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domingo, 2 de janeiro de 2011

Robôs israelenses para pegar terroristas

Máquinas israelenses sem pilotos.
Terroristas e bandidos se preparem



Reportagem no Wall Street Journal

Click aqui

domingo, 26 de dezembro de 2010

WikiLeaks e Israel

O hacker australiano Julian Assange, o criador do WikiLeaks, site que incentiva o crime de espionagem e o anarquismo cibernético, pisa em ovos quando se refere ao fato de que possui documentos que revelam troca de mensagens diplomáticas entre os Estados Unidos e Israel. Digo que pisa em ovos por que ele não é trouxa para ignorar que tudo que se relaciona à segurança do Estado Israel e do povo judeu é crucial e não ficará sem resposta.

Ardiloso, Assange insinua que os tais documentos não foram publicados porque não teriam interessado aos jornais conveniados com o WikiLeaks, o que leva água ao moinho do antissemitismo. Explico: fica a impressão que os jornais não publicam porque são controlados por judeus. Mas toda pessoa bem informada sabe perfeitamente que essa história que os judeus controlam tudo, inclusive a mídia, é uma falácia; uma entre centenas de milhares de teorias conspiratórias que açulam o antissemitismo que neste século XXI assume proporções inauditas sob a complacência, principalmente, da União Européia que se tornou um valhacouto do nazismo que renasce não só na Alemanha como em todo o continente europeu e que faz vistas grossas à invasão bárbara do islamismo que promete varrer do mapa Israel e o povo judeu.

Está claro que o anarquismo do WikiLeaks tem apenas dois alvos: os Estados Unidos e Israel e é antissemita, o que é a mesma coisa do que ser nazista. O WikiLeaks é mais um aparelho nazista que renasce em solo europeu.

Se o WikiLeaks de alguma forma comprometer a segurança de Israel e do povo judeu, o qual que constitui um pingo d'água na população do planeta que anda ao redor de 6,5 bilhões de habitantes, não há dúvida que o governo israelense responderá à altura e não hesitará. Consultem o mapa do Oriente Médio e entendam por quê a segurança é uma questão de vida ou morte para Israel e seu povo.

Assange está blefando. Usa o blefe como uma forma de assanhar o antissemitismo e gerar pautas para se manter em foco na mídia.
Julian Assange é um nazista escroto, um verme vagabundo, um vândalo psicopata cibernético.

O governo de Israel saberá agir com sabedoria e segurança. Disso não tenho a menor dúvida.

E sabem por quê vocês não lêem análises como esta na grande imprensa nacional e internacional? Porque a maioria dos jornalistas é idiota e antissemita.

Blog Aluizio Amorim

sábado, 25 de dezembro de 2010

Uma Sobrevivente

Ex-prisioneira de Auschwitz conta como sobreviveu à barbárie nazista e afirma: os alemães sabiam o que acontecia nos campos de concentração, mas não tiveram a coragem de dizer basta
por Bruno Fiuza
Arquivo pessoal / Divulgação
Eva: no auge dos seus 81 anos, ela conserva a esperança e a vontade de viver que lhe deram força para superar os maiores horrores do século XX
Ela saiu com vida do mais terrível campo de extermínio da Segunda Guerra Mundial. Capturada no dia do s
eu aniversário de 15 anos pelos nazistas, Eva Schloss foi levada a Auschwitz junto com sua mãe, Fritzi, em maio de 1944. Lutando diariamente contra a morte, as duas resistiram até janeiro de 1945, quando os russos libertaram o campo. De volta a Amsterdã, onde haviam morado antes e durante a guerra, mãe e filha descobriram que o resto da família – o pai e o irmão de Eva – havia morrido em Auschwitz. Foi então que Fritzi se aproximou de um antigo vizinho chamado Otto Frank, que perdera a filha, Anne. Os dois acabaram se casando e Eva tornou-se, postumamente, meia-irmã de Anne Frank.

Ao contrário da “parente” famosa, no entanto, Eva demorou mais de 40 anos para escrever suas memórias. Foi só em 1988 que ela finalmente publicou o emocionante relato de sua vida durante a guerra. No fim de 2010, a autora esteve em São Paulo para o lançamento da edição brasileira do livro e recebeu a reportagem de ##História Viva##. Leia abaixo os principais trechos do depoimento de uma garota que, no auge de seus 81 anos, c
onserva intacta a esperança e a vontade de viver que lhe deram a força necessária para superar os maiores horrores do século XX.

