinado pelas lâmpadas ultravioleta que os trabalhadores usavam para obter um bronzeado artificial. "Era como um álibi", explicou nosso guia. "Eles fingiam deixar o kibbutz toda manhã para trabalhar em uma fazenda vizinha e então voltavam sorrateiramente para a fábrica para produzir balas. As pessoas suspeitariam se parecessem pálidos demais."

Em seguida nós viajamos para Akko, local de uma fortaleza medieval dos cruzados e posteriormente uma cidadela otomana. Quando os turcos foram derrotados pelos britânicos em 1918, a fortaleza se transformou em uma prisão de segurança máxima onde ficavam presos os combatentes judeus. Hoje, o Museu Memorial dos Prisioneiros da Resistência presta tributo a eles. Um ar agourento paira sobre as celas da prisão, com suas paredes de pedra espessas, barras de ferro e janelas estreitas. Nosso grupo ficou impressionado com a sala das forcas, com um nó de forca centrado sobre um alçapão no chão.
  • Yoray Liberman/NYT

    Em Ein Gedi, um dos muitos spas localizados no mar Morto, a diversão é tomar banho de lama preta


Muita lama e fantasias medievais

O complexo de Akko foi impressionante, mas nada poderia ter nos preparado para a majestade de Masada, a ampla fortaleza no topo da montanha, construída há mais de dois mil anos pelo rei Herodes (e posteriormente local do suicídio em massa dos defensores judeus sitiados pelas tropas romanas). Ligeiro como uma cabra, Charlie subiu correndo pela "trilha da cobra" - uma trilha em ziguezague acentuado - em meia hora. Eu precisei de 20 minutos adicionais, incluindo paradas para tomar água. Nosso grupo se encontrou no topo, deslumbrado com a vastidão da visão do rei Herodes. Havia dezenas de ruínas, muitas decoradas com mosaicos e afrescos detalhados.

Descendo de Masada por um bondinho, nós observamos o reluzente mar Morto, o mais profundo lago salgado do planeta, situado em torno de 400 metros abaixo do nível do mar. Nenhuma viagem a Israel seria completa sem um mergulho no mar Morto. Em Ein Gedi, um dos muitos spas que pontilham a costa, nós nos banhamos nas piscinas termais, nos lambuzamos em montes de lama preta e boiamos como rolhas nas águas do mar. Posteriormente, na loja de presentes, Sarah insistiu em comprar um tubo de lama preta para dividir com suas amigas; ela já estava imaginando uma festa de spa do mar Morto no seu banheiro.

Nós paramos para jantar no Genesis Land, um acampamento ao estilo bíblico no deserto de Judá. Aqui, os turistas podem passear de camelo e provar a culinária tradicional na "Tenda de Abraão". Os adultos o consideram equivalente a um parque temático medieval, com seus cavaleiros de mentira e torneios de justas. Mas as crianças adoraram vestir trajes de beduínos e compartilhar homus, shish kebab e pão pita em mesas baixas.

Em Jerusalém, nós passamos grande parte dos quatro dias explorando. A Cidade Velha murada é dividida informalmente em quatro setores - muçulmano, cristão, armênio e judeu - com um choque vibrante de línguas, culturas e religiões. Durante nossa estadia, os visitantes americanos foram aconselhados a não irem ao mercado árabe (popular para souvenires baratos) à noite, por causa das tensões na Faixa de Gaza. Fora isso, podíamos perambular livremente.

O destaque foi uma excursão a pé pelos baluartes de pedra com torres, encomendados pelo sultão otomano Suleiman, o Magnífico, no século 16. Nós subimos vários lances íngremes de escadas e avançamos lentamente, em fila única, ao longo do perímetro da Cidade Velha. Os baluartes não são para pessoas com vertigem, mas nos deram um vislumbre de um lado totalmente diferente de Jerusalém: uma vista do alto da cidade, com mulheres pendurando a roupa lavada, crianças jogando futebol e jardineiros cuidando de suas vinhas. Ao longe estava o dourado Domo da Rocha; mais próxima estava a reluzente Cidadela de Mármore, outra obra do grande rei Herodes.

Nossa última parada em Jerusalém foram os túneis do Muro das Lamentações, uma série de passagens escondidas - abertas apenas recentemente ao público - que remove camadas de história para revelar o comprimento pleno do Muro das Lamentações do período de Herodes. As crianças ficaram surpresas ao descobrir que o mesmo rei Herodes que construiu a fortaleza de Masada também foi o responsável pela grande ampliação do Segundo Templo em Jerusalém. Enquanto caminhávamos pela antiga rua de pedras arredondadas que acompanha o Monte do Templo, Charlie deixou escapar um baixo assovio. "O rei Herodes era o cara", ele disse. "Dá para imaginar o que ele construiria se estivesse vivo hoje?"
  • Yoray Liberman/NYT

    Camelos descansam enquanto aguardam os turistas sedentos por mais um passeio no deserto de Judá


Para chegar lá

Devido aos rigorosos procedimentos de segurança, no Aeroporto Internacional Ben Gurion, a cerca de 56 quilômetros de Jerusalém e 16 quilômetros de Tel Aviv, os passageiros precisam chegar com bastante antecedência para a revista. Os balcões de aluguel de carros no Ben Gurion ficam abertos 24 horas; boas estradas, sinalização internacional e distâncias curtas tornam dirigir por Israel relativamente simples.

Onde ficar

O Carlton em Tel Aviv (10 Eliezar Peri Street, 972-3-520-1818, www.carlton.co.il) oferece amplas vistas do Mediterrâneo por diárias a partir de US$ 300. Em Jerusalém, o King David Hotel (23 King David Street, 972-2-620-8888; www.danhotels.com) e o David Citadel (7 King David Street, 972-2-621-1111; www.thedavidcitadel.com) são hotéis de luxo que recebem regularmente dignitários e celebridades. Os quartos duplos geralmente custam a partir de US$ 430 no King David e US$ 350 no David Citadel. Para uma alternativa mais barata, experimente o Sheraton Jerusalem Plaza (47 King George Street, 972-2-629-8666; www.starwoodhotels.com), onde os preços custam a partir de US$ 275 para um quarto duplo.

O que fazer

As cavernas de Maresha ficam a 56 quilômetros ao sul de Jerusalém, no Parque Nacional Beit Guvrin (972-8-681-1020; www.parks.org.il). A entrada custa 25 shekels para adultos e 13 shekels para crianças (cerca de US$ 6 e US$ 3 respectivamente, com o dólar cotado a 4,20 shekels). Para um passeio pelas colinas de Golan, contate uma das muitas empresas que operam passeios de jipe em Tel Aviv. A Bein Harim Tourism Services (972-3-546-8870; www.beinharim.co.il) oferece um passeio que toma o dia todo (das 7h da manhã até as 18h) por US$ 110 por pessoa, com saída de Tel Aviv.

O Instituto Ayalon fica localizado na periferia norte de Rehovot, ao sul de Tel Aviv. Os visitantes precisam ligar com antecedência para fazer reserva (972-8-940-6552). A entrada para adultos custa 20 shekels; crianças pagam 15 shekels.

Em Akko, o Museu Memorial dos Prisioneiros da Resistência (972-4-991-1375) oferece visitas diárias. Adultos pagam 16 shekels; crianças pagam 10 shekels.

O Parque Nacional de Masada (972-8-658-4207; www.parks.org.il) fica a cerca de 100 quilômetros de carro a sudeste de Jerusalém. A entrada, que inclui o bondinho, custa 67 shekels para adultos e 35 shekels para crianças.

O Ein Gedi Spa no Mar Morto (972-8-659-4813; www.ngedi.com) oferece acesso às piscinas sulfurosas, banhos de lama, chuveiros e praia por 60 shekels para adultos e 35 shekels para crianças.

Genesis Land (972-2-997-4477; www.genesisland.co.il) fica a cerca de 25 quilômetros de Jerusalém, na estrada Alon, uma rota principal. O banquete de Abraão - incluindo jantar e uma apresentação bíblica com atores - custa 145 shekels por pessoa. É preciso fazer reservas com bastante antecedência.

Em Jerusalém, a Caminhada pelos Baluartes (972-2-627-7550) custa 16 shekels por adulto e 8 shekels por criança.

A Kotel Tunnels Tour (972-2-627-1333, www.www.thekotel.org) oferece visitas aos túneis com guias da Western Wall Heritage Foundation, que custam 25 shekels para adultos e 15 shekels para crianças.