História Viva – Por que a senhora demorou tanto tempo para escrever suas memórias?

Eva Schloss – Logo depois da guerra eu sentia muita raiva, não só dos alemães, mas do mundo inteiro, por ninguém ter ajudado, pelas pessoas não terem impedido aquela tragédia. Eu queria botar aquela raiva para fora, mas ninguém parecia interessado em saber o que realmente havia acontecido. Quando os americanos e russos libertaram os prisioneiros dos campos de concentração eles filmaram o que encontraram, e esses filmes foram exibidos nos cinemas ingleses e em outros países da Europa. As cenas eram horríveis, mostravam pilhas de esqueletos e cadáveres. Tudo isso causou repulsa na população, e, durante muito tempo, as pessoas preferiram não tocar no assunto.


HV – E o que a levou a finalmente escrever o livro? Quando surgiu a ideia?

Eva – Foi em 1986, quando Ken Livingstone, que mais tarde se tornaria prefeito de Londres, levou à Inglaterra uma exposição histórica que havia sido organizada originalmente na Casa de Anne Frank, em Amsterdã. É claro que minha mãe e eu fomos convidadas para o evento de abertura. Havia cerca de 200 ou 300 pessoas na plateia e uma mesa com seis ou sete palestrantes. Ken Livingstone me convidou para a mesa e, depois que todos falaram, ele disse: “Agora Eva quer contar uma coisa para vocês”. Na verdade, eu não queria dizer nada. Eu nunca tinha falado sobre isso. Mas todos pareciam ansiosos, e então eu comecei a falar. E eu falei, falei, falei e falei. Foi incrível! Ao fim do evento, muitos jovens vieram falar comigo, e eles queriam saber mais, queriam autógrafos e fizeram mais perguntas. Aquilo realmente foi uma mudança completa para mim, porque eu senti que, pela primeira vez, as pessoas estavam realmente interessadas. Eu fui convidada a viajar com a exposição e uma amiga me disse: “É important
e que você escreva sua história”.

HV – Escrever suas memórias lhe fez bem?

Eva – Sim. Até então, tudo estava preso na minha cabeça. Eu nunca havia falado sobre o assunto, mas estava lá. E, ao pôr no papel, eu consegui colocar um pouco disso tudo para fora.


HV – Como a senhora definiria um nazista?


Eva – Bem, esse é o problema: eles não pareciam maus, eram pessoas comuns. Foi por isso que na Holanda nós fomos traídos por uma enfermeira. Ela era nazista, mas você nunca suspeitaria disso. Muitos eram extremamente bem educados. Era o caso de [Joseph] Mengele, por exemplo, que realizava terríveis experimentos com seres humanos e decidia quem vivia e quem morria em Auschwitz: ele era muito bem educado, eu poderia quase dizer que era um cavalheiro. Estava sempre perfeitamente vestido, era um homem de meia idade, alto e bonito. Você nunca suspeitaria que ele fosse capaz de fazer algo mau. E é por isso que, na década de 1970, quando comecei a visitar a Alemanha, eu suspeitava de toda pessoa mais velha. Eu olhava para elas e pensava ‘O que você fez? Você estava em um campo de concentração?’, porque você não conseguia distinguir um nazista pela aparência.

HV – Todo mundo podia ser nazista?

Eva – Todo mundo. E muitos deles eram, porque, quando os russos chegaram e evacuaram os campos de concentração, muitos dos guardas comuns jogaram fora seus uniformes, vestiram uma roupa qualquer e voltaram para suas cidades e vilas de origem. Não aconteceu nada com a maioria deles.



Arquivo pessoal / Divulgação
Eva no dia de seu casamento, em Amsterdã, em 1953, ao lado do marido (ao centro), e de Fritzi e Otto Frank (à esq.)


HV – No livro, a senhora conta que as pessoas que viviam nos arredores dos campos de concentração viam os prisioneiros circulando na região. A senhora acha que elas não sabiam ou não queriam saber o que estava acontecendo lá dentro?

Eva – Elas sabiam. A maioria dos campos de concentração na Alemanha e na Polônia foi construída bem ao lado de alguma cidade, como foi o caso de Aushwitz ou Dachau, e as pessoas do entorno viam o que acontecia naqueles lugares, elas sabiam. Elas viam os trens, as pessoas chegando e saindo. Em Auschwitz, muitos prisioneiros vestidos com o uniforme listrado saíam do campo para trabalhar em fábricas próximas. Esses detentos já estavam muito emaciados. Muitos não podiam sequer andar, alguns morriam no caminho. E os moradores do entorno viam tudo isso.

HV – O que a senhora diria se tivesse de explicar, em poucas palavras, o que foram os campos de concentração?

Eva – Bem, é difícil explicar isso em poucas palavras, mas eu diria que é um modo de tirar a liberdade das pessoas, torturá-las, e, por fim, matá-las. Os nazistas queriam acabar conosco, eles não queriam que nenhum judeu sobrevivesse. Mas havia tantos, seis milhões, que nem com os eficientes métodos de envenenamento por gás que desenvolveram eles foram capazes de atingir essa meta com a rapidez desejada. Assim, milhões de pessoas foram mantidas em condições terríveis: passando fome, cheias de doenças, submetidas a regimes duríssimos de trabalho e tratados como animais até que chegasse a sua vez de morrer. Éramos como animais esperando pelo abate.


Arquivo pessoal / Divulgação
Eva e a mãe seguram um retrato de Anne Frank em 1986


HV – E quanto ao Exército Vermelho? Muito já se falou sobre a violência de seus soldados. Que memória a senhora guarda dos russos?

Eva – Para mim eles foram maravilhosos! Quando chegaram ao campo de concentração, em pleno inverno, eles pareciam deuses. E realmente nos trataram como vítimas de um sistema terrível. Eles nos respeitaram, nos alimentaram, nos vestiram, nos transportaram e foram extremamente bons. É claro, eu sei, e é verdade, que, quando eles entraram na Alemanha, fizeram coisas horríveis. Eles estupraram, saquearam, mataram pessoas. Mas, após a libertação, como não podíamos voltar para a Holanda, viajamos por quatro meses pela Rússia e vimos a inacreditável devastação que os alemães haviam causado no país. Não havia uma cidade, uma vila, uma fazendo que não tivesse sido completamente demolida e queimada. E muitos jovens entraram para o Exército Vermelho para se vingar dos alemães, porque não tinham mais família nem lugar para ir. Os russos perderam 40 milhões de pessoas na guerra e, mesmo assim, eles não se renderam. Eu realmente admiro os russos. Se não fosse por eles, a guerra poderia ter durado muito mais.

HV – Quando a senhora vê notícias sobre grupos neonazistas e manifestações de ódio racial atualmente na Europa, acredita que seria possível se repetir hoje o que aconteceu na Alemanha nazista?

Eva – Não, eu não acho que uma coisa assim possa voltar a acontecer, porque aquilo foi típico de um país e de uma época: os alemães estavam prontos para obedecer qualquer ordem que viesse de cima, prontos para fazer qualquer coisa que o líder lhes mandasse fazer. Se alguma coisa desse tipo voltasse a acontecer, eu acho que em algum momento as pessoas iriam parar para pensar e se recusariam a seguir as ordens.

HV – Foi isso que os alemães não fizeram na década de 1930?

Eva – Exatamente

História Viva




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Palestinos cristãos são perseguidos.

Julie Stahl, CNSNews.com

Os cristãos palestinos estão sofrendo abusos dos direitos humanos, inclusive confisco de terra, estupro e assassinato nas mãos da população muçulmana, que é muito maior, mas eles não abrem a boca para falar e a Autoridade Palestina não lhes oferece nenhum recurso ou proteção, disse um advogado de direitos humanos e escritor.

Na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza, tanto muçulmanos quanto cristãos palestinos contam aos visitantes que não há nenhum atrito entre eles — que eles vivem como cidadãos iguais sob o governo da A.P.

Mas Justus Reid Weiner, autor do livro recentemente publicado “Human Rights of Christians in Palestinian Society” (Direitos Humanos dos Cristãos na Sociedade Palestina) disse que isso simplesmente não é verdade.

A perseguição religiosa é um problema em toda a sociedade palestina e é um problema sentido de diferentes maneiras, Weiner disse. “Algumas pessoas são acusadas de colaborar com Israel. Algumas pessoas são acusadas de ofensas morais. Algumas pessoas são acusadas de tentar propagar o Cristianismo através da distribuição de Bíblias”.

Weiner, um advogado judeu que trabalha com questões de direitos humanos, disse que um pastor evangélico o incentivou a investigar os abusos de direitos humanos de muçulmanos que se converteram ao Cristianismo. Mais tarde, ele também estudou os cristãos que vivem sob governo da A.P.