A família também desfrutará de feiras livres movimentadas e caóticas, oferecendo produtos como temperos incomuns, assados, nozes, doces, hortifrutis e souvenires, em Jerusalém e outras grandes cidades.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Uol Viagem

A esquerda protege o terrorismo islâmico


"O grupo islâmico libanês Hisbolá estabeleceu uma célula em La Guajira, departamento (estado) colombiano na fronteira com a Venezuela, assegurou um alto funcionário da Chancelaria israelense. A diretora para a América Latina e o Caribe da Chancelaria de Israel, Dorit Shavit, advertiu em entrevista ao diário local "El Tiempo", publicada hoje, que a célula corresponde com a política de penetração na América Latina que o Irã iniciou a partir de uma conferência realizada em 2005.

A penetração "inclui a abertura de embaixadas com muitos diplomatas e o aumento do número de diplomatas nas embaixadas existentes, como em Uruguai e Chile", disse a diplomata. A funcionária afirmou que "o Irã já abriu embaixadas na Bolívia e em Manágua, tem uma na Colômbia e faz esforços no Panamá e no Peru". Segundo ela, "também foram assinados mais de 200 acordos de cooperação com a Venezuela e se utiliza essa relação para penetrar em mais países"...

A diplomata afirmou que o Irã, que é "inimigo estratégico de Israel", tem "uma linha de voos diretos entre Teerã e Caracas" que parece que "não são comerciais, porque nenhum turista chega nele". A diplomata disse que a penetração iraniana na América Latina será um dos assuntos centrais da viagem pela região que o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, inicia amanhã. O ministro visitará Argentina, Brasil, Colômbia e Peru."

Fonte: Yahoo / Efe

Um único comentário meu:


► No mundo do faz-de-conta das diplomacias da esquerda americana, o Irã é apenas mais um bom parceiro, que merece o sacrifício da bilateralidade com uma venda sobre os olhos dos direitos fundamentais e um manto sobre a alma da democracia que todos os desgovernantes ora no poder dizem ter por ela lutado... uma rápida consulta nos aspectos sócio-político-econômicos iranianos apresentará um país sem muitos atrativos que justifiquem o consórcio nos moldes do que se propôs Chávez, Lula e respectivos pupilos... o que move essa associação nada mais é do que o tempero que se assomou à bipolaridade geopolítica que muitos tapam os olhos para sua continuidade... me refiro ao islamismo anti-ocidental que por similaridade vem somando esforços com os objetivos seculares da esquerda mundial... a reportagem acima comprova essa invasão, que já está em fase muito mais adiantada na Europa, devido à maior proximidade entre continentes e devido à questão da relação metrópole x colônia... espera-se que esta visita do chanceler Avigdor Lieberman a quatro países em princípio com poder de influenciação nos destinos do subcontinente possa surtir o efeito necessário, não pela possibilidade de apoio desses, mas para que seus mandatários possam saber que a política externa israelense nas mãos de Lieberman tem como princípio fundamental que o outro lado da negociação tem também responsabilidade pela paz, conforme nos assevera Daniel Pipes...


Blog do Clausewitz

quarta-feira, 15 de julho de 2009

De quem é a terra de Israel?

Israel tornou-se uma nação em 1312 a.e.C, há 3.315 anos atrás - e dois mil anos antes do aparecimento do Islã! 726 anos mais tarde, em 586 a.e.C estes antigos judeus na Terra de Israel [Judéia] sofreram uma invasão e o Primeiro Templo de Israel (no Monte de Templo da Velha Cidade de Jerusalém) foi destruído por Nebuchadnezzar (pronúncia hebraica de Nabucodonosor), rei da antiga Babilônia. Muitos dos judeus foram mortos ou expulsos; entretanto, muitos outros tiveram permissão para permanecer. Estes judeus, junto com sua prole e outros judeus que voltaram a se estabelecer ali nos 500 anos seguintes, reconstruíram a Nação de Israel e também um Segundo Templo em Jerusalém, no Monte de Templo. Assim, as falácias propagadas de que judeus não têm direito histórico a terra, e apareceram de repente, há pouco mais de cinqüenta anos reivindicando a posse depois do Holocausto, e puseram fora os árabes é um absurdo!


Em 70 e.C (quase 2000 anos atrás), foi o império romano que marchou sobre a antiga Israel e destruiu o Segundo Templo judeu, enquanto massacrava ou exilava boa parte de sua população judia. Muitos judeus partiram por sua própria conta porque as condições de vida se tornaram insuportáveis em muitos aspectos... ainda que milhares e milhares tenham ficado e foram se rebelando durante os séculos seguintes com a intenção de reconstruir mais uma vez a Nação judaica naquela Terra Santa.


Por 3.250 anos, vários povos, religiões e impérios predominaram em Jerusalém, a antiga capital de Israel. A região foi sucessivamente governada por hebreus [os judeus], assírios, babilônios, persas, gregos, macabeus, romanos, bizantinos, árabes, egípcios, cruzados, mamelucos, turcos (que invariavelmente governaram o território de forma retrógrada, negligenciado o território desde o século 16 até que os britânicos os tivessem compelido para fora durante Primeira Guerra Mundial) e então uma vez mais pelos judeus a partir de 1948. Ninguém se incomodou, nem esteve ao menos inclinado a construir uma nação para si próprio esse tempo todo... exceto os judeus!


Deve-se notar que em 636 e.C quando os saqueadores árabes chegaram a terra e dali até mesmo arrancaram mais de seus judeus, eles também não formaram nenhuma nação árabe lá... e certamente nenhuma "nação palestina". Eles simplesmente "eram os árabes" que, como fizeram outros antes deles, passaram por uma área geopolítica chamada "Palestina"! E devemos lembrar deste fato... não foram os judeus que "usurparam" (palavra favorita dos propagandistas árabes) a terra dos árabes. Se houve isso, foram os árabes em 636 e.C que invadiram e tomaram a terra dos judeus!


Conclusão: Nenhum reino ou país, a exceção da antiga nação de Israel e depois de 1948 com o renascimento da 2ª nação de Israel, alguma vez existiu como entidade nacional soberana nessa terra. Um reino genuinamente judeu estendeu-se por sobre esta área toda antes que os árabes - e o seu Islã - surgissem! O Povo Judeu tem uma das Certidões de Nascimento mais legítimas que qualquer outra nação no mundo. Toda vez que há uma escavação arqueológica em Israel, isso faz nada mais que apoiar o fato de que o Povo Judeu teve lá uma presença por bem mais de 3.000 anos. As moedas, a cerâmica, as cidades, os textos antigos... tudo reforça esta afirmativa. Sim, outros povos passaram, mas não há nenhuma dúvida do fato de que os judeus sempre tiveram uma presença ininterrupta naquela terra durante mais de 3.000 anos. Este precedente não impede qualquer reivindicação que outros povos da região possam ter. Os antigos filisteus estão extintos. Muitos outros antigos povos estão extintos. Eles não têm a linha contínua até a data atual que os judeus têm. E se você quer falar de religião, bem, D-us deu a Terra de Israel ao Povo Judeu. E D-us não fez nada por acidente!


O termo "Palestina" veio do nome que os conquistadores do império romano deram a antiga Terra de Israel numa tentativa de apagar e deslegitimar a presença judia na Terra Santa. E o nome "Palestina" foi inventado no ano 135 e.C. Antes disso era conhecida como Judéia, que foi o reino meridional da antiga Israel. O procurador romano responsável pelos territórios da Judéia-Israel ficou tão furioso com os judeus por se revoltarem que perguntou aos seus historiadores quais foram os piores inimigos dos judeus em toda sua história. Eles disseram: "os filisteus". Assim, o procurador declarou que aquela Terra de Israel daí em diante passava a ser chamada "Philistia" [mais tarde corrompeu-se para "Palaistina"] só para desonrar os judeus e apagar sua história. Daí o nome "Palestina".


Uma coisa a mais. Com freqüência ouvimos os revisionistas e os propagandistas encontrando ligações históricas entre os antigos "filisteus" e os "árabes palestinos". Não há nenhuma verdade sobre isso! Os filisteus foram um dos vários povos marítimos que alcançaram a região mediterrânea oriental aproximadamente em 1.250-1.100 a.e.C. Eles eram de fato uma amálgama de vários grupos étnicos, principalmente de egeus e de origem do sudeste europeu [a Grécia, Creta e Turquia Ocidental]... mas seguramente não são de origem árabe! Esses filisteus não eram árabes... e nenhum destes foi Golias! Os árabes da "Palestina" só são... árabes! E estes árabes da "Palestina" têm tantas raízes históricas com os antigos filisteus como Yasser Arafat tem com os esquimós!