“Comecei quando um amigo meu que é pastor evangélico leigo perguntou se eu já havia pesquisado ou escrito sobre as vítimas cristãs que estavam sofrendo abusos de direitos humanos vivendo sob a A.P.”, Weiner contou ao Serviço Noticioso Cybercast. “E embora eu tenha experiência de 25 anos trabalhando como advogado de direitos humanos, eu não sabia nada”.

Seu livro é dedicado a Ahmad El-Ashwal, um muçulmano palestino que se converteu ao Cristianismo e foi assassinado por causa de sua fé.

El-Ashwal, pai de oito filhos que viviam no campo de refugiados de Askar perto da cidade de Nablus, na Margem Ocidental, foi preso e torturado nas prisões da A.P. por se converter ao Cristianismo, disse Weiner.

“Ele foi levado à prisão por dois meses e eles o questionaram muito sobre suas convicções cristãs. Eles pediram que ele revelasse os nomes de outros cristãos que ele conhecia e lhe prometeram que se ele voltasse para o islamismo, eles lhe dariam um emprego bom, com salário elevado e um escritório só dele”, disse ele.

El-Ashwal foi surrado; seu carro sofreu um ataque à bomba; e ele foi forçado a fechar seu próspero local de venda de falafel quando o proprietário não quis renovar o aluguel dele por causa de sua fé cristã. Ele dirigiu uma igreja secreta em sua casa no campo de refugiados e quando ele não quis voltar ao islamismo, homens mascarados bateram à sua porta em janeiro de 2004 e lhe atiraram na cabeça.

“Nunca houve investigação alguma. Até tentei descobrir uma notícia de jornal dizendo que alguém havia levado tiro e sido morto — mas não havia notícia alguma”, contou Weiner. Sua família não quer se encontrar com nenhum estrangeiro mais, acrescentou ele.

A constituição da A.P., que precisa ainda ser ratificada, é baseada na Sharia, a rígida lei religiosa islâmica, declarou Weiner. (A Sharia rebaixa os que não são muçulmanos a uma condição inferior e também proíbe conversões do islamismo a qualquer outra religião.)

O islamismo vê uma conversão como “rua de mão única”, observou Weiner. “Você é mais que bem-vindo para se converter para o islamismo, mas quem tiver o atrevimento de pensar em se converter do islamismo para alguma outra religião merece a pena de morte”.

Se a A.P. for governada por uma constituição baseada na lei islâmica, há pouca esperança de que a constituição protegerá um muçulmano que se tornar cristão, declarou ele.

Os cristãos também sofrem

Mas não é só os muçulmanos que se convertem ao Cristianismo que sofrem, ele disse.

Weiner observou que os países do mundo não dão atenção aos abusos contra a pequena população cristã (menos que dois por cento da população total da Margem Ocidental e da Faixa de Gaza).

“A realidade da vida do dia-a-dia dos cristãos palestinos que vivem sob o governo da A.P., sujeitos aos caprichos de uma maioria muçulmana, continua a ser em grande parte ignorada pelas organizações, governos, os meios de comunicação e o público internacional”, escreveu Weiner em seu livro.

“Não só a população palestina cristã está sofrendo ameaça à sua própria existência, mas o que mais chama a atenção é que sua condição como minoria perseguida é ignorada, já que a atenção internacional está toda no terrorismo e nos planos de paz iniciais, em vez das presentes necessidades de direitos humanos”, declarou ele.

O livro de Weiner é o cume de oitos anos de pesquisa e entrevistas com convertidos e cristãos nas áreas da A.P. Ele também publicou muitos artigos em várias revistas de direito e direitos humanos.

“A maioria das vítimas tem medo de falar, medo de dar entrevistas, medo até de se encontrar comigo”, comentou Weiner.

“Tive de reassegurar-lhes na maioria dos casos de que eu não ia publicar minhas descobertas aqui em Israel, de que tudo ia ser publicado em revistas acadêmicas no outro lado do oceano… que têm pequena circulação”, observou Weiner.

“Além disso, eu estava disposto a mudar os nomes, as cidades de residência e a ocupação das pessoas que eram entrevistadas, e apesar dessas afirmações reiteradas havia algumas pessoas que ainda não queriam conversar”, declarou ele. “Basicamente, há um grande problema de medo de ameaças”.

Recentemente, uma mulher muçulmana foi assassinada por sua família, porque alegaram que ela estava tendo um caso com seu patrão cristão. A família muçulmana foi então atacar enlouquecidamente a vila cristã de Taibeh, queimando lojas e obrigando os cristãos a fugir em busca de segurança, disse ele.