Os antigos habitantes nativos da Palestina há muito tempo extinguiram-se da face da terra. Cananeus, fenícios, e depois os filisteus, todos foram dominados pelos israelitas antes de 1.060 a.e.C. A maioria dessas identidades culturais foram completamente dissolvidas pela era neo-babilônica, ou, no século 6º a.e.C. Os árabes não estavam na Palestina até meados do 7º século e.C., mais de mil anos depois, após 1.300 anos de história judaica na Palestina. Árabes que viveram mais tarde na Palestina nunca se desenvolveram, nem a terra, permanecendo nômades e em estado quase primitivo.


Mesmo que a palavra "Palestina" não tenha nenhum significado em árabe - toda palavra em árabe tem algum significado que deriva do Alcorão, mas a palavra "Palestina" não tem. Se existe algo. A palavra "Palestina" sempre foi associada com os judeus. Nos anos que conduziram ao renascimento de Israel em 1948, os que falavam de "palestinos" estavam se referindo quase sempre aos residentes judeus da região. Por exemplo, o "Palestine Post" era um jornal diário judeu. A "Brigada da Palestina [Regimento]" era exclusivamente composta de voluntários judeus no Exército britânico. Na realidade, os líderes árabes rejeitavam a noção da identidade de um "árabe palestino", insistindo que a Palestina era somente uma parte da "Grande Síria".


O retorno a Sion
Um retorno através do tempo e do espaço à terra natal ancestral
A Terra de Israel nunca ficou desprovida dos judeus, ainda que algumas vezes entre eles se contavam somente dezenas de milhares. Assim foi porque a terra era virtualmente inabitável quando os judeus uma vez mais retornaram ao seu direito à dádiva divina e se impuseram em retornar em massa para a terra de seus antepassados (o Movimento Sionista) nos anos 1880. A retórica boba sobre uma presença árabe massiva sendo assaltada por "invasores judeus" é rapidamente dissipada por Mark Twain, que visitou a área em 1867. De seu livro, "The Innocents Abroad" ("Os estrangeiros inocentes")... Uma nação desolada cujo solo é rico o suficiente, mas terminou completamente determinada por ervas daninhas... uma expansão triste. E silenciosa... uma desolação....nós nunca vimos um ser humano em toda a rota... quase não há árvores ou arbustos em nenhum lugar. Até mesmo a oliveira e o cacto, esses amigos constantes de uma terra inóspita, tinham quase abandonado o país".


Os judeus não deslocaram ninguém porque muito pouca gente que lá estava de fato possuía terras. A maioria era de proprietários ausentes que residiam em outros lugares. Outro fato quase não mencionado pelos "novos historiadores" é que os judeus que chegavam nunca desalojaram ninguém de qualquer terra. Toda a terra foi comprada legalmente dos donos originais... tanto os "da própria Palestina" ou os de outro lugar. Além disso, bom dinheiro foi pago por essa terra que, em muitos casos, estava despovoado e dificilmente se poderia chamar de terra os pântanos e terrenos rochosos. Só aproximadamente 120 mil árabes vivam então na área agora compreendida entre o Estado de Israel, Jordânia e a "denominada" Margem Ocidental [Judéia e Samária]. Por volta de 1890, o número de judeus que tinham se instalado na Palestina alcançou 50.000 e, em 1907, atingiu 100 mil. Em Jerusalém só os judeus somavam mais que 25.000, sobre uma população total na cidade de 40.000 judeus, cristãos e árabes. Os árabes, porém, constituíam maioria na área rural escassamente povoada das imediações de Jerusalém.


Os primeiros judeus sionistas da Palestina eram pioneiros idealistas que chegaram ao pré-estado de Israel com toda boa intenção de viver em paz ao lado dos seus vizinhos árabes e de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da terra. Esses sionistas precursores (e depois os israelenses) tinham tentado o desenvolvimento pacifico para o mútuo benefício de judeus e árabes na terra. Mas desde o início a liderança árabe sempre insistia no caminho de que a única solução era os judeus caírem fora, mesmo que isso significasse a continuidade da pobreza e da estagnação do lugar. Quando as exigências árabes não eram acatadas, eles sempre recorriam à violência.


A grande maioria dos árabes foi para área da Palestina depois que esses primeiros pioneiros sionistas começaram a drenar os pântanos infestados de malária e reconstruíram a terra! Assim procedendo, esses judeus criaram oportunidades econômicas e disponibilidades médicas que atraíram os árabes dos territórios circunvizinhos e até de terras mais distantes! Na realidade, mais de 90% dos árabes migraram para lá nos últimos cem anos. A maioria dos árabes da Palestina era de intrusos e colonizadores que vinham da Síria, Jordânia, Egito, Iraque e outras áreas e simplesmente tomaram posse de pedaços de terra. Tanto que são infundadas suas reivindicações que estão lá desde "tempos imemoriais"! Estes árabes vieram de tribos desorganizadas, com uma tradição de constantemente aterrorizar um ao outro para tentar tomar a terra dos seus vizinhos. Muitos deles eram marginalizados sociais e criminosos que não encontravam trabalho em seus próprios países e por isso procuravam por sua melhor sorte em qualquer lugar. Infelizmente, esses imigrantes árabes importaram para a Terra Santa sua cultura da Idade Antiga de aterrorizar os vizinhos para tomar-lhes a terra. Na realidade, os atuais "árabes palestinos" foram descobertos por Arafat e sua OLP - agora "esterilizada" para AP, ou Autoridade Palestina.


Enquanto os judeus de retorno chegavam altamente motivados para reconstruir a terra, os árabes fervilhavam em inveja e ódio, pois lhes faltava uma liderança a inspirá-los e motivá-los porque eram, na verdade, estranhos históricos nessa terra! Ao contrário dos judeus, esses árabes que imigraram para lá não tinham nenhuma ligação afetiva ou recordações históricas com aquele lugar... essa antiga terra dos judeus!


O problema real que está diante desses árabes hoje não é a falta de uma pátria. A causa-raiz histórica do problema e frustração deles é o fato que os países dos quais vieram não concordaram em os aceitar de volta. Este é o motivo por que tantos deles vivem, até hoje, em acampamentos de refugiados, em países árabes vizinhos, sem direitos civis fundamentais necessários.


Conclusão: Não há nenhuma Palestina árabe histórica produzida pelos árabes logo após 1948, e especialmente depois da guerra árabe-israelense de junho de 1967! Numa entrevista ao jornal holandês Trau (31 de março de 1977), Zahir Muhsein, membro do comitê executivo da OLP disse: "O povo palestino não existe. A criação de um Estado palestino é só um dos meios para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel e pela nossa unidade árabe. Hoje, na realidade, não há nenhuma diferença entre jordanianos, palestinos, sírios ou libaneses. Só por razões políticas e táticas é que nós falamos hoje da existência de um povo palestino, uma vez que o interesse nacional árabe exige que coloquemos a existência de um povo palestino em oposição ao Sionismo.


Também tem havido uma "guerra conceitual" pela posse do termo "palestino" que foi transferido para o que era considerando árabe antes de 1967. A "Palestina" sempre foi sinônima de Eretz Israel e a Terra de Israel.
Sítios arqueológicos nos dias atuais continuam rendendo artefatos com escrita hebraica, mas não algum texto fictício palestino ou árabe! Os assim chamados "árabes palestinos" eram simplesmente então, como são agora, árabes, sem nenhuma diferença cultural, histórica ou étnica de outros árabes que vivem em quaisquer dos 24 países árabes dos quais eles emigraram. A sugestão de que os "palestinos" sejam algum subgrupo de árabes com sua própria e única identidade é pura ficção! Grande propaganda... , mas ainda pura ficção! E sem ter árabes fazendo a lavagem cerebral geração após geração para acreditar nessa balela histórica sobre algumas velhas ligações "árabes palestinas" com a Terra Santa, a maioria poderia ter tido uma vida melhor que a que têm agora, com muito menos matança e sofrimento para a preocupação de todo o mundo.