O silêncio dos líderes cristãos

Para piorar o problema, os líderes cristãos — há muito tempo amedrontados com as ameaças de Yasser Arafat, que era presidente da A.P., e agora amedrontados com a atual liderança da A.P. — não abrem a boca em favor de suas comunidades, observou ele.

Weiner disse que no começo ele ficou perplexo com o silêncio dos líderes cristãos para com o tratamento cruel que seus membros estavam sofrendo.

“Penso no Cristianismo como uma das maiores religiões mundiais envolvendo bilhões de seguidores… e muitos deles são ricos e cultos. Líderes poderosos de muitos países professam uma identidade cristã e certamente eles vêm de uma tradição cristã”, disse ele.

A Autoridade Palestina tem de tal modo intimidado os líderes cristãos que eles cooperam com a causa nacionalista palestina, declarou Weiner.

“Eles obedeciam toda vez que Arafat estalava os dedos para vestir roupas cristãs e dar garantia pessoal do fato de que os cristãos e os muçulmanos eram palestinos acima de tudo, e que todos eles estavam comprometidos com o nacionalismo palestino como sua prioridade máxima”, comentou ele.

Os cristãos, pois, viam seus líderes como homens que haviam se vendido, acrescentou ele.

Pelo fato de que havia muito poucos cristãos, em comparação ao número de muçulmanos, “os líderes da A.P. tendem a fechar os olhos quando o Hamas ou a Jihad Islâmica atira, esfaqueia, bate, intimida, rouba ou estupra os cristãos”, ele declarou.

Intervenção dos EUA

Weiner disse que ele escreveu esse livro, destinado ao público geral, porque não queria que o problema permanecesse um “segredo” entre acadêmicos.

Ele acredita que o governo americano poderia fazer mais para pressionar a A.P. a cumprir, como se espera, os padrões de direitos humanos internacionais.

A pressão de Bush para que haja democracia no Oriente Médio não é só sobre “urnas eleitorais e eleições livres e justas”, observou ele.

“Parte da democracia sobre a qual ele tem falado inclui liberdade de religião, liberdade de mudar de religião, liberdade de diferir da religião ou cultura da maioria”, ele disse.

“Sob as leis internacionais de liberdade religiosa, o governo americano pode fazer alguma coisa, o uso de pressão deve ser uma possibilidade, não é uma situação sem esperança como pensam alguns”, ele observou.

Traduzido e adaptado por Julio Severo:

Fonte: Crosswalk — Religion Today Feature: Palestinian Christians Are Persecuted, Author Says, 25 de novembro de 2005.

Quem confia nos palestinos?

Abbas e Fayyad falaram em inglês para os americanos e israelenses, Erekat falou em árabe para os palestinos. Ambas as declarações não podem ser verdadeiras; uma tem que ser mentira.


Sob o comando de Iasser Arafat, a Organização para a Libertação da Palestina notoriamente dizia uma coisa à audiência árabe/muçulmana e o contrário à israelense/americana, discursando de forma malévola para a primeira e em tons dúlcidos para a segunda. O que dizer sobre o amável sucessor de Arafat, Mahmoud Abbas? Ele rompeu com esse padrão de falsidade ou lhe deu continuidade?

Essa questão tem em si uma importância renovada visto que segundo levam a crer as informações, Abbas estaria disposto a oferecer a Israel vários compromissos territoriais, e mais, ele deu alguns passos sem precedentes dando uma entrevista a jornalistas israelenses, reunindo-se com líderes judeus americanos no S. Daniel Abraham Center for Middle East Peace.

Com uma especificidade inédita, o diário em idioma árabe Al-Hayat revela, que Abbas informou à administração Obama sobre sua disposição em chegar a um acordo no que diz respeito à Cisjordânia e até mesmo Jerusalém (embora a AP negasse imediatamente esses termos).
Na entrevista, Abbas se diz genuinamente decidido a alcançar um acordo de paz e a aceitar a ideia de tropas internacionais. Um assistente de Abbas descreveu esse esforço como a "tentativa dele estender a mão à população israelense... nós desejamos ter um parceiro israelense para o estágio final, um parceiro que optou pela paz, não assentamento, paz, não ocupação". O próprio Abbas advertiu os israelenses, "Não me deixem perder as esperanças".