Quando usamos a linguagem deles (i.e. "Margem Ocidental" em vez de Judéia e Samária, "Territórios Ocupados" em vez de Terras Liberadas, "palestino" em vez de árabe, "Haram esh Sharif" em vez de Monte do Templo etc.), estamos permitindo que eles definam os assuntos, criem ou torçam a história e controlem o debate.
Ganância, orgulho, inveja!


Os árabes e/ou muçulmanos de hoje controlam 24 nações... 99½ por cento do total da massa de terras do Oriente Médio, enquanto Israel ocupa só ½ de um de por cento neste mesmo mapa. Mas isso ainda é muita terra para os árabes desperdiçarem. Eles querem tudo. Com que freqüência ouvimos o seu grito familiar: "nós lutaremos até a nossa última gota de sangue pelo último grão de areia!" E é essa no final das contas a razão pela luta atual. E não importa quantas concessões de terra os israelenses façam para poder trazer paz, nunca será bastante! Qualquer tratado de paz entre Israel e o mundo árabe se revelou maléfico. O de 1993, "O Acordo de Paz de Oslo" trouxe nada mais que homens-bomba suicidas a Israel. Até mesmo os tratados de paz com o Egito e a Jordânia são mantidos por um tênue fio e, se você ler o que publicam os jornais controlados pelos seus governos, pensará que ainda estão em guerra com Israel!
A difícil paz é possível?


Desde o momento em que os judeus restabeleceram sua soberania na antiga pátria, eles procuravam uma paz genuína com todos os seus vizinhos. Infelizmente, seus vizinhos não demonstraram querer compartilhar com eles de uma existência pacífica. Eles, como Bin Ladin hoje, sentiram que têm uma necessidade fervorosa de destruir o Estado judeu não-árabe e muçulmano (e, por extensão, todos os governos não-árabes e muçulmanos do mundo). A campanha árabe contra Israel não está baseada em qualquer reclamação negociável, mas numa oposição fundamental à existência da soberania judaica na qual eles só percebem o Oriente Médio como sendo deles! A última intenção dos árabes é diferenciar uma história judaica na Palestina... e então eliminar Israel da face da Terra.
Quando a Organização da Liberação da Palestina (OLP) foi formada em 1964, sua meta principal era a destruição de Israel. Depois da guerra árabe-israelense de 1967, seu objetivo se subdividiu em dois: Um deles (1), destruir Israel completamente (a mesma meta de antes de 1967); e (2) a criação de um estado árabe-palestino para ser usado como plataforma da destruição de Israel. Estratégias diferentes para um mesmo objetivo: Não um estado ao lado de Israel, mas no lugar de Israel. É realmente simples!


Durante mais de 3.300 anos de história, Jerusalém foi capital só para o povo judeu. Os judeus sempre viveram em Jerusalém, exceto quando foram massacrados ou expulsos. Sempre houve, porém, uma presença judaica ininterrupta em Jerusalém durante os últimos 1.600 anos. E desde o início dos anos 1800 a população de Jerusalém foi predominantemente judaica. Até mesmo quando os jordanianos capturaram Jerusalém e a ocuparam de 1948-67, eles (os jordanianos) nunca procuraram mudar para lá sua capital (em substituição a Amã) nem fizeram dela a capital de todo o povo "árabe-palestino". Mesmo durante os 19 anos da ocupação jordaniana da maior parte de Jerusalém, os líderes de outros países árabes quase nunca se incomodaram em visitar a cidade! Dos dois povos, só para os judeus Jerusalém tem tido um significado especial! A realidade é que Jerusalém nunca foi uma capital árabe e seu interesse nela só ocorreu depois que os judeus a revitalizaram. Era uma cidade provinciana e empoeirada que quase não tinha funções econômicas, sociais ou políticas.


Outro mito em relação à Jerusalém e seu Monte do Templo. O mito é aquele que Jerusalém é realmente uma cidade árabe e que é um foco central do Islã. A verdade é que os árabes expressavam interesse muito limitado no Monte do Templo antes de 1967, ano da Guerra dos Seis Dias. Meca e Medina (ambas na Arábia Saudita) são as cidades mais santas do Islã!