E por último, uma transcrição da reunião no Abraham Center revela Abbas dizendo a sua audiência exatamente o que ela queria ouvir: que ele condena a violência, reconhece as ligações históricas judaicas à terra controlada por Israel, que aceita as preocupações israelenses sobre a segurança e que promete retirar o incitamento da mídia e dos materiais escolares. Sobre a delicada questão do Holocausto - um tópico sobre o qual o próprio Abbas escreveu uma "dissertação" pela qual recebeu Ph.D. na URSS, onde ele acusa os sionistas de aumentarem o número de judeus mortos por motivos políticos - Abbas admitiu que os judeus sofreram e rejeitou a negação do Holocausto.

Como interpretar tudo isso? Abbas alega que falou para os líderes judeus americanos "na mesma linguagem" que usa para falar aos palestinos comuns.

Altamente improvável.

Na realidade, a mídia da AP deturpou as declarações dirigidas aos palestinos "comuns" que, para não ser grosseiro, negava as doces palavras dirigidas aos israelenses e americanos. Assim que saiu o noticiário de Abbas estendendo a mão ao outro lado, também saíram notícias no Palestinian Media Watch sobre as mensagens que veiculavam exatamente o contrário aos palestinos.

Por exemplo, a TV da Autoridade Palestina, que é controlada diretamente pelo escritório de Mahmoud Abbas, apresenta o programa de televisão semanal, As Estrelas, no qual representantes das universidades palestinas competem entre si para responderem perguntas. Em um programa recente, duas questões sobre geografia (aqui simplificadas) implicitamente negavam a existência do Estado de Israel.
  • Qual o comprimento do litoral da "Palestina"? A resposta, 235 quilômetros, soma a costa de Gaza (45 km) a da costa mediterrânea de Israel (cerca de 190 km).
  • Qual a área da Palestina? A resposta de 27000 quilômetros quadrados incluem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza (6000 km quadrados) juntamente com Israel (21000 km quadrados).
Num exemplo semelhante de fraude, Salam Fayyad, que se denomina primeiro ministro da Autoridade Palestina, anunciou em inglês em Aspen, Colorado, no ano passado que os judeus são bem vindos para morarem em um futuro Estado da Palestina onde eles "irão desfrutar de [todos] os direitos e certamente não desfrutarão menos direitos do que os árabes israelenses desfrutam agora no Estado de Israel."

De fato, palavras amáveis. Contudo, alguns dias antes, Saeb Erekat, líder do departamento de negociações da Autoridade Palestina, disse exatamente o contrário em árabe (conforme está disponível pelo MEMRI): "ninguém deverá aceitar a permanência de colonos judeus em um [estado] Palestino... Alguns dizem que nós estamos [dispostos a] conceder cidadania aos colonos. Nós rejeitamos [essa ideia] peremptoriamente".

Abbas e Fayyad falaram em inglês para os americanos e israelenses, Erekat falou em árabe para os palestinos. Ambas as declarações não podem ser verdadeiras; uma tem que ser mentira. Eu gostaria de saber, qual delas?

Os palestinos jogam esse jogo duplo, transparente e simplista porque dá certo. Os israelenses, os americanos e outros levam em conta os sons agradáveis que ouvem diretamente e desconsideram os relatos de palavras fortes que apenas ouvem falar. A Autoridade Palestina irá continuar alegremente a emitir as mentiras até o mundo prestar atenção e rejeitá-las, posto que recompensar mal comportamento invariavelmente acarreta em mais mal comportamento.

Quando iremos parar de nos iludir de que Abbas e a AP não querem nada menos do que o total aniquilamento do estado judeu? Que desastre terá que acontecer antes de abrirmos os olhos para a realidade?

Publicado no site da National Review.
Original em inglês: Trust the Palestinian Authority?

Tradução:
Joseph Skilnik

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Europa depois de Auschvitz




Artigo do escritor espanhol Sebastian Vivar Rodriguez (Novembro de 2004)


Estava andando em Barcelona e de repente descobri uma verdade apavorante – A Europa morreu em Auschvitz. Nós matamos seis milhões de judeus e os trocamos por 20 milhões de muçulmanos. Em Auschvitz queimamos cultura, pensamento, criatividade, capacidade. Destruímos o povo eleito, realmente eleito, pois eles nos deram pessoas únicas e especiais, que mudaram o mundo. A influencia dessas pessoas é sentida em todos os aspectos da vida: ciências, artes, comercio internacional e mais de tudo – a consciência do mundo.

Esses são os seres que queimamos. E sob o cinismo de compreensão, porque queríamos provar para nos mesmo que nos curamos da doença do racismo, abrimos nossos portões para 20 milhões de muçulmanos, que trouxeram com eles ignorância e idiotice, fanatismo religioso e incompreensão, assaltos e pobreza derivados da falta de vontade de trabalhar e de sustentar suas famílias com honra. Eles transformaram nossas cidades espanholas maravilhosas em terceiro mundo, infestadas de desespero e assaltos. Eles moram em casas que receberam de graça do governo e lá mesmo eles planejam o assassinato e destruição das pessoas inocentes que os receberam.

E assim, para azar nosso, trocamos cultura por ódio fanático, criatividade por destruição, inteligencia por atraso e ignorância. Trocamos a busca da paz do judaísmo da Europa e a capacidade destes de almejar um futuro melhor para seus filhos, e respeito a vida, por ser sagrada; por pessoas que correm atrás da morte, pessoas que almejam a morte para si, para os outros, para nossos filhos e para seus filhos. Que erro terrível foi feito pela Europa.



Comentário - Marisa M. Artagoitia


Se você perguntar para um espanhol o que ele pensa sobre a expulsao dos judeus ou sua obrigatória conversao ao cristianismo em 1492, ele dirá que isso foi uma tremenda estupidez. Mas se fizer a mesma pergunta sobre um muçulmano na atualidade, a grande maioria dirá que o lugar deles é na terra deles. E isso se deve muito ao fato de que o judeu na Espanha ou mesmo na Europa sempre foi sinônimo de inteligência, criatividade, é só lembrar os grandes nomes da Humanidade.

Mas nao ponho todos os muçulmanos no mesmo saco, porque nao gosto de generalizar. Conheço uns quantos e isso que na zona onde moro há poucos, este clima nao os agrada. Os poucos que aqui moram sao gente mais "ilustrada" que a grande maioria que mora em outras zonas da Espanha. Vou dar um exemplo real. Minha amiga Radissha é formada em Tetuán (Marrocos) em Biologia, com Mestrado em Biologia Molecular. Fala francês, árabe, inglês e espanhol. É muçulmana e seu marido também, mas sairam do Marrocos, porque ela queria "liberdade". Ela nao usa véu, usa maquiagem e mesmo assim continua sendo muçulmana. Só tem uma filha. E digamos que ela nao vive o Isla. Antes trabalhava num supermercado, mas agora conseguiu trabalho num laboratório em Santander e está muito feliz. Reconheço que no meio de um milhao e meio de muçulmanos que moram na Espanha ela faz parte da minoria, mas as novas geraçoes nascidas aqui já vao mudando a mentalidade, pouco a pouco, mas conseguem.

O maior problema é justamente a nao separaçao da religiao da vida civil desses imigrantes e também a grande falta de preparo e estudo que a grande maioria tem. E outro dose de machismo, que faz que muitas mulheres mesmo vivendo aqui, nao possam exercer seus direitos. Muitos homens preferem buscar esposa em seus países, mesmo os já nascidos aqui, pois dizem que as muçulmanas espanholas (descendentes de marroquinos, argelinos, etc) já estao "ocidentalizadas" demais e é lógico, nao os obedecem. Elas já nao querem 4, 5 filhos, querem estudar e trabalhar fora, a maioria nao quer usar véu, etc.

E o grande problema disso é que essa forma de vida "vivendo o Isla", nao permite uma convivência igualitária em termos civis com o resto dos espanhóis ou mesmo europeus. Ou seja, formam-se os guetos. E o problema cresce quando nesses guetos alguns se radicalizam e apoiam o terrorismo radical muçulmano. Aí é que mora o perigo. A Europa nao quer isso, aliás, morre de medo disso. O atentado de Madri foi algo terrível, tive a desgraça de estar em Madri naqueles dias e ninguém precisa contar-me o que foi aquilo, eu mesma vi.

A Espanha inteira viu e ela inteira indignou-se. Na hora da raiva, todos gatos entram no mesmo balaio, mas depois com a cabeça fria, reflexiona-se e a gente se dá conta de que também morreram muitos muçulmanos e que uns poucos desgraçados nao podem pôr a culpa em todos. A convivência exige adaptaçao de ambas partes, mas opino que o que vem de fora é o que primeiro tem de ceder. Quando meus pais foram ao Brasil, ninguém lhes deu nada, nem casa, nem comida, nenhuma ajuda. Trabalharam 24 horas e se fizeram por si mesmos.