O Alcorão sagrado do Islã menciona Meca duas ou três vezes (de forma implícita, mas não de fato escrita). Menciona Medina cinco vezes. Nunca menciona Jerusalém e com razão boa. Não há evidência histórica para sugerir que Maomé tenha visitado Jerusalém! E se ele visitou Jerusalém, isso não poderia ter sido seis anos após a sua morte. Então, a noção de que Maomé ascendeu aos céus de uma pedra em Jerusalém (o atual Domo da Rocha) é controvertida!
Uma coisa a mais sobre Jerusalém em geral e seu Monte do Templo em particular. Jerusalém aparece na Bíblia judaica 669 vezes e Sion (que normalmente significa Jerusalém, às vezes a Terra de Israel) 154 vezes, ou 823 vezes no total. A Bíblia cristã menciona Jerusalém 154 vezes e Sion 7 vezes. No total, no Velho Testamento (a Bíblia hebraica) e no Novo Testamento, os termos "Judá" ou "Judéia" aparecem 877 vezes e "Samária" é citada em 123 ocasiões.


Mas num olhar mais acurado do Alcorão, descobre-se algo totalmente impressionante. Os muçulmanos citam mais vezes os judeus que eles próprios! Veja isto... o Alcorão menciona "Israel" [ou "Israelitas"] 47 vezes, "judeu" ou "judias" 26 vezes! Até mesmo "cristão" ou "os cristãos" ganham 15 menções!


Muito bem, então talvez Maomé tenha esquecido de mencionar "Jerusalém". Talvez ele também tenha se esquecido de mencionar o Haram-esh-Sharif, o nome árabe para o Monte de Templo judaico. Talvez tenha sido uma omissão honesta. A "Palestina" é mencionada no Alcorão. Certo? Errado. "Palestina" e "palestino" em nenhuma parte serão encontrados. Então por que esses assim denominados "árabe palestinos" teriam raízes históricas antigas que de todo o modo remetem para junho de 1967? Têm por isso os árabes, muçulmanos ou "palestinos" antigas ligações religiosas ou físicas com um único torrão de relva nos denominados "territórios ocupados"?


De 1948 a 1967 quando Jerusalém Oriental e o Monte do Templo estavam "ocupados" por forças jordanianas após a Guerra árabe-israelense de 1948-9, a própria Jerusalém foi ignorada pelo mundo árabe. Nenhum líder árabe lhe fez uma visita, nem mesmo para rezar na Mesquita Al-Aqsa ou no Domo da Rocha (ambos situados no Monte de Templo judeu). Também é digno de atenção que durante este período de 19 anos de ocupação jordaniana judeus não eram permitidos lá... não que houvesse muita coisa para eles verem, vez que os árabes destruíram 58 das sinagogas judaicas de Jerusalém! Os árabes da Palestina colocavam uma prioridade tão baixa em Jerusalém que mesmo a carta de fundação da OLP, em 1964, na Convenção Nacional Palestina, não fez nenhuma referência a tudo isto. Só quando os judeus recapturaram a cidade depois da Guerra dos Seis Dias de 1967 (iniciada pelos árabes) é que, de repente, no mundo árabe cresceu muito a paixão por Jerusalém!


Pode algum muçulmano no mundo produzir qualquer evidência crível da ligação deles com este local santo, diferente do sonho de Maomé? Acredite ou não, a única fonte para a reivindicação dos muçulmanos por Jerusalém e o local do Templo Sagrado, é uma menção no Alcorão de um sonho que Maomé teve sobre um desconhecido "lugar muito distante". Mas este "lugar muito distante" não é mencionado como sendo Jerusalém. Poderia ser Jerusalém, mas também poderia ser um outro local qualquer...


Em verdade, as mesquitas do Domo da Rocha e Al-Aqsa são só duas das centenas de milhares de mesquitas muçulmanas ao redor do mundo. Exceto por estas duas mesquitas secundárias, a própria Jerusalém não tem nenhum significado especial aos islâmicos, que têm outras cidades sagradas (Meca e Medina). Na realidade há mais santuários cristãos em Jerusalém que muçulmanos. Mas Jerusalém é a mais importante e única cidade santa para os judeus.


Quando um judeu ora em qualquer lugar do mundo, ele se vira em direção ao Monte de Templo em Jerusalém. Quando um muçulmano reza, mesmo quando está em Jerusalém, vira-se para Meca, na Arábia Saudita. Precisa-se de mais evidências?

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