Estudaram, aprenderam o idioma e em poucos anos já haviam melhorado substancialmente de vida. Aqui ocorre o contrário. Quando chega um imigrante, o governo dá mais ajudas que para um espanhol e isso é fato incontestável. Eles vao aos Serviços Sociais e alegam estado de miséria, com isso obtêm direitos. Um espanhol, por orgulho ou pudor, se nega a alegar esse estado de miséria, mas se pede uma ajuda para o aluguel, por uma questao de desemprego, esta fica sujeita à declaraçao de estado de miséria. O mesmo ocorre nas escolas públicas. Há professores especiais para dar aulas de espanhol para crianças imigrantes e de "adaptaçao", mas faltam professores de apoio de outras matérias.

E como na Espanha, o mesmo ocorre em outros países europeus. Na mesma Espanha, em Catalunha e Andalucía, onde há uma quantidade enorme de muçulmanos, muitos trabalhadores braçais, há enormes focos de conflito. Meus primos em Girona, dizem que estao cansados dos "moros", pois muitos depois de anos e anos, ainda nao estao acostumados com a forma de vida local.. Já há outros totalmente "espanholizados" e esses também reclamam de seus compatriotas que nao fazem nada para prosperar. Também há muitos espanhóis ignorantes que se "esqueceram" que há poucos anos atrás, eram eles os imigrantes e que muitos países os receberam de braços abertos.

A única diferença é que eles realmente "pastaram" nos países que os acolheram, nao tiveram ajudas governamentais, apenas os mesmos direitos dos locais e um excelente recebimento por parte do povo de acolhida, no caso da América. A diferença estava na cultura do esforço, do berço familiar (nao econômico, lógico, pois eram pobres, saídos de uma guerra civil), do trabalho e do "sair adiante" por mérito próprio e do orgulho em conseguí-lo.

Mas a cegueira européia em relaçao ao Holocausto é algo que ninguém na Europa nega. Que todos podiam e deveriam ter feito mais para salvar o povo judeu. Que o mundo perdeu muitíssimo com aquela barbaridade e que isso jamais pode voltar a ocorrer. Na verdade, acho que os que guardam algum foco de antissemitismo desconhecem por completo a História e baseiam-se no que leem sobre a questao dos Palestinos.

Nem sequer sabem diferenciar judeus e israelenses. Há muita ignorância nesse aspecto. O que observo nos jornais daqui é cada vez mais comentários pró Israel, alguns até afirmando que devemos ajudar Israel, porque este serve de "muro de contençao" ao expansionismo do terrorismo muçulmano. E os espanhóis que antes nunca foram muito pró Israel, talvez porque aqui há muito poucos judeus, apesar da enorme cultura sefardita mantida e creio eu, das mais ricas da Europa atual, em termos de museus, organizaçoes, etc, no fundo se identificam com o povo judeu. Eles encontram muitos parecidos no "temperamento judeu", na personalidade.

Lógico, que talvez quando dizem isso, falem sobre os judeus sefarditas. Muitos inclusive já me contaram sobre o "espírito" de Jerusalém, gente que foi como simples turista e quando chegou na cidade, identificou-se tanto com a populaçao e a cultura locais que nao quiseram voltar à Espanha. E também há uma ponta de inveja do sucesso israelense, um país pequeno e tao próspero.

Esta semana mesmo foi apresentada aqui num hospital em Barcelona, uma "invençao" israelense, umas pernas biônicas, que possibilitam que alguns paraplégicos possam andar. Foi um sucesso e o Ministério de Saúde espanhol está preparando um convênio com as Comunidades Autônomas para oferecer esse "tratamento" em 2011. Isso sem contar no boom turístico que se transformou Israel para os espanhóis nos últimos anos. Há um aumento significativo no número de voos para Tel Aviv e Jerusalém saindo de Madri e Barcelona. Israel é um país mediterrâneo, seguro, com infra-estrutura, com muita História e isso é um prato cheio para o turismo.

Israel é muito mais aliada agora que no passado, pois de certa forma a Europa, ou os europeus de alguma forma se sentem ameaçados pela radicalizaçao do terrorismo muçulmano. Mesmo que a UE critique açoes de Israel, isso nao significa que nao lhes dê apoio. E qualquer europeu pensa que um israelense é muito mais europeu que qualquer turco, mesmo que venha de Istambul. Aqui ninguém estranha que Israel participe nas competiçoes esportivas européias ou mesmo no festival Eurovision, um festival onde se escolhe todo ano a melhor cançao européia. A Turquia também participa, mas gera muito menos paixoes...

